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domingo, 11 de julho de 2010

Título inédito e sofrido: Espanha vence Holanda na prorrogação

Iniesta marca o único gol da partida e põe a Fúria no seleto clube dos campeões mundiais, agora com oito integrantes

Um título que nunca havia sido conquistado jamais viria facilmente. Ainda mais para uma seleção que sempre teve a fama de fracassar na hora H. Amarelona? Não. Sua cor é vermelha. E o título finalmente veio. Para a torcida da Espanha, pareceu que nunca viria. Noventa minutos que viraram 120. Ou melhor, 115, quando Iniesta estufou a rede e tirou da garganta um grito entalado há uma eternidade. Uma conquista com direito a 0 a 0 no tempo normal, 1 a 0 sobre a Holanda na prorrogação, desabafos, choro... A primeira Copa do Mundo na África viu nascer o oitavo campeão da história. A partir deste domingo, a Espanha pode colocar uma estrela no peito e exibir para o planeta que amarela é a cor da taça na mão dos seus jogadores.
A história dessa nova campeã mundial não começou no Soccer City. No início tinha outro técnico, Luis Aragonés, e quase os mesmos jogadores. O time vencedor da Eurocopa de 2008 transformou a Espanha na seleção a ser batida. O treinador mudou, entrou Vicente del Bosque, e voltou a decepção: fracasso na Copa das Confederações, derrota na estreia do Mundial contra a Suíça. Mas o time que melhor toca a bola no planeta deu a volta por cima. E termina 2010 no topo.
Para a Holanda, que já chegara à final em 1974 e 1978, fica a decepção de acumular seu  terceiro vice-campeonato em Copas do Mundo. E, desta vez, após vencer todos os jogos das eliminatórias e da trajetória na África do Sul.
Espanha Campeã mundia O goleiro e capitão Casillas ergue a taça ao lado de seus companheiros (Foto: Reuters)
As duas equipes começaram o jogo com as formações que venceram na semifinal. Assim, Fernando Torres continuou no banco da Espanha, e Pedro foi titular no ataque. E o artilheiro David Villa ficou preso entre os zagueiros, com pouca mobilidade. A Laranja contou com sua força máxima, do 1 a 11, com as estrelas Sneijder e Robben presentes.
A Fúria conseguiu ter mais posse de bola, do jeito que gosta, durante os primeiros 90 minutos: 57%. Mas não conseguiu marcar nos 12 chutes que teve, enquanto a Laranja tentou nove. Pela primeira vez desde 1994, quando o Brasil bateu a Itália nos pênaltis, a final terminou com 0 a 0 e foi para a prorrogação. Com o Soccer City lotado pela segunda vez no Mundial (84.490 torcedores, mesmo público da partida de abertura), Espanha e Holanda fizeram a final com o maior número de cartões amarelos da história: 13. Ainda teve um vermelho para Heitinga, na prorrogação.
Cinco cartões amarelos e poucas chances
Nigel de Jong entrada dura jogo Holanda x Espanha final 
De Jong dá uma voadora em Xabi Alonso: lance
valeu apenas o cartão amarelo (Foto: Reuters)
Quem esperava o futebol arte se decepcionou nos primeiros 45 minutos. Sabe aquela Espanha que toca bem a bola e a Holanda fatal nos contra-ataques? Não entraram em campo. As duas seleções deram vez a uma faceta mais violenta, que ainda não haviam mostrado na Copa: foram cinco cartões amarelos, sendo que pelo menos um merecia a expulsão - Heitinga deu uma voadora no peito de Xabi Alonso.
A Fúria chegou à partida com 81% de aproveitamento em passes certos. Mas no primeiro tempo teve 75%, errando toques bobos. A Laranja foi bem pior: 55% de acerto. A primeira boa jogada foi espanhola. Sempre perigoso nas cobranças de falta, Xavi cobrou uma na cabeça de Sergio Ramos, que, da marca do pênalti, obrigou Stekelenburg a fazer grande defesa, aos quatro minutos. Aos sete, a Holanda deu o primeiro chute a gol com Kuyt, de fora da área, nas mãos de Casillas.
Pela direita, a Fúria conseguia bons ataques e quase marcou um golaço aos dez: Iniesta achou Sergio Ramos, que entrou na área, pedalou para cima de Kuyt e bateu cruzado, mas Heitinga tirou perto da linha. Um minuto depois, em novo cruzamento da direita, David Villa pegou de primeira de canhota e acertou a rede por fora, fazendo alguns torcedores até comemorarem.

Aos 34 minutos, um lance inusitado quase resultou em gol para a Holanda. Após o jogo parar para atendimento médico, Heitinga resolveu devolver a bola para Espanha e chutou, do seu campo, em direção a Casillas. A bola quicou na frente do goleiro, que teve que se esticar para tocar nela e colocar para escanteio (veja no vídeo ao lado).
O time de Bert van Marwijk passou a gostar mais do jogo e a procurar o ataque na segunda metade do primeiro tempo. De pé em pé, a bola chegou a Mathijsen na área, aos 36, mas o zagueiro furou feio e desperdiçou boa oportunidade. Aos 45, mais uma boa troca de passes e Robben, do bico direito da área, arriscou e acertou o cantinho esquerdo de Casillas, que conseguiu salvar.
Oportunidades claras não tiram o zero do placar
As equipes voltaram para o segundo tempo sem substituições. Com dois minutos, a Espanha tentou sua famosa jogada de escanteio, que faz sucesso no Barcelona e valeu até a vitória na semifinal sobre a Alemanha: Xavi cruzou, Puyol subiu e encostou de leve na bola, mas Capdevila furou na pequena área.
A Laranja apostou nos contra-ataques e chegou duas vezes perto de Casillas. Mas Xavi chegou ainda mais perto do gol: em cobrança de falta aos nove, a bola passou rente ao travessão. Aos 15, Vicente del Bosque fez a primeira substituição da partida, mexendo no ataque: tirou Pedro e pôs Navas. Mas quem entrou de verdade no jogo foi Sneijder. Até então sumido, o camisa 10 criou a melhor chance até então: aos 18, o craque acertou um lançamento perfeito para Robben entre dois zagueiros espanhóis. O atacante do Bayern de Munique invadiu a área, cara a cara com Casillas, e chutou, mas a bola bateu no pé do goleiro e foi para escanteio.
Robben chute Holanda contra Espanha Sozinho, Robben perde chance de ouro, ao chutar para defesa de Casillas com o pé (Foto: Reuters)
Aos 24, foi a vez de a Espanha desperdiçar a sua melhor oportunidade na final: Navas cruzou da direita rasteiro, Heitinga cortou mal, e a bola ficou com Villa, na pequena área, mas o chute bateu na zaga e foi para escanteio, por cima. Aos poucos, a Espanha voltou a controlar o jogo. E a velha estratégia de apelar para o cruzamento de Xavi voltou a ser utilizada: aos 31, ele bateu cruzamento na cabeça de Sergio Ramos, que, livre e de cara para Stekelenburg, concluiu para fora. Um lance parecido ao gol de Puyol contra a Alemanha na semifinal.
Robben igualou o placar de oportunidades claras perdidas ao ficar novamente sozinho diante de Casillas, aos 38 minutos, depois de ganhar de Puyol na corrida. O goleiro saiu bem e evitou o drible, e o holandês reclamou de forma acintosa de falta do zagueiro, recebendo o nono cartão amarelo do jogo. Com os ataques em um mau dia, os 90 minutos terminaram com 0 a 0.
Iniesta marca e vira o herói
A prorrogação começou com o mesmo panorama da segunda etapa, com gols sendo desperdiçados. Fabregas, que substituíra Xabi Alonso, recebeu ótimo passe de Iniesta e chutou para defesa salvadora de Stekelenburg com o pé. No lance seguinte, foi a vez da Holanda: Casillas saiu mal do gol em cobrança de escanteio, e Mathijsen não aproveitou, cabeceando para fora.
Iniesta gol Espanha 
Iniesta comemora o gol da vitória, mostrando
camisa em homenagem a Dani Jarque (Foto: EFE)
A Espanha chegava com mais frequência e mais perigo. Iniesta tentou um drible em vez de um chute e perdeu boa chance. Jesus Navas preferiu o caminho oposto e concluiu mesmo com Van Bronckhorst  à sua frente. A bola bateu nele e na rede pelo lado de fora, arrancando um sorriso do goleiro Stekelenburg.
Os treinadores fizeram suas últimas substituições na tentativas de tirar o zero do placar. Bert van Marwijk pôs Van der Vaart e Braafheid nos lugares de De Jong e Van Bronckhorst, e Vicente del Bosque trocou o artilheiro Villa por Torres. O holandês ganhou um motivo para se preocupar quando o zagueiro Heitinga recebeu o cartão vermelho após falta em Iniesta.
O gol, que teimava em não sair, veio aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação. Começou com jogada valente de Jesus Navas, que correu em direção ao ataque, teve sequência com troca de passes, até Fabregas dar a assistência para Iniesta chutar cruzado. Na comemoração, exibiu camisa em homenagem a Dani Jarque, capitão do Espanyol que morreu no ano passado, aos 26 anos. Casillas já chorava em campo mesmo antes do apito final, consciente de que fazia parte da história do futebol espanhol.
Puyol consolando Sneijder 
Puyol consola Sneijder após a derrota holandesa na decisão no Soccer City (Foto: Reuters)
Fonte: G1
 

segunda-feira, 5 de julho de 2010

CBF anuncia demissão de Dunga e comissão técnica da seleção brasileira

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, informou na tarde deste domingo (4) que o técnico da seleção brasileira, Dunga, e toda a comissão técnica do Brasil foram demitidos.

Após passagem vitoriosa pela seleção brasileira, Dunga deixa o comando do Brasil com apenas seis derrotas em quatro anos de trabalho, mas sempre com o seu trabalho contestado por parte da torcida e imprensa brasileira. Como técnico, Dunga venceu a Copa das Confederações, Copa América e levou o Brasil ao primeiro lugar nas eliminatórias.

Além de Dunga e Jorginho, o médico José Luiz Runco e o supervisor Américo Faria também deixam suas funções. O substituto ainda não foi definido, mas a CBF informou que o anúncio será feito até o fim do mês.

Na Copa do Mundo da África do Sul, o Brasil foi líder do grupo G, venceu o Chile nas oitavas de final, mas caiu diante da Holanda nas quartas. Os jogadores e a comissão técnica já estão no Brasil.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sonho de ganhar o hexa fica para 2014

Seleção tem atuação segura no primeiro tempo, mas se descontrola no segundo e é derrotada de virada, por 2 a 1, dando adeus à África do Sul

Em toda a sua preparação e durante a Copa do Mundo na África do Sul, a seleção brasileira se esforçou em adotar uma filosofia diferente da utilizada em 2006. Por ironia, o resultado foi o mesmo: derrota para uma seleção europeia e eliminação nas quartas de final. No lugar da França, o algoz foi a Holanda. E Sneijder tomou de Henry o posto de carrasco, participando do lance do primeiro gol e marcando o segundo na vitória por 2 a 1, de virada, nesta sexta-feira.
Foi ele o eleito o melhor em campo no estádio Nelson Mandela Bay, em votação popular no site da Fifa. Pelo primeiro tempo, ficou a impressão de que dificilmente o escolhido deixaria de ser um brasileiro. A seleção dominou a Holanda, marcou seu gol (com Robinho) logo no início, criou lances bonitos e foi pouco ameaçada. A partida após o intervalo, no entanto, foi outra. O Brasil falhou na defesa, seu setor mais elogiado, esteve acuado, quase não chegou ao ataque e demonstrou instabilidade emocional. E viu mais um jogador seu ser expulso na competição, depois que Felipe Melo deu um pisão em Robben.
A eliminação em Porto Elizabeth representa um duro golpe na era Dunga como técnico. A seleção vinha acumulando bons resultado - como os títulos da Copa América e da Copa das Confederações, a primeira colocação nas eliminatórias e vitórias expressivas sobre adversários de peso - mas fracassou em sua principal missão, a conquista do hexacampeonato. Os brasileiros, que receberão a Copa de 2014, voltam para casa com uma campanha de três vitórias, um empate e uma derrota.
A Holanda, que acumulou sua quinto triunfo consecutivo na Copa e agora soma 24 partidas de invencibilidade, enfrentará Gana ou Uruguai na semifinal, em partida na próxima terça-feira, às 15h30m (de Brasília), na Cidade do Cabo. E se vinga das eliminações nas edições de 1994 e 1998, as duas últimas vezes em que havia cruzado com o Brasil em Mundiais.
Brasil faz gol, marca duro e joga bonito
Conhecidas pelo estilo bonito de jogar, as seleções de Brasil e Holanda deixaram o futebol de lado nos primeiros minutos. Luis Fabiano e Van Bommel se estranharam e foram repreendidos pelo árbitro. O holandês pareceu não se intimidar, já que em seguida discutiu com Robinho. Passado esse início nervoso, no entanto, os brasileiros perceberam que teriam espaço para jogar.
Robinho comemoração Brasil jogo HolandaRobinho comemora o gol após receber passe primoroso de Felipe Melo, aos dez minutos (Foto: Reuters)
A primeira pista veio com passe de Maicon, que encontrou Daniel Alves livre, mas impedido, ainda que por pouco. Já Robinho se posicionou melhor e correu sozinho no meio da zaga laranja. Recebeu passe primoroso de Felipe Melo e chutou com estilo, sem dominar a bola, superando o goleiro. Com 1 a 0 no placar logo aos dez minutos, o Brasil pôde se planejar para atuar do jeito que mais gosta: marcando duro no campo defensivo e procurando os contra-ataques.
No entanto, o estilo da Holanda, de não ir ao ataque desesperadamente, fez com que os contragolpes não viessem. Ainda assim, o Brasil produziu belas jogadas. Numa delas, Daniel Alves deu dois cortes pela ponta e cruzou para Juan chutar por cima do gol. Na mais bonita, Robinho deixou para trás dois marcadores, Luis Fabiano deu passe de letra, e Kaká chutou bem ao seu estilo, com efeito, obrigando Stekelenburg a fazer excelente defesa.
Com uma muralha à sua frente, Julio Cesar pouco trabalhou no primeiro tempo: fez duas defesas seguras em chutes de Kuyt e Sneijder. E só. O craque Robben insistiu na sua jogada preferida, de carregar a bola pela direita e cortar para a esquerda, mas foi sempre bloqueado antes do chute. A Holanda tentou invadir o terreno brasileiro recorrendo até à malandragem. Em cobrança de escanteio, Robben deu um leve toque na bola e correu para a área. Mas Daniel Alves, atento, chegou antes de qualquer adversário.
Após 19 faltas, o primeiro tempo terminou com mais uma boa jogada da seleção, em que Kaká - até então mais participativo do que em outros jogos - inverteu um lance da esquerda para a direita. Maicon chutou para defesa do goleiro.
Brasil leva gols, falha na marcação e se descontrola
Tão segura nos 45 minutos iniciais, a equipe começou vacilante na segunda etapa. Um lance displicente no primeiro minuto fez com que Felipe Melo levasse uma bronca de Lúcio. Sete minutos depois, o Brasil sofreu o empate num lance que, até esta sexta-feira, era incomum na Copa: falha da zaga, e ainda por cima numa bola aérea. Julio Cesar e Felipe Melo se chocaram, e a bola cruzada por Sneijder desviou de leve no volante antes de entrar. Foi o primeiro gol contra do Brasil na história dos Mundiais.
A igualdade no placar desestabilizou o Brasil, que ficou acuado em seu campo e viu suas tentativas de ataque esbarrar em erros de passe. Só conseguiu concluir uma jogada aos 20 minutos, quando Kaká bateu colocado, mas sem muito perigo. A Holanda, que mostrou suas fragilidades no primeiro tempo, passou a explorar as do Brasil, recorrendo ao lado direito do ataque e fazendo Michel Bastos sofrer para marcar Robben. Preocupado com o seu lateral, que já havia recebido cartão amarelo, Dunga trocou-o por Gilberto aos 16 minutos.
Julio Cesar derrota Brasil jogo HolandaCabisbaixo, Julio Cesar deixa o campo após a derrota do Brasil no Nelson Mandela Bay (Foto: Reuters)
Seis minutos depois, a Holanda conseguiu a virada. E em outra falha da defesa. Uma cobrança de escanteio encontrou Kuyt, que, posicionado na primeira trave, desviou a bola para trás.  Sneijder, com seu 1,70m, cabeceou para a rede. Mais seis minutos, e a situação piorou. Felipe Melo fez falta e em seguida deu um pisão em Robben, recebendo cartão vermelho direto.
Dunga ainda substituiu Luis Fabiano por Nilmar, mas a troca de um atacante por outro pouco ajudou a seleção, que só conseguiu levar algum perigo aos holandeses em duas cobranças seguidas de escanteio. Aos 44 minutos, veio a tentativa derradeira. Daniel Alves teve uma cobrança de falta, mas a bola explodiu na barreira. Era o fim do sonho do hexacampeonato.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Brasil cumpre objetivo e fica com a liderança após empate com Portugal

Placar de 0 a 0 garante primeiro lugar do Grupo G para a seleção, que entretanto mostra falta de alternativas contra lusos em Durban

No duelo mais esperado da primeira fase da Copa do Mundo, o Brasil cumpriu seu objetivo principal e ficou com a liderança do Grupo G. Jogou para o gasto, com uma atuação razoável no primeiro tempo e apagada no segundo, e ficou no empate por 0 a 0 com Portugal no estádio Moses Mabhida, em Durban, nesta sexta-feira. A partida contra o adversário mais forte da chave, no entanto, acende o sinal de alerta para o time de Dunga, principalmente quanto ao desempenho pouco produtivo de Julio Baptista, substituto de Kaká, e à dependência do ataque pelo lado direito.
maicon brasil fabio coentrão portugalMaicon enfrenta a marcação de Coentrão: lado direito foi bastante explorado outra vez (Foto: agência Reuters)
O Brasil, que ouviu vaias de parte da torcida após o apito final, acumulou sete pontos em sua chave, contra cinco dos portugueses, quatro dos marfinenses e nenhum dos norte-coreanos. Agora espera a rodada decisiva do Grupo H, nesta tarde (a partir de 15h30m), para conhecer o segundo colocado, que será seu adversário nas oitavas de final, na próxima segunda-feira, às 15h30m (de Brasília). Portugal, que alcançou 19 partidas de invencibilidade e terminou a primeira fase da Copa sem sofrer gol, pegará o líder do Grupo H na terça-feira, no mesmo horário. Na outra partida da rodada decisiva do Grupo G, a Costa do Marfim conseguiu uma inútil vitória por 3 a 0 sobre a Coreia do Norte.
Com a missão cumprida, a seleção brasileira tem a vantagem de percorrer um caminho teoricamente mais fácil até a final. Depois das oitavas, se for avançando, encara Holanda ou Eslováquia nas quartas, e Uruguai, Coreia do Sul, Estados Unidos ou Gana na semifinal. Do outro lado da chave, Argentina, Alemanha, Inglaterra e Portugal batalham por uma vaga na decisão.
As duas seleções apresentaram surpresas em suas escalações. O Brasil, além da entrada de Daniel Alves e Julio Baptista, teve Nilmar substituindo Robinho, poupado. Portugal foi mais radical nas mexidas, com quatro alterações: entraram Ricardo Costa, Duda, o brasileiro Pepe e Danny.
Primeiro tempo nervoso: sete cartões amarelos
Os primeiros minutos da partida mostraram o objetivo de Portugal com as mudanças: reforçar a marcação, sobretudo pelo lado esquerdo da defesa, e sair no contra-ataque. E foi exatamente pelo lado mais congestionado do campo que o Brasil buscou seus ataques, com Daniel Alves se aproximando de Maicon e tentando achar espaços pelo meio. No outro canto, Nilmar se posicionava às costas de Ricardo Costa, esperando por uma falha. Mas ficava isolado, já que Michel Bastos não avançava, e Julio Baptista não passava por ali.
felipe melo brasil cartão amareloFelipe Melo foi um dos sete jogadores a receber cartão amarelo no primeiro tempo (Foto: agência EFE)
Se o Brasil avançava com Maicon, Portugal aproveitava o espaço deixado pelo lateral-direito para conseguir seus ataques. Na melhor oportunidade, Coentrão deu passe aéreo da esquerda para Tiago na entrada da área. O meia pegou de primeira, num lance bastante plástico, mas de pouco perigo. O craque Cristiano Ronaldo - eleito o melhor em campo pela terceira vez seguida - jogou mais centralizado, em vez de se deslocar pelas pontas, e não assustou na primeira etapa. Conseguiu apenas um chute de fora da área, defendido sem problemas por Julio Cesar. Poderia ter uma segunda chance, se Juan não colocasse a mão na bola, interceptando bom lançamento de Duda e recebendo cartão amarelo.
A advertência não foi apenas para o zagueiro. Outros seis jogadores - quatro portugueses e dois brasileiros - também ficaram pendurados, um recorde nesta Copa para os 45 minutos iniciais. E às vezes em lances ríspidos. Felipe Melo distribuiu entradas duras e sofreu um pisão de Pepe, que fez o sinal de "1 a 1" para ele, após claro revide. Dunga preferiu poupar o volante de uma lesão mais grave no tornozelo e de um cartão vermelho desnecessário, trocando-o por Josué.
A seleção brasileira, que teve 63% de posse de bola na primeira etapa, esteve perto de tirar o zero do placar. Mesmo isolado, Nilmar teve duas boas chances. Uma foi criada por ele mesmo, após dar chapéu em Ricardo Costa e isolar a bola em seguida. A outra veio em passe primoroso de Luis Fabiano: Nilmar se esticou e conseguiu concluir a gol, mas esbarrou em boa defesa de Eduardo, que espalmou para o travessão. Luis Fabiano também teve a sua oportunidade, cabeceando com estilo após cruzamento de Maicon. A bola passou raspando a trave.
Portugal se solta, e Brasil se atrapalha
No segundo tempo, Portugal continuou explorando o seu lado esquerdo, onde nos primeiros minutos Cristiano Ronaldo recebeu dois passes livre na ponta. Nos dois lances tentou encontrar alguém na área, mas foi impedido por um carrinho providencial de Lúcio, no primeiro, e por uma cabeçada acrobática de Juan no segundo. Os lusos mostravam que estavam mais dispostos a atacar e reforçaram essa estratégia ao trocarem Duda pelo atacante Simão logo aos dez minutos.
Julio Cesar precisou entrar em ação aos 15, espalmando um chute de Raul Meireles, após desarme de Lúcio em Cristiano Ronaldo, que chegou ao ataque sozinho enfrentando quatro adversários. Enquanto o goleiro era atendido, após choque com o português, e exibia uma proteção nas costas, Dunga mostrava no banco de reservas muita irritação com a falha na marcação.
Vendo o adversário tomar a iniciativa do jogo na segunda etapa, o Brasil tentava variar suas jogadas, apostando em Michel Bastos na esquerda. Mas o lateral não teve sucesso no ataque, sendo vaiado por parte da torcida após um cruzamento errado. Pelo meio, a situação também era complicada, com Julio Baptista se movimentando pouco e aceitando facilmente a marcação.
Nos 15 minutos finais, Brasil e Portugal pouco se arriscaram, satisfeitos com o empate zerado. Sem muitas alternativas do meio-campo para frente, Lúcio fez o papel do volante que sai para o jogo, avançando com a bola e procurando um companheiro mais bem posicionado.  Dunga ainda trocou Julio Baptista por Ramires, que tinha um cartão amarelo e corria o risco de ficar suspenso nas oitavas, e Luis Fabiano por Grafite, que fez sua estreia na Copa.
Nos cinco minutos de acréscimo, Ramires quase marcou, após chute que desviou no adversário e quase traiu o goleiro Eduardo, que se esticou e fez excelente defesa. Continuou no placar o empate por 0 a 0, o primeiro do Brasil em Mundiais desde a final de 1994, contra a Itália.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Maradona diz que Brasil é grande favorito da Copa


Fifa.comPara Maradona, Brasil é favorito no mundialPara Maradona, Brasil é favorito no mundial
O técnico da Argentina, Diego Armando Maradona, afirmou hoje (21) que apontou o Brasil como "grande favorito" para ganhar a Copa do Mundo porque, "embora digam que não está jogando bem, define quando tem que definir".

Maradona também falou que o futebol sul-americano tem mais qualidade que o europeu e que, por isso, está tendo melhores resultados no Mundial.

"As Eliminatórias (na América do Sul) são muito competitivas, mais que na Europa. O Equador poderia estar no Mundial sem dúvidas, e jogar contra as Ilhas Faroe", opinou o técnico da Argentina.

"Os sul-americanos estão fazendo o Mundial que realmente deveria ser jogado. Seria preciso colocar equipes que deem o perfil de um Mundial e nós, sul-americanos, estamos fazendo isso", acrescentou.


* Fonte: Portal Copa 2014.

domingo, 20 de junho de 2010

Brasil faz 3 a 1 na Costa do Marfim e se classifica para as oitavas

Luis Fabiano marca duas vezes, uma delas ajeitando a bola no braço, e Kaká é expulso no segundo tempo, tornando-se desfalque contra Portugal

Foi uma vitória para restabelecer a paz entre a seleção brasileira e a torcida, que na arquibancada do Soccer City gritou "olé" e "o campeão voltou" graças ao placar de 3 a 1 sobre a Costa do Marfim neste domingo, em Joanesburgo. E foi também uma vitória que testou os nervos de alguns jogadores, já que os africanos apelaram para faltas duras depois de levarem três gols até os 17 minutos do segundo tempo. Kaká não passou nesse teste e foi expulso.
Os gols marcados por Luis Fabiano (duas vezes, uma delas ajeitando a bola com o braço) e Elano fazem do Brasil o segundo país classificado para as oitavas de final da Copa do Mundo, depois da Holanda, e o terceiro a conseguir 100% de aproveitamento, junto com holandeses e argentinos. A primeira colocação do Grupo G pode ficar garantida já nesta segunda-feira, em caso de empate entre Portugal e Coreia do Norte, que se enfrentam às 8h30m. Luis Fabiano, agora o artilheiro da era Dunga (com 21 gols), foi eleito o melhor em campo no Soccer City. 
O Brasil, que foi a seis pontos, enfrenta na última rodada os portugueses, que por enquanto têm um. Os africanos, que ficaram estacionados em um ponto, encaram os coreanos (que têm zero). Os dois jogos serão realizados ao mesmo tempo, às 11h de sexta-feira.
Seleção é dominada no começo do jogo
Se contra a Coreia do Norte o Brasil demorou a criar um lance de perigo, no jogo deste domingo ele surgiu com menos de um minuto. Robinho puxou contra-ataque, após tabela com Kaká, e arriscou de longe - sem tanto perigo - em vez de tentar o passe para Luis Fabiano, mais bem colocado pela esquerda. O que parecia um bom sinal, entretanto, transformou-se em exceção nos primeiros 20 minutos.
Foi da Costa do Marfim a iniciativa do jogo. Ela não mostrou a mesma retranca do empate por 0 a 0 com Portugal e foi além: avançou a marcação para combater a saída de bola da seleção e dominou o meio-campo. Kaká foi desarmado duas vezes logo no começo, e os brasileiros, que davam a impressão de estarem perdidos, cometeram seis faltas em 14 minutos.
Com dificuldade para dominar a bola e tocá-la no meio-campo, a seleção recorreu a um corta-luz para conseguir sua primeira jogada bem trabalhada na partida, somente aos 19 minutos. Elano abriu as pernas e deixou a bola passar na direção de Maicon, que errou no cruzamento. Se não levou perigo, o lance ao menos serviu para deixar a seleção um pouco mais à vontade no jogo.
Luis Fabiano comemoração Brasil  
Luis Fabiano é seguido por Robinho na comemoração do primeiro gol brasileiro (Foto: Reuters)
Seis minutos depois, veio o gol de Luis Fabiano. A jogada teve início com Robinho mais recuado e teve sequência com um calcanhar nem tão certeiro de Luis Fabiano e um bom passe de Kaká. O atacante tomou a frente de seu marcador e, na cara do goleiro, soltou a bomba: 1 a 0. Na comemoração, fez o número 6 com as mãos - uma homenagem ao aniversário da filha e, coincidentemente, o número de partidas que passou em branco. Ele havia marcado pela última vez contra a Argentina, em setembro do ano passado.
O gol não pôs o Brasil no caminho do bom futebol. Os erros de passe continuaram acontecendo, somados a falhas bobas no domínio de bola. O nervosismo do time parecia contagiar Dunga, que reclamou da arbitragem e passou o primeiro tempo brigando com o microfone próximo à área técnica, até arrancá-lo do gramado e colocá-lo atrás do banco.
A seleção não conseguiu criar lances de perigo, concluindo apenas uma vez no gol, mas por outro lado mostrou solidez defensiva, com boas atuações de Lúcio e dos volantes Gilberto Silva e Felipe Melo. Com isso, a Costa do Marfim obrigou Julio Cesar a fazer apenas uma defesa em 45 minutos, num chute forte de Yaya Touré. 
Com mais espaço, seleção marca mais dois gols
A segunda etapa começou com forte marcação da Costa do Marfim e o Brasil recorrendo a uma jogada individual para fazer 2 a 0. Com uma ajudinha da arbitragem, é verdade. Luis Fabiano dominou a bola duas vezes no braço, e entre elas deu dois balões em adversários, chutando para a rede. Enquanto o atacante voltava para o seu campo, uma cena curiosa: foi abordado pelo árbitro francês Stephane Lannoy, que, sorrindo, quis saber se ele dominara com o braço. Luis Fabiano não teve dúvida: sério, respondeu que não. E mais tarde ouviu seu nome ecoar no Soccer City, como nos tempos de Brasil.
Com exceção de uma cabeçada perigosa de Drogba, a defesa continuava sem grandes sustos. E no ataque o time já encontrava espaços para tocar a bola. Kaká deu um chute perigoso, após passe de Robinho. E no minuto seguinte, aos 17, o meia fez boa jogada pela ponta esquerda, cruzando rasteiro para a conclusão de Elano, que fez seu segundo gol em dois jogos. E mostrou para a câmera suas caneleiras, com os nomes das filhas.
Luis Fabiano ajeita braço gol 
Luis Fabiano domina a bola com o braço antes de concluir e marcar o seu segundo gol (Foto: EFE)
Nervosos com os 3 a 0 da seleção brasileira, os marfinenses começaram a abusar das faltas. Tioté deu uma entrada dura em Elano, que saiu carregado de campo, aos 30 minutos. E Keita fez falta violenta em Michel Bastos, levando cartão amarelo. Até mesmo quando sofriam falta, os africanos provocavam. Como aconteceu com Kaká e Yaya Touré. O brasileiro deu uma entrada mais forte no adversário, mas ficou irritado com uma mão na nuca.
Entregue em campo, o time africano ainda conseguiu arrumar espaço para diminuir, numa falha isolada de posicionamento da defesa brasileira. Drogba recebeu ótimo lançamento de Yaya Touré aos 33 minutos e marcou de cabeça. Felipe Melo ergueu o braço, protestando contra impedimento que não existiu. Esta foi a primeira vez que uma seleção africana fez um gol no Brasil na história das Copas.
O Brasil não se assustou com o gol e continuou tocando a bola. Mas o jogo estava nervoso. Aos 39 minutos, Kaká deu um empurrão em Keita e foi punido com o cartão amarelo. Três minutos depois, recebeu outro amarelo do árbitro, que viu agressão a Keita, e foi mais cedo para o vestiário, desfalcando o time contra Portugal, em Durban.
 
Fonte: G1

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Uruguai encerra jejum de vitórias em Copas e afasta os Bafana do sonho

Com dois gols de Forlán, Celeste faz 3 a 0 na África do Sul, que agora tem de vencer a França para manter chance de classificação às oitavas de final

Uma vitória celestial (Uma vitória celestial (Uma vitória celestial (EFE)))
Não chega ser um Maracanazo como o de 1950, mas o Uruguai empurrou a África do Sul para bem longe do sonho de passar às oitavas de final da Copa do Mundo em casa. Com dois gols de Diego Forlán e um de Pereira, a Celeste bateu os Bafana Bafana por 3 a 0 nesta quarta-feira, em Pretória, acabou com um jejum de vitórias em Mundiais que durava desde 1990 e assumiu a liderança do Grupo A. Para passar de fase, o time de Carlos Alberto Parreira tem que vencer a França na última rodada e ainda torcer por outros resultados.
Nesta quinta, os franceses pegam o México, às 15h30m (de Brasília), em Polokwane. As duas seleções têm um ponto, assim como os sul-africanos. O Uruguai soma quatro em duas rodadas. Na próxima terça, os Bafana fazem o desafio decisivo com a França, em Bloenfonteim, às 11h (de Brasília). No mesmo dia e horário, México e Uruguai se enfrentam em Rustemburgo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Brasil mantém tradição de estreias apertadas: 2 a 1 sobre Coreia do Norte

Time de Dunga tem atuação burocrática no primeiro tempo e melhora após o intervalo, marcando duas vezes, mas levando gol no fim da partida
Durante 55 minutos, o Brasil deu a impressão de que seria atingido pela seca de gols nesta Copa do Mundo. Teve uma atuação burocrática no primeiro tempo e adotou outra postura após o intervalo, afastando o assustador 0 a 0 e conseguindo dois belos gols. Um descuido defensivo no fim da partida, no entanto, determinou o placar de 2 a 1 sobre a Coreia do Norte, mantendo a  tradição de vitórias apertadas em estreias. Desde 1982, o Brasil tem 100% de aproveitamento em suas participações iniciais, mas quase sempre por um gol de diferença - a exceção foi em 1994.
O resultado faz a seleção pular para a liderança do Grupo G, superando Costa do Marfim e Portugal, que empataram por 0 a 0. Os dois gols brasileiros nasceram em passes milimétricos e terminaram em conclusões precisas. Maicon, eleito o melhor do jogo pela Fifa, abriu o placar e se tornou o primeiro lateral-direito da seleção a marcar em uma Copa desde Josimar, em 1986. E Elano fez o segundo.
O Brasil agora volta aos treinamentos para a sua segunda partida pelo Grupo G, às 15h30m (de Brasília) do próximo domingo, contra Costa do Marfim. Na segunda-feira, a Coreia do Norte tenta evitar sua segunda derrota seguida na Copa, enfrentando Portugal às 8h30m (de Brasília).
A previsão de frio na noite de Joanesburgo se confirmou, com 2º no começo da partida (e sensação térmica de -3º), obrigando cinco dos dez jogadores de linha na escalação inicial a usar luvas: Juan, Gilberto Silva, Felipe Melo, Kaká e Luis Fabiano. Na arquibancada, a torcida fez a sua parte, tentando esquentar o clima com seu grito preferido de "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor" e dando a impressão de que a seleção estava em casa.
Brasil nervoso e pouco criativo
A ansiedade e a emoção de disputar a partida de estreia em uma Copa do Mundo ficaram evidentes antes mesmo de a bola rolar. Estavam estampadas no rosto do atacante Jong Tae-Se, destaque da Coreia do Norte, que chorava copiosamente na execução do hino nacional. Mas ficaram claras também pelo lado brasileiro, com o nervosismo de alguns jogadores. Logo no início, após dois ataques norte-coreanos pela esquerda da defesa, por exemplo, Juan chamou Michel Bastos para orientá-lo.
Após uns primeiros minutos de nervosismo, mas também de disposição para chegar ao ataque, o Brasil começou a encontrar dificuldades para entrar na área. O jeito foi buscar conclusões mesmo sem chegar a ela, em chutes de longe. Robinho foi o primeiro a tentar, seguido por Elano, ambos sem perigo. As melhores tentativas foram de Maicon, obrigando o goleiro a espalmar para escanteio, e de Michel Bastos, com a bola passando perto do travessão e raspando a rede.
A Coreia do Norte se postava com duas linhas de quatro jogadores próximas à área e se beneficiava da pouca movimentação dos brasileiros, que perdiam muito tempo tocando a bola para o lado, sem avanços pelas laterais. Kaká, principal responsável pela armação de jogadas, foi uma figura apagada na primeira etapa.
Enquanto durou a insistência em jogar pelo meio, o Brasil só conseguiu uma boa jogada, num passe de Luis Fabiano para Robinho, que virou e chutou fraco. Nos últimos dez minutos, o time comandado por Dunga - que assistia à partida sem reações exaltadas - enfim começou a explorar as laterais. Até Michel Bastos, visivelmente tímido no início, foi à linha de fundo - a primeira vez, aos 34 minutos. A opção mais explorada, no entanto, foi mesmo pela direita, com Maicon.
Na Coreia do Norte, a estratégia no primeiro tempo foi recorrer a contra-ataques, apostando no isolado Jong Tae-Se, que conseguiu boas jogadas individuais - deixando Juan no chão em uma delas - mas nenhuma conclusão à altura. A tentativa mais ousada, entretanto, foi de Mun In-Guk, que arriscou um chute do meio-campo. Não levou perigo algum, mas mostrou que àquela altura, aos 18 minutos, a Coreia já se soltava em campo. 
Maicon gol Brasil Coreia do NorteMelhor em campo, Maicon comemora o seu gol, o primeiro do Brasil, junto com Robinho (Foto: Reuters)
Mudança de postura na segunda etapa
O Brasil voltou para o segundo tempo sem alteração, mas com as principais alternativas se aquecendo fora de campo. Se foi um aviso de Dunga de que trocaria alguma peça caso os defeitos do time persistissem, a estratégia funcionou. A seleção se esforçou em corrigir seus principais problemas, mostrando mais movimentação e explorando as laterais. E foi recompensada aos dez minutos. Elano esperou a ultrapassagem de Maicon e deu ótimo passe. Da linha de fundo, com pouco ângulo, o lateral percebeu que Myonge Guk deixava espaço em sua meta à espera de um cruzamento e arriscou direto para o gol, fazendo 1 a 0.
A vantagem no placar fez bem à seleção, de maneira geral, e a alguns jogadores, em particular. O time continuou se movimentando em campo, e nomes como Michel Bastos e Luis Fabiano subiram de produção. O primeiro emendou, em um só lance, um drible entre as pernas e uma meia-lua pela lateral. O segundo esteve perto de fazer 2 a 0, após um passe de Robinho, em uma rara jogada de contra-ataque. Matou no peito, driblou um adversário, mas chutou por cima do gol.
Comemoração Elano Brasil Coreia do Norte 
Elano espera a aproximação dos companheiros após fazer 2 a 0 para a seleção (Foto: Reuters)
Da intermediária, Robinho acertou outro passe, espetacular, para Elano chutar sem precisar dominar, marcando o segundo gol do Brasil, aos 26 minutos. Foi o último lance do meia, que na primeira etapa havia sido um dos que mais tentaram fugir da atuação burocrática. Daniel Alves entrou em seu lugar. Cinco minutos depois, Nilmar substituiu Kaká, forçando o posicionamento mais recuado de Robinho, o que já vinha acontecendo.
Em seu primeiro lance em campo, Nilmar recebeu passe, buscou espaço e chutou para defesa do goleiro. A essa altura, o domínio brasileiro na partida era completo, transformando Julio Cesar em um mero espectador. Dunga ainda fez sua terceira substituição, trocando Felipe Melo por Ramires, que levou o único cartão amarelo da partida. No finzinho do jogo, a Coreia ameaçou duas vezes. E em uma delas conseguiu marcar, após lançamento feito do meio-campo que pegou Maicon desatento e terminou com a conclusão de Yun Nam, aos 43 minutos, sem chance para o goleiro brasileiro.
A seleção deixou o campo do Ellis Park com seu principal objetivo cumprido. Somou três pontos, mas não obteve o bônus de uma boa margem no saldo de gols contra a seleção de pior colocação no ranking da Fifa (105º lugar) entre as 32 participantes.

Fonte: G1

Brasil estreia na Copa; assista ao vivo


Equipes fazem aquecimento. Jogo contra a Coreia do Norte começa às 15h30.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Shows musicais abrem a Copa do Mundo nesta quinta-feira

Shakira, Alicia Keys, Juanes e Black Eyed Peas irão cantar na festa que terá transmissão ao vivo da TV Globo

Um grande concerto com vários artistas internacionais, como Shakira, Alicia Keys, Juanes e Black Eyed Peas será celebrado nesta quinta-feira, a partir das 15h (de Brasília), no estádio Orlando, em Soweto, na véspera da rodada de abertura da Copa do Mundo da África do Sul. A TV Globo e o GLOBOESPORTE.COM irão transmitir ao vivo.

Principal atração, a colombiana Shakira será a última a se apresentar com a execeução de três músicas,  entre ela "Waka Waka - Time for Africa" (A hora da África), tema do Mundial, com o grupo pop sul-africano Freshlyground. É aguardado um público de 36 mil pessoas na festa. Os ingressos, que custavam até 1400 rands (R$ 3200), esgotaram-se rapidamente.
Shakira crianças Soweto campanha social Shakira, com crianças de Soweto, será uma das atrações no show de abertura da Copa (Foto: Reuters)
Além dos movimentos sensuais que habitualmente faz em seus shows, Shakira prometeu também uma coreografia tipicamente africana. O também colombiano Juanes e os americanos Alicia Keys e John Legend farão parte da festa, junto com estrelas africanas de renome internacional, tais como Angélique Kidjo, Amadou e Mariam e Gospel Choir. Vários jogadores também participarão do evento, mas os organizadores preferiram manter seus nomes em sigilo.

- Este concerto não só é um tributo ao início da Copa do Mundo, também é um tributo à música africana - explicou Kevin Wall, ao apresentar os últimos detalhes do show, que contará com ainda com a atuação de Alicia Keys, K'Naan e Angelique Kidjo.

ACOMPANHE COMO SERÁ A CERIMÔNICA DE ABERTURA DA COPA
15h Abertura danças tribais
15h10m Black Eyed Peas três músicas
15h23m Amadou & Mariam duas músicas
15h34m Angelique Kidjo duas músicas
15h42m John Legend duas músicas
15h52m Vusi Mashlasela duas músicas
16h03m Filme sobre Nelson Mandela três minutos de duração
16h06m Vieux Farka Toure duas músicas
16h14m Juanes duas músicas
16h26m Tinariwen duas músicas
16h36m Alicia Keys três músicas
16h49m Alicia Keys e BLK JKS uma música
16h53m BLK JKS duas músicas
17h03m K'Naan uma música
17h09m The Parlotones duas músicas
17h20m Sharika três músicas
17h43m Encerramento música e queima de fogos
17h49m FIM FIM

Ao contrário do mistério sobre os atletas que estarão no show desta quinta, os organizadores revelaram alguns detalhes sobre a cerimônia de abertura que será celebrada na sexta-feira, no estádio Soccer City, antes da partida inaugural entre os anfitriões e o México. O tema do evento será uma canção que "dará as boas-vindas ao mundo na África do Sul", explicou Derek Castens, do comitê organizador.

Black Eyed peas no soccer cityBlack Eyed Peas também se apresentará nesta
quinta-feira em Soweto (Foto: agência AP)
 
A ministra de Arte e Cultura da África do Sul, Lulu Xingwana, assegurou que as celebrações terão um forte toque africano e estarão concentradas, principalmente, nos seis países do continente que conseguiram se classificar para o Mundial.

- Estamos muito felizes em contar com o melhor da África do Sul e da África - disse a ministra.
Participarão da cerimônia 1.500 músicos, entre eles o trompetista sul-africano Hugh Masekela.
 
Artistas africanos pretendem boicotar show

Sindicatos de artistas africanos, apesar da presença desses últimos, pedem um boicote ao show com a alegação de que ele "não é muito africano". O governo nega essa acusação; a renda dos ingressos se destina a uma associação da Fifa que promove atividades esportivas em bairros pobres na África.
No dia seguinte ao show, será disputada no Soccer City, em Joanesburgo, a partida de abertura entre África do Sul e México, às 11h no horário de Brasília. Antes, porém, haverá a cerimônia de abertura oficial, que será transmitida ao vivo para centenas de milhões de pessoas em 215 países, segundo o Comitê Organizador (LOC, na sigla em inglês).

- A cerimônia de abertura apresentará uma grande escalação de gigantes da música e da indústria do entretenimento sul-africanos e de todo o continente africano, mostrando a uma audiência global de milhões de pessoas o talento, criatividade, tecnologia e espírito de boas vindas da África - disse em comunicado Danny Jordaan, diretor-executivo do LOC.

A cerimônia durará meia hora, e terá participação, entre outros, de R Kelly, que ganhou vários Grammys e que interpretará a canção principal da cerimônia, "Sign of Victory" (Sinal de Vitória), junto com o grupo sul-africano Soweto Spiritual Singers. Segundo o LOC, ao contrário do que pensa os sindicalistas, "a cerimônia será um reflexo da orgulhosa herança cultural africana" e mostrará o talento artístico do continente. O tema do evento será "Recebendo o Mundo em Casa".

Entre os artistas convidados estão o trompetista sul-africano Hugh Masekela; o nigeriano Femi Kuti, que interpreta a famosa canção "Bang, Bang, Bang"; o artista pop argelino Khaled; a lendária banda ganesa Osibisa; assim como importantes artistas sul-africanos como Thandiswa Mazwai, Pantsula, TKZee e o cantor Timothy Moloi.

- Acho que a cerimônia de abertura será uma mostra espetacular do melhor da arte, cultura, música e dança africana. Haverá uma grande representação de artistas sul-africanos e de todo o continente, especialmente dos seis países participantes do torneio - destacou Lulu Xingwana.

A grande ausência do concerto será a do tenor Siphiwo Ntshebe, conhecido popularmente como o "Pavarotti Negro", de quem era amigo, e faleceu em maio em decorrência de uma meningite.

Fonte: G1
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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Fifa aprova projeto do Complexo Arena das Dunas

O edital para sua construção ainda se encontra em consulta pública, devendo ser liberado para compra dos interessados no dia 30 deste mês.

Em matéria publicada nesta sexta-feira (21) no jornal Folha de S. Paulo, foi divulgado que o Comitê Organizador Local (LOC) da Fifa aprovou os estádios das 12 cidades-sede escolhidas para a Copa do Mundo de 2014 – inclusive, o Complexo Arena das Dunas. O LOC estaria aguardando ainda, no entanto, as garantias financeiras dos projetos brasileiros.

De acordo com o titular da pasta para Assuntos da Copa no RN, Fernando Fernandes, a modelagem financeira para a obra já foi mostrado aos representantes do LOC na última terça-feira (18). Na ocasião, um grupo comandado por Carlos de la Corte, consultor técnico do comitê, veio vistoriar o andamento das obras para a Copa no Rio Grande do Norte.

Depois de rápida fiscalização, os representantes do Comitê Organizador Local se reuniram com o secretário Fernando Fernandes e o engenheiro Sílvio Bezerra, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon). Segundo Fernandes, foi nesta ocasião que os recursos necessários ficaram assegurados.
Foto: Elpídio Júnior
Equipe técnica da Fifa estava satisfeita com o projeto potiguar.

Ainda na terça-feira, ele declarou à reportagem do portal Nominuto.com que a equipe técnica da Fifa estava satisfeita com o projeto potiguar. “Eles chegaram ao ponto de dizer que nós poderíamos fazer o estádio da arte, que esse era um dos melhores projetos que eles estavam vendo”, Fernandes afirmou após a visita.

Apesar dos elogios, Natal recebeu duas alterações quanto ao projeto. Ambas diziam respeito à visibilidade do terceiro piso, que precisa ser de 100%. Após as alterações, finalmente o estádio pôde ser aprovado.
Foto: Divulgação

O edital para sua construção ainda se encontra em consulta pública, devendo ser liberado para compra no dia 30 deste mês. O valor estimado da obra é de R$ 400 milhões, R$ 100 milhões a mais que a proposta inicial.

Segundo Fernandes, o aumento ocorreu devido ao custo de demolição e outros serviços que antes não haviam sido considerados.

FONTE: No minuto.com

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Assembleia aprova empréstimo da Copa

Robinson disse que deputados queriam saber a aplicação dos R$ 77 milhões "que serão pagos pelo povo"


Os deputados estaduais aprovaram, ontem, o projeto encaminhado pelo governo do estado que pedia autorização à Assembleia Legislativa para contrair um empréstimo no valor de R$ 77 milhões para realizar obras de mobilidade urbana em Natal e São Gonçalo do Amarante, município da Região Metropolitana, com vistas à Copa 2014.


Ao contrário da polêmica que a antecedeu, a votação do projeto que autoriza o empréstimo foi rápida e sem debate Foto: Ascom/Divulgação/D.A Press
O líder do PMDB na Assembleia, deputado José Dias, se absteve de votar, embora tenha concordado em liberar a urgência da matéria, atendendo a um apelo do presidente da Casa, deputado Robinson Faria (PMN). Uma das alegações do deputado para se abster da votação foram os últimos empréstimos contraídos pelo governo do estado. "Desde o início do governo já somam R$ 2 bilhões", disse.

Para o deputado Robinson Faria, a aprovação do projeto demonstra que os deputados também são favoráveis à Copa, contradizendo, segundo ele, o que tentou mostrar alguns integrantes do governo nos últimos dias. "Nos últimos dias algumas pessoas fizeram um movimento para induzir a população a pensar que a Assembleia estaria contra a Copa, mas a aprovação do projeto mostra justamente o contrário", destacou.

Ele acrescentou que os deputados solicitaram o detalhamento porque o projeto chegou à Casa sem informações relevantes. "Após receber e analisar o plano de execução das obras me tranqüilizei no tocante à aplicação dos recursos. Nossa preocupação é porque quem vai pagar esse empréstimo é a população", disse. Mesmo sem um líder, já que a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) entregou o cargo, o governo pode considerar a aprovação do empréstimo como uma vitória porque o projeto foi dispensado das formalidades exigidas devido à urgência do assunto. Segundo o presidente, essa é uma prova do compromisso da Casa com a Copa. "Se a matéria tivesse que passar pelas comissões (ainda não foram criadas) não daria tempo de ir para a Caixa", afirmou.
 
Fonte: Diário de Natal
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