i
Mostrando postagens com marcador Açude de Pataxó. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Açude de Pataxó. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de março de 2015

Defesa civil diz que situação vem se normalizando em Ipanguaçu


Após atingir a cota máxima de mais de 24 milhões de metros cúbicos de água na última terça-feira, 24, o Açude Público de Pataxó, no município de Ipanguaçu chegou a registrar uma cota da sangria de 50 cm. Nas últimas horas, o reservatório tem registrado diminuição na vazão que passa pela parede. 

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) e a Prefeitura vem registrando durante toda essa quinta-feira, 26, a redução do volume de água que passa no leito do rio. Ontem, 25, sete comunidades chegaram a ficar ilhadas e uma das escolas teve que suspender as aulas. 

Segundo o coordenador da Compedec, Genilo Rodriguês dos Santos, o nível da água vem baixando e o acesso para as comunidades de Luzeiro, Cuó e São Miguel já é possível ser feito, mas a água ainda encobre um pouco as pontes. “Sem chuvas nos últimos dias, as águas vem se normalizando, algumas comunidades os efeitos são mais rápidas, mas em outras ainda é necessário usar canoas, como é o caso de Picada”, fala o coordenador. 

Foto: Jeffersson Andrade 
A passagem molhada/ponte que dá acesso as comunidades de Picada, Lagoa de Pedra, Itu e Porto ainda encoberta faz os moradores da área usam as canoas como principal meio de transporte para a travessia do rio. As aulas na escola de Picada ainda continuam suspensas. 

Às 15h de hoje o açude de Pataxó registrava uma lâmina de água de 4 cm. A expectativa segundo a defesa civil é que esse número caia cada vez mais. 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Em Ipanguaçu, vazão do Açude de Pataxó diminui mas água deixa comunidades ilhadas

Prefeitura articula acesso as comunidades ilhadas. Momento é estável, mas Defesa civil está em atenção. 

O açude público de Pataxó, localizado no município de Ipanguaçu, vem registrado diminuição no volume da lâmina de água. Segundo dados da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), que monitora o reservatório, na noite dessa última terça-feira, 24, às 22:50h o açude registrou uma lâmina de água de 50 cm, na tarde de hoje, 25, às 16:15h esse número caiu para 16 cm. 



Segundo o coordenador, Genilo Rodriguês dos Santos, o volume de água que saiu do açude no início da manhã de terça vem chegando em outras regiões do município na manhã dessa quarta. 

Genilo, explica que as águas do açude demoram em média um dia para chegar nas adjacências das comunidades rurais que ficam próximas da zona urbana, como é o caso de sete comunidades, que já apresentam as passagens molhadas/pontes submersas, ficando intrafegáveis para veículos e pedestres. 

Comunidades como São Miguel, Cuó, Luzeiro, Picada, Lagoa de Pedra, Itu e Porto o acesso só é possível através de canoas, que começa a ser disponibilizadas pela Prefeitura. 

Com o principal acesso a comunidade de Picada ficou prejudicada, a Secretaria de Educação do município suspendeu as aulas da Escola Nelson Borges Montenegro, devido a impossibilidade dos alunos chegarem até a instituição escolar. Segundo a Secretaria, as aulas serão retomadas na escola, assim que for possível o acesso seguro dos alunos e professores. Em Luzeiro, as aulas ocorrem normalmente, já que todo o corpo educacional residem na própria comunidade. 

Na manhã de hoje na sede da Secretaria Municipal do Trabalho, Habitação e Assistência Social – SEMTHAS, a coordenadoria municipal de Proteção e Defesa Civil voltou a se reuniu com os secretários do governo. A reunião buscou articular os últimos pontos do plano de contingência para quais quer anormalidade, ficando decidido também o acompanhamento do reservatório do município de Angicos, açude na qual deságua para o Pataxó. 

Genilo avalia que, “o momento ainda é de acompanhamento. Não há necessidade das pessoas deixem suas casas. A equipe da Defesa Civil está atenta a todos os pontos de riscos e monitorando o volume de água que sai do açude e passa pelo leito do rio”, afirma. 

Plano de contingência 

No plano está incluindo todo o mapeamento das áreas de riscos do município, como o planejamento dos grupos de atividades coordenadas composta por dirigentes e/ou servidores dos diversos órgãos municipais, além da parceria com diversos segmentos da sociedade organizada e das comunidades, como associação de moradores, ONGs e Igrejas. 

O plano ainda prevê ações de prevenção e socorro para as áreas consideradas vulneráveis, deslocando desabrigados para abrigos seguros, buscando no menor prazo possível restabelecer a situação de normalidade no município.


segunda-feira, 23 de março de 2015

Açude Pataxó: nível elevou 3 metros nas últimas 24 horas


Com as últimas chuvas registradas na região Central do Rio Grande do Norte, o açude Pataxó, no município de Ipanguaçu, vem recebendo um bom volume de água.

Da madrugada deste domingo (22) até a madrugada desta segunda-feira (23), o reservatório já elevou seu nível em três metros. Saiu da cota 24,85 m para a cota 27,85 m. Para acontecer a sangria do açude Pataxó será preciso que o nível eleve em mais 1,19 metro.

Fonte: Samuel Júnior/Foto: Wedson Xavier 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Fátima Bezerra prevê que obras de desassoreamento do rio Pataxó começarão até o início do ano que vem


Até o começo de 2012 serão iniciadas as obras que têm por fim desassorear o leito do rio Pataxó, investimento para o qual o Governo Federal reservou um aporte financeiro da ordem de 7 milhões e 300 mil reais, dinheiro que será repassado ao Governo do Estado através do Ministério da Integração Nacional. A estimativa foi feita pela deputada federal Fátima Bezerra, do PT. Em seu último contato com a reportagem da Rádio Princesa do Vale, a parlamentar petista pôde se pronunciar a respeito deste empreendimento que, segundo palavras do prefeito de Ipanguaçu, Leonardo da Silva Oliveira, do PT, é de vital importância para que o município não sofra mais os transtornos provocados pelos últimos invernos registrados na região. A deputada fez questão de deixar claro: apesar de a obra vir a ser feita pelo Governo do Estado, o dinheiro está sendo repassado pela União. Em seguida, ainda durante o contato com a reportagem, a deputada Fátima Bezerra falou sobre o atual instante vivido pelo Governo Federal, considerando que o balanço que é possível expor é inteiramente positivo.
 
Por Rádio Princesa do Vale

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Prefeito de Ipanguaçu e vice-governador se reúnem na segunda-feira para tratar sobre canal do Pataxó


Está marcada para a próxima segunda-feira (24), às 16hs, uma reunião entre o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, e o vice-governador e secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte, Robinson Faria. Na pauta, a urgente necessidade de o Governo reparar o canal do Pataxó, que leva água da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves para o Rio Pataxó. A reunião foi marcada a pedido do deputado estadual Fernando Mineiro, que acompanhará o prefeito.


“Explicarei pessoalmente ao vice-governador a gravidade da situação. Com os problemas na estrutura do canal do Pataxó, que resultam em desperdício de água e outros problemas, o Rio Pataxó está seco em diversos pontos, com nível muito baixo em outros. Nossos agricultores familiares estão sendo diretamente afetados, podendo perder suas plantações. Estamos montando uma estrutura de carros-pipa para atender os casos mais críticos, mas esta é uma ação paliativa. O conserto do canal cabe ao Governo do Estado”, afirmou o prefeito.

Além dos danos estruturais, há um trecho em que a parede ruiu anos atrás. A solução adotada pelo governo, à época, foi a colocação de canos que, por suas espessuras, diminuem o fluxo d’água no canal.

Leonardo Oliveira informará ainda ao Governo do Estado sobre a reunião da qual participou em Brasília com o secretário Executivo do Ministério a Integração Nacional, Alexandre Navarro, e o secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, que asseguraram na quarta-feira (19) que a análise do projeto de desassoreamento do Rio Pataxó será concluída até o próximo dia 1º de novembro. Os recursos para a obra serão geridos pelo governo estadual. “O Rio Pataxó, que agora está secando, inunda Ipanguaçu sempre que há um período de chuvas mais intensas no Vale do Açu. Em 2008, 2009 e 2011 sofremos grandes prejuízos. E tem sido assim há muitos anos. Essa obra é nossa esperança de ver o município livre deste problema que tanto nos prejudica”, disse.

Governo Federal define prazo para análise do Projeto de Macrodragagem do Pataxó, em Ipanguaçu

Se obra não for concluída antes do período chuvoso, município corre grave risco de ser inundado mais uma vez


Em reunião com o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, o secretário Executivo do Ministério a Integração Nacional, Alexandre Navarro, e o secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, asseguraram nesta quarta-feira (18), em Brasília, que a análise do projeto de desassoreamento do Rio Pataxó será concluída até o próximo dia 1º de novembro. A deputada federal Fátima Bezerra acompanhou o prefeito na reunião.

“Fizemos uma explanação sobre o tamanho da urgência e da necessidade dessa obra para a população de Ipanguaçu. Disse que é inadmissível continuarmos convivendo com esse problema de alagamentos, enchentes, prejuízos econômicos e danos humanos que tanto prejudicam, há mais de 20 anos, o desenvolvimento de nosso município. Espero, e vigio, para que o prazo seja cumprido e que a União e o Governo do Estado também façam as suas partes para que esse projeto saia do papel”, afirmou o prefeito Leonardo.

O assoreamento do Rio Pataxó tem provocado prejuízos milionários em Ipanguaçu, ano após ano. Nos últimos 20 anos elas tem se intensificado. Nos últimos quatro anos, três grandes enchentes devastaram plantações, invadiram e derrubaram casas, desabrigaram centenas de famílias e isolaram milhares de pessoas em diversas comunidades rurais. Por conta dos prejuízos, empresas de fruticultura, instaladas em Ipanguaçu, demitiram mais de 1500 pessoas, o equivalente a mais de 10% da população ipanguaçuense.

O projeto de macrodragagem do Pataxó compreende a limpeza da mata ciliar e a retirada de areia da calha do rio por 21 quilômetros de extensão. As obras permitirão que a água deságue no leito, escoando livremente para o rio Piranhas, não transbordando para a cidade. O projeto está avaliado em R$ 7,3 milhões.

“A audiência foi positiva porque o projeto já tem convênio e recursos empenhados e necessita apenas da análise e aprovação para que os recursos sejam liberados. Precisamos fazer isso a tempo de evitar enchentes no próximo ano”, disse Leonardo Oliveira.

As obras serão executadas pelo Governo do Estado, com recursos federais.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ex-prefeito Zé de Deus é acusado de 'roubar' água do canal do Pataxó para abastecer lagoa particular

Água do canal é desviada do canal para lagoa de Zé de Deus/Rizomar
Lagoa do_ex-prefeito_1O ex-prefeito José de Deus Barbosa Filho e a sua esposa, a pré-candidata a prefeita de Ipanguaçu pelo PMDB, Rizomar Barbosa, estão entre os acusados de estar 'roubando' água do canal do Pataxó para abastecer um açude de propriedade do casal no município de Itajá, o que acaba contribuindo para agravar o quadro da seca no Rio Pataxó e prejudicando, especialmente, os pequenos produtores ipanguaçuenses..

Segundo denúncia feita ao Blog do VT por um agricultor que prefere ficar no anonimato temendo uma retaliação do todo poderoso e influente ex-prefeito José de Deus, o casal não são os únicos a 'roubarem' do canal do Pataxó que está também com a sua estrutura danificada em diversos pontos e leva água da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves através de duto para o rio.

O desvio ilegal praticado pelo casal José de Deus/Rizomar Barbosa é um caso grave, já que a água desviada do canal tem como objetivo principal abastecer a lagoa particular do ex-prefeito de Ipanguaçu que a utiliza como área de lazer para passar os finais de semana com sua esposa e pré-candidata a prefeita e amigos nesse seu 'pequeno paraíso'.
local
Local onde é desviado a água com bomba
O ex-prefeito José de Deus utiliza bombas para fazer a captação ilegal da água do canal para poder manter cheia a sua lagoa particular para passear de barco nas horas de lazer. Já os outros que também desviam a água, são agricultores que possuem propriedades ás margens do canal do Pataxó e roubam água para irrigar suas pequenas plantações.

Hoje, dezenas de agricultores do município de Ipanguaçu se reuniram em uma manifestação para cobrar do Governo do Estado medidas urgentes para a recuperação do canal do Pataxó.

Com quase 90% de seu volume máximo, a barragem não está sendo suficiente para evitar a seca do Rio Pataxó, já que um grande volume de sua água se perde pelo caminho no canal do Pataxó, por causa dos roubos e de sua estrutura danificada em diversos pontos, o que gera um grande o desperdício do precioso líquido.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Após as enchentes, seca. Trabalhadores rurais de Ipanguaçu protestam e pensam interditar a BR 304 caso Governo não repare o canal do Pataxó


Dezenas de agricultores do município de Ipanguaçu se reuniram em uma manifestação na manhã desta quarta-feira (19) para cobrar do Governo do Estado medidas urgentes para a recuperação do canal do Pataxó, que abastece o rio de mesmo nome com água oriunda da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, no município de Itajá. O protesto se iniciou nas proximidades da comporta do reservatório.

Mesmo contendo atualmente quase 90% de seu volume máximo, a barragem não está sendo suficiente para evitar a seca do Rio Pataxó. Muito de sua água se perde pelo caminho no canal do Pataxó, que está com a estrutura danificada em diversos pontos, prejudicando, especialmente, os pequenos produtores ipanguaçuenses. É grande o desperdício do precioso líquido.

O agricultor João Batista Gomes, do alto de seus 62 anos de idade, disse jamais ter presenciado uma seca tão grande no rio quanto a atual. Ele teme perder toda a sua plantação de milho caso a situação não seja resolvida dentro das próximas duas semanas. “Plantei 1 hectare de milho. É pouco, mas sobrevivo disso. Agora, meu medo é perder tudo, pois a água está acabando e só da para aguar por uns dois dias. Precisamos que façam alguma coisa. E rápido! Caso contrario, só Deus salva”, afirmou, apreensivo.

A situação é mesmo alarmante, especialmente na altura das comunidades de Pau de Jucá, Picada e Itú, onde o nível da água está muito baixo. Em alguns locais já é possível ver o leito do rio. Se o problema não for resolvido em breve, deverá haver ainda a morte de peixes.

Os agricultores presentes à manifestação, que ocorreu de forma pacífica, ameaçam interditar a BR 304 caso o Governo não tome alguma providência.

Enquanto aguarda resposta do Governo ao oficio nº 116, enviado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos no último dia 30 de setembro, a prefeitura de Ipanguaçu montará uma estratégia com carros pipas para abastecer algumas famílias nas comunidades em que a situação for mais crítica, dentro das possibilidades financeiras do executivo municipal.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Quebradas há 50 anos, comportas do Pataxó preocupam

A expectativa é 90 dias para iniciar as obras de desobstrução do rio Pataxó, que inunda a cidade de Ipanguaçu. A obra está orçada em R$ 7,3 milhões e será tocada pelo Governo do Estado com recursos federais.

Se por um lado os mais de 13 mil moradores de Ipanguaçu comemoraram o município estar recebendo os recursos necessários para reduzir as inundações, por outro existe uma preocupação cada vez mais forte com relação à estrutura do açude de Pataxó.

As comportas do Açude Pataxó estão quebradas há décadas. "O Açude Pataxó é de responsabilidade do Governo do Estado, que desde 1964 não realiza qualquer manutenção no reservatório", diz Luis Alberto, coordenador da Defesa Civil do município.

Os danos sofridos nos invernos de 2004, 2008, 2009 e também em 2011 poderiam ter sido menores se as comportas estivessem funcionando. O vice-governador Robinson Faria esteve em Ipanguaçu no mês de maio e este problema foi levado a ele, que ficou de ver uma solução. "Até agora não tivemos retorno", diz Luiz Alberto da Silva.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, a parede do açude tem formigueiros e principalmente muitas árvores já grandes. O prefeito Leonardo Oliveira confirma que a estrutura recebeu uma manutenção, mas é mínima. Ele observa a necessidade de investir no reforço da parede e principalmente na recuperação das comportas.

Sobre as comportas, o temor se justifica, uma vez que, atualmente, qualquer período de chuvas regulares faz transbordar o Açude Pataxó, que deságua no rio de mesmo nome. Uma lâmina d'água de apenas 35 centímetros de sangria é suficiente para que a água se aproxime do Centro da cidade, atingindo diversos bairros e desabrigando dezenas de pessoas. As comportas em funcionamento poderiam ser utilizadas para baixar aos poucos o volume do açude, retardando o momento da sangria.

De acordo com Luís Alberto, até a manutenção da parede do açude tem sido realizada pelo poder público municipal. "Neste primeiro semestre a prefeitura investiu, com recursos próprios em vistorias no açude e fez o reforço da parede. Mas as comportas demandam um investimento que está além dos recursos do tesouro municipal", afirma.

Fonte: Jornal de Fato de Domingo 07.08.2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Prefeito de Ipanguaçu espera que visita de Secretário Nacional de Defesa Civil apresse liberação de recursos

Na visita oficial que empreendeu sexta-feira última, dia 28, ao Rio Grande do Norte, um dos compromissos do secretário nacional de Defesa Civil, coronel Humberto Viana, foi uma rápida visita à cidade do Assú, onde pôde manter contato com alguns prefeitos da região. Um dos que participaram deste momento foi o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo da Silva Oliveira (PT).

Esperançoso, o chefe do Executivo espera que a vinda do representante do Governo Federal agilize o trâmite dos processos que dizem respeito aos recursos pleiteados pelo município para enfrentar os problemas provocados pelo inverno deste ano.

“Aproveitamos para relatar ao secretário nacional detalhes do plano de trabalho que foi produzido por nossa administração por meio do qual apresentamos alguns pleitos com o objetivo de recompor os danos e prejuízos causados no nosso município por ocasião do inverno deste ano”, descreveu o prefeito. Leonardo Oliveira declarou que, para tanto, é necessário que os recursos reivindicados à União sejam rapidamente liberados pela Secretaria Nacional da Defesa Civil, em Brasília. “Ele (o secretário) disse que existem muitos processos em andamento, mas que ele vai dar prioridade ao caso de Ipanguaçu”, frisou.

O prefeito disse que na medida em que os recursos sejam liberados será dada oportunidade para que o poder público possa dar a resposta mais rápida à população mais atingida pelas intempéries climáticas ocorridas durante o período chuvoso deste exercício. Leonardo Oliveira adiantou que o coronel Humberto Viana prometeu uma posição mais efetiva num prazo de 15 dias. Até lá, acredita, o processo referente a Ipanguaçu poderá estar sobre a mesa do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. “Nosso processo já teve reconhecido o quadro de emergência na secretaria, já está em análise de projeto, e só falta o parecer final do ministro”, observou. 

Prognóstico
O secretário nacional de Defesa Civil espera que no prazo anunciado ao prefeito possa discutir com o ministro Fernando Coelho, na capital federa, o relatório correspondente a todos os municípios brasileiros em situação semelhante a Ipanguaçu. Para Leonardo Oliveira, não existe dúvida de que Ipanguaçu foi a cidade que mais foi penalizada por conta do rigor das chuvas, realidade que tem se repetido desde 2008, apesar de reconhecer que, este ano, as inundações tiveram uma intensidade bem menor em relação aos anos anteriores e, por consequência, os problemas foram menores. “Portanto, vejo que Ipanguaçu é uma cidade que merece ser prioridade por conta da necessidade”, arrematou o gestor público, finalizando.
Fonte: O Mossoroense

domingo, 31 de julho de 2011

Macrodrenagem do rio Pataxó deve ser iniciada este ano

leonardo_oliveira_prefeito
A celebração do contrato entre a União, representada pelo Ministério da Integração Nacional, e o Estado, via Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), com o fim de garantir o aporte financeiro da ordem de R$ 7,3 milhões para as obras de macrodragagem do rio Pataxó, renovou o sopro de esperança da população de Ipanguaçu no sentido de que a obra comece a ser feita ainda este ano. A afirmação partiu do prefeito Leonardo da Silva Oliveira (PT).
"A gente vê fluir uma nova corrente de esperança no povo de Ipanguaçu com a assinatura deste convênio que dá a garantia de que brevemente poderemos ver o início dessa obra de desassoreamento do rio Pataxó que é tão esperada por todos", asseverou o chefe do Executivo municipal. O gestor foi testemunha da pactuação do convênio, dias atrás, em Brasília. O ato protocolar foi firmado entre o ministro Fernando Bezerra Coelho e a governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Leonardo Oliveira é otimista de que as obras possam ser iniciadas ainda este ano.


Segundo ele, foi definido que, dentro de 120 dias, poderá estar consumado todo o trâmite burocrático relativo ao projeto de engenharia. "Essa obra é de fundamental importância para minimizar os efeitos de uma enchente do rio Pataxó por sobre nossa cidade, evitando que sejam repetidos os problemas que ocorreram em 2009, 2010 e este ano", registrou o governante ipanguaçuense. "A solução desse problema vai dar a segurança ao pequeno produtor de poder plantar e não ver sua plantação destruída pelas inundações", completou.



SEGURANÇA
Além disso, segundo Leonardo Oliveira, o empreendimento assegurará que o risco de inundações reduzirá drasticamente, fazendo com que os investidores voltem a se sentir estimulados para apostar no desenvolvimento de Ipanguaçu.


"Por conta dos seguidos problemas de enchentes em nosso município é fácil perceber que muitas empresas diminuíram sensivelmente seus investimentos em Ipanguaçu e o reflexo disso é o crescimento do número de trabalhadores desempregados", observou o mandatário municipal. "Em pouco mais de quatro meses tivemos a aprovação do projeto e a assinatura do contrato e, agora, esperamos que as obras possam começar em breve", finalizou.


Fonte: O mossoroense

Estamos à espera do socorro federal’

A água já baixou, mas o cenário é de incerteza e preocupação em Ipanguaçu, cidade de 13.856 habitantes laureada pelos rios Piranhas/Açu e Pataxó, que estão obstruídos. A cidade espera um socorro financeiro de R$ 2.021.700,00 do Governo Federal, só para recuperar e construir casas e estradas destruídas pela enxurrada em 2004, 2008, 2009 e 2011.

“E essas são apenas as obras que a Defesa Civil Nacional assegurou que seria possível ressarcir, pois o total fechado do prejuízo entre público e privado (produção de banana e manga) não tem como ser calculado. Só estimado”, diz Luis Alberto Silva, presidente da Comissão Municipal de Defesa Civil. “Estamos à espera do socorro federal”, completa.

Quando se desmembrou de Santana do Matos, em 1938, época que ainda se chamava Sacramento, Ipanguaçu (nome indígena, que quer dizer ilha grande) quase não tinha problemas de inundações, conforme depoimentos dos moradores mais velhos da cidade. Ao longo dos anos, os dois rios começaram a sofrer as ações do homem.

Já na década de 80 e início dos anos 90, a mata ciliar começou a ser morta e em seguida vieram as grandes empresas do ramo da fruticultura, que praticamente compraram e assumiram a posse de quase 100% das áreas de solo fértil nas margens dos rios Pataxó e Piranhas. Sem a proteção da mata ciliar, o leito dos rios se fechou com terra e vegetações.
Como consequência natural, a antiga ilha grande (nome do pagé Ipã-guaçu) passou a ser inundada pela água represada nos dois rios, sempre que os açudes Armando Ribeiro Gonçalves e Pataxó transbordam com mais intensidade e isto aconteceu em 2004, 2008, 2009 e 2011. Desobstruí-los e evitar novas inundações e grandes prejuízos não é barato.

Só o estudo e o projeto custaram mais de R$ 1 milhão, recursos destinados pelo Governo Federal no período de 2007 a 2010. O projeto prevê a desobstrução do rio Pataxó e a construção de diques de contenção ao redor dos dois lados da cidade, num investimento inicialmente previsto em R$ 27,8 milhões. Deste valor, R$ 7,3 milhões foram liberados.

Mas não é a liberação destes recursos que o presidente da Comissão municipal de Defesa Civil, Luis Alberto da Silva e o prefeito Leonardo Oliveira pedem socorro. Das 163 famílias que tiveram suas casas inundadas, pelo menos 30 ainda estão em abrigos e escolas aguardando o socorro do Governo Federal para construir ou recuperar suas casas.

É o caso de Anailda de Oliveira Dantas, de 32 anos, casada e mãe de 3 filhos com idades de 3, 8 e 9 anos. Ela morava numa casa de taipa no bairro Maria Romana, área mais crítica da cidade, quando no dia 25 de abril foi retirada de casa pela Defesa Civil. “Botei na cabeça que agora só saio daqui para uma casinha para viver com meus filhos”, diz Anaílda Dantas.
Anaílda está alojada junta com outras 4 famílias numa fazenda Baldum. Perto de lá existe uma escola também lotada de moradores dos bairros Maria Romana, Ubarana, Sacramentinho e Arapuá. Mas nem todos os moradores respeitaram a ordem da Defesa Civil para sair das áreas de risco.

A dona de casa Elizabete nascimento de Melo, 35 anos, separada, 4 filhos, sendo de 16, 13, 8 e 5 anos, não aguentou ficar nas escolas junto com as outras pessoas desabrigadas pela enxurrada e retornou para sua casa em área de risco. “A Defesa Civil já avisou que todas as casas aqui serão demolidas e este local será proibido de construir, mas eu não tenho para onde ir hoje”, diz a dona de casa abraçada ao filho.

“É para estas pessoas que estamos pedindo mais agilidade na liberação do socorro financeiro no valor de R$ 2.021.700, 00. Estes recursos são para construir 43 casas num local afastado e recuperar outras 56 danificadas. Também aguardamos para recuperar as estradas, que neste caso a Prefeitura já está fazendo o serviço por conta própria”, conta Luis Alberto.
Mas o principal socorro aguardado pela população de Ipanguaçu, segundo o prefeito Leonardo Oliveira, são as obras que vão reduzir novas inundações como a desobstrução do rio Pataxó e a construção dos diques, orçadas em R$ 27,8 milhões. Com os 7,3 milhões já liberados pelo Governo Federal, o prefeito acredita que em 90 dias terá condições da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) iniciar as obras.

Fonte: Jornal de Fato

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Defesa Civil se encontra com secretário

 O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, levou a equipe da Defesa Civil para se encontrar com o secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto de Azevedo Viana Filho, em Natal. O encontro está previsto para acontecer hoje à tarde. Leonardo Oliveira vai cobrar do secretário mais agilidade na liberação de recursos para ajudar as vítimas da enxurrada em 2011.

O município de Ipanguaçu vem sofrendo desde 2004 com a correnteza das águas do rio Pataxó e também do rio Piranhas/Açu. O primeiro quando o açude transborda com mais de 25 centímetros e o segundo com a sangria da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves com mais de 4 metros de lâmina de sangria. Em 2004, mais de mil famílias ficaram desabrigadas.
O cenário se repetiu em 2008 e 2009. Neste ano, apesar da intensidade das chuvas ter sido menor, a cidade terminou com 163 famílias desabrigadas. Desta, pelo menos 30 ainda não conseguiram retornar para suas casas. O prefeito Leonardo Oliveira disse que mesmo que estas famílias quisessem não permitiria o retorno, considerando que moravam em áreas de risco.

O secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto de Azevedo Viana Filho, terá reuniões com autoridades estaduais para tratar de assuntos ligados ao órgão no Estado e no País. O convite para a visita foi feito pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Elizeu Dantas. E em Ipanguaçu, foi o Corpo de Bombeiros que instruiu todo processo de elaboração dos documentos para o decreto de emergência, que hoje completa 3 meses e se encerra.

Durante a manhã, Humberto Viana se reúne com o secretário de Estado da Justiça e da Cidadania (SEJUC), Thiago Cortez; com o secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), Aldair da Rocha; e com o coordenador estadual de Defesa Civil, tenente coronel Josenildo Acioli. À tarde, o secretário nacional de Defesa Civil viaja para o município de Assú, onde vai visitar as áreas de risco da região.

Para o comandante-geral do CBMRN, Cel. Elizeu Dantas, a presença de Humberto Viana no Estado será importante para que ele possa conhecer de perto os projetos executados pela Defesa Civil nos últimos seis meses. Para o prefeito Leonardo Oliveira, a presença do secretário Nacional de Defesa Civil é a oportunidade para cobrar agilidade nas obras para recuperar o prejuízo da população e também para evitar que a cidade volte a ficar inundada.

Fonte: Jornal de Fato

quinta-feira, 21 de julho de 2011

17 famílias continuam desabrigadas

 O açude Pataxó continua sangrando e a expectativa é de mais chuvas para este final de semana, começando, provavelmente, a partir de amanhã. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) prevê tempo nublado com chuvas em todo o Nordeste, pelo menos até domingo, 24. O transbordamento deste açude e de outros dois à montante da barragem Armando Ribeiro - Garbalheiras, em Acari, e Cruzeta - devolve às famílias de Ipanguaçu o medo de novos alagamentos.

A reportagem do JORNAL DE FATO esteve ontem no município, visitando quatro das 17 famílias que ainda estão desabrigadas, desde as cheias do começo do ano. Há três meses, homens, mulheres e crianças dividem duas escolas desativadas na localidade de Baldum, distante 5km da sede do município, sem perspectiva de retornar às suas casas.

Todas essas pessoas moravam na beira do rio Pataxó, no extremo com o bairro Maria Romana, o mais afetado com as cheias, e tiveram suas casas alagadas ou destruídas pela força das águas. As famílias estão abrigadas em um único vão de antigos grupos escolares, dividindo as moradias com lonas plásticas e lençóis.

Num desses lugares estão abrigados nove adultos, sendo uma gestante e seis crianças. Os banheiros são coletivos e áreas comuns divididas para todos, ainda assim, as famílias mantêm o bom humor. Sorridente, Maria Vanessa, com dois filhos pequenos, esclarece que não tem para onde ir. "Só saio daqui se a Prefeitura me der uma casa", disse. Sem emprego e sem marido, ela depende da mãe, que está na mesma situação.

Vanderléia da Silva divide um desses espaços com uma filha, o marido e duas irmãs. A situação não é das melhores, mas, sem alternativas, ela se diverte com a própria sorte. "Até já me acostumei aqui", brinca.

Recentemente, o Serviço Social do Município precisou intervir na outra escola porque foi detectado problema de higiene. Sem terem o que fazer, famílias resolveram levar animais para o local, inclusive porcos. Além do teto, a Prefeitura ajuda com alimentação e acompanhamento social e psicológico.

AÇÃO
A Prefeitura não sabe quando resolverá essa situação. Enquanto isso, espera o início das obras de macrodrenagem do rio Pataxó, orçada em R$ 7,3 milhões, liberados nesta semana pelo Ministério da Integração Nacional. A obra deve começar nos próximos 120 dias e vai limpar o manancial da altura do Pataxó até a localidade de Arapuá, no encontro com o rio Assú.

Fonte: Jornal de Fato/Jota Paiva

terça-feira, 19 de julho de 2011

Ministro assina convênio para obras de contenção de enchentes do Rio Pataxó, em Ipanguaçu


Foi celebrado na manhã desta terça-feira (19), em Brasília, o convênio para que sejam realizadas as obras de macrodrenagem do Rio Pataxó, que, só na cheia deste ano, desabrigou 163 famílias, isolou mais de 2300 pessoas em 13 comunidades rurais e deixou o município de Ipanguaçu em Estado de Emergência, causando prejuízos estimados em milhões de reais. Participaram do evento o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, o vice-governador e secretário de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Robinson Faria, a deputada Federal Fátima Bezerra e o deputado Fernando Mineiro.

O convênio, orçado em R$7.345.118,00, contempla a primeira etapa do projeto de desassoreamento do Rio Pataxó, que tem uma extensão de 21 quilômetros. Os recursos serão repassados pelo Governo Federal diretamente para o Governo do Estado.

Visivelmente emocionado, o prefeito Leonardo Oliveira disse que recebeu a garantia de que a obra se inicia ainda este ano, trazendo segurança aos cidadãos e aos que investem e/ou pretendem investir em Ipanguaçu. “Esse problema é antigo e tem causado prejuízos irreparáveis ao longo dos anos. A obra reduzirá em 90% o índice de novos alagamentos. O investimento do Governo Federal e o apoio da deputada Fátima Bezerra à nossa luta tornaram esse antigo sonho do povo ipanguaçuense uma realidade. O convênio foi assinado e ainda esse ano a obra será iniciado”, afirmou.

Chuvas do final de semana fazem açude tornar a sangrar e assustam a população
Atualmente cerca de 17 famílias ainda encontram-se em abrigos mantidos pela prefeitura de Ipanguaçu, com receio da volta para casa. Elas estão sob constante acompanhamento médico, psicológico e social, mantido pelo poder público municipal. Com as fortes chuvas que se precipitaram na ultima semana no Vale do Açu, o açude público de Pataxó voltou a sangrar no ultimo domingo (17), trazendo à tona o medo da população.

Participaram ainda da reunião do convênio o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, o secretário adjunto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do RN (SEMARH), Jader Torres, e secretária de Infraestrutura do RN, Kátia Pinto.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Cheia do açude Pataxó representa fartura e ameaça de inundação

Segundo a Defesa Civil local, 17 famílias ainda continuam em abrigos da prefeitura com medo de voltar pra casa.

A cheia do açude do Pataxó, em Ipanguaçu, está sendo motivo de comemoração entre os pescadores. Mas para os moradores da cidade, o açude cheio é sinônimo de ameaça de inundação. Atualmente, segundo a defesa civil da cidade, 17 famílias continuam em abrigos da prefeitura com medo de voltar pra casa.




Confira na reportagem de Carlos Adams e Zenóbio Oliveira




O açude do Pataxó, em Ipanguaçu, está desde o final de abril com a capacidade máxima de armazenamento. São 15 milhões de metros cúbicos de água que servem para matar a sede e a fome de milhares de garças e de pelo menos 2.500 pessoas que vivem nas imediações do reservatório. Seu Francisco Eudes hoje pesca satisfeito tentando esquecer a fase ruim do passado. 




– Sem o açude cheio você procurava alguma coisa só para fazer uma comida pra gente e não tinha - conta o pescador, Francisco Eudes Barbalho.




Com o açude cheio, o camarão voltou a aparecer nas tarrafas. Os cerca de 800 pescadores da comunidade hoje conseguem pegar de 10 a 20 quilos do crustáceo por dia, o que representa uma boa quantidade de pescado para essa época de final de inverno no sertão. O preço também está agradando os pescadores. 




– A gente entrega a R$ 8,00, o quilo de camarão para gente é um bom preço. O peixe é em torno quatro, cinco reais - diz Antonio Souza Araújo, pescador.




– Quando está bom na pescaria da para a gente tirar R$ 200,00 por semana e até mais, quando a gente pega mais faz até mais – revela o pescador, Antonio Ivanildo Araújo.




A perspectiva, segundo os pescadores, é de que o preço de revenda do camarão suba ainda mais em breve. E não é só. O preço do peixe também deve subir. Isso porque, diferente do crustáceo, a tilápia, o tucunaré entre outros tipos de pescado estão mais difíceis de cair na rede.




– Sempre quando o açude enche, só começa a dar peixe quando o açude vai baixando, fica raso e fica mais fácil pegar em qualquer canto, e agora tem muito esconderijo para o peixe ficar escondido, muito mato,muita pedra, eles estão tudo encoberto com as águas - diz Francisco Eudes Barbalho, pescador.




Enquanto os pescadores comemoram a cheia do açude, algumas pessoas da área urbana de Ipanguaçu ainda sofrem as consequências das inundações do Rio Pataxó. Segundo o município, pelo menos 17 famílias continuam desabrigadas. Os desalojados estão em dois prédios da prefeitura.




Nesse alojamento vivem quatro famílias, entre elas a de dona Anailda. Mãe solteira de 3 filhos pequenos, ela diz que a casa onde mora em Ipanguaçu já está livre dos alagamentos, mas que não vai voltar com medo de novas enchentes.




– Todos os anos é a mesma coisa. Chuva demais, com certeza tem enchente . A minha casa a primeira quem é expulsa sou eu - afirma Anailda Oliveira, desabrigada.




As inundações em alguns bairros de Ipanguaçu foram provocadas pela sangria do açude do Pataxó que durou quase 1 mês esse ano. Mais de 50 famílias foram prejudicadas na época. O município alega que está com um trabalho de remoção dos moradores das áreas de risco para outros locais mais seguros. Quanto as pessoas que ainda estão desabrigadas, a prefeitura diz que todas estão recebendo assistência.


– Acompanhamento médico, equipes do PSF vem até as famílias cuidar dessas pessoas com psicólogos, assistentes sociais e também a entrega de cestas básicas - esclarece Keyson Cunha, assessor da prefeitura de Ipanguaçu.

domingo, 17 de julho de 2011

Açude de Pataxó volta a sangrar




Por causa das fortes chuvas dos últimos dois dias, o açude público de Pataxó no município de Ipanguaçu amanheceu hoje, domingo dia 17, “sangrando”.


Fotos: Cedidas por Alyson Rocha

Na noite de ontem (16) a região do Vale do Açu choveu a noite toda, isso pode ter ocasionando a sangria do açude. A lâmina d’água foi registrado ao meio dia de hoje com 6 cm.
A barragem do Açude Pataxó, projetada e construída pelo DNOCS, foi iniciada em 1951 e concluída em 1953. O açude tem área da bacia hidrográfica 900 km' e tem capacidade para armazenar 24 milhões de metros cúbicos de água.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Prefeito de Ipanguaçu se reúne com ministro que garante que o convênio das obras para contenção de enchentes será celebrado na próxima semana

Foto: Assessoria da deputada.
O fim de uma espera de décadas está próximo em Ipanguaçu. Em reunião ocorrida na manhã desta quinta-feira (14), em Brasília, o ministro Fernando Coelho, da Integração Nacional, garantiu ao prefeito Leonardo Oliveira que celebrará convênio com o Governo do Estado na próxima semana para quem sejam iniciadas as obras de macrodragagem do Rio Pataxó, que inundam o município ano após ano nos períodos de chuvas mais intensas. Participaram da reunião, além do prefeito e do ministro, a Deputada Federal Fátima Bezerra e o secretário adjunto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do RN (SEMARH), Jader Torres.

A celebração do convênio da obra, orçada em R$ 7,3 milhões em sua primeira etapa, está programada para ocorrer na próxima terça-feira (19). Na sequência, inicia-se o processo licitatório. Para o prefeito Leonardo Oliveira este é um momento histórico para todos os ipanguaçuenses. “Esperamos esta obra há décadas. O serviço no rio estabelecerá a normalidade no município e dará respaldo, segurança para que novos investidores por aqui se instalem, gerando novos empregos e mais renda. A nossa expectativa é que tudo ocorra bem e que as obras se iniciem o mais rapidamente possível” diz Leonardo.

Só este ano, entre os meses de abril e maio, 163 famílias foram desabrigadas pelas águas, que tomaram cinco bairros e deixaram cerca de 2340 pessoas ilhadas em 13 comunidades rurais. Agricultores familiares e grandes produtores acumularam prejuízos milionários. Quilômetros de estradas tiveram de ser refeitas e o município teve a condição de Estado de Emergência reconhecido pelo Governo Federal.

Ainda por conta das enchentes, entre 2008 e 2009 foram perdidos milhares de postos de trabalho na fruticultura, principal base da economia de Ipanguaçu.

O prefeito Leonardo Oliveira esteve ainda na sede da Defesa Civil Nacional, onde, acompanhado da deputada Fátima Bezerra, tratou sobre a agilização de liberações de recursos do Plano de Trabalho das Enchentes de 2011. O gestor municipal também procurou o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) onde tratou de obras, como a da creche do bairro Presidente Lula, e sobre reformas e ampliações de escolas municipais.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Dragagem no leito do Rio Pataxó deve começar ainda em 2011

IPANGUAÇU – O prefeito de Ipanguaçu, região do Vale do Açu, Leonardo da Silva Oliveira (PT), pretende manter-se vigilante no sentido de que haja a necessária celeridade por parte do Governo do Estado com a finalidade de diligenciar as providências para que o projeto de dragagem do leito do rio Pataxó possa começar ainda em 2011.
Com este propósito, ele esteve, quinta-feira da última semana, dia 16, na Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), na capital potiguar. “É indispensável que o governo agilize o que tem que ser feito para esta obra começar”, frisou o prefeito.
A preocupação do chefe do Executivo é que o órgão estadual possa proceder com brevidade as ações que são de sua competência para que o projeto de engenharia seja executado. A obra hídrica será financiada pelo Governo Federal por intermédio do Ministério da Integração Nacional.
Leonardo Oliveira informou que o órgão federal destinou para o investimento recursos financeiros da ordem de R$ 7,2 milhões. Na interpretação do gestor público, a dragagem do rio é vital para reduzir a incidência de inundações à cidade durante os períodos do inverno mais intenso.
O prefeito julgou de extrema importância que os serviços de dragagem se verifiquem para aprofundar o leito do rio e, consequentemente, impedir que sejam repetidos os transtornos provocados pelo transbordamento do açude público de Pataxó, como ocorreu este ano.
A vazão fez com que a lâmina de vazão elevasse o nível de água do rio homônimo e, em razão do grande assoreamento do manancial hídrico, invadisse diversos setores rurais e periféricos do município, forçando a retirada de dezenas de famílias de seus lares por conta dos alagamentos. “A enchente só atingiu as moradias porque o rio Pataxó está bastante assoreado”, declarou Leonardo Oliveira. 
ENCAMINHAMENTO
Leonardo Oliveira registrou que procurou a Semarh porque, de acordo com o que foi definido, o empreendimento será custeado pela União, porém, a obra será tocada pelo Governo do Estado, via Semarh, para quem a dotação orçamentária será repassada por intermédio do Ministério da Integração Nacional.
O aporte financeiro para os serviços de dragagem do rio Pataxó foi assegurado pelo ministro Fernando Bezerra Coelho, durante audiência na qual recebeu, em Brasília, o prefeito de Ipanguaçu, quando do instante mais crítico das inundações no município, no inverno deste ano. “Naquela oportunidade ficou acertado que esta ação será feita por intermédio do Governo do Estado”, concluiu o governante municipal.
Fonte: O Mossoroense

 
Design by Wordpress Theme | Bloggerized by Free Blogger Templates | Macys Printable Coupons