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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cooperativa de crédito

Uma boa idéia para o Consórcio Vale Unido


O prefeito Luizinho, desde o seu primeiro mandato encampou uma proposta que até hoje não se materializou. Falo da criação de uma cooperativa de crédito com a participação do funcionalismo público municipal.


A idéia, a princípio, tem como objetivo maior proporcionar melhores condições de vida e o acesso a linhas de crédito para os funcionários públicos municipais.


Bem que os prefeitos do G-12 poderiam discutir essa proposta e buscar a efetivação de uma cooperativa de crédito envolvendo os servidores e representantes dos municípios do Vale Unido. Em consórcio, ganharia força este sistema de crédito.


Em média, os municípios do consórcio tem 500 funcionários efetivos, dando um total de 6 mil agregados. Com a instalação da cooperativa de crédito, os servidores municipais encontrariam menos burocracia e mais facilidade as linhas de financiamento.


Além desta, os funcionários municipais teriam outras vantagens, dentre as quais taxas de juros menores do que as praticadas no mercado. O blog aponta a idéia defendida por Luizinho como incentivo para que haja uma ampla discussão.


Em tempo: Apesar de ter surgido há mais de um século, o cooperativismo de crédito brasileiro só deslanchou na última década.


fonte: Toni Martins

Calendário eleitoral de 2010 já está em vigor

Foi dada a largada para as eleições 2010. A partir do último sábado, 3, exatamente um ano antes do dia em que os eleitores vão às urnas para escolher seus novos representantes nos poderes Executivo e Legislativo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e suas respectivas sedes regionais iniciaram às atividades do calendário eleitoral com o fim do prazo para filiação daqueles que pretendem concorrer a uma vaga de deputado estadual, deputado federal, governador, senador e presidente da república.

A partir de então, as atenções da Justiça Eleitoral se voltam para a fiscalização de possíveis irregularidades cometidas pelos pré-candidatos e por aqueles que vão concorrer à reeleição.

Logo no dia 1º de janeiro, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores, ou benefícios por parte da administração pública, exceto em casos de emergência ou de programas sociais com execução orçamentária anteriormente definida. No mesmo dia, as empresas que realizam pesquisas de intenção de votos ficam obrigadas a registrar esses dados junto aos Tribunais Eleitorais de cada região.



fonte: Alderi Dantas
Depois de lutar quase seis meses contra um câncer no intestino o Monsenhor Américo Vespúcio Simonetti, 79 anos de idade, não resistiu ao tratamento e morreu no início da manhã de ontem, no Hospital Wilson Rosado, em Mossoró. A luta contra a doença teve fim exatamente às 4h35 quando a equipe médica declarou sua morte, decorrente de insuficiência respiratória aguda, embolia pulmonar e carcinomatose peritoneal (câncer). A morte do homem que revolucionou a comunicação da Diocese de Santa Luzia com a população, através da criação da Rádio Rural de Mossoró, pôs fim a um legado.


Durante todo o tratamento a força e lucidez do religioso – que iria completar 80 anos no próximo mês – chamavam a atenção dos fiéis. Nos últimos dias, monsenhor Américo chegou a fazer reuniões, dentro do quarto de hospital, para definir atividades referentes a organização da Festa de Santa Luzia deste ano. “Na verdade ele era a coluna da igreja em Mossoró. Um homem servidor, dedicado e antenado com o mundo. Foi muito importante na questão da comunicação da igreja com a população. Um ícone”, comentou o vigário-geral da paróquia de Santa Luzia, padre Flávio Augusto Forte de Melo. A Diocese decretou luto oficial durante três dias.

De manhã o corpo do religioso foi levado para Assu, para ser velado por parentes e amigos até o meio-dia. À tarde o corpo foi trazido para a Catedral de Santa Luzia onde permanece até a manhã de hoje. Fiéis, amigos e familiares lotaram a catedral durante toda esta segunda-feira, prestando uma última homenagem ao monsenhor. O sepultamento será hoje, na capela do cemitério São Sebastião Batista. Antes, o bispo de Mossoró, Dom Mariano Manzana, vai celebrar missa de corpo presente, a partir das 8h.

Dom Mariano Manzana destacou que Américo Simonetti sempre esteve envolvido em projetos interessantes para o desenvolvimento de Mossoró, como a criação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), da Rádio Rural e da Festa de Santa Luzia. “Ele deixou um legado importante, que sempre será lembrado pelos mossoroenses”, disse.

Em nota oficial, a prefeita de Mossoró, Fafá Rosado, destacou o padre Américo como “uma das personalidades mais marcantes da história da Igreja Católica de Mossoró”. A governadora Wilma de Faria prometeu estar na cidade para das despedidas ao religioso.

Embora fizesse o tratamento médico regularmente, o organismo não respondeu bem aos medicamentos usados na quimioterapia oral. Em outros casos, de acordo com médicos oncologistas, as chances de sobrevida são grandes em pacientes com este tipo câncer. “Ele foi um gigante. Mas a idade estava avançada e passou a ficar bem debilitado”, disse o médico Cure Medeiros, que acompanhou a passagem do religioso pelo hospital.

Grande parte do tratamento de quimioterapia foi realizada em Fortaleza, mas há poucos meses monsenhor Américo decidiu voltar a Mossoró.

Lideranças politicas e religiosas lamentam morte

A classe política e religiosa lamentou a morte de monsenhor Américo Simonetti: “A perda enche o Rio Grande do Norte de tristeza. Poucas cidades deste país podem se dar à honra e ao orgulho de possuir um religioso tão intensa e emocionalmente ligado à sua rotina como era monsenhor Américo com Mossoró”, disse a governadora Wilma de Faria. Para ela, monsenhor “era uma relação de amor, de apego e de cuidado que encantava a todos nós. Como cidadã, como devota de Santa Luzia, como governadora, faço questão de registrar a minha tristeza com a perda do monsenhor Américo, que muito nos ensinou com seu exemplo de dedicação, fé, trabalho e humildade”.

Já o arcebispo emérito, dom Heitor de Araújo Sales, resumiu, afirmando que o religioso “foi uma figura que iluminou todo o Rio Grande do Norte, principalmente da região Oeste e em particular de Mossoró. Um homem justo que procurou expandir essa justiça. Como devoto de Santa Luzia compreendeu o plano de Deus e sua palavra desejada por Deus e o Povo”.

A senadora e ex-prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (DEM) disse que o monsenhor Américo Simonetti “era uma pessoa muito estimada, por quem tinha um carinho muito especial, além de todo o serviço prestado à fé católica e à cidade de maneira geral, foi um defensor das lutas contra a injustiça social”. Rosalba Ciarlini disse que era amiga pessoal do padre: “Tive a felicidade de partilhar de sua amizade e dele recebi importantes conselhos e orientações, principalmente quando fui prefeita”.

A senadora disse que teve a oportunidade de encontrá-lo em Mossoró na semana passada, e ele demonstrou “muita serenidade, lucidez e paz, reforçando à nossa fé, como um bom pastor”.

O Senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) lamentou as perdas do professor João Batista Rodrigues, o qual foi seu auxiliar durante os três anos de governo e ainda do monsenhor Américo Simonetti, cuja perda ele considerou irreparável para o Rio Grande do Norte. “Perdemos um grande servidor e evangelizador que foi responsável pela maior aproximação da Igreja com a população e pela reestruturação da festa da Paróquia de Santa Luzia é com muito tristeza que eu assinalo o seu desaparecimento. (Valdir Julião).

Arcebispo destaca devoção e dinamismo do religioso

O arcebispo metropolitano de Natal, Dom Matias Patrício de Macedo destacou o dinamismo e a devoção de monsenhor Américo. “A morte dele abre a lacuna na Igreja do Rio Grande do Norte. Ele era um homem que tinha um dinamismo muito forte. Sabia cultivar a devoção popular à Santa Luzia, bem como era presença marcante no aspecto social do povo de Mossoró. A Rádio Rural de Mossoró, da qual foi diretor por tantos anos, muito contribuiu para que ele agisse, junto ao povo, fundamentado na Doutrina Social da Igreja”.

Já o bispo de Campina Grande, dom Jaime Vieira Rocha, disse que recebeu ao meia-dia de ontem, “com muito pesar”, a notícia da morte de monsenhor Américo Simonetti, a quem considera “uma expressão pública na vida da Igreja Católica no Rio Grande do Norte e na Diocese de Mossoró”.

Dom Jaime Rocha afirmou que teve a oportunidade “de cultivar da amizade” dele, quando era pároco de Ipanguaçu e Pendências: “O Rio Grande do Norte está empobrecido por sua ausência e sua passagem definitiva e, certamente, saberá reconhecer o valor do seu legado e testemunho, ele que foi um homem bem informado e de visão muito prospectiva na Igreja e na sociedade, como grande baluarte da Rádio Rural e da Festa de Santa Luzia, ele preenchia muito bem o espaço eclesial e social no Estado”.

Divórcio e festa de Santa Luzia na visão do padre

Durante muito tempo, monsenhor Américo Simonetti dirigiu a rádio Rural de Mossoró. Foi um dos idealizadores do Jornal Regional, transmitido em cadeia com as emissoras católicas de Natal e de Caicó. Homem de hábitos simples e gestos nobres, sempre levava boas sugestões para as reuniões de avaliação do jornal, de grande audiência no interior do Rio Grande do Norte. Américo divida a responsabilidade pelo conteúdo do jornal juntamente com o padre Sabino Gentille (que morreu em 2006) e Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo.

A vida do religioso, no entanto, girava em torno da paróquia de Santa Luzia. Em janeiro de 2001, Monsenhor Américo concedeu uma entrevista a Tribuna do Norte em que abordou alguns temas polêmicos como o divórcio. Na ocasião, rebateu as críticas sobre o “amadorismo” da festa de Santa Luzia. “Nosso cuidado é não fazer festa para o povo, mas festa com o povo. Às vezes somos criticados porque não nos profissionalizados. Mas não podemos transformar isso em coisa de profissionais.”

Ao ser perguntado sobre como lidava com o divórcio, não titubeou: “Desencorajando-o. Precisamos viver os valores do Evangelho, da religião.” E o senhor batizaria um filho de pessoas não casadas?, indagou a repórter. E o padre respondeu: “Batizo. Eu não batizo se o casal disser que quer o batismo do filho, mas não acredita nisso.”
fonte: Tribuna do Norte