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domingo, 10 de novembro de 2013

10 de Novembro: 17 anos sem a menia Elizete Moura

Foto: Registro feito em 2010 durante homenagem do Auto de Natal
 à Elizete e outras crianças que tiveram suas vidas interrompidas.
A exatamente 17 anos, era morta a menina Elizete Moura de Lemos na comunidade de Arapuá, zona rural de Ipanguaçu. 

Essa é a história de uma criança brutalmente assassinada e encontrada nas margens do Rio Pataxó. Uma data lembrada, neste dia 10 de novembro, por dor e sofrimento, principalmente por seus familiares, em saber que a vida de uma pequena inocente menina foi interrompida. O caso ocorreu em 1996.


Se estivesse viva, Elizete Moura teria 27 anos de idade, seria já uma mulher e poderia construído sua família, uma carreira, mas não, aos 10 anos de idade a pequena menina vê sua vida tirada a meio a um mistério não elucidado pela justiça brasileira. 

Relembre o caso, aqui

Copa 2014: FIFA inicia segunda etapa da venda de ingressos nesta segunda

A segunda etapa de vendas de ingressos para a Copa do Mdo de 2014 começa nesta segunda-feira (11) a partir das 9 horas (horário de Brasília). De acordo com a FIFA, serão disponibilizados mais de 220 mil bilhetes para 57 jogos, que serão alocados por ordem de encomenda. A expectativa é de que sejam vendidos rapidamente. As vendas ocorrerão exclusivamente pelo site Fifa.com.

Não haverá ingressos nesta janela de vendas para o jogo de abertura em São Paulo, a final no Maracanã, jogos da fase de grupos da Seleção Brasileira, para as oitavas de final em Belo Horizonte, assim como as duas semifinais em Belo Horizonte e São Paulo. A quantidade total de ingressos disponíveis também engloba quase 41 mil carnês de sede específica que garantem acesso a todos os jogos em uma das sedes, bem como uma quantidade muito limitada de carnês de seleção específica, que permitem acompanhar uma seleção ao longo da competição.

PT escolhe novos presidentes para diretórios

Foto: Aluísio de França//Ipanguaçu do Bem.
Em Ipanguaçu os filiados do Partido dos Trabalhadores(PT) foram hoje(10) as urnas para escolheres os presidente dos novos diretórios municipal, estadual e nacional. 

No município a votação aconteceu na Câmara Municipal e 46 petista estivam aptos a votar.

A chapa unica Joildo Lobato candidato a presidente e Luiz Alberto(Beto Rocha), vice-presidente venceram com unanimidade a eleição. As atas seguem agora para a comissão eleitoral em Natal para apuração da Estadual e Nacional. O resultado final deverá ser divulgado ainda esta segunda-feira(11). 





Estiagem faz ressurgir ‘São Rafael’

Sara Vasconcelos

Repórter// Tribuna do Norte

Olhos desavisados veem apenas ruínas em meio as águas da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves que contrastam com a paisagem seca e castigada. Mas poucos minutos de conversa com ex-moradores e logo todos os espaços da antiga São Rafael são habitados e, milimetricamente, reconstruídos por lembranças. Em 1983, a cidade distante 216 quilômetros de Natal cedeu espaço para a construção do maior reservatório do Estado e a promessa de “progresso”. Cerca de 3,5 mil pessoas foram relocadas para a nova São Rafael, construída 3 quilômetros acima pelo Departamento Nacional de Obras conta as secas (Dnocs). 

Trinta anos depois e a pior estiagem nesse período, ruínas da “Atlântida do Sertão”, como ficou conhecida a cidade submersa, vem à tona ao passo em que as águas baixam. Estruturas que permaneciam apenas na memória, como as cruzes e o muro do antigo cemitério, reaparecem e se somam ao que restou da torre da Igreja, que tombou em 2010, e demais escombros da cidade. O progresso, por sua vez, observa o historiador Djalmir Arcanjo “deve ter naufragado nas águas da barragem”.
Às margens da barragem, restam os alicerces  da Estação de Trem que trafegava entre Assu, Mossoró e cidades vizinhas

Foto: Magnus Nascimento

Às margens da barragem, restam os alicerces da Estação de Trem que trafegava entre Assu,

O reservatório , que abastece 22 municípios do Baixo Açu, está com apenas 38% da capacidade máxima de 2,4 bilhões de metros cúbicos – 916,5 milhões de m3 – o mais baixo desde que foi criado, de acordo com dados da Semarh. 

Às margens da barragem, restam os alicerces da Estação de Trem que trafegava entre Assu, Mossoró e cidades vizinhas e do Hotel São Rafael que derivou do alojamento militar. Além de escombros da Prefeitura, Posto de Saúde, duas escolas e Telern, os tanques de água que abasteciam à baldes as caixas d’água dos casarões e prédios públicos - sinal de status à época - também permanecem no local. 

O piso da quadra de esportes, a praça e coreto onde aconteciam os festas e eventos sociais, preservam as tintas. “Aqui aconteciam as festas tradicionais, como da padroeira Nossa Senhora da Conceição. A última, em 1981, entrou para a história dos são-rafaelenses com direito a música de despedida”, lembra a Maria da Conceição da Silva Teixeira, de 60 anos, conhecida como “Ceição de Dudu”. 

Ela e o pai, o agricultor Antônio da Silva Teixeira, de 93 anos, retornaram a cidade velha após 30 anos. “É a primeira vez que desço até aqui”, disse. Enquanto aponta a localização exata sob as águas, o sertanejo relembra o dia em que deixaram para trás a casa número 33 na esquina da Rua Manoel Tomaz Pinheiro - a uma rua do leito do rio e a duas atrás da Igreja-matriz.

Magnus Nascimento
Antônio da Silva, de 93 anos,retornou com a família após 30 anos



Os são-rafaelenses frisam que não tiveram escolha a não ser mudar para as novas casas, construídas pelo Dnocs, ou para longe dali. Em cima de paus de arara e dividindo a carroceria com mó

veis e alguns animais, as famílias eram transportadas. “Abandonamos a plantação e fomos jogados em taboleiro que não presta para plantar e vendemos os animais quase de graça, porque não tinha espaço nas novas casas. Ficou pior”, acrescenta Antônio Teixeira.

“Tinha que sair porque as casas seriam derrubadas. O caminhão chegou, colocamos tudo em cima, deixamos para trás nossa história”, lembra Conceição, com lágrimas nos olhos. 


Não há como saber o número de famílias que deixou a cidade a partir da década de 1980. O ex-garimpeiro Isaías Leopoldino, de 72 anos, regressou somente em 2005 e vive em uma barraca à beira da barragem. “Viajei para São Paulo e outros estados para trabalhar na busca do ouro, aqui não tinha mais e continua sem ter jeito”, diz ele em referência ao 

desemprego. 

A agricultura e pecuária bovina e caprina foram “à força” substituídas pela pesca. A atividade algodoeira, a exploração de cheelita e mármore, os engenhos de cana de açúcar, casas de farinha, carnaubais também sucumbiram a inundação. Atualmente, a economia da cidade de 8,2 mil habitantes sobrevive da pesca e serviço público.