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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Inverno de 2012 será maior do que o de 2011 nos 3 primeiros meses


O volume de chuva que cairá nos três primeiros meses de 2012 será igual ou maior que a registrada no mesmo período desse ano. A afirmação é da Emparn. O órgão ainda disse que de acordo com a previsão climática, o Estado do Rio Grande do Norte neste trimestre (JFM) apresentará uma condição dentro da normal a acima da média histórica.Com relação à temperatura do ar, a previsão é de normalidade sobre todo Estado.

- Por Robson Pires

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Famílias atingidas pelas enchentes iniciam volta para casa. Preocupação agora é recuperar danos causados pelas enchentes

Obras de recuperação de infraestrutura e construção de casas em áreas livres de riscos estão orçadas em mais de R$ 2 milhões

Bairro Maria Romana
Fortemente castigado pelas chuvas e pela consequente cheia do Rio Pataxó, o município de Ipanguaçu tem buscado retornar à normalidade. Os principais desafios, no momento, são reparar os danos sofridos e conseguir que as obras de prevenção, que serão empreendidas com recursos prometidos pelo Governo Federal, sejam realizadas o mais rapidamente possível.


“Estamos trabalhando, envidando o melhor dos nossos esforços, para que Ipanguaçu volte a viver o seu cotidiano normal. Contamos com o importante apoio do Governo Federal nesse sentido e estamos trabalhando para que as obras de prevenção sejam iniciadas logo, para que a população de Ipanguaçu não seja mais refém das condições climáticas”, afirmou o prefeito Leonardo Oliveira.

Das 163 famílias que foram obrigadas pelas águas a deixarem suas casas, 67 ainda não retornaram. Desse total, 26 estão em abrigos municipais e 41 em casas de parentes, amigos ou cedidas. “Dois bairros ainda tem pontos alagados, o Maria Romana e o Ubarana. Lá há casas ainda sem condições de moradia, seja por estarem ainda alagadas ou por terem tido suas estruturas comprometidas”, afirmou o presidente da Defesa Civil Municipal, Luiz Alberto Rocha.

Das dez escolas da Rede Municipal de Ensino, seis tiveram suas aulas interrompidas para que parte dessas famílias pudessem ter um teto provisório. Na semana passada uma voltou a receber alunos. Na última quinta-feira (26), mais duas foram reativadas. A expectativa da Secretaria de Educação de Ipanguaçu é que pelo mais uma tenha seu funcionamento normalizado já na próxima semana.

“Duas das nossas escolas, nas comunidades rurais de Tabuleiro Alto e Língua de Vaca, só poderão voltar a funcionar quando as estradas danificadas pelas chuvas forem recuperadas. Como ainda estamos no período chuvoso, não há como definir um prazo exato, mas queremos reativá-las logo”, disse a secretária de Educação Jeane Dantas.

O problema das estradas atinge diretamente as mais de 2 mil famílias que residem nas 13 comunidades rurais que chegaram a ficar ilhadas durante o ápice das enchentes de Ipanguaçu. O acesso à essas áreas só era possível através do uso de canoas, disponibilizadas com canoeiros pela prefeitura. Hoje, com o recuo das águas, vêem-se os estragos: as estradas estão precárias, prejudicando os deslocamentos da população.
Bairro Ubarana

Esses e outros danos estão todos listados em um detalhado relatório elaborado pela Defesa Civil do Município, Corpo de Bombeiros e por engenheiros do Ministério da Integração Nacional, que passaram a última semana no município, avaliando os problemas causados pelas águas.

O relatório, encaminhado na última quinta-feira (26) à Brasília, prevê obras de recuperação de casas e construção de novas unidades habitacionais em áreas livres de riscos; a recuperação das vias e estradas do município; entre outras providências. O total de recursos solicitados pela equipe técnica ao Governo Federal para o restabelecimento da normalidade em Ipanguaçu é de pouco mais de R$ 2 milhões.

Governo Federal prevê o investimento de R$ 7,3 milhões para obras de prevenção em Ipanguaçu


Prioridade máxima. Assim foi definida a importância da obra de dragagem do assoreado Rio Pataxó, que inundou diversos pontos do município de Ipanguaçu, a 205 quilômetros de Natal. “A obra de dragagem do Rio Pataxó é prioridade máxima para o Ministério da Integração Nacional e assim que a proposta for registrada no SICONV (portal de convênios do Governo Federal) vamos fazer o empenho e conveniar a obra”, afirmou no dia 11 de maio o diretor do Departamento de Reabilitação e Reconstrução da Secretaria de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional, coronel Ivan Fredovino Ramos Júnior, em reunião com o prefeito Leonardo Oliveira e a deputada federal Fátima Bezerra.

A primeira etapa das obras está orçada em R$ 7,3 milhões e o convênio deve ser assinado entre o governo do Estado e o ministério da Integração. Para o prefeito Leonardo Oliveira as obras devem ser iniciadas o mais rapidamente possível, de forma a evitar que a população e a economia de Ipanguaçu voltem a ser abalados pelas águas no próximo ano.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Açude Pataxó aumenta volume da sangria

Atualizado as 18:00hs 
Açude do Pataxó no final da tarde de hoje. Foto: Genilo Rodrigues
Foi registrando no inicio da tarde de hoje, ás 15h28min a sangria de 36 cm de lamina d’água no Açude de Pataxó.


O aumento do volume de água se da pela forte chuva que caiu sobre toda a região, principalmente pelas cidades de Angicos e Fernando Pedroza, e na própria cabeceira do açude do Pataxó.

Ontem (16) no final da tarde o açude “lavava” somente a parede, na manhã de hoje alcançou 10 cm, chegando agora no final da tarde a 40 cm.

CONSTRUÇÃO
O Açude Pataxó, projetada e construída pelo DNOCS, foi iniciada em 1951 e concluída em 1953.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Desabrigados receberão 23 toneladas de alimentos

Doações foram feitas pela Defesa Civil Nacional e vão para pelo menos 163 famílias de Ipanguaçu


A Defesa Civil Estadual vai entregar até sexta-feira 23 toneladas de alimentos para as 163 famílias desabrigadas pelas enchentes no município de Ipanguaçu. O tenente-coronel Josenildo Acioli, coordenador do órgão, afirma que amanhã estará na cidade de Maracanaú (CE) para receber os alimentos na unidade local da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para em seguida realizar o transporte para o município potiguar. 


Cheias do rio Pataxó foram as responsáveis pelas inundações no município potiguar, onde ajuda deve chegar na 6ª Foto: Eduardo Maia/DN/D.A Press
A carga de alimentos foi enviada pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. Devem ser entregues 1 mil cestas básicas de 23kg cada às famílias desabrigadas. Josenildo Acioli ressalta que a Defesa Civil do Estado, aliada ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Militar, está realizando a arrecadação de 200 colchões para serem enviados às famílias de Ipanguaçu. "Todos os quartéis de batalhões da PM estão com postos de recolhimento, recebendo esse material para enviarmos ao município".

Verbas

O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, está em Brasília (DF) como objetivo de reunir-se hoje à tarde com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, para tratar de detalhes do projeto de macro drenagem no rio Pataxó, cuja cheia tem inundado o município desde o último dia 24. O número de famílias desalojadas chega a 163, algumas delas abrigadas em escolas e sindicatos rurais da cidade. As aulas foram suspensas, prejudicando cerca de 4 mil alunos. A Secretaria de Saúde local informa que há contaminação por bactérias nas lagoas formadas pelas enchentes em três bairros e teme surto de dengue. 

Prazos

Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira se reuniá às 14h de hoje com Fernando Bezerra Coelho para verificar os prazos para assinaturas de licitações para o início do projeto de macro drenagem do Pataxó, que custará R$ 27 milhões. Isso porque, a causa principal das enchentes que assolam o município é o assoreamento do rio. 

Por Paulo de Sousa da Redação do Diário de Natal

domingo, 8 de maio de 2011

Duas décadas de sofrimento

O município de Ipanguaçu sempre teve no rio Pataxó uma de suas principais riquezas. Até pouco tempo atrás, a população convivia de forma harmoniosa com o rio e retirava dele até mesmo o seu sustento, através da pesca e do cultivo de pequenas lavouras.

Porém, nas últimas duas décadas, o rio Pataxó e os habitantes de Ipanguaçu deixaram de se entender. Culpa do próprio homem, que passou a agredir o rio, que respondeu com muita força, ou melhor, muita água.

Quem mora em Ipanguaçu há muito tempo, conta com detalhes como foi a transformação do rio Pataxó, que deixou de ser aliado e passou a ser inimigo de milhares de pessoas nessa pequena cidade da região do Vale do Açu.

O casal de aposentados Francisco Joaquim da Costa e Anália Bento da Silva viveu e envelheceu em Ipanguaçu. Há nove anos, eles moram no bairro de Ubarana, de onde já foram expulsos várias vezes nesse curto período de moradia.

Seu Francisco conta que antes o rio era calmo, e morar em seus arredores não representava perigo algum. "Mesmo quando o inverno era forte, o rio se comportava e não tinha esse problema de alagamento", relembra.

Com muita experiência, o ex-agricultor denuncia que o rio Pataxó foi bastante castigado pelo homem. "Tanto que não é possível entendê-lo (o rio) hoje em dia", frisou seu Francisco, explicando que antes se sabia para onde a água do rio corria, mas hoje em dia a água toma percursos diferentes a cada ano, o que acaba pegando os moradores de surpresa.
Dona Anália, companheira de história do agricultor, diz que não aguenta mais sair de casa por conta dos alagamentos. Ela lembra que foi expulsa pela água cinco, seis vezes em apenas nove anos. "Já levantamos os móveis e estamos nos preparando para deixar nossa casa mais uma vez", declara a aposentada, do quintal, observando a água que se aproximava. No dia seguinte à visita da reportagem do DE FATO, o casal de aposentados foi levado para um abrigo, pois a água já havia invadido a residência deles.

O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, conta que os problemas de inundações na cidade começaram há cerca de 20 anos. Tudo por conta do assoreamento do rio Pataxó, que foi se intensificando a cada ano que passava.

Leonardo reconhece que todo esse problema foi criado pelo próprio homem, que interferiu no percurso natural do rio. "Muita coisa foi feita nesses vinte anos ao longo do rio, como passagens molhadas e diques, obstruindo e interferindo no percurso natural da água", reconhece.

A indústria também contribuiu para a "revolta" do rio.
A produção de frutas pelo sistema de irrigação, por exemplo, exigiu alterações no Pataxó, sendo construídas diversas paredes de contenção de água e também passagens molhadas para o escoamento da produção. 

Com tantas agressões ao Pataxó, os alagamentos em Ipanguaçu parecem ser mais uma resposta da natureza, já vista em tantos outros lugares. Cabe ao homem se adaptar à natureza, e não o contrário.


Agricultores viram canoeiros ‘profissionais’
Os alagamentos no município de Ipanguaçu estão causando transformações até mesmo no mercado de trabalho. Alguns agricultores, por exemplo, deram uma trégua no campo e agora se transformaram em canoeiros. 

Com muitas localidades rurais ilhadas, a Prefeitura local decidiu contratar agricultores para prestarem o serviço de canoeiro e transportarem os habitantes que não conseguem sair de casa com um transporte que não seja a canoa.

Francisco Eldes Barbalho é um dos canoeiros. Diariamente, ele está transportando dezenas de moradores da localidade de Luzeiro.

A rotina de Francisco não é mole. Ele acorda cedo e às 5h da manhã começa a transportar os trabalhadores que precisam chegar ao outro lado da localidade, onde está localizada a empresa na qual eles atuam.

O "expediente" do canoeiro é encerrado por volta das 17h30, quando os trabalhadores retornam do dia de trabalho e precisam ser levados de volta para casa.

Nesse ínterim, Francisco passa o dia todo transportando outros moradores do Luzeiro. Gente que precisa fazer compras, ir ao médico ou realizar outro tipo de atividade qualquer. Afinal, a vida não para por conta dos alagamentos.

O agricultor José Inaldo de Brito é um dos usuários dos serviços do canoeiro.
A reportagem do DE FATO encontrou o agricultor no momento em que ele retornava para casa com a família, após fazer compras na "cidade". "A gente pega essa canoa aqui e outra mais na frente para poder chegar a nossa casa", relatou José.
Os serviços dos canoeiros contratados pela Prefeitura se tornaram indispensáveis em outras 12 localidades ilhadas de Ipanguaçu.


Dragagem do Pataxó é a solução prometida
A solução para os problemas de alagamentos em Ipanguaçu é um projeto de macrodrenagem no rio Pataxó. Na semana passada, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, anunciou que R$ 7,3 milhões seriam liberados para fazer a principal parte do projeto, que consiste na dragagem do Pataxó.

A promessa foi feita em Brasília, quando Fernando Bezerra Coelho participou de audiência com a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, e a bancada federal do Rio Grande do Norte, deputados federais e senadores.

O projeto, feito através de uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão da deputada federal Fátima Bezerra (PT), prever toda a limpeza do Pataxó, que atualmente se encontra muito assoreado.

Leonardo Oliveira informa que a areia acumulada no rio será retirada, aumentando a sua profundidade. "Com esse sérvio, a água pode seguir seu percurso natural e desaguar no rio Piranhas Açu", explica o prefeito.

Hoje, tem ponto do rio Pataxó que não chega a seis metros de largura por conta do assoreamento.

Com a dragagem, o rio ficará com no mínimo 15 metros de largura e uma profundidade a partir de 6 metros. "Essa obra vai resolver as inundações e devolver ao povo de Ipanguaçu o direito de viver bem", ressalta Leonardo.
Não existe ainda previsão para que o serviço seja iniciado.

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MAGNOS ALVES Da Redação do Jornal de Fato 

sábado, 7 de maio de 2011

‘Gordo’ admite que parte da produção agrícola esteja comprometida por conta de inundação


Titular da pasta municipal de Agricultura e Meio Ambiente da Prefeitura de Ipanguaçu, o vereador licenciado Jaíres Azevedo dos Santos, ‘Gordo’, do PSB, reconhece que uma expressiva parcela dos pequenos produtores rurais já foi penalizada por conta do alagamento provocado pela elevação do nível das águas principalmente do rio Pataxó. O secretário chegou a arriscar que os prejuízos são bastante significativos. ‘Gordo’ falou a respeito de tal questão, inicialmente dizendo qual a atuação da Secretaria por ele dirigida em suporte às pessoas que mais diretamente estão sofrendo as consequências por conta do período invernoso. Em seguida, o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Ipanguaçu se expressou sobre o trabalho realizado pelo órgão, seguindo orientação do prefeito Leonardo da Silva Oliveira, do PT, com o intuito de reduzir ou eliminar a presença de animais soltos em via pública. Ainda com referência ao município de Ipanguaçu, entrevistamos a secretária municipal de Saúde, Sumaira Fonseca, que deu detalhes sobre a continuidade da campanha de vacinação contra a gripe, revelando que já foi atingida a marca de 65 por cento de cobertura. Sumaira Fonseca declarou que, apesar das dificuldades que se acentuaram por conta dos alagamentos em diversos pontos do município, o processo de vacinação vai sendo seqüenciado. Concluindo, Sumaira Fonseca falou sobre como estão sendo executados outros serviços de saúde, enfatizando que o município ainda enfrenta problemas por conta da carência de profissionais médicos.

Fonte: Rádio Princesa do Vale

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Em visita à Ipanguaçu, deputada Fátima Bezerra diz que cobrará do Estado maior apoio em ao município em ações emergenciais

Fátima acompanhará o prefeito Leonardo Oliveira em audiência com ministro da Integração na próxima semana para tratar detalhes sobre as obras de drenagem do Rio Pataxó

A deputada federal Fátima Bezerra esteve na manhã de hoje (06), no município de Ipanguaçu, parcialmente tomado pelas águas do Rio Pataxó desde o último dia 25 de abril. A parlamentar é autora da emenda que destinou recursos para a elaboração do projeto de macrodrenagem deste rio, solução tida como definitiva para resolver as recorrentes inundações.

Acompanhada do prefeito Leonardo Oliveira, Fátima Bezerra se reuniu na sede da secretaria municipal de Assistência Social com representantes da população ipanguaçuense, assessores da prefeitura, militares do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil para ouvir detalhados relatos sobre a real situação da cidade.

O prefeito fez um apelo à deputada, para que continue cobrando junto ao governo que a obra, já prometida em 2009 pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, saia, de fato, do papel. “Deputada, queremos mais uma vez o seu apoio para resolvermos de vez esse problema. E agradeço pelo seu olhar de futuro, pois, sem o projeto de macrodrenagem que a senhora garantiu emenda para que fosse feito, não teríamos condições para seguir” disse Leonardo, com a convicção de que o projeto “diminui as chances de que o município volte a ser afetado pelas águas do Rio Pataxó, deixando os pequenos agricultores e as grandes empresas mais tranquilos, sem o medo dos habituais grandes prejuízos que assolam a cidade com frequência cada vez maior na última década”.


Fátima reiterou seu apoio e concordou que, sem o projeto de macrodrenagem, o ministro não teria como assegurar a obra, avaliada nesta primeira etapa, em R$ 7,3 milhões. “O ministro Fernando Bezerra Coelho assegurou à governadora e à bancada federal do RN esses recursos que serão investidos na obra de dragagem e supressão da vegetação no leito do rio Pataxó. Sem o nosso projeto levaríamos mais dois anos para a criação de um projeto que ajudasse o município” afirma a deputada.

Ao final da reunião, Fátima Bezerra conheceu de perto a situação vivida em Ipanguaçu, visitando os bairros Ubarana e Maria Romana. “Não sou a governadora nem presidente, mas farei o que estiver ao meu alcance. Têm que ser traçadas ações emergenciais rápidas para garantir a sobrevivência dessas famílias que se encontram nas comunidades isoladas e nos abrigos. Vou ligar para governadora, pois sei que a prefeitura não tem condições de custear tudo isso. Precisamos de ações rápidas” disse ela.

Ministro receberá prefeito de Ipanguaçu nesta quarta-feira

Em audiência solicitada pela deputada Fátima Bezerra, o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, será recebido na próxima quarta-feira em Brasília pelo ministro Fernando Coelho, da Integração Nacional. “Junto com a deputada Fátima Bezerra, entre outras coisas, saberemos do governo federal como se dará a liberação dos recursos e qual é o prazo para que essa tão importante obra possa ter início”, explicou o prefeito.

Números atualizados na tarde de hoje (06) dão conta de que 578 pessoas (163 famílias) estão sob assistência da prefeitura, vivendo em abrigos municipais ou em casas de parentes. Até o momento, cinco bairros foram atingidos pelas águas, que apresentaram um sensível recuo nesta semana. São eles: Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifacio, Frei Damião e Pinheirão.

Na zona rural, cerca de 2340 pessoas se encontram isoladas em 13 comunidades, nas quais só se chega através de canoas: Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá. A comunidade de Olho D' Água também já apresenta alguns pontos inundados.

Mais fotos no link abaixo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Vice-governador se reúne em Ipanguaçu com prefeitos do Vale do Açu para discutir soluções para as enchentes que repetidamente atingem a região


O vice-governador do Rio Grande do Norte e secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), Robinson Faria, se reuniu esta manhã (05) na Câmara dos Vereadores de Ipanguaçu com o prefeito do município, Leonardo Oliveira, e com os prefeitos de Assú, Itajá, Carnaubais e Alto do Rodrigues com o objetivo de planejar soluções definitivas para as enchentes não só de Ipanguaçu, mas de diversos municípios da região do Vale do Açu. A audiência foi aberta ao público e atraiu dezenas de moradores.

“Não vim aqui hoje fazer discurso, vim para trabalhar, para discutir com os prefeitos e vereadores o que podemos fazer a partir de hoje para resolver de vez esse problema das enchentes nessa região tão rica. O povo não quer paliativos, mas uma solução definitiva, que ainda não está pronta. Vamos ouvir vocês (prefeitos e vereadores) e trabalhar numa solução”, afirmou Robinson Faria.

Integraram a comitiva do governo do Estado, além do vice-governador, membros da equipe do IDEMA e da SEMARH, que fizeram explanações sobre o projeto de macrodrenagem do Rio Pataxó, que é dividido em duas etapas: a primeira prevê a limpeza e dragagem desse rio, pe a segunda a construção de diques não só no Pataxó, mas também no Rio Assú/Piranhas. De acordo com os técnicos, os R$ 7,3 milhões prometidos ontem pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Coelho, contemplam a primeira etapa. Aliás, o vice-governador disse que não pode precisar quando serão liberados esses recursos federais. “O prazo depende exclusivamente da União”, esclareceu.

Para o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, a hora é de assumir compromissos. “Estamos aqui na ambição de solucionar o problema. O que queremos é um compromisso contínuo e empenho, para que possamos partir rapidamente para as realizações que contribuam para o bem estar da população. Hoje os agricultores de Ipanguaçu ao invés de comemorar um bom período chuvoso, ficam com medo e essa situação não pode continuar assim”, disse o prefeito.

Na visão do prefeito do Assú, Ivan Lopes Júnior, as enchentes são um problema que vão além dos transtornos sociais que causa. “Acreditamos que dessa vez o governo do Estado vai tomar as medidas para resolver esse problema, que ameaça a nossa economia, o crescimento econômico e a segurança social da nossa região. Não queremos que vire um costume nos reunirmos em todas as épocas de chuvas para que sejam tomadas ações paliativas”, avaliou.

Ao final da reunião, Robinson Faria conheceu in loco a situação vivida em Ipanguaçu, indo à algumas comunidades e às margens do Rio Pataxó com os prefeitos, vereadores e as equipes da SEMARH e do IDEMA.

Números atualizados no final da tarde de hoje (05) dão conta de que 578 pessoas (163 famílias) estão fora de suas casas, vivendo em abrigos sob assistência da prefeitura de Ipanguaçu ou em casas de parentes. Cinco bairros foram atingidos pelas águas, Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifacio, Frei Damião e Pinheirão. Além disso, na zona rural, cerca de 2340 pessoas estão nas 13 comunidades isoladas, onde só se chega através de canoas. São elas: Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá. A comunidade de Olho D' água também já apresenta alguns pontos inundados.

O vice-governador foi ainda ao Alto do Rodrigues, à convite do prefeito Eider Medeiros.


Fotos:





 

* Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ipanguaçu 

Dragagem do rio Pataxó terá R$ 7,3 mi


A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, anunciou nessa quarta-feira, 4, que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, garantiu a liberação de recursos para realizar as obras de dragagem do rio Pataxó para contenção das cheias no Vale do Açu. Segundo a assessoria de comunicação do Governo do Estado, a promessa foi feita durante reunião realizada no início da tarde de quarta-feira (4), no Ministério da Integração Nacional, em Brasília, e que contou com a presença de toda bancada do Rio Grande do Norte e do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho.

A assessoria de comunicação do Governo do Estado não soube informar o montante dos recursos a serem liberados. O mesmo ocorreu com a assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional, que não acompanhou a reunião entre o ministro e a governadora.

O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, comemorou a notícia e agradeceu a sensibilidade da governadora.

Ele informou que o projeto da obra está pronto desde 2009 no Governo do Estado e foi feito através de uma emenda, de R$ 1 milhão, da deputada federal Fátima Bezerra. "O projeto já existia, mas estava engavetado. Por esse motivo, quero agradecer à governadora Rosalba que mostrou ao ministro a importância dessa obra para Ipanguaçu e toda região do Vale do Açu", ressaltou o prefeito.

A dragagem do rio Pataxó é a parte principal de um projeto que tem o objetivo de acabar com as inundações no Vale do Açu, especialmente no município de Ipanguaçu.

Leonardo informou que o ministro assegurou R$ 7,3 milhões e acrescentou que acredita que a obra será feita em caráter emergencial, assim que a água do rio baixar. "Espero que a obra seja feita ainda em 2011 para devolver a paz à população. Para devolver a essas famílias o direito de se morar bem", salientou o prefeito.

Pataxó reduz e Armando estabiliza
Depois de muito corre-corre, a quarta-feira, 4, foi relativamente tranquila em Ipanguaçu. A sangria do Açude Pataxó, localizado em Ipanguaçu, reduziu ainda mais, chegando a 12 centímetros na tarde de ontem, enquanto que o sangramento da barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, localizada em Itajá, estava estabilizado na tarde de quarta-feira, com 59 centímetros desde o período da manhã.

Porém, a previsão é que as sangrias voltem a crescer hoje, já que choveu bastante em toda a região que contempla o açude e a barragem.

A estimativa do Dnocs é que a barragem amanheça essa quinta-feira com uma sangria em torno de 74 centímetros.

Seis novas famílias foram desabrigadas, somando agora 156, sendo mais de 500 pessoas fora de suas casas.

MAGNOS ALVES Da Redação do Jornal de Fato

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Integração Nacional garante recursos para obras de macrodrenagem do Rio Pataxó, que recorrentemente inunda o município de Ipanguaçu

Anúncio foi feito após audiência em Brasília, da qual participaram a deputada federal Fátima Bezerra, a governadora do RN, Rosalba Ciarlini, e a bancada federal do RN

ministro da Integração Nacional, Fernando Coelho, assegurou a liberação de R$ 7,3 milhões para as obras de macrodrenagem do Rio Pataxó. Foto: Assessoria da Deputada Fátima Bezerra. 


Em audiência realizada no início da tarde de hoje (04), o ministro da Integração Nacional, Fernando Coelho, assegurou a liberação de R$ 7,3 milhões para as obras de macrodrenagem do Rio Pataxó, cujas águas inundam o município de Ipanguaçu desde o último dia 25. Participaram da audiência a deputada federal Fátima Bezerra e a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, além de senadores e deputados potiguares.

“Podemos dizer que esses recursos resolvem 99% dos problemas de enchentes em Ipanguaçu”, afirmou o prefeito do município, Leonardo Oliveira. O projeto de macrodrenagem do Pataxó foi elaborado anos atrás, com recursos garantidos por emenda da deputada Fátima Bezerra, mas, desde então, estava engavetado pelo governo.

A reunião foi marcada pela governadora Rosalba Ciarlini e contou com a participação dos deputados Fátima Bezerra, Fábio Faria, Henrique Alves e Sandra Rosado, dos senadores José Agripino e Paulo Davim, além do ministro Garibaldi Alves Filho, da Previdência Social.
A obra vai consistir na supressão da vegetação do leito do Rio Pataxó e em sua dragagem. Durante a reunião também foi tratada a construção de diques na bacia, como forma de conter as águas. Falou-se também sobre a construção da barragem Oiticica, no Seridó. “Vamos lutar pela liberação dos recursos para essas outras etapas, mas o principal é realmente a macrodrenagem do Pataxó”, avaliou o prefeito Leonardo Oliveira.

Ao final do encontro, Fátima Bezerra solicitou ao ministro uma audiência para o prefeito de Ipanguaçu. A reunião já está marcada para a próxima quarta-feira (11).

O transbordamento do Açude Pataxó aumentou o nível do assoreado Rio Pataxó, levando suas águas a invadirem diversos pontos do município de Ipanguaçu desde o último dia 25 de abril. O problema é recorrente há décadas e, além dos transtornos causados às famílias que precisam deixar suas casas, algumas vezes perdendo móveis e demais pertences, abala seriamente a economia local, que se baseia principalmente na agricultura e na pecuária.

Em 2009, uma multinacional exportadora de banana teve que desativar algumas de suas fazendas em Ipanguaçu por conta da grande enchente daquele ano. Na ocasião, foram demitidos mais de 1500 funcionários, o que equivale a mais de 10% da população local, estimada em quase 14 mil habitantes.

Familias na zona rural utilizam canoa para chegar em casa. 

De acordo com dados atualizados no final da tarde de hoje (04), 155 famílias estão sob assistência da prefeitura e da Defesa Civil, o que representa aproximadamente 553 pessoas.
As águas atingiram cinco bairros até o momento: Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifácio, Frei Damião e Pinheirão. Na zona rural, treze comunidades estão isoladas, só sendo possível o acesso através de canoas: Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá). A comunidade de Base Física também já apresenta alguns pontos inundados.

A macrodrenagem do Rio Pataxó, obra de custo demasiadamente elevado para os limitados recursos do poder municipal, extingue o medo de que novas cheias do Rio Pataxó ocorram nos próximos períodos chuvosos.

Vice-governador é aguardado nesta quinta em Ipanguaçu e a deputada Fátima Bezerra na sexta-feira

Para averiguar in loco a situação do município, Robinson Faria, vice-governador e também secretário estadual Meio Ambiente e Recurso Hídricos, vai até Ipanguaçu nesta quinta-feira (05).

Já na sexta-feira (06), a deputada Fátima Bezerra verá de perto a situação no município, bem como prestar contas do seu mandato acerca das ações tomadas em relação às inundações e prestar solidariedade à população sofrida do município.


* Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ipanguaçu

Cidade no RN decreta situação de emergência após cheias de rios


Ipanguaçu tem 150 famílias desabrigadas pelas enchentes.
Treze comunidades estão isoladas no município.


Do G1, em São Paulo
As chuvas fortes que atingem o Rio Grande do Norte nesta quarta-feira (4) deixam 150 famílias desabrigadas em Ipanguaçu, cidade com 13,8 mil habitantes a 215 km de Natal. Ao todo, 13 comunidades estão isoladas.
De acordo com o coronel Acioli, coordenador-geral da Defesa Civil Estadual, a cidade está em situação de emergência em razão da inundação dos rios Açu e Pataxó, que deixou quatro bairros totalmente debaixo d’água.
Ao menos 500 pessoas foram afetadas pelas enchentes. No domingo (1°), a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, visitou o local onde acompanhou o trabalho de remoção das famílias em áreas de risco para abrigos.
As inundações tiveram início na segunda-feira (25). As comunidades isoladas estão todas na zona rural (Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá).
A prefeitura da cidade iniciou o desassoreamento do Rio Pataxó e enviou equipes médicas às comunidades isoladas. Segundo a Defesa Civil, a cidade sofre com o transbordamento do rio desde 2009.

Fonte: G1

Cresce número de desabrigados em Ipanguaçu

Já chegam a 150 as famílias que deixaram suas casas no município
Apesar do nível do rio Pataxó estar estável, o número de famílias desabrigadas por conta das inundações no município de Ipanguaçu subiu de 128 para 150, de ontem para hoje. A Defesa Civil do município permanece de plantão 24 horas, monitorando a situação dos moradores que estão em áreas de risco, e o Corpo de Bombeiros também está na cidade para auxiliar a população. De acordo com a assessoria de imprensa de Ipanguaçu, até a tarde de ontem o governo do estado não havia enviado nenhuma material de apoio às vítimas, como cestas básicas, colchonetes e ítens de higiene pessoal.


Cheia do rio Pataxó e falta de drenagem: principais causas das inundações Foto:Eduardo Maia/DN/D.A Press
Para tentar agilizar o envio desse material, o prefeito de Ipanguaçu veio a Natal entregar em mãos um ofício solicitando ajuda da administração estadual. Por enquanto, tudo o que foi doado para os desabrigados foi comprado pela prefeitura. O secretário estadual de Justiça e Cidadania, Thiago Cortez, informou que é preciso receber um ofício com a avaliação dos danos e a requisição dos materiais que o município precisa para que o envio seja providenciado. 

Na tarde de ontem, a lâmina d'água do rio Pataxó era de 18cm, mas ainda chovia forte na cidade, o que poderia elevar o nível da água. Em entrevista ao Diario de Natal, o prefeito Leonardo da Silva afirmou que o problema do transbordamento do rio Pataxó, bem como do rio Piranhas/Assu, só será resolvido com a realização da obra de macro drenagem dos dois. "Existe um projeto de R$ 27 milhões para a macro drenagem do Rio Pataxó e do Rio Piranhas/Assu, e enquanto ele não for executado não haverá solução para esse problema", disse o prefeito. Ele acusa os governos federal e estadual de omissão em relação ao moradores do município. "A ajuda do Estado só vem depois do estrago consumado, com o objetivo de reparar os prejuízos. Nós queremos garantira segurança da população, e para isso é preciso que seja realizado o desassoreamento do rio". 

Por Fernanda Zauli do Diário de Natal 

Entrevista do Prefeito de Ipanguaçu da Inter-Tv Cabugi



terça-feira, 3 de maio de 2011

Audiência em Brasília é esperança de solução definitiva para enchentes em Ipanguaçu


Limpeza do Pataxó já apresenta resultados, mas o número de famílias desabrigadas continua aumentando.Prefeitura envia equipes médicas a comunidades isoladas.

Familias utilizam, canoa como transporte para chegar em casa. 
Mesmo sob chuvas constantes, a limpeza do Rio Pataxó, no trecho emergencialmente liberado pelo Idema na semana passada, já apresenta resultados. Após mais de uma semana de avanço contínuo sobre o município de Ipanguaçu, motivado pelo transbordamento do açude homônimo, as águas do rio estagnaram entre a noite de ontem (02) e a manhã de hoje, porém, não recuaram. O trabalho é contínuo. Desde a última sexta-feira (28) três máquinas atuam na remoção da densa vegetação presente no leito do rioem uma área de preservação ambiental.

De acordo com o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, percebe-se nitidamente a melhoria no fluxo das águas do Rio Pataxó. “Esse resultado já era esperado,pois a água corre normalmente nos pontos em que a prefeitura limpou o rio em 2009. Passamos dois anos tentando obter licença do governo para realizar essa ação. As máquinas só saem daqui quando este trabalho estiver totalmente concluído”, garantiu Leonardo.

Segundo dados da Defesa Civil do município, até o início da tarde de hoje (03) as águas do Pataxó já haviam atingido quatro bairros da cidade (Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifacio e Frei Damião) e isolado 13 comunidades rurais(Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá). Foram transferidas quase 135 famílias para abrigos municipais, onde recebem da prefeitura benefícios que vão desde o fornecimento de cestas básicas à assistência médica.

Além dos atendimentos nos abrigos, médicos e enfermeiras estão realizando visitasàs comunidades isoladas, examinando a população e aplicando as vacinas da campanha contra a gripe em crianças, gestantes e idosos. “As equipes de saúde visitarão todas as comunidades isoladas, nas quais só se chega atualmente de canoa. Quatro (Picada, Lagoa de Pedra, Itu e Porto) já foram atendidas. A ordem das visitas é definida de acordo com prioridades estabelecidas por critérios técnicos” disse a secretária municipal de Saúde, Sumaira Fonseca.
Médicos e enfermeiros chegam a áreas isoladas pelas águas do Açude Pataxó

Buscando uma solução definitiva para as enchentes que atingem o município há décadas, abalando duramente sua economia e população, o prefeito de Ipanguaçu viaja à Brasília na próxima semana. Na capital federal, Leonardo Oliveira pretende agilizar o trâmite do projeto de macrodrenagem do Rio Pataxó, que já existe e custou aos cofres públicos mais de R$ 400 mil. “Esta é uma obra complexa, estimada em mais de R$ 27 milhões, e que foi projetada para resolver definitivamente esse problema. Precisamos de todo o apoio possível para que ela seja realizada, de modo a trazer paz para a nossa população”, afirmou.

Deputada solicita audiência com Ministro da Integração Nacional
Ontem (02) em Brasília, a deputada federal Fátima Bezerra registrou em Plenário sua solidariedade à população de Ipanguaçu, e afirmou já ter solicitado audiência com o ministro Fernando Coelho, da Integração Nacional, para tratar sobre as obras para a macrodrenagem do Rio Pataxó. “O projeto executivofoifeito com recursos da União, através de Emenda nossa. Esperamos contar com a presença da governadora e da bancada federal do RN nessa audiência. A parceria entre os governos e a prefeituraserá decisiva para resolver de vez esse problema”, afirmou a deputada.

Chuvas deixam Vale do Açu com 128 famílias desalojadas; fotos


De Fernanda Zauli para a Redação do DIARIODENATAL.COM.BR


Eduardo Maia/DN/D.A Press

Medo. Esse é o sentimento que toma conta dos moradores de Ipanguaçu desde que o rio Pataxó começou a subir e inundou parte da cidade, no dia 24 de abril. Hoje, são quatro bairros alagados, 128 famílias desabrigadas e 13 comunidades isoladas, nas quais só é possível chegar com o auxílio de canoas. No último fim de semana choveu 71,5 mm no município. A média anual de 600 mm já foi ultrapassada e até o domingo passado a cidade já havia recebeido 700 mm de chuvas. Na sexta-feira foi decretada situação de emergência em Ipanguaçu.

Em visita às áreas atingidas pelas cheias, a governadora Rosalba Ciarlini anunciou ontem que o Governo do Estado vai reconhecer o estado de emergência do Vale do Açu. "Já estava acompanhando a situação, mas preferi ver in loco para autorizar a continuidade das ações e adotar novas medidas de apoio às famílias", afirmou a governadora. O decreto do estado de emergência é usado para dar evitar procedimentos burocráticos que o serviço público exige, dando assim celeridade às providências e obras necessárias.

O prefeito Leonardo da Silva Oliveira afirma que após as enchentes de 2009 o Governo Federal liberou uma verba de R$ 1 milhão para ser destinada ao problema do transbordamento do rio, mas o dinheiro foi utilizado apenas para elaborar um projeto de macro drenagem do Pataxó. "Existe um projeto de R$ 27 milhões para a macro drenagem do Rio Pataxó, e enquanto ele não for executado não haverá solução para esse problema", disse.
Segundo Leonardo, em 2009 os prefeitos do Vale do Açu se reuniram e criaram o Consórcio Intergestores do Vale Unido (G12), representado pelos prefeitos de Assu, Ipanguaçu, Itajá, Alto do Rodrigues, Afonso Bezerra, Pendências, Macau, Guamaré, Serra do Mel, São Rafael, Carnaubais, e Porto do Mague, para tentar viabilizar as obras de macro drenagem do rio Pataxó e do rio Piranhas/Assu junto ao Governo Estadual e Federal. "A ajuda do estado só vem depois do estrago consumado, com o objetivo de reparar os prejuízos. Nós queremos garantira segurança da população, e para isso é preciso que seja realizado o desassoreamento do rio. Isso tem que ser prioridade, porque qualquer outra medida será paliativa e emergencial", disse o prefeito.
Ipanguaçu debaixo d'água
Nas comunidades Pau de Jucá, Lagoa de Pedra, Itu, Picada, Porto, Cuó, Luzeiro, São Miguel, Barra, Salinas, Deus Nos Guie, Santa Quitéria e Passagem, todas localizadas na zona rural de Ipanguaçu, só é possível chegar com o auxílio de canoas e cerca de 650 famílias estão ilhadas. De acordo com a assessoria de imprensa do município, 60% da população do município está na zona rural. As famílias que tiveram as casas atingidas pelas águas foram alojadas em abrigos públicos instalados em escolas municipais e estaduais, ou para casas de parentes e amigos. Na cidade, os bairros mais atingidos foram Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifácio e Pinheirão.

Moradores da comunidade rural Luzeiro, o agricultor Valdemiro Alves Martins, 40, e a dona de casa Maria do Socorro da Rocha, 38, enfrentaram a água no joelho para chegar à secretaria municipal de Assistência Social para pedir ajuda. "A comunidade está isolada, é água por todos os lados. Nossa casa só foi atingida pela água no domingo, mas nós montamos uma barraca de lona em uma parte mais alta do sítio e estamos dormindo lá. Nós não podemos sair de lá porque temos galinhas, pato, até uma vaca, e se sairmos o povo pode roubar. Estamos aqui para pedir ao menos uma cesta básica pra gente", disse o agricultor.

A família da dona de casa Maria Cirino da Silva Lima, 63, não teve como permanecer em sua casa, no bairro Maria Romana, e foi levada para a Escola Municipal Professora Maria Rizomar de Figueiredo Barbosa, que hoje serve de abrigo para 12 famílias. Em um local que antes funcionava uma sala de aula, ela organizou os poucos móveis que conseguiu salvar. "Somos oito pessoas aqui, vivendo de improviso, sem ter idéia de quando poderemos voltar pra casa", disse, angustiada. Essa não é a primeira vez que dona Maria é levada com a família para um abrigo. Em 2009, ela permaneceu três meses em um local improvisado pela prefeitura, por causa das inundações. "Todo ano é assim, todo mundo sabe que isso vai acontecer e ninguém faz nada. Os prefeitos prometem daruma casa em outro lugar, tirar a gente de lá, e até hoje nada. Quando a água baixar eu sei que eu vou voltar é pra minha casa velha mesmo, que é a úni ca que eu tenho", disse.

Outras 127 famílias estão na mesma situação de dona Maria. Vivendo em abrigos, esperando a água baixar para voltar para suas casas. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Ipanguaçu, Luiz Alberto da Silva, todas as famílias que estavam em locais de risco foram levadas para abrigos e o órgão permanece de plantão para auxiliar novas vítimas, caso o nível da água do rio continue a subir.

As crianças de Ipanguaçu estão sem aulas desde o início das inundações porque a única escola municipal localizada na área urbana da cidade serve de abrigo para as famílias e os alunos das nove escolas da zona rural não têm como chegar aos colégios. A assessoria de imprensa do município informou que a secretaria municipal de educação está viabilizando palestras e atividades culturais nas escolas que servem de abrigo e que as aulas só serão retomadasquando as famílias retornarem para suas casas e as dependências dos colégios forem desocupadas.

 
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