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sábado, 24 de dezembro de 2011

Novo salário mínimo será de R$ 622

Reajuste passará a valer em janeiro. Aumento percentual de R$ 14,13% equivale a R$ 77 a mais no bolso do brasileiro


J.Cesar/DB/D.A Press
A presidente Dilma Rousseff assinou ontem o decreto que determina o valor de R$ 622 para o salário mínimo a partir de janeiro de 2012. O reajuste representa aumento de 14,13% em relação ao valor atual, de R$ 545, gerando um ganho de R$ 77. O decreto será publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira, dia 26.




O método de reajuste do salário mínimo foi definido no início de 2010 por meio de uma medida provisória aprovada pelo Congresso. O valor é calculado com base na inflação dos dois anos anteriores, acrescido do percentual de crescimento da economia do ano anterior de sua validade. Pela primeira vez, o valor do reajuste obedece a esses critérios. A MP também determina que até 2015 todas as definições sobre o valor do mínimo serão feitas por meio de decreto presidencial.

Arredondamento

Em novembro, o Ministério do Planejamento enviou ao Congresso Nacional proposta que corrigia o valor do salário mínimo de R$ 545 para R$ 622,73. O orçamento de 2012 foi aprovado pelo Congresso Nacional na última quinta-feira, mas o valor do salário mínimo é fixado por decreto presidencial. O orçamento traz a previsão de aumento de gastos do governo com o salário mínimo.

A expectativa era de que Dilma Rousseff arredondasse o valor do salário mínimo para R$ 625, no entanto ela reduziu o valor para R$ 622. No ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva arredondou o valor para cima.

Pela legislação em vigor, o arredondamento dos valores deve ser sempre para cima. Por conta disso, havia a expectativa de que o valor pudesse ser de R$ 625. De acordo com lei publicada no início do ano, que também estabeleceu o piso salarial brasileiro em R$ 545, essa metodologia será seguida pelo menos até 2015. 

O Ministério da Fazenda informou que não comentará o arredondamento para baixo. O Ministério do Planejamento informou que o governo se utilizou da estimativa mais recente para o INPC para corrigir o salário mínimo do próximo ano, mas não soube dizer qual o valor utilizado. Informou que esse cálculo é feito pelo Ministério da Fazenda.

Qualquer diferença entre a previsão para o INPC do governo, e o resultado de 2010, divulgado no ano que vem, será incorporada na correção do salário mínimo em 2013, informou o Planejamento.

De acordo com números do governo federal, que estão na Lei de Diretrizes Orçamentárias, o aumento de R$ 1 no salário mínimo equivale a uma elevação de gastos de cerca de R$ 300 milhões. Deste modo, um aumento de R$ 77 representa uma despesa extra de cerca de R$ 23 bilhões para o governo.



Fonte: Diário de Natal 

sábado, 3 de dezembro de 2011

"O 13º é uma chance de ouro para o equilíbrio financeiro"

Andrielle Mendes - Repórter/Tribuna do Norte

O pagamento da primeira parcela do 13º salário esta semana e a proximidade das festas de fim de ano formam uma combinação que estimula a população a sair às compras, aproveitando o dinheiro extra. Para o coordenador dos cursos de Gestão Financeira e Ciências Contábeis da Veris IBTA Metrocamp e do Grupo Ibmec Educacional, Fabrício Pessato, é preciso, entretanto, reservar parte desses recursos para as despesas de início de ano, como IPTU, IPVA, matrícula e material escolar. Antes de decidir quanto do 13º irá para essas despesas, ele recomenda que se faça uma estimativa desses gastos. Para quem está endividado, a recomendação é "apertar um pouquinho no fim de ano e se programar para que 2012 seja sem dívidas". Confira essas e outras orientações na entrevista a seguir:

DivulgaçãoFabricio Pessato: O final de ano é uma oportunidade excelente para acertar a situação financeira, porque as pessoas podem usar o 13º para quitar dívidas. Cuidado com as compras parceladas.Fabricio Pessato: O final de ano é uma oportunidade excelente para acertar a situação financeira, porque as pessoas podem usar o 13º para quitar dívidas. Cuidado com as compras parceladas.

A primeira parcela do 13º foi paga recentemente. O que o consumidor deve fazer com o dinheiro extra? Gastar, poupar, investir?

Se ele não tem dívidas pesadas, pode fazer um pouco de cada. Dividir o dinheiro do 13º em quatro partes, para: quitar dívidas passadas; enfrentar os gastos do início de 2012; poupar recursos para o longo prazo e gastar nas festas de fim de ano. Nessa ordem, priorizando o equilíbrio financeiro. 

O consumidor deve guardar uma quantia para as despesas de início de ano, como IPTU, IPVA, matrícula, material escolar?

Sem dúvida. Esses gastos costumam ser a verdadeira ressaca financeira, após a bebedeira das festas de fim de ano.

Quanto (em %) ele deve reservar do  13º para estas despesas?

Depende. O ideal é fazer uma estimativa desses gastos, colocá-la nas projeções do orçamento familiar para 2012, somá-las e ver quanto "vai faltar". Para quem já está com o orçamento equilibrado, não será necessário dispor de tantos recursos. Agora, quem está endividado, é melhor apertar um pouquinho no fim de ano e se programar para que 2012 seja sem dívidas.

Poderia exemplificar o impacto que impostos como IPTU e IPVA tem no orçamento familiar?

No exemplo abaixo, uma família tem renda mensal de R$2.600 e gastos equilibrados em torno de R$2.450, sobrando cerca de R$150 por mês. Ao entrarem os gastos extraordinários de início de ano, o orçamento "estoura" e a família terá de pagar juros do cheque especial até maio de 2012 (se não tiver poupado os R$150). O total dos gastos extraordinários de início de ano foi de R$2.670. Se a família tivesse poupado o 13º, praticamente não teria de pagar juros. Se a família tivesse poupado os recursos, poderia, inclusive pagar IPTU, IPVA e material escolar à vista, com descontos de até 6% e, neste caso, teria poupado R$160 a mais.

O que o consumidor deve fazer para que as dívidas de fim de ano e as despesas do próximo não extrapolem seu orçamento?

O final de ano é uma oportunidade excelente para acertar a situação financeira, porque as pessoas podem usar o 13º para quitar dívidas. Cuidado com as compras parceladas. Muitas vezes, as pessoas se esquecem que a fatura do cartão de crédito chega um dia. E pequenas compras parceladas, juntas, podem se tornar uma grande despesa. Cuidado, também, com as despesas de início de ano: IPTU, IPVA, licenciamento, material escolar... Tudo isso somado pode levar as finanças pessoais à ruína. E não tem nada pior do que começar o ano devendo.

Que dica você daria para quem já está no vermelho? 

Para quem está no vermelho, o ideal é fazer o famoso orçamento familiar. Neste orçamento, faça uma lista dos gastos por ordem de prioridades: primeiro os gastos prioritários e pesados, como moradia e transporte; por último, lazer e diversão. Faça uma programação de longo prazo, identificando o que pode ser "cortado" desses gastos, até que a situação financeira se normalize. Novamente, tente usar o 13º para quitar dívidas antigas. O 13º é uma chance de ouro para o equilíbrio financeiro e que, muitas vezes, as pessoas desperdiçam em festas em presentes.

Renegociar dívidas antigas é uma boa opção?

Sempre. Troque dívidas cujas taxas de juros são elevadas, tais como o cheque especial e o cartão de crédito. Aliás, jamais fique devendo no cartão de crédito. Chegou a fatura: pague o valor total. Não deixe valores no rotativo. Se ver que a conta vai "estourar", os bancos têm um produto bancário chamado CDC (crédito direto ao consumidor). As taxas de juros do CDC são muito mais baixas e a dívida pode ser parcelada em até 36 meses.  Mas cuidado novamente. Não deixe que o CDC se torne mais uma dívida a pagar, junto com cheque especial, cartão de crédito, carnês de compra, etc. Antes de fazer o CDC, faça uma programação financeira no seu orçamento familiar para não cair de novo na armadilha do endividamento.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

DEL MONTE REAFIRMA SEU COMPROMISSO EM PRODUZIR BANANAS NO RN

www.jarbasrocha.com.br

A maior empresa produtora de banana no Brasil, a Del Monte, vai continuar produzindo no Rio Grande do Norte. Essa foi a afirmação do diretor jurídico e diretor de relações institucionais da empresa, Newton Assunção, na tarde desta quinta-feira (20) durante reunião com o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Segundo de Paula.  De acordo com informações do diretor jurídico, a paralisação da safra será feita no Estado do Ceará, para a produção de melão, mas no Rio Grande do Norte, a produção continua a mesma. “Vinhemos reafirmar o compromisso que temos no Rio Grande do Norte de produzir nos mil hectares de banana, do tipo nanica, na região do Vale do Açu. O nosso compromisso é por prazo indeterminado e nós não temos nenhuma intenção nem de diminuir, nem de estancar as operações de fruticultura irrigada no estado do Rio Grande do Norte”, garante Newton Assunção.  A empresa atua no Estado desde 1998 e já chegou a produzir em 2.200 hectares de banana, número diminuído por causa das enchentes de 2008. “A empresa nunca cogitou a saída do Rio Grande do Norte. O que está acontecendo é que suspendemos a safra do melão no Ceará, que começa em Agosto e termina em Janeiro. Mesmo assim, não houve demissão em massa, só não vamos contratar os empregos do Ceará só para esta safra”, reafirma Newton.  A justificativa para a interrupção da produção no Ceará está relacionada com o enfraquecimento do dólar e a questões de mercado que envolvem queda de preços e de consumo nos países importadores.  Para provar que a empresa tem planos de continuar fixada no Estado até com possibilidade de expansão, Newton Assunção, lembra dos dois projetos essenciais para a ampliação da empresa no Estado: a barragem de Oiticica (incluída no PAC 2) e o compromisso com o Mercosul e a União Européia com acordo de livre comércio que incluiria cotas de banana livres da tarifa de importação.  O empresário destacou ainda as vantagens do Brasil, com as questões tarifárias e o Rio Grande do Norte, principalmente na região do Vale do Açu, como o clima, boas condições de solo, agricultura e ainda os ganhos na logística de distribuição das frutas. “Enquanto os navios do Rio Grande do Norte demoram de 9 a 12 dias, os navios da América central demoram de 14 a 17 dias, então, ganhamos em três dias saindo por aqui”, explica.  Além disso, Newton conta que em terras potiguares não há incidência de pragas na banana e as aplicações contra a doença são feitas duas vezes ao ano, diferente das aplicações aéreas feitas na América central, uma vez por semana. “Tudo isso favorece a permanência da empresa em solos potiguares”, garante.  O representante da Del Monte no Brasil falou ainda que o Governo do Estado tem cumprido com o seu papel e que já reconheceu os créditos repassados pelas exportações – em regime da Lei Kandir – estando a situação favorável a permanência da empresa no Estado.  Atualmente, a empresa exporta mais de dois milhões e meio de caixas de banana (cada uma com dezoito quilos cada) por ano que são exportadas diretamente para a União Européia para os países da Alemanha, Itália, Holanda e Inglaterra.

FONTE: Jarbas Rocha
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Contas de luz dos potiguares ficarão cerca de 7% mais caras a partir desta quinta



A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, órgão responsável pela regulamentação do setor elétrico no país, divulgou ontem as novas tarifas de energia para o Estado do Rio Grande do Norte. O índice de reajuste tarifário médio foi de 9,95%, com impacto médio para o consumidor de 7,09%. Para os consumidores residenciais e demais consumidores de baixa tensão, este impacto é de 7,04% em média.
Para os consumidores de baixa renda, que representa cerca da metade do universo dos consumidores do Rio Grande do Norte, o impacto será de 1,17%. Já os consumidores industriais e comerciais de médio e grande porte, atendidos em alta tensão, terão, em média, reajuste de 7,18%. As novas tarifas entrarão em vigor a partir da próxima quinta-feira (22/04/2010).

Do percentual de reajuste médio de 9,95 %, a parcela não gerenciável pela concessionária, referente aos encargos setoriais e compra de energia, representa 8,75%, sendo que 3,16% é referente ao encargo CCC – Conta de Consumo de Combustível Fóssil - encargo setorial estabelecido através de lei federal com valores fixados pela ANEEL, que são usados para pagamento dos custos de energia térmica do Norte do país.

FONTE:  DIARIODENATAL.COM.BR com Assessoria da Cosern

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sábado, 13 de março de 2010

Grupo português negocia hotel de grande porte no RN

O grupo português Evidência, comandando pelos empresários brasileiros Torres Filho e Sérgio Alves, pretende  adquirir um hotel de grande porte em Natal. As negociações estão adiantadas e Torres Filho espera, em breve, finalizar o negócio e anunciar a participação de mais um grupo português no setor hoteleiro no Rio Grande do Norte. “Não posso adiantar qual o hotel, mas será na orla marítima”.

DivulgaçãoTorres Filho evita dar detalhes do hotel: “Não posso dizer qual será, mas será na orla”Torres Filho evita dar detalhes do hotel: “Não posso dizer qual será, mas será na orla”
Os empresários já dispõem de quatro hotéis em  Portugal. O primeiro empreendimento foi adquirido em Lisboa há 10 anos e para o empresário agora chegou a hora de investir no Brasil. Natal foi escolhida por ser uma cidade moderna que tem uma boa infraestrutura e vai avançar com a participação na Copa de 2014. “A hotelaria aqui é moderna, com uma filosofia internacional e nossa ideia é termos Natal como ponto de partida e depois podermos avançar em outras capitais”.

Segundo Torres Filho  a realização da Semana de Natal em Lisboa, promovida pela Prefeitura do Natal em junho do ano passado, foi importante para o grupo tomar esta decisão de tentar entrar no Brasil, através da capital potiguar. “Tivemos oportunidade de conhecer melhor a cidade, porque o evento foi realizado não apenas para empresários portugueses, mas ao público com exposição num shopping e mostrou tudo sobre a cidade – suas praias, meios de hospedagens, gastronomia, cultura. Não adianta numa feira dessas só vender o hotel ou o destino, o importante é mostrar ao operador a infraestrutura que a cidade tem”.  

Para ele, a implantação de um hotel em qualquer lugar vai muito pela emoção e o  principal dessa escolha é o turista se sentir bem no local para passear ou tirar suas férias. “Natal é um grande destino porque ao contrário de outras cidades do Nordeste, leva vantagem pela boa estrutura viária, tem um bom aeroporto, rede de hospitais particulares de bom nível  e isso o turista estrangeiro leva  em conta no destino  escolhido”. Ao mesmo tempo, lembra ele, existe a filosofia de se hospedar num “resort”  com praias, afastado do centro da cidade mesmo sendo numa capital. “Natal desperta no europeu confiança,  tranquilidade e segurança”. A compra do hotel da BRA em construção na Via Costeira e que está com sua obra paralisada foi apresentado como opção ao grupo Evidência, mas foi descartado. “Nós queremos uma unidade já concluída, para podermos fazer as adaptações possíveis e dentro da nossa linha de funcionamento”.          

Para o secretário municipal de Turismo, Francisco Soares Junior   a vinda do grupo traduz o interesse demonstrado pelos empresários europeus e investir em Natal. “Os frutos deste processo que foi iniciado com a participação de uma semana em Lisboa  estimulado pela Prefeitura de Natal começam a aparecer”.

Empresa

A empresa Evidência é a holding do grupo que comanda a Evidência Display (montadora de estandes), a Evidência Hotéis (proprietária de cinco unidades hoteleiras) e o Evidência Investimentos e Imobiliária (empresa que investe na compra e montagem de hotéis).  Além de quatro hotéis em Portugal - Lisboa Tejo,  Astoria,  Belverde e Santa Catarina -, o grupo possui uma unidade hoteleira  no Marrocos (África), o hotel “Sublimeailleurs”. Eles também dominam há 16 anos a montagem de estandes de feiras promovidas pela Embratur.
 
FONTE: Tribuna do Norte

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