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O Globo – Na mesma cidade em que quatro anos atrás fez seu discurso como o primeiro presidente negro na História dos EUA, Barack Obama agradeceu na madrugada desta quarta-feira o apoio dos eleitores que lhe garantiram um segundo mandato. Momentos antes, em Boston, o republicano Mitt Romney havia admitido a derrota.
- Se votaram pela primeira vez ou se ficaram horas nas filas (de votação), saibam que vocês fizeram sua voz ser ouvida – disse Obama à multidão em Chicago. – Obrigado por terem acreditado sempre. Nós somos a familia americana e vamos estar todos juntos como uma só nação – disse o presidente reeeleito, muito aplaudido.
O presidente afirmou que algumas vezes vão discordar, precisar de compromissos difíceis, mas prometeu que a economia vai se recuperar, que uma década de guerra está acabando e que uma longa campanha terminou. Admitindo, de certa forma, que esta foi uma eleição mais difícil do que a primeira, Obama declarou:
- Eu ouvi vocês e aprendi com vocês. Vocês me tornaram um presidente melhor. Vou votar para a Casa Branca mais inspirado e determinado do que nunca. Não somos um estado azul ou estado vermelho. Nós somos os Estados Unidos da América.
Crianças vestidas com trajes típicos da Baviera dançam para o papa bento XVI
Foto: Reuters
O papa Bento XVI completou 85 anos nesta segunda-feira e, além de ter recebido felicitações de todo o mundo, aproveitou a data para mostrar toda sua preocupação com a situação na Síria e também com o avanço da secularização e do relativismo. Nascido em Marktl am Inn (Baviera, na Alemanha), no dia 16 de abril de 1927, o papa Joseph Ratzinger passa a ser o terceiro Pontífice mais velho da história da Igreja, ficando atrás de Leão XII, que viveu 93 anos, e Clemente X, que chegou aos 86.
Apesar da idade avançada, Ratzinger segue uma agenda movimentada de trabalho. Isso porque, antes de celebrar seu aniversário, o Papa passou pelo México, por Cuba e ainda celebrou os ritos da Semana Santa, onde expressou sua preocupação com a situação no Oriente Médio, especialmente na Síria, e na África.
No próximo dia 13 de maio, Bento XVI seguirá para a cidade italiana de Arezzo, no centro do país. Entre os dias 30 de maio e 3 de junho, o Pontífice estará em Milão, onde participará do 7ª Encontro Mundial da Família - instituição considerada fundamental para o Pontífice. Entre os dias 14 e 16 de setembro, o Papa seguirá ao Líbano para assinar e entregar aos bispos do Oriente Médio a exortação pós-sinodal (documento final) do Sínodo de Bispos para o Oriente Médio realizado em outubro de 2010, no Vaticano.
Bento XVI passará seu aniversário no Vaticano e como qualquer outro dia, ou seja, trabalhando. No entanto, o Pontífice deverá receber a visita do irmão Georg Ratzinger, 88 anos. Georg, que também é sacerdote, virá de Regensburg, na Alemanha, especialmente para ocasião.
No começo da manhã desta segunda-feira, o Papa oficiou uma missa na Capela Paulina do Palácio Apostólico, assistida pelo ministro presidente da Baviera (Alemanha), Horst Seehofer, por bispos e 170 fiéis bávaros. Na próxima quinta-feira, dia 19 abril, Bento XVI celebrará o sétimo aniversário de sua escolha como sucessor do apóstolo Pedro no Conclave realizado em 2005 após a morte de João Paulo II.
O mês de fevereiro irá até o dia 29. A cada quatro anos isso ocorre para manter o calendário anual ajustado com a translação da Terra.
O ano de 2012 tem uma peculiaridade: será bissexto. Na prática, significa que mais um dia será acrescentado aos 365. O mês de fevereiro irá até o dia 29, uma quarta-feira. A cada quatro anos isso ocorre para manter o calendário anual ajustado com a translação da Terra e com os eventos sazonais, relacionados às estações do ano.
A expressão “ano bissexto” surgiu com a implantação do Calendário Juliano, no ano de 45 a.C., definindo alterações no Calendário Gregoriano – que é adotado pela maioria dos países no mundo, principalmente os ocidentais.
Para os estudiosos da astronomia, a análise sobre o ano bissexto é mais complexa. O diretor técnico do Clube de Astronomia de Brasília, Marcelo Domingues, disse à Agência Brasil que o ano representa o período em que a Terra completa uma órbita ao redor do Sol. Em seguida, ela retorna ao mesmo lugar no espaço.
Domingues explicou que esse período é chamado de “ano solar”, com duração de 365,242199 dias, ou seja, cerca de seis horas mais longo do que nosso atual ano civil, que dura 365 dias – isso multiplicado por quatro equivale a 24 horas ou um dia. O astrônomo acrescentou que no ano 238 a.C., os egípcios propuseram a intercalação de um dia no calendário, após 4 anos.
O astrônomo lembrou que a primeira tentativa oficial no Ocidente de corrigir a defasagem causada pelos calendários com 365 dias inteiros foi adotada no governo romano de Júlio César, em 46 a.C. Na ocasião, contou, foi criado o Calendário Juliano.
Domingues acrescentou, porém, que houve outra reforma mais profunda nos sistemas de contagem do tempo a partir do Calendário Gregoriano – no período do Papa Gregório XIII, em 1582 da era Cristã, daí o nome do calendário.
A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) informou nesta segunda-feira que seu telescópio espacial Kepler confirmou a existência do primeiro planeta habitável numa região fora do sistema solar.
No início deste ano, cientistas franceses confirmaram a existência do primeiro planeta fora do sistema solar a atender às exigências para a manutenção da vida, conhecido como Gliese 581d, mas o Kepler 22b, visto pela primeira vez em 2009, foi o primeiro cujas características puderam ser confirmadas pela agência espacial norte-americana.
A confirmação significa que os astrônomos viram o planeta cruzar a frente de sua estrela três vezes.
"A fortuna sorriu para nós com a detecção do primeiro planeta", disse William Borucki, principal pesquisador do Kepler no Centro de Pesquisas Ames, da Nasa.
"O primeiro trânsito foi capturado apenas três dias depois de termos declarado o telescópio pronto operacionalmente. Nós testemunhamos a definição do terceiro trânsito durante o período de férias de 2010."
O Kepler-22b está há 600 anos-luz de distância e é maior do que a Terra. O planeta tem uma órbita de 290 dias ao redor de sua estrela.
A Nasa também anunciou que o Kepler descobriu mais de 1.000 planetas com potencial de abrigar vida, duas vezes o número previamente localizado, segundo uma pesquisa que está sendo apresentada numa conferência realizada na Califórnia nesta semana.
O Kepler é a primeira sonda espacial da Nasa que procurar planetas semelhantes à Terra que orbitem sóis similares aos nossos. As informações são da Dow Jones.
O primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, apresentou na tarde deste sábado a renúncia ao cargo, em Roma, ao presidente italiano, Giorgio Napolitano, no Palácio de Quirinale, sede da presidência. Mais cedo hoje, ele havia dito a um grupo de jornalistas que ficou “sentido” pelas vaias que recebeu na votação do Parlamento que abriu as portas para sua renúncia.
Berlusconi prometeu renunciar após uma série de escândalos de corrupção e envolvendo sua vida pessoal. Além disso, a economia italiana se vê ameaçada devido à crise na zona do euro. A dívida pública do país já atinge 120% do Produto Interno Bruto (PIB). Em troca da renúncia, o político pediu que a Lei de Austeridade, proposta pelo governo, fosse aprovada.
Brasília - Os líderes das 20 principais economias do mundo encerram hoje (4) em Cannes, na França, a cúpula anual do G20, tentando encontrar soluções para a crise das dívidas europeias e para o resgate da Grécia, assuntos que vêm dominando as discussões no balneário desde antes do início oficial da reunião.
Entre as possíveis alternativas discutidas no encontro está a disponibilização de bilhões de dólares em linhas de crédito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a fim de dar garantias a países em dificuldades honrar suas dívidas.
Espera-se ainda que o comunicado final do encontro, que deve ser divulgado na tarde de hoje, traga um compromisso dos países com altos déficits de controlar suas contas e de países com grandes superávits comerciais de estimular seus mercados internos para eliminar os desequilíbrios na economia mundial.
Ainda assim, grande parte da atenção deverá estar voltada à Grécia, onde o premiê George Papandreou enfrenta um voto de confiança no Parlamento, o que contribui para as incertezas em relação ao plano de resgate do país.
Vários líderes presentes na cúpula manifestaram a necessidade de uma solução clara e rápida para a crise que vem ameaçando se alastrar pelos países da zona do euro e contaminar a economia global. Em declarações na noite de ontem (3), o anfitrião da cúpula e presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que a zona do euro precisa apresentar uma solução rápida para garantir o futuro da moeda comum europeia e passar uma mensagem clara de credibilidade para o resto do mundo. "Se o euro afundar, a Europa afunda", afirmou. Segundo ele, a moeda comum é "a principal garantia de paz no continente”.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também destacou a importância do combate à atual crise para garantir a recuperação econômica mundial. "O mais importante aspecto de nossa tarefa nos próximos dois dias é resolver a crise financeira aqui na Europa", afirmou.
A presidenta Dilma Rousseff, que na manhã de hoje se reuniu com Angela Merkel, chanceler da Alemanha, também se manifestou sobre a crise durante um discurso em uma das sessões de trabalho da cúpula ontem (3). Ela disse que o Brasil está pronto a contribuir para uma solução à crise europeia, mas cobrou dos líderes da região "liderança, visão clara e rapidez". Um dos pontos em aberto nas discussões em Cannes é a possibilidade de os grandes países emergentes, como o Brasil ou a China, contribuírem financeiramente para ajudar os países europeus em dificuldades.
Representantes do Brics (grupo que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul) já manifestaram disposição em contribuir por meio do FMI, o que estaria de acordo com o aumento do capital do fundo previsto no rascunho da declaração do G20.
Apesar disso, líderes do grupo também cobraram, como Dilma, que os próprios europeus eliminem suas divergências internas e coloquem em andamento o plano acertado na semana passada pelos países da zona do euro.
A Ásia, onde vivem dois terços da população mundial, recebeu simbolicamente o ser humano de número 7 bilhões, uma pequena filipina de nome Danica cujo nascimento foi celebrado em Manila e ilustra os desafios planetários de crescimento demográfico.
O planeta atingiu a população de seis bilhões em 1999. Na ocasião, a ONU escolheu Adnan Nevic, um menino nascido em Sarajevo, como representante simbólico da marca. Desta vez, a ONU optou por não designar nenhuma criança com antecedência e vários países pretendiam reivindicar a efeméride.
Danica May Camacho (foto), nascida no domingo, dois minutos antes da meia-noite, no José Fabella Memorial Hospital, um centro público da capital filipina, tem 2,5 quilos. Seus pais, Florante Camacho e Camille Dalura, foram felicitados por representantes das Nações Unidas.
"É muito bonita. Não posso acreditar que seja a habitante sete bilhões do planeta", comentou emocionada Camille Dalura na sala de partos, invadida pela imprensa. Danica receberá uma bolsa de estudos e seus pais uma quantia em dinheiro para abrir uma loja.
"O mundo e seus sete bilhões de habitantes formam um conjunto complexo de tendências e paradoxos, mas o crescimento demográfico faz parte das verdades essenciais em escala mundial", declarou a representante do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) nas Filipinas, Ugochi Daniels.
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é capa de livro desde ontem, terça feira, na Bulgária. Sua foto aparece com a faixa presidencial em várias livrarias.
O livro conta não somente a trajetória da presidente Dilma, mas também a saga das famílias separadas pela guerra fria. Um drama que atingiu muitas famílias no século 20.
Foi escrito pelos jornalistas búlgaros Monchil Indjov e o brasileiro Jamil Chade.
Brasília – A fome pode causar a morte de que cerca de 750 mil pessoas, principalmente crianças e adolescentes, nos próximos quatro meses, na Somália. A conclusão está em um relatório do Centro de Análise para Segurança Alimentar das Nações Unidas, divulgado hoje (5) em Nairóbi, no Quênia.
Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o controle da situação na Somália e de outros países da região denominada Chifre da África, como o Quênia e q Etiópia, depende da comunidade internacional. O objetivo é reunir aproximadamente US$ 2,4 milhões na tentativa de conter a crise alimentar na área.
A Somália é o país mais afetado pela fome e pela seca na região. De acordo com especialistas, a crise atinge cerca de 13 milhões de somalis. As principais vítimas são crianças com menos de 5 anos.
Pelo relatório, a crise na Somália foi causada por uma combinação de fatores desde um longo período de seca, afetando a produção agrícola – principalmente de milho e sorgo – aos conflitos armados internos e à redução de salários. A região mais afetada do país é o Sul.
Segundo os especialistas, a tendência é a de todos esses problemas persistirem ao longo de 2012. O Centro de Análise para Segurança Alimentar das Nações Unidas informou que manterá o monitoramento da área para atualização e análise dos dados.
Brasília – A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) vai intensificar o esquema de segurança na capital do país onde as chamadas gangues urbanas predominam em áreas consideradas estratégicas. Para isso, a Minustah lançou a Operação Phoenix. Comandados por autoridades internacionais e pela Polícia Nacional do Haiti, 1,2 mil militares estarão em alerta por tempo indeterminado.
“O objetivo da Operação Phoenix é ajudar as autoridades haitianas a garantir a segurança e a estabilidade dos residentes da capital”, disse o chefe do Estado-Maior da Minustah, coronel Steve Carpenter.
Desde 2004, a Minustah atua no Haiti com autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O trabalho da missão é colaborar para a reconstrução política, econômica e social do país, além da organização de infraestrutura.
Integram a missão militares de 21 países de todos os continentes, incluindo a Ásia e a África. A concentração da Minustah é na capital, Porto Príncipe, onde vive a maioria da população do Haiti. Há, ainda, integrantes civis e policiais de vários países.
Além das questões de segurança, o Haiti enfrenta o desafio de se reconstruir, pois o terremoto de 12 de janeiro de 2010 devastou o país, matando cerca de 200 mil pessoas e colocando abaixo prédios públicos e privados.
No mês de novembro, um dos maiores e potencialmente perigosos asteróides - em termos de uma futura colisão com a Terra - vai sobrevoar o planeta. O 2005 YU55 tem 400 metros de diâmetro e vai se aproximar do planeta a 0,85 distâncias lunares (medida da distância da Terra à lua, comumente calculada em 384.403 km). De acordo com o site "Space.com", dado o tamanho e a pequena distância que atingirá, uma grande estrutura de observação por radar, infravermelha e a olho nu está sendo planejada.
A proximidade do 2005 YU55, esperada para o dia 8 de novembro, é incomum por passar perto demais e por ser grande. Em média, não há objetos deste tamanho passando tão perto, apenas a cada 30 anos - disse Don Yeomans Nasa.
O asteróide foi descoberto por pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, em dezembro de 2005.
Yeomans disse que, com as novas capacidades de radar de parte da Rede de Espaço da Nasa na Califórnia é possível obter imagens em maior resolução do objeto do que as feitas por espaçonaves em missões de sobrevoo recentes.
Quando combinadas a observações feitas da Terra e infravermelhas, os dados do radar deveriam proporcionar uma imagem bastante completa de um dos maiores asteróides potencialmente perigosos - ele explicou.
Inicialmente, o objeto estará bem perto do sol e muito escondido para observação ótica. Mas com o passar das horas do dia 8 de novembro, será possível vê-lo com pequenos telescópios. Logo cedo, no dia 9 de novembro, o asteróide atingirá magnitude 11 por várias horas antes de desaparecer, já que sua distância aumenta rapidamente.
O corpo do papa João Paulo 2º será exumado no próximo dia 29, em ocasião da cerimônia de beatificação do Pontífice, segundo informou hoje o Vaticano.
Do dia 29 ao dia 1º de maio, data da cerimônia, o corpo permanecerá na Cripta Vaticana, em uma maca, coberto por um manto branco e diante do túmulo de São Pedro. O local ficará fechado ao público.
Em uma coletiva de imprensa, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, também disse que não tem informações de como será formada a delegação italiana que participará da beatificação.
Lombardi contou não saber nem se o presidente italiano, Giorgio Napolitano, e o primeiro-ministro Silvio Berlusconi vão comparecer à cerimônia.
“Não tenho a menor ideia de como será composta a delegação italiana”, disse Lombardi.
Entre os chefes de Estado que já confirmaram presença estão o rei Alberto II da Bélgica e o presidente polonês, Bronislaw Komorowski, informou o porta-voz.
A beatificação de João Paulo 2º está agendada pra o próximo dia 1º de maio, no Vaticano, e a cerimônia será presidida pelo papa Bento 16.
Especialistas estimam que prejuízos materiais cheguem a R$ 166 bilhões
Damir Sagolj/Reuters
Bombeiro japonês caminha entre escombros da cidade de Otsuchi, desvastada por terremoto e tsunami
O terremoto de 8,9 graus na escala Richter e os tsunamis que atingiram o Japão na última sexta-feira (11) podem ser responsáveis pelo desastre natural mais caro da história, estimou nesta segunda-feira (14) a consultoria internacional Eqecat, citada pela rede de TV americana CNN.
De acordo com a Eqecat, as perdas no país asiático podem chegar a R$ 166 bilhões (US$ 100 bilhões), incluindo R$ 33,2 bilhões (US$ 20 bilhões) em danos a residências e R$ 66,4 bilhões (US$ 40 bilhões) em danos à infraestrutura japonesa, como rodovias, ferrovias e portos. Apesar da magnitude do desastre, analistas dizem que essas estimativas ainda são "conservadoras e preliminares".
A Agência de Gerenciamento de Incêndios e Desastres do Japão informou que o número de prédios completa ou parcialmente destruídos chegou a 63.225 nesta segunda-feira.
Prevendo o temor dos investidores internacionais em um momento já delicado da economia local, severamente afetada pela crise econômica internacional, o Banco Central do Japão anunciou nesta segunda-feira planos de injetar o valor recorde de R$ 303 bilhões (US$ 183 bilhões) no mercado. Outros R$ 101 bilhões (US$ 61 bilhões) serão usados como garantia para fundos de risco.
Ainda assim, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 6,18% nesta segunda-feira, em seu primeiro pregão desde o terremoto seguido de tsunami que devastou o nordeste do país.
Os graves problemas nas centrais nucleares da região devastada alimentaram as preocupações sobre as consequências da catástrofe para o conjunto das empresas e da economia japonesa.
O governo japonês estima que a catástrofe tenha um impacto "considerável" na economia nacional e que serão necessários fundos colossais para financiar a reconstrução.
Para efeito de comparação, o terremoto e tsunami que devastaram partes do Chile em fevereiro de 2010 causaram prejuízos estimados em R$ 50 bilhões (US$ 30 bilhões).
Toyota paralisa produção até quarta
A Toyota, o maior fabricante mundial de automóveis, anunciou nesta segunda-feira que a produção de suas unidades no Japão vai continuar paralisada pelo menos até a próxima quarta-feira (16).
A paralisação afeta as 12 fábricas da Toyota no Japão e reduzirá em 40 mil unidades sua produção prevista para março. A Toyota produziu em janeiro passado 234.045 carros no país, onde fabrica 38% de seus veículos. As ações da empresa caíram 7,7% nas primeiras horas de cotação na Bolsa de Valores de Tóquio.
Nesta segunda-feira também não abriram suas portas as fábricas de Honda, Nissan, Mitsubishi e Suzuki, outros grandes grupos do setor industrial, essencial para a economia japonesa. Várias dessas empresas asseguraram que era muito difícil continuar operando sem receber as peças necessárias.
O governo japonês fez um apelo para que a população economize a energia e autorizou cortes de eletricidade em rodízio de três a seis horas a partir de hoje diante do temor de falta de energia elétrica.
Mortos podem passar de 5.000
O número de mortos no terremoto de 8,9 graus seguido de tsunami pode passar de 5.000. A contagem é da agência de notícias japonesa Kyodo. Nesta segunda-feira, autoridades da Província de Miyagi encontraram 2.000 corpos.
A agência destaca a falta de precisão no número de vítimas. A contagem oficial é de 1.627. Somados os 2.000 corpos encontrados pelas autoridades da Província de Miyagi e os cerca de 300 achados em Sendai, mais as vítimas de outras localidades, o número de mortos pode passar de 5.000, segundo a agência.
Quatorze dos 33 mineiros já haviam sido resgatados até as 11h31 desta quarta-feira (13) da mina de cobre no norte do Chile na qual eles estavam soterrados a uma profundidade de 700 metros desde 5 de agosto, em uma operação sem precedentes na história da mineração mundial.
Os cinco primeiros já foram avaliados por médicos, receberam soro fisiológico e estão bem. Pelo menos dois deles já foram transferidos de helicóptero ao hospital da cidade de Copiapó.
O resgate começou por volta das 23h18 da terça (12), com a descida ao refúgio dos mineiros de Manuel González Pavez, o primeiro socorrista.
Pouco depois da descida dele, os resgatistas, ao lado do presidente Sebastián Piñera e da primeira-dama, Cecilia Morel, cantaram o hino do Chile para marcar o início do trabalho.
González, que trabalha para a Codelco, estatal chilena do cobre, levou 17 minutos para descer os 622 metros do túnel de 66 cm de diâmetro, aparentemente sem problemas. Ele fez o primeiro contato com os mineiros e foi recebido por eles com emocionados abraços.
Depois, os mineiros o cercaram para receber instruções sobre o resgate. Florencio Ávalos, primeiro trabalhador da lista, vestiu a roupa especial entrou na cápsula, que começou a subir às 23h55 da terça.
Assista ao lado à comemoração na chegada de Ávalos à superfície
Ele chegou à 0h11 de quarta (13), com os óculos especiais para evitar o choque da luz, e foi recebido com festa pela mulher, Monica, pelo filho de sete anos, Byron, que chorou muito, pela equipe de resgate e por autoridades.
A TV estatal chilena e TVs de todo o mundo transmitem os trabalhos ao vivo.
González informou que os 32 demais mineiros estavam bem de saúde.
Florencio Ávalos, o primeiro mineiro resgatado, chega à superfície; no centro, seu filho, Byron, de 7 anos, chora. (Foto: AP)
O segundo socorrista, Roberto Ríos, desceu à 0h27.
Logo depois, o presidente Piñera deu entrevista (assista ao lado), em que prometeu que a mina não voltaria a funcionar até que eventuais problemas de segurança fossem resolvidos.
Piñera lembrou que estava cumprindo sua promessa de trazer os mineiros à superfície "são e salvos". "13/10/10 é um número mágico", disse ele.
O presidente acompanhou pessoalmente o resgate dos quatro primeiros mineiros e depois se recolheu.
A cápsula com Ríos chegou ao fundo à 0h43, e subiu com o eletricista Mario Sepúlvera às 0h56. Ele chegou à superfície à 1h09, aparentando estar bem humorado e distribuiu pedras ao presidente Piñera e ao ministro da Mineração, Laurence Golborne.
Então, o socorrista Patricio Roblero desceu à mina, e foi preparada a subida do ex-militar Juan Illanes, que chegou à superfície às 2h08.
Mario Sepúlveda celebra a subida à mina. (Foto: Reuters)
Em seguida, a cápsula desceu sozinha, e o próximo a subir foi o boliviano Carlo Mamani, que chegou às 3h09 e foi recebido pela mulher, Verónica Quispe, que segurava uma bandeira da Bolívia. Ele se ajoelhou e agradeceu a Deus pela libertação.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, tentou chegar a tempo de acompanhar o resgate de seu compatriota, mas só conseguiu chegar a Copiapó na manhã desta quarta.Na véspera, Moraleshavia prometido casa e emprego para Mamani e a família. Morales também disse que queria voltar com Mamami e a família à Bolívia.
Mapa localiza Copiapó, no Chile. (Foto: Arte G1)
O quinto resgatado foi Jimmy Sánchez, de 19 anos, o mais jovem do grupo, que chegou à superfície às 4h10. Ele foi recebido por seu pai e levantou uma bandeira de seu time, o Universidad de Chile, para comemorar.
Depois da subida de Sánchez, a cápsula precisou passar por uma revisão, por conta de uma roda fora de prumo.
Mas ela foi consertada, e a cápsula desceu então para resgatar Osmán Araya, de 30 anos -primeiro entre os dez mineiros que teriam problemas físicos. Ele chegou à superfície às 5h34.
José Ojeda Vidal, de 46 anos, é o próximo resgatado. Ele - que escreveu a mensagem dos mineiros ('Estamos bien en el refugio, los 33') pela qual o mundo exterior ficou sabendo que eles estavam vivos- chegou à superfície às 6h21, após 12 minutos de subida.
O próximo a subir foi Claudio Yañez Lagos, de 34 anos, que chegou à superfície às 7h02. O mineiro, que prometeu que se casaria ao sair da mina, foi recebido por sua namorada, Cristina Núñez, que lhe abraçou, e por uma de suas filhas, que filmou o momento.
O ministro da Saúde do Chile, Jaime Mañalich, disse em entrevista após o resgate do oitavo mineiro que a situação de saúde deles era muito boa. Ele avaliou que tudo estava indo melhor do que esperado.
Em seguida, começou a subir Mario Gómez Heredia, de 63 anos, o mais velho e experiente da mina. Ele chegou à superfície às 7h56, foi recebido por Lilianet Ramírez, sua mulher, e também se ajoelhou em agradecimento.
O décimo a subir foi Alex Vega Salazar, de 31 anos. A travessia terminou às 8h52, e ele era esperado por sua mulher na mina.
Jorge Galleguillos Orellana, de 56 anos, foi o décimo-primeiro mineiro a chegar lá em cima, às 9h32. Ele foi cumprimentado pelo presidente boliviano, Evo Morales, que finalmente havia chegado à mina.
Edison Peña Villaroel, décimo-segundo mineiro, chegou à superfície às 10h11. Villaroel, de 34 anos, ficou conhecido por correr todos os dias 10 quilômetros dentro da mina.
Carlos Barrios Contreras, 27 anos, foi o décimo-terceiro mineiro a ser retirado, às 10h54. Ele tem um filho de cinco anos e sua mulher soube que estava grávida uma semana depois do desmoronamento da mina San José. O mineiro deu um longo abraço no pai, Antenor Barrios, que não conteve o choro. "Obrigado a todos", afirmou Carlos para as equipes de resgate.
Víctor Zamora Bugueño, de 33 anos, o décimo-quarto mineiro a ser resgatado, chegou à superfície às 11h31. Ele foi recebido por um longo abraço da esposa e saudado pelas equipes de resgate aos gritos de "Chi chi chi le le le". Apelidado de "O poeta", ele escreve poemas à esposa.
Moradores de Copiapó celebram a subida de Mario Sepúlveda à superfície, na madrugada desta quarta-feira (13). (Foto: Reuters)
Testes Antes da descida do experiente socorrista González, com mais de 20 anos de experiência em resgates, dois testes foram feitos com a cápsula Fênix 2.
Um primeiro, com a cápsula descendo sozinha pelo túnel, para reconhecimento do percurso. Ela ficou alguns minutos dentro do túnel, e voltou.
A cápsula sofreu um dano na porta na primeira descida, segundo a France Presse, e teve de ser ajustada com um martelo. O engenheiro-chefe do resgate, Jorge Sougarret, entrevistado pela TV chilena, disse que isso se deveu a um problema nas rodas ajustáveis da cápsula.
Assista ao lado: à espera dos mineiros, familiares cantam
Depois, a gaiola entrou novamente no túnel, para percorrer toda a extensão dele, e voltou.
Atrasos O ministro Golborne havia afirmado, pouco antes das 20h da terça, que o início da subida dos mineiros deveria demorar mais duas horas, mas este prazo não foi cumprido. Segundo ele, o atraso no início do resgate ocorre porque foi necessário fazer mais testes com a Fênix.
Segundo ele, ainda era necessário fazer as conexões telefônicas na cápsula antes que o primeiro socorrista desça ao local onde os 33 homens estão presos.
Mais cedo, o presidente Piñera havia previsto, em entrevista na mina, que o resgate dos mineiros começaria por volta das 20h.
Ele afirmou que, depois desse resgate, nenhum dos mineiros vai ser o mesmo, assim como todo o povo chileno.
Piñera também prometeu uma mudança nos padrões de segurança da mineração, principal atividade econômica do país, para que acidentes do gênero não se repitam no futuro. Ele sofreu acusações por permitir o funcionamento da mina que, segundo opositores, não cumpria normas de segurança adequadas.
A operação começou quando terminados a instalação e os testes do sistema de içamento dos mineiros, assim como o sistema de comunicações que permitiu contato com eles durante a subida.
A cápsula avança a uma velocidade de um metro por segundo, através do túnel. A subida deveria durar cerca de 15 minutos, mas acabou durando mais nos primeiros resgates e sendo mais rápida nos últimos. O tempo estimado para retirar cada mineiro, de uma hora, estava praticamente se cumprindo.
Assista ao lado: relembre os principais lances da saga dos mineiros
Os 33 mineiros estão sendo içados à superfície em uma cápsula de 4 metros de altura e 450 quilos dotada de tubos de oxigênio (veja ao lado), equipamento de comunicação e de um sistema de aferição dos sinais vitais de alta tecnologia.
Os mineiros receberam roupas feitas de material especial, luvas, água e óculos escuros para que não sofram danos oculares na chegada à superfície depois de tanto tempo na escuridão.
Um socorrista mineiro foi o primeiro a descer até o fundo da mina, seguido de um enfermeiro, de outro socorrista mineiro e de outro enfermeiro, para ajudar os mineiros em seu processo de saída para a superfície. Eles permaneceriam sob a terra até que o último mineiro tenha sido retirado.
Na segunda-feira, haviam sido feitos testes com a cápsula, com sucesso, mas sem chegar aos mineiros.
Cada mineiro foi atendido por um médico logo depois da chegada. Nessa primeira avaliação, são feitas perguntas simples, como se estão com muita dor, e eles passam por testes de lucidez.
Depois, eles são levados a uma área de estabilização a poucos metros dali. Eles passam pelo menos duas horas nesse local, onde recebem soro, algumas vitaminas e antibióticos, e iniciam a avaliação psicológica presencial. São atendidos por três médicos e por um psicólogo.
Dali, são levados, de helicóptero, a uma base militar (em um trajeto de 12 minutos), em Copiapó, a 45 km de distância. Então, percorrem 300 metros até um hospital da cidade, onde serão atendidos e, se estiverem bem, podem ter alta em 48 horas.
Espera Os mineiros esperaram o começo da saída limpando o refúgio que, durante mais de dois meses, lhes serviu de lar, segundo o mineiro Mario Sepúlveda.
Ele disse, brincando, que os mineiros estavam fazendo isso porque não sabiam ainda quanto tempo mais ficariam no local.