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domingo, 15 de março de 2009

Possíveis cheias voltam a preocupar

Em função do início da temporada de chuvas, os prefeitos da região do Vale do Açu se reuniram com objetivo de discutirem ações preventivas diante da possibilidade de um grande sangramento da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, que acarreta sérios problemas de enchentes na região. Um exemplo é a cidade histórica em Carnaubais que praticamente ficou inundada no último período de inverno juntamente com sua região de várzea, causando sérios estragos e uma desestrutura na vida das famílias que vivem na região.
Para o prefeito Luiz Gonzaga Dantas Cavalcante, o Luizinho, a reunião foi extremamente importante porque serviu tanto para gestores como também para o pessoal da Defesa Civil dos municípios envolvidos, proporcionando uma reunião para fins burocráticos e práticos ao mesmo tempo.
Luizinho explica que na parte burocrática foi importante porque os gestores foram preparados para cumprir as exigências da normal federal e estadual, pois não basta apenas o prefeito decretar estado de calamidade para que os recursos cheguem. Muitas vezes os recursos estão disponibilizados, no entanto, entravam no fato de erros no preenchimento dos dados e de toda a parte burocrática que o processo exige.
Já com relação a parte prática, o corpo de bombeiros esteve presente e preparou um treinamento para os agentes da Defesa Civil dos municípios do Vale do Açu, possibilitando uma maior qualificação nos serviços que estes venham a prestar, caso ocorra novamente uma situação de calamidade na região.
Outras medidas que também foram apontadas para reduzir os efeitos da cheia do rio Piranhas/Açu, está a desobstrução de três barramentos construídos ao longo do rio, com função de reter água e possibilitar passagem de pedestres. Os pontos identificados são: o rio das Conchas, rio do Cavalo e altura do porto do carão, onde foi construída uma passagem para as pessoas se deslocarem até Pendências.
O IGARN pretende dar início aos trabalhos de forma gradual e a expectativa é a de que a desobstrução do rio das conchas seja concluída em breve. A obra ainda ganhou o apoio do Governo do Estado e, o próprio vice-governador Iberê Ferreira de Souza autorizou a contratação da empresa GR3, para limpar a vegetação que está dentro do rio.
Fonte: Diario de Natal

Enchentes preocupam as regiões

O que está tirando o sono de alguns agricultores é a possibilidade de inundações em algumas regiões em razão dos reservatórios estarem quase todos com sua capacidade completa. Segundo Manoel Cândido da Fetarn, os mais amedrontados são os que residem nas áreas mais baixas do Vale do Açu e Apodi, que no ano passado enfrentaram grandes problemas com inundações. ‘‘ Faz quase um ano que alguns agricultores perderam tudo em razão das enchentes do ano passado. Não podemos negar o risco de novas inundações este ano, pois os reservatórios estão quase cheios, por isso o receio deles’’, explicou.


Ele demonstrou preocupação com os agricultores que trabalham nas áreas onde os reservatórios de água estão com a capacidade quase preenchida.‘‘A Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, e a defesa civil precisam ficar atentas para que os trabalhadores rurais que estão localizados nas áreas propensas a inundações não voltem a sofrer os mesmos problemas do ano passado e percam o investimento deste ano’’, defendeu ele.


Diante da apreensão dos agricultores e da solicitação de que providências sejam tomadas a fim de evitar novas inundações, a Secretaria do Estado de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos está acompanhado de perto o nível dos reservatório. O coordenador de gestão da Semarh, Félix Fialho, informou que semanalmente técnicos da secretaria vistoriam as barragens e que essa semana a comporta de Santa Cruz foi aberta, numa medida preventiva, pois os agricultores daquela região estavam com medo de novas enchentes. ‘‘Estamos acompanhando de perto a situação das regiões onde as barragens estão com nível elevado de água. O trabalho é proativo mesmo, a fim de evitar perdas como as do ano passado’’, afirmou Fialho.


Ele informou ainda que está sendo realizado desde o dia seis, no Rio Pataxó, trabalho emergencial de limpeza e desobstrução do Rio, localizado no município de Ipanguaçu. A decisão foi tomada em reunião com o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, após ele revelar o receio dos agricultores de novas enchentes.


O vice governador e secretário da Semarh, Iberê Ferreira de Souza, comentou que as obras do Pataxó irão solucionar o problema das famílias da região que sofrem com as enchentes dos rios Açu e Pataxó. ‘‘Essa obra é emergencial e vai resolver o problemas de diversas famílias que sofrem com as cheias dos rios Açu e Pataxó. Vamos retirar a vegetação invasora e limpar de todos os detritos acumulados no leito do rio Pataxó. Vamos reconstruir o leito do rio, através da retirada da areia e outros materiais depositados, evitando maiores enchentes na localidade’’, explicou.


Além das obras no Pataxó, a Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, em parceria com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER), já começou os reparos em dois açudes vistoriados em fevereiro: Brejo, em Olho D’água dos Borges e Paulista, em Patu. A medida faz parte das iniciativas do Governo do Estado para o período chuvoso.



Dados divulgados pela Semarh informam que dos 46 reservatórios do Rio Grande do Norte nonitorados pela secretaria, sete, com capacidade acima de cinco milhões de metros cúbicos sangraram. Sendo eles; Encanto, no município de Encanto, Passagem, em Rodolfo Fernandes, Beldroega, em Paraú, Novo Angicos, em Angicos, Riacho da Cruz, em Riacho da Cruz, Pataxó, localizado em Ipanguaçu, e Mendubim, no município de Assu. Dos reservatórios que ultrapassaram a capacidade máxima, o Pataxó é o maior. Integrante da bacia Piranhas, Açu que armazena 24 milhões e 500 mil metros cúbicos. O açude é responsável pela regularização do rio Pataxó e pelo desenvolvimento de agricultura na região. Também na Piranhas Açu estão o Beldroega e o Novo Angicos. Já os açudes Passagem, Riacho da Cruz e Encanto integram a bacia Apodi - Mossoró e armazenam mais de seis milhões de metros cúbicos de água.


Fonte: Luciana Tito DA EQUIPE DE O POTI /Jornal Diario de Natal