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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ipanguaçu avança nas atividades para a conquista do selo UNICEF

A prefeitura de Ipanguaçu, através da Comissão Pró-Selo Unicef do município, promoveu nesta sexta-feira (11) uma reunião com a presença de secretários municipais e demais autoridades locais para a apresentação e discussão de ações a serem desenvolvidas no próximo ano, de forma a credenciar o município à aprovação no âmbito do Selo Unicef. Na oportunidade, também foram expostos documentos-base propondo às escolas municipais o estudo de temas afins com o intento, tais como “Educação para a Convivência com o Semiárido” e “Arte, Cultura e Comunicação para a Igualdade Étnico-racial”.

O evento integra um conjunto de ações desenvolvidas pela prefeitura de Ipanguaçu para melhorar a qualidade de vida das crianças e adolescentes da cidade. Nesta quinta-feira (10), por exemplo, o executivo municipal enviou a Natal uma comissão para participar de capacitação oferecida pela Unicef e pela Casa Renascer para a formação de um Núcleo de Desenvolvimento e Participação dos Adolescentes (NUCA). O grupo foi composto pelo articulador do selo Unicef no município, Luis Antonio Tavares, e os adolescentes Arthur Nadson e Fernanda de Oliveira Soares, representando as zonas urbana e rural.

“A capacitação teve o objetivo de auxiliar os municípios que concorrem ao selo Unicef 2009-2012 na formação do Núcleo de Desenvolvimento e Participação dos Adolescentes. O momento oportunizou aos adolescentes de Ipanguaçu uma experiência valiosa que, com certeza, renderá frutos no município”, disse o articulador.

O Selo Unicef - Município Aprovado é um reconhecimento internacional que o município pode conquistar pelo resultado dos seus esforços na melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. A partir de um diagnóstico e de dados levantados pelo Unicef, os municípios que se inscrevem passam a conhecer melhor sua realidade e as políticas voltadas para infância e adolescência. Com dados concretos e participação popular, o município tem condições de rever suas políticas e repensar estratégias de forma a alcançar os objetivos buscados, que estão relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

AVISO


Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) avisa aos moradores de Ipanguaçu que a rede passará em manutenção nos seguintes locais:

DIA 16: Base Física, das 9 ás 11hs da manhã.
DIA 17: Manoel Bonifácio, das 7 ás 12hs da manhã.

Agradece, Cosern.

Justiça obriga ex-prefeito Zé de Deus a apresentar novo projeto para construção de casas em Ipanguaçu

z-de-deusO ex-prefeito de Ipanguaçu, José de Deus Barbosa Filho que queria construir um conjunto habitacional sem respeitar a legislação, vai ter que apresentar um novo projeto diretamente a Secretaria de Obras do Município no prazo de 24hs, para que depois possa continuar a construção das casas.

A determinação foi oficializada pela Juíza de Direito da Comarca de Ipanguaçu Niedja Fernandes dos Anjos e Silva durante audiência de conciliação realizada no dia 27 de outubro de 2011, em que o ex-prefeito José de Deus que estava acompanhado de sua advogada Rayssa Maria Gonzaga Fonseca, aceitou o acordo proposto pela Justiça.

De acordo com a decisão da magistrada, o ex-prefeito Zé de Deus é obrigado a apresentar projeto especificando que serão construídas 25 (vinte e cinco) casas; que os 20% (vinte por cento) de área constitucional deverá excluir a rua; que os limites mínimos de largura das ruas deverá ser no mínimo de 7 metros e deverá, ainda, especificar as calçadas; e por último, o espaço entre a obra e a estrada deverá obedecer o limite determinado pelo DER/RN.

Polícia prende chefão do tráfico

Rio - O traficante mais procurado do Rio de Janeiro, Antônio Bonfim Lopes, o "Nem", foi preso ontem e da forma jamais imaginada pelas forças policiais: sem o disparo de um único tiro. A prisão ocorreu por volta de meia-noite quando o traficante tentava sair da Rocinha no porta-malas de um carro. Os policiais que faziam o cerco ao conjunto de favelas descofiaram de um Corolla, que descia o morro. Três homens estavam dentro do veículo. Um deles afirmou aos policiais ser cônsul do Congo, outro se apresentou como funcionário do consulado; já o terceiro seria advogado.

Wilton Junior/AEAntônio Nem Bonfim é transferido da sede da Polícia Federal para o complexo penitenciário de BanguAntônio Nem Bonfim é transferido da sede da Polícia Federal para o complexo penitenciário de Bangu
O suposto diplomata se recusou a sair do carro para ser revistado alegando imunidade. Os policias, que faziam uma blitz na região e já haviam parado vários carros, disseram que iriam acompanhar o veículo até a sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), que fica na Praça Mauá, na zona portuária, região central. No caminho, o motorista do Corolla parou o veículo junto à Lagoa Rodrigo de Freitas, próximo ao Clube Naval, onde o trio tentou subornar os policiais. "Primeiro, eles ofereceram R$ 20 mil, depois, R$ 1 milhão para liberarmos eles", contou o soldado Heitor, durante reportagem veiculada pela TV Globo. Heitor é um dos agentes do Batalhão de Choque que abordou o veículo usado na tentativa de fuga do traficante.

"Nem" foi transferido da sede da Polícia Federal para o Complexo Penitenciário de Bangu, onde ficará à disposição da Justiça. Ontem, o governador do Rio, Sérgio Cabral, dizia que ele seria transferido para outro Estado. E especulações começaram a ser feitas, inclusive de que ele poderia ser transferido para o presídio federal de Mossoró, considerado um dos mais seguros do Brasil e onde está preso outro chefão do tráfico de drogas no Rio: Fernandinho Beira-Mar.

 Em entrevista à rádio CBN, Cabral declarou que o trabalho de pacificação prosseguirá pelos próximos dias e fez um apelo para que os traficantes que ainda estão na favela se entreguem sem resistir. "Esperamos que os marginais não reajam. Esperamos que eles se entreguem, para que a população da Rocinha e do Vidigal possa retomar o mais rapidamente possível a sua rotina", disse.

O governador confirmou que a Marinha já autorizou a participação de fuzileiros navais e de veículos blindados na operação de ocupação da Rocinha e do Vidigal - as duas últimas grandes comunidades na zona Sul da capital fluminense ainda controladas por traficantes.

CONGO

As embaixadas da República Democrática do Congo e da República do Congo-Brazzaville negaram ontem que tenham cônsul honorário no Rio de Janeiro. Nas duas representações, em Brasília, a informação de que um homem preso com o traficante "Nem", apresentou-se como representante de um dos dois países tomou os diplomatas de surpresa. Um cônsul honorário costuma ser uma pessoa ligada de alguma forma ao país que representa, mas não necessariamente de nacionalidade do local.

Também não é um diplomata de carreira. É apenas uma pessoa indicada pelo governo do país para servir de ligação em caso de necessidade, quando não há uma representação diplomática no lugar. Apesar de não ter nenhum tipo de imunidade diplomática, o cônsul honorário é registrado pelo país no Ministério das Relações Exteriores. Mas, na relação oficial do Itamaraty o único registrado é António José Alves Farrajota Ramos, representante honorário do Congo-Brazzaville em Fortaleza.

Polícia analisa último telefonema

Rio (AE) - Após a euforia com a prisão do chefe do tráfico da Rocinha e do Vidigal, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, a última etapa para a ocupação dessas comunidades é a rendição de jovens traficantes que permanecem nas favelas.  O perfil violento dessas lideranças preocupa. Com a prisão de Nem, o comando do tráfico nessas comunidades está nas mãos de Leandro Botelho Nunes, o Scooby, e Jorge Araújo Vieira, o Bebezão. Os dois participaram do confronto que resultou na queda do helicóptero da PM no Morro dos Macacos, em outubro de 2009, e fugiram quando a Secretaria de Estado de Segurança instalou uma UPP na comunidade.

A polícia tenta desvendar o teor do primeiro telefonema de Nem após a prisão. Ao falar com a mãe, ele avisou que foi preso e pediu que ela não esquecesse de "levar as crianças para a escola". Investigadores acham que isto pode ser um código para esconder alguma quantia de dinheiro ou a senha para algum recado a ser transmitido aos comparsas que permanecem na favela.

Em Berlim, onde participa de um congresso, o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, declarou que gostaria que Nem prestasse depoimento revelando detalhes sobre o esquema de corrupção que garantiu seu reinado por quase uma década na maior favela da zona Sul do Rio. "Gostaria muito que o Nem falasse. Ele tem prestação de contas a dar sobre corrupção de agentes públicos. Isso seria um passo importante ao combate ao tráfico de drogas. Ele conhece os meandros de corrupção", disse Beltrame.

O secretário, no entanto, evitou fixar data para a conclusão das operações na Rocinha e no Vidigal. "Esta operação, que se iniciou há dez dias, ainda não terminou. As informações e os dados que conseguirmos é que vão definir data e horário. Ainda esperamos outros resultados", explicou o secretário.

O comandante do Estado Maior Operacional da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto, revelou que uma cisão entre os traficantes antecipou a saída dos criminosos. "Houve discussões entre traficantes da Rocinha e os criminosos de outras favelas que estavam na comunidade", disse Pinheiro Neto. Na quarta-feira à tarde, as prisões de bandidos escoltados por cinco policiais ocorreram após o grupo de traficantes do Morro do São Carlos, liderados por Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, e por Sandro Luís de Paulo Amorim, o Peixe, desconfiar das ordens de Nem, que falava em resistir à ocupação policial, mas tramava a própria fuga.

Advogados do tráfico podem ser expulsos da OAB

Rio (AE) - Portadores de inscrição na seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), os três homens presos com o traficante Nem, já respondem a processo administrativo e poderão ser expulsos da entidade.  A OAB-RJ instaurou ontem processo de suspensão preventiva contra eles - que não tiveram a identidade revelada pela Polícia Federal. Caso venham a ser excluídos da entidade, os três ficarão proibidos de exercer a advocacia.

O presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da entidade, João Baptista Lousada Câmara, explicou que o processo de suspensão contra os três homens será julgado na próxima quinta-feira. Posteriormente, os autos deverão ser remetidos para o conselho seccional da OAB-RJ - que poderá propor, em até 90 dias, a exclusão e o cancelamento da inscrição dos três. "Estou esperando o material chegar da Polícia Federal", disse Lousada Câmara. "Os três terão direito de defesa plena. O nosso dispositivo é quando o ato praticado pelo advogado gera repercussão prejudicial à advocacia".

As embaixadas da República Democrática do Congo e da República do Congo (Brazzaville) - duas nações africanas distintas - negaram ter representações diplomáticas no Estado do Rio. Um dos advogados presos com Nem chegou a se apresentar como "cônsul honorário do Congo no Rio" e recusou-se a ter seu carro revistado por ter imunidade diplomática - segundo a polícia.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a embaixada do Congo (Brazzaville) enviou nota negando qualquer relação com o homem preso com Nem. Por telefone, funcionário da Embaixada da República Democrática do Congo informou à reportagem também não ter representação no Rio, mas ressaltou que os diplomatas do país esperariam notificação da Polícia Federal para se manifestar oficialmente.

Nem atua há dez anos no tráfico

Rio (AE) - Preso pela primeira vez, apesar de atuar havia uma década no tráfico da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, tem 35 anos e uma única condenação, a oito anos e quatro meses de prisão, por associação para o tráfico, segundo o Tribunal de Justiça. A ele são atribuídos ainda os crimes de homicídio, sequestro e lavagem de dinheiro.

"Nem" entrou para o crime para pagar uma dívida que contraíra com traficantes da Rocinha. Assumiu a chefia em 2005, como sucessor de Erismar Moreira, o Bem-Te-Vi, depois de sua morte. Foi quando deixou de lado a postura assistencialista e passou a ser mais violento e autoritário, inclusive coagindo a população a votar em seus candidatos durante eleições.

A polícia esteve perto dele várias vezes, mas, graças à rede de policiais a quem pagava propina, ele se informava sobre as operações e, protegido por seu "exército particular", armado de fuzil, escapava. Vivia encastelado no alto da favela, numa casa com três andares, TV de plasma, academia de ginástica, piscina e uma bela vista para o mar. Para passar despercebido, "Nem" procurava mudar sempre o corte e a cor do cabelo.

Ele determinou a execução e o esquartejamento de inimigos. Entre suas vítimas estariam a modelo Luana Souza, de 20 anos, e uma amiga dela, Andressa Oliveira, de 25. Luana seria namorada de um policial, por isso teria sido assassinada. As duas sumiram em maio e os cadáveres nunca foram achados.

Estima-se que sua quadrilha tivesse 200 integrantes no morro, onde foi montada uma refinaria de cocaína, de onde saem cerca de 200 quilos de cocaína por semana - por sua localização, em São Conrado, facilmente acessível por cariocas e turistas, a Rocinha sempre teve as bocas de fumo das mais rentáveis do Rio. Em abril, foram apreendidas lá três toneladas da droga. A ação mais ousada foi a invasão do hotel Intercontinental, vizinho ao morro, durante uma fuga de um baile funk, em agosto de 2010.

Tribuna do Norte

30% das empresas ainda sentem efeitos da crise

Para 54% dos industriais, crise mundial põe negócios em riscos, informa Sondagem da CNI
Mais da metade dos industriais vê na crise econômica mundial um risco às empresas. Para 54% dos empresários, o atual cenário é incerto e afeta os negócios. Desses, 69% acreditam que a situação adversa da economia deve permanecer até, no máximo, o fim do próximo ano e 19% esperam que o quadro atual permaneça além de 2012. As informações são da Sondagem Especial: Cenário Econômico Mundial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ontem. A pesquisa foi feita entre 3 e 18 de outubro com 2.090 empresas.


Pesquisa mostra ainda que 52% das indústrias foram afetadas pela crise de 2008 Foto: José Varella/CB/D.A Press
Dos três segmentos analisados pela pesquisa - indústria de transformação, extração mineral e construção -, a preocupação é maior entre os empresários da indústria de transformação: 57% deles consideram o cenário econômico mundial incerto e arriscado para as empresas. Esse percentual chega a 55% no setor extrativo e a 41% na indústria da construção.

"As indústrias de transformação e extrativa se ressentem mais porque são muito integradas à economia mundial. A indústria de construção que é mais voltada ao mercado interno", disse o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

De acordo com o economista, a pesquisa indica que o Brasil precisa tomar medidas para minimizar os efeitos da crise. "A deterioração do cenário econômico não está sendo abrupta como foi em 2008. Com isso, o governo tem condições de tomar medidas que reduzam os impactos da situação mundial adversa na economia brasileira", afirmou Castelo Branco.

O estudo mostra ainda que a crise econômica internacional de 2008-2009 afetou 52% das empresas e 30% ainda sentem seus efeitos. As indústrias de grande porte foram as mais afetadas. Entre os dirigentes de grandes empresas entrevistados, 71% sentiram os impactos da crise e 37% ainda percebem os efeitos das turbulências externas.

Entre as médias empresas, 57% foram afetadas pela situação econômica mundial adversa e 32% ainda notam seus resultados. Entre as pequenas empresas, 44% sentiram os impactos da crise e 26% ainda percebem seus efeitos.

Em relação às perspectivaspara os próximos seis meses, 31% dos empresários acreditam em piora do quadro econômico mundial, enquanto 36% esperam a manutenção do atual cenário. Apenas 22% confiam que a situação econômica vai melhorar.

Cenário negativo
Sobre um eventual agravamento do quadro econômico mundial, 40% dos empresários responderam que o impacto seria maior ou igual ao da crise de 2008-2009. Para 23% dos entrevistados, uma piora na economia mundial teria efeito menor do que o da crise de 2008-2009 e, para 11%, o impacto não seria significativo.

Os principais efeitos apontados pelos industriais, no caso de agravamento da crise, seriam sobre as exportações, que registrou 26,1 pontos, e o acesso ao crédito, com 28,5 pontos. Para cálculo desse índice, a CNI usou o método em que valores abaixo de 50 pontos indicam impacto esperado negativo. Em todos os demais itens analisados - demanda interna, produção ou atividade e número de empregados -, os empresários apontam resultados negativos no caso de piora do cenário da economia mundial. O menos negativo seria sobre o número de empregados.

Por Diário de Natal