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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Prefeitura de Ipanguaçu levará manifestações culturais às comunidades rurais,


Democratizar o acesso à cultura, fortalecer as manifestações culturais locais. Essa é a proposta do projeto “Ipanguaçu Cultural”, iniciativa da Prefeitura de Ipanguaçu, que se inicia nesta sexta-feira (16), na comunidade rural de Nova Descoberta, a partir das 19 horas.

O projeto envolve esforços conjuntos das secretarias de Cultura e Turismo; Educação e Assistência Social. De acordo com o secretário de Cultura e Turismo, Fernando Neto, o objetivo da prefeitura é levar a ação a todas as comunidades do município, sempre às sextas-feiras, em áreas abertas e adequadas para receber a população e as apresentações culturais, que poderão vir, também, de outros municípios. “Nosso público alvo á composto por pessoas de todas as idades. Nossa meta é colocar as manifestações culturais ao acesso de 200 a 400 pessoas a cada sexta-feira, atendendo cerca de 6.000 pessoas ao final do projeto”, informa o secretário.

“O projeto representa uma proposta inovadora que mescla uma diversidade de manifestações culturais navegando pelas comunidades, atraindo pessoas e plantando a semente do gosto pela apreciação dos valores culturais do nosso povo. Dança, música, teatro, entretenimento, arte circense, cultura popular... São muitas as possibilidades”, ressalta o prefeito Leonardo Oliveira.

Vereadores revelam que dinheiro público destinado a ações em comunidade quilombola foi desviado

Recentemente reconhecida oficialmente como comunidade remanescente de Quilombo dos Palmares, a localidade rural de Picada, em Ipanguaçu, região do Vale do Açu, deixou de ser contemplada antes, com ações institucionais em razão desta condição, pelo fato de que recursos públicos federais destinados ao povoado foram desviados por ocasião da gestão municipal passada. A denúncia foi revelada, terça-feira, pelo presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Tunefis da Silva Morais (PRB), e corroborada por outro representante do Poder Legislativo ipanguaçuense, Juan Carlos Bezerra Montenegro (PSDB).
Ambos estiveram presentes, terça-feira, à sede da Câmara, que foi palco da programação do 1º Seminário de Fortalecimento das Comunidades Negras do Vale do Açu. O evento discutiu como eixo central o tema "a política de promoção da igualdade racial e minorias no Brasil". O seminário trouxe a Ipanguaçu representações de várias cidades da região e outras partes do Rio Grande do Norte. Os correlizadores do evento foram a organização não-governamental Valer, a Prefeitura de Ipanguaçu e a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc), via Coordenadoria Estadual de Políticas Públicas para Igualdade Racial (Coeppir).

O presidente da Câmara de Ipanguaçu declarou que, diferente do comportamento da gestão anterior, do ex-prefeito José de Deus Barbosa Filho (PR), o governo do prefeito Leonardo da Silva Oliveira (PT) trata a questão da comunidade quilombola com zelo e responsabilidade. Tunefis Morais observou que a gestão atual tem a permanente preocupação em assegurar programas que ajudem os quilombolas. "Não o que aconteceu no governo passado, nas administrações passadas, que até desvio de verba dos quilombolas houve através da administração passada", disparou o parlamentar-mirim.

DECLARAÇÕES
"Até 2008 (os remanescentes de quilombola) sofreram represália, sofreram humilhação, sofreram discriminação com verbas que vinham para ser ajudar os quilombolas, e foram desviados através de outros programas na administração passada", acrescentou Tunefis Morais. As colocações contundentes do presidente da Câmara foram acompanhadas pelo vereador Juan Montenegro, líder do governo no Legislativo municipal. "Na administração passada veio um recurso e foram desviados estes recursos; eu cobrei aqui na Câmara que fosse aplicado esse recurso", reiterou o legislador. A reportagem do O Mossoroense tentou um contato no dia passado com o ex-prefeito José de Deus para que ele pudesse se posicionar diante da acusação, mas não o localizou.

Fonte: Jornal O mossoroense

Concurso deve ser feito até novembro

O Governo do Estado tem até o dia 20 de novembro próximo para realizar o concurso para professor da rede estadual de ensino. A decisão saiu depois de nova audiência de conciliação realizada na terça-feira, 13, na 4a. Vara da Fazenda Pública da comarca de Natal, entre o Ministério Público do Rio Grande do Norte e os representantes do Governo.
O Ministério Público exige que até o dia 12 de outubro seja contratada a empresa responsável pelo certame e que os aprovados já comecem a trabalhar no primeiro dia de aula do ano letivo de 2012. A Promotoria de Educação havia estipulado um prazo, anteriormente, em março, para que o concurso fosse realizado em maio. Como o termo não foi cumprido, o órgão buscou novo entendimento.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Rio Grande do Norte (SINTE), o Estado tem um déficit de 3.500 professores, o que vem dificultando a conclusão do ano letivo e deixando muitos alunos sem aula. Faltam professores em todos os setores, desde o ensino básico até o ensino médio, com maiores problemas nas disciplinas de Química, Física e Matemática. "Há mais de 10 anos não é realizado concurso para professor do 1° ao 5° ano. Esse setor funciona praticamente com professores contratados", disse o coordenador José Teixeira.

De acordo com ele, todos os dias são contratados professores para dar conta das aulas, no entanto praticamente no final do ano letivo 2011, ainda existem disciplinas sem professor em muitas escolas. "O concurso resolve a falta de professores", garante o coordenador.

A diretora da 15a. Diretoria Regional de Educação (DIRED), sediada em Pau dos Ferros, Maura Cavalcante Moraes de Sá, explica que o problema é muito maior do que apresentado. De acordo com ela, o governo Rosalba já fez, pelo menos, cinco convocações de temporários, mas não tem gente suficiente para ocupar as vagas.

O problema, segundo ela, é que as pessoas selecionadas são, geralmente, de lugares onde não existem vagas. "Esse é um quebra-cabeça difícil que precisa de uma análise muito apurada para que se tenha um diagnóstico completo", disse Maura.

No município de Alexandria, faltam professores de Química e Matemática. Em José da Penha, os dois substitutos que deveriam estar atuando nessas áreas desistiram de assumir as vagas após a convocação. Eles participaram de seleção pública para substitutos em 2010, mas como demoraram a ser chamados, alegaram outros compromissos.

Enquanto não é realizado concurso, a saída são os contratos temporários, horas suplementares e estagiários. À Regional de Pau dos Ferros foram disponibilizadas 30 vagas para estágio, mas, segundo Maura, a Secretaria Estadual de Educação mandou contratar quantos forem preciso. "Mesmo assim, não temos gente para ocupar esses espaços. As greves foram os maiores impeditivos", completou.

Fonte: Jornal DE Fato