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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Prefeito de Ipanguaçu e vice-governador se reúnem na segunda-feira para tratar sobre canal do Pataxó


Está marcada para a próxima segunda-feira (24), às 16hs, uma reunião entre o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, e o vice-governador e secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte, Robinson Faria. Na pauta, a urgente necessidade de o Governo reparar o canal do Pataxó, que leva água da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves para o Rio Pataxó. A reunião foi marcada a pedido do deputado estadual Fernando Mineiro, que acompanhará o prefeito.


“Explicarei pessoalmente ao vice-governador a gravidade da situação. Com os problemas na estrutura do canal do Pataxó, que resultam em desperdício de água e outros problemas, o Rio Pataxó está seco em diversos pontos, com nível muito baixo em outros. Nossos agricultores familiares estão sendo diretamente afetados, podendo perder suas plantações. Estamos montando uma estrutura de carros-pipa para atender os casos mais críticos, mas esta é uma ação paliativa. O conserto do canal cabe ao Governo do Estado”, afirmou o prefeito.

Além dos danos estruturais, há um trecho em que a parede ruiu anos atrás. A solução adotada pelo governo, à época, foi a colocação de canos que, por suas espessuras, diminuem o fluxo d’água no canal.

Leonardo Oliveira informará ainda ao Governo do Estado sobre a reunião da qual participou em Brasília com o secretário Executivo do Ministério a Integração Nacional, Alexandre Navarro, e o secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, que asseguraram na quarta-feira (19) que a análise do projeto de desassoreamento do Rio Pataxó será concluída até o próximo dia 1º de novembro. Os recursos para a obra serão geridos pelo governo estadual. “O Rio Pataxó, que agora está secando, inunda Ipanguaçu sempre que há um período de chuvas mais intensas no Vale do Açu. Em 2008, 2009 e 2011 sofremos grandes prejuízos. E tem sido assim há muitos anos. Essa obra é nossa esperança de ver o município livre deste problema que tanto nos prejudica”, disse.

Jubarte de 20 toneladas encalha em Upanema

Foto: Cezar Alves
 "Eram três. Duas grandes e uma pequena. Esta aí não conseguiu sair. As outras duas sumiram no mar", conta o jovem Aureliano Garcia, de 12 anos, um dos primeiros garotos a perceber a presença de uma baleia Jubarte encalhada na Praia de Upanema, perto do Farol, no município de Areia Branca na manhã dessa quinta-feira (20).

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), de Mossoró, foi avisado, mas só chegou ao local ao meio-dia. Enquanto o Ibama, Polícia Ambiental e os pesquisadores do Projeto Cetáceos da Branca, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), não chegaram, as crianças se aproximaram muito do animal.

Em algumas ocasiões, as crianças subiam na Jubarte, um comportamento condenado pela pesquisadora/doutora Bernadete Fragoso, do Projeto Cetáceo. "Imagina se este animal estivesse se debatido? Também não é aconselhável se aproximar para não estressar o animal e também para evitar, inclusive doenças. Não se sabe que tipos de fungos estes animais transportam", explica.

Bernadete disse que pesquisa este tipo de baleia há mais de 10 anos e que já resgatou outro exemplar desta espécie há poucos anos. Ela iniciou ontem mesmo o trabalho para desencalhar a Jubarte na Praia de Upanema, em Areia Branca. "Demoramos a chegar porque estávamos em outro estado", justifica. O primeiro passo foi retirar todas as pessoas da água, de perto da baleia.

Depois foi recomendado aos pais das crianças que estavam na água perto da baleia para banhá-las com água e sabão neutro em casa, para eliminar possíveis fungos. O segundo passo foi organizar a estrutura necessária para puxar a baleia para águas profundas. Não se trata de tarefa fácil, diante de um animal medindo mais de dez metros e pensando mais de 20 toneladas.

"Este tipo de resgate às vezes demora até 3 dias, pois as embarcações precisam de autorização para navegar, é preciso material especial e muito resistente para desencalhar um animal marinho deste porte", destaca a pesquisadora, lembrando que nestas condições a Jubarte chega a resistir até 5 dias. "Vamos usar colírios nos olhos e alguns tipos de pomadas e lençóis para evitar desidratação da pele".

O trabalho de resgate só será possível em maré alta. Ontem à tarde a maré estava no ponto "morto", como classifica os pescadores da comunidade. É quando a maré sobe e desce lentamente. A previsão de maior maré, no caso, é entre meia-noite e 2 da madrugada. Será neste momento que os pesquisadores, com suporte logístico de rebocadores, vão fazer a primeira tentativa de desencalhe.

Os pesquisadores e os fiscais do Ibama disseram que vão se empenhar ao máximo para desencalhar a Jubarte, mas os moradores da comunidade disseram que não acreditavam nesta possibilidade. "Eles não têm equipamentos adequados, muito embora demonstrem empenho, diz o comerciante Francisco de Assis, acrescentando que já aconteceu este tipo de encalhe em Areia Branca e o animal terminou morrendo.

Esta é a segunda baleia que encalha em Areia Branca
A pesquisadora Bernadete Fragoso disse que não é possível determinar precisamente o que teria atraído a baleia ao litoral do Rio Grande do Norte, ao ponto de encalhar num banco de areia. O animal, que não tem hábito de nadar em grupos, pode ter encalhado devido a alguma doença ou até mesmo desorientação.

Na praia de Upanema, em Areia Branca, juntou um grande número de curiosos, que vieram da sede do município e também das cidades de Grossos, Serra do Mel e Porto do Mangue, para ver a Jubarte, que, como técnica de caça, usa um canto que geralmente desnorteia os cardumes de peixes. Pescadores relatam que o canto da Jubarte deixa até eles desnorteados.

Há poucos anos, segundo informa o comerciante Francisco de Assis, uma baleia Jubarte encalhou na areia da praia de Pedra Grande, entre as cidades de Areia Branca e Porto do Mangue. No caso, os pescadores e pesquisadores não conseguiram salvar o animal. Faltou estrutura adequada para o resgate.

SOBRE A JUBARTE
A baleia-jubarte, que tem como nome científico Megaptera Novaeangliae, também é conhecida como baleia-preta, baleia-corcunda, baleia-xibarte, baleia-cantora ou baleia-de-bossa. Os machos da espécie medem de 15 a 16 metros; as fêmeas, de 16 a 17. O peso médio é de aproximadamente 40 toneladas. É uma espécie protegida por lei desde 1967. Em estudo realizado em 2008, chegou a estimativa da existência de aproximadamente 40 mil animais no mundo.

Fonte: Jornal De Fato

Prefeitura de Ipanguaçu promove festa em comemoração ao dia das crianças




A Prefeitura de Ipanguaçu, através das secretarias de Educação e Assistência Social, promoveu uma grande festa para cerca de mil crianças na manhã de ontem(20). O evento, em homenagem ao Dia das Crianças, foi realizado no ginásio poliesportivo José Araújo Filho, no Centro do município.

Segundo a secretária de Educação, Jeane Dantas, a prefeitura reuniu alunos da rede municipal de ensino e crianças atendidas pelos projetos sociais e do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). “Fizemos uma festa linda, um momento de muita alegria, principalmente para as crianças. Algumas jamais haviam tido, sequer, o prazer de brincar em um pula-pula”, afirmou Jeane. 






Enem já compõe vestibular de quase todas as universidades federais

enemDDBrasília – Quase todas as universidades federais vão utilizar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar os alunos que ocuparão as vagas oferecidas para o primeiro semestre de 2012. A adesão à prova cresce a cada ano, mas a forma como cada instituição aproveita o resultado do Enem varia.

Enquanto algumas instituições optaram por extinguir o vestibular e utilizar o exame como única forma de seleção, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), outras reservam apenas parte das vagas para o Enem e mantêm seus processos seletivos próprios. A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por exemplo, destina 5% das vagas para o exame, enquanto a de Viçosa (UFV) reserva 80% para o Enem e 20% para o seu processo de avaliação seriada.

Outro formato adotado é a substituição da primeira fase do vestibular pela prova do Enem, como faz a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desde o ano passado. “Um dos nossos objetivos [ao aderir ao Enem] era capilarizar o vestibular e isso de fato aconteceu. Tivemos candidatos de todas as partes do país e isso é muito bom em termos de mobilidade”, avalia a pró-reitora de Graduação da instituição, Antônia Vitória Aranha.

Segundo ela, a universidade não descarta a possibilidade de, no futuro, substituir totalmente o processo seletivo pelo Enem. “Por enquanto, mantemos a segunda fase, mas entendemos que a tendência é que haja um processo unificado no país inteiro. Não diria que essa decisão será daqui a um ou dois anos, a UFMG é uma universidade mais tradicional que zela muito pelo seu processo seletivo. Mas o Enem, sem dúvida, é um avanço”.

Outras instituições aderiram ao exame de forma mais tímida. A Universidade de Brasília (UnB) utiliza o Enem apenas para preencher vagas remanescentes do seu vestibular tradicional. Em outras universidades, uma das possibilidades oferecidas ao candidato é utilizar o resultado do Enem para melhorar a nota do vestibular. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por exemplo, o participante faz a primeira fase e a nota do Enem pode compor 20% do resultado final.

“A gente ainda não discutiu a possibilidade de o Enem vir a substituir completamente a nossa primeira fase. Isso depende primeiro que haja uma estabilidade que nos permita acompanhar os resultados e compará-los com o da nossa primeira fase. Mas o Enem tem todas as características de uma boa prova”, avalia Maurício Kleinke , coordenador executivo da Comissão de Vestibular da Unicamp.

As universidades públicas que aderem ao Enem como fase única – seja com todas as vagas ou parte delas – participam do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ferramenta criada pelo Ministério da Educação (MEC) para unificar a oferta e os processos de seleção. De posse da nota, o candidato pode se inscrever em diferentes instituições, avaliando qual é a sua chance de ser aprovado a partir das notas de corte divulgadas. O total de vagas que serão oferecidas no Sisu para o primeiro semestre de 2012 só será divulgado em janeiro, quando o sistema deve entrar no ar. No primeiro semestre de 2010, 83 instituições participaram do sistema, com 83 mil vagas disponíveis

Fonte: Agência Brasil
Foto: Divulgação

O mossoroense

Governo Federal define prazo para análise do Projeto de Macrodragagem do Pataxó, em Ipanguaçu

Se obra não for concluída antes do período chuvoso, município corre grave risco de ser inundado mais uma vez


Em reunião com o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, o secretário Executivo do Ministério a Integração Nacional, Alexandre Navarro, e o secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, asseguraram nesta quarta-feira (18), em Brasília, que a análise do projeto de desassoreamento do Rio Pataxó será concluída até o próximo dia 1º de novembro. A deputada federal Fátima Bezerra acompanhou o prefeito na reunião.

“Fizemos uma explanação sobre o tamanho da urgência e da necessidade dessa obra para a população de Ipanguaçu. Disse que é inadmissível continuarmos convivendo com esse problema de alagamentos, enchentes, prejuízos econômicos e danos humanos que tanto prejudicam, há mais de 20 anos, o desenvolvimento de nosso município. Espero, e vigio, para que o prazo seja cumprido e que a União e o Governo do Estado também façam as suas partes para que esse projeto saia do papel”, afirmou o prefeito Leonardo.

O assoreamento do Rio Pataxó tem provocado prejuízos milionários em Ipanguaçu, ano após ano. Nos últimos 20 anos elas tem se intensificado. Nos últimos quatro anos, três grandes enchentes devastaram plantações, invadiram e derrubaram casas, desabrigaram centenas de famílias e isolaram milhares de pessoas em diversas comunidades rurais. Por conta dos prejuízos, empresas de fruticultura, instaladas em Ipanguaçu, demitiram mais de 1500 pessoas, o equivalente a mais de 10% da população ipanguaçuense.

O projeto de macrodragagem do Pataxó compreende a limpeza da mata ciliar e a retirada de areia da calha do rio por 21 quilômetros de extensão. As obras permitirão que a água deságue no leito, escoando livremente para o rio Piranhas, não transbordando para a cidade. O projeto está avaliado em R$ 7,3 milhões.

“A audiência foi positiva porque o projeto já tem convênio e recursos empenhados e necessita apenas da análise e aprovação para que os recursos sejam liberados. Precisamos fazer isso a tempo de evitar enchentes no próximo ano”, disse Leonardo Oliveira.

As obras serão executadas pelo Governo do Estado, com recursos federais.