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terça-feira, 15 de maio de 2012

Nordeste pode sofrer com seca por mais nove meses, segundo previsão

Mais nove meses de seca no Nordeste. Essa é a previsão de institutos de meteorologia, que mostram que a escassez de chuvas está no início e deve continuar até o próximo ano. Há a possibilidade de que o período de estiagem se iguale às secas de 1983 e 1998, que foram as maiores do século passado.
Em relato ao G1, o pesquisador e responsável pela Divisão de Operações do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Antonio Aravéquia, informou que a temperatura da água do Oceano Atlântico permaneceu mais baixa que o normal nos últimos meses, o que não favoreceu a evaporação e a concentração de umidade sobre o Nordeste, o que resultaria em chuvas. O fenômeno La Niña, que provoca chuvas, influenciou somente em áreas da Região Norte.
Em algumas áreas, como o sudeste da Bahia, a seca já é a pior das últimas décadas, segundo o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre. A tendência da estiagem, segundo Nobre, é aumentar. O período de chuva acabou em abril.
Nobre explica que a zona de convergência intertropical, que leva chuva ao Nordeste, afastou-se para o meio do Atlântico e interrompeu de forma abrupta o inverno nordestino. Em 1998, o fenômeno deixou a região no início de abril. Este ano, afastou-se do continente no mesmo mês. Nobre ressalta que o vilão de secas anteriores, o fenômeno El Niño, não está influenciando. “O El Niño, provocado pelo aquecimento da água do Pacífico, começa a se formar. Se perdurar até fevereiro ou março, a situação complica”, disse o pesquisador ao G1.

Campanhas de vacinação vão identificar crianças com deficiência de vitamina

O Ministério da Saúde vai usar as campanhas nacionais de vacinação para identificar crianças de seis meses a 5 anos que tenham deficiência de vitamina A. A iniciativa faz parte do programa Brasil Carinhoso, lançado nesta segunda-feira (14/5) pela presidente Dilma Rousseff, e visa a beneficiar 2 milhões de famílias que vivem na extrema pobreza.
O controle será realizado pela caderneta de vacinação infantil. As crianças que estiverem em déficit da vitamina receberão a dose suplementar no próprio local de aplicação da vacina. As equipes do programa Saúde da Família também serão orientadas a identificar as crianças que necessitem da suplementação para encaminhá-las aos postos de saúde.
De acordo com o ministro Alexandre Padilha, as campanhas funcionarão como uma busca ativa de crianças que não receberam as duas doses necessárias da vitamina. Atualmente, 20% das crianças brasileiras têm deficiência de vitamina A, o que pode provocar deficiência visual. De acordo com o Ministério da Saúde, a suplementação adequada reduz em 24% o risco de morte infantil e em 28% a mortalidade por diarreia.
A partir de agosto, o governo vai ampliar a distribuição de doses de vitamina A e sulfato de ferro para as crianças nas unidades básicas de saúde, como são denominados os postos de saúde, centros que oferecem consultas médicas, inalações, injeções, curativos, vacinas, coleta de exames laboratoriais, tratamento odontológico, encaminhamentos para especialidades e fornecimento de medicação básica. Segundo dados do Ministério da Saúde, atualmente, a ação é feita em 2.048 municípios.

Folha de São Paulo: Arena Das Dunas (Natal) pode não ficar pronta para Copa de 2014

A “Folha de Sâo Paulo” teve acesso ao relatório de 83 páginas que foi apresentado à Fifa na última reunião do COL e do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em Zurique, com data de 1o. de maio. Nele as obras nos 12 estádios para a Copa do Mundo são apresentadas numa escala colorida sobre os riscos de cada um.
Alguns em situação muito preocupante, como o de Natal que, segundo Charles Botta, consultor da Fifa para estádios, em relatório para a alta cúpula da entidade, classifica como de “grande risco”, significa dizer, ameaçado de não estar pronto em 2014.
Para a Copa das Confederações, no ano que vem, a situação é simplesmente crítica e se trabalha com a hipótese de realizá-la em apenas quatro sedes e não mais em seis, como oficialmente previsto.
Robson Pires