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quarta-feira, 26 de março de 2014

Prefeitura de Ipanguaçu faz entrega de filtros de água em parceria com a Defesa Civil


Esta semana moradores da zona rural de Ipanguaçu começaram a receber filtros d’água em busca de atender as famílias afetadas pela seca e que estão sendo atendidas com água de carros pipas e cisternas. A Prefeitura do município através da Secretaria Municipal de Saúde e a Defesa Civil Municipal iniciaram a entrega dos filtros recebido através do convênio com o Ministério da Integração Nacional. 

Segundo o coordenador da Defesa Civil no município, Genilo Rodrigues, o objetivo é que os filtros sejam utilizados na redução da exposição de micro-organismos encontradas na água aos riscos à saúde humana. “Com a estiagem, muitas de nossas comunidades estão sendo atendias com água de mananciais advindo do carro pipa, e armazenadas nas cisternas, com isso os filtros assumem um papel fundamental na prevenção de doenças advindas da água”, fala Genilo Rodrigues. 

Os filtros de polipropileno tem a capacidade de 7,5 litros d'água. Em Ipanguaçu serão entregues 887 filtros de polipropileno as famílias que receberam água do carro pipa, entregues pela Prefeitura, ou onde há riscos na qualidade da água. De acordo com a Defesa Civil mais de 600 filtros já foram entregues. 


Durante a entrega uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde orienta as famílias sobre a limpeza e manutenção dos filtros, na perspectiva de dá eficácia ao equipamento. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Quebradas há 50 anos, comportas do Pataxó preocupam

A expectativa é 90 dias para iniciar as obras de desobstrução do rio Pataxó, que inunda a cidade de Ipanguaçu. A obra está orçada em R$ 7,3 milhões e será tocada pelo Governo do Estado com recursos federais.

Se por um lado os mais de 13 mil moradores de Ipanguaçu comemoraram o município estar recebendo os recursos necessários para reduzir as inundações, por outro existe uma preocupação cada vez mais forte com relação à estrutura do açude de Pataxó.

As comportas do Açude Pataxó estão quebradas há décadas. "O Açude Pataxó é de responsabilidade do Governo do Estado, que desde 1964 não realiza qualquer manutenção no reservatório", diz Luis Alberto, coordenador da Defesa Civil do município.

Os danos sofridos nos invernos de 2004, 2008, 2009 e também em 2011 poderiam ter sido menores se as comportas estivessem funcionando. O vice-governador Robinson Faria esteve em Ipanguaçu no mês de maio e este problema foi levado a ele, que ficou de ver uma solução. "Até agora não tivemos retorno", diz Luiz Alberto da Silva.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, a parede do açude tem formigueiros e principalmente muitas árvores já grandes. O prefeito Leonardo Oliveira confirma que a estrutura recebeu uma manutenção, mas é mínima. Ele observa a necessidade de investir no reforço da parede e principalmente na recuperação das comportas.

Sobre as comportas, o temor se justifica, uma vez que, atualmente, qualquer período de chuvas regulares faz transbordar o Açude Pataxó, que deságua no rio de mesmo nome. Uma lâmina d'água de apenas 35 centímetros de sangria é suficiente para que a água se aproxime do Centro da cidade, atingindo diversos bairros e desabrigando dezenas de pessoas. As comportas em funcionamento poderiam ser utilizadas para baixar aos poucos o volume do açude, retardando o momento da sangria.

De acordo com Luís Alberto, até a manutenção da parede do açude tem sido realizada pelo poder público municipal. "Neste primeiro semestre a prefeitura investiu, com recursos próprios em vistorias no açude e fez o reforço da parede. Mas as comportas demandam um investimento que está além dos recursos do tesouro municipal", afirma.

Fonte: Jornal de Fato de Domingo 07.08.2011

domingo, 31 de julho de 2011

Estamos à espera do socorro federal’

A água já baixou, mas o cenário é de incerteza e preocupação em Ipanguaçu, cidade de 13.856 habitantes laureada pelos rios Piranhas/Açu e Pataxó, que estão obstruídos. A cidade espera um socorro financeiro de R$ 2.021.700,00 do Governo Federal, só para recuperar e construir casas e estradas destruídas pela enxurrada em 2004, 2008, 2009 e 2011.

“E essas são apenas as obras que a Defesa Civil Nacional assegurou que seria possível ressarcir, pois o total fechado do prejuízo entre público e privado (produção de banana e manga) não tem como ser calculado. Só estimado”, diz Luis Alberto Silva, presidente da Comissão Municipal de Defesa Civil. “Estamos à espera do socorro federal”, completa.

Quando se desmembrou de Santana do Matos, em 1938, época que ainda se chamava Sacramento, Ipanguaçu (nome indígena, que quer dizer ilha grande) quase não tinha problemas de inundações, conforme depoimentos dos moradores mais velhos da cidade. Ao longo dos anos, os dois rios começaram a sofrer as ações do homem.

Já na década de 80 e início dos anos 90, a mata ciliar começou a ser morta e em seguida vieram as grandes empresas do ramo da fruticultura, que praticamente compraram e assumiram a posse de quase 100% das áreas de solo fértil nas margens dos rios Pataxó e Piranhas. Sem a proteção da mata ciliar, o leito dos rios se fechou com terra e vegetações.
Como consequência natural, a antiga ilha grande (nome do pagé Ipã-guaçu) passou a ser inundada pela água represada nos dois rios, sempre que os açudes Armando Ribeiro Gonçalves e Pataxó transbordam com mais intensidade e isto aconteceu em 2004, 2008, 2009 e 2011. Desobstruí-los e evitar novas inundações e grandes prejuízos não é barato.

Só o estudo e o projeto custaram mais de R$ 1 milhão, recursos destinados pelo Governo Federal no período de 2007 a 2010. O projeto prevê a desobstrução do rio Pataxó e a construção de diques de contenção ao redor dos dois lados da cidade, num investimento inicialmente previsto em R$ 27,8 milhões. Deste valor, R$ 7,3 milhões foram liberados.

Mas não é a liberação destes recursos que o presidente da Comissão municipal de Defesa Civil, Luis Alberto da Silva e o prefeito Leonardo Oliveira pedem socorro. Das 163 famílias que tiveram suas casas inundadas, pelo menos 30 ainda estão em abrigos e escolas aguardando o socorro do Governo Federal para construir ou recuperar suas casas.

É o caso de Anailda de Oliveira Dantas, de 32 anos, casada e mãe de 3 filhos com idades de 3, 8 e 9 anos. Ela morava numa casa de taipa no bairro Maria Romana, área mais crítica da cidade, quando no dia 25 de abril foi retirada de casa pela Defesa Civil. “Botei na cabeça que agora só saio daqui para uma casinha para viver com meus filhos”, diz Anaílda Dantas.
Anaílda está alojada junta com outras 4 famílias numa fazenda Baldum. Perto de lá existe uma escola também lotada de moradores dos bairros Maria Romana, Ubarana, Sacramentinho e Arapuá. Mas nem todos os moradores respeitaram a ordem da Defesa Civil para sair das áreas de risco.

A dona de casa Elizabete nascimento de Melo, 35 anos, separada, 4 filhos, sendo de 16, 13, 8 e 5 anos, não aguentou ficar nas escolas junto com as outras pessoas desabrigadas pela enxurrada e retornou para sua casa em área de risco. “A Defesa Civil já avisou que todas as casas aqui serão demolidas e este local será proibido de construir, mas eu não tenho para onde ir hoje”, diz a dona de casa abraçada ao filho.

“É para estas pessoas que estamos pedindo mais agilidade na liberação do socorro financeiro no valor de R$ 2.021.700, 00. Estes recursos são para construir 43 casas num local afastado e recuperar outras 56 danificadas. Também aguardamos para recuperar as estradas, que neste caso a Prefeitura já está fazendo o serviço por conta própria”, conta Luis Alberto.
Mas o principal socorro aguardado pela população de Ipanguaçu, segundo o prefeito Leonardo Oliveira, são as obras que vão reduzir novas inundações como a desobstrução do rio Pataxó e a construção dos diques, orçadas em R$ 27,8 milhões. Com os 7,3 milhões já liberados pelo Governo Federal, o prefeito acredita que em 90 dias terá condições da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) iniciar as obras.

Fonte: Jornal de Fato

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Famílias atingidas pelas enchentes iniciam volta para casa. Preocupação agora é recuperar danos causados pelas enchentes

Obras de recuperação de infraestrutura e construção de casas em áreas livres de riscos estão orçadas em mais de R$ 2 milhões

Bairro Maria Romana
Fortemente castigado pelas chuvas e pela consequente cheia do Rio Pataxó, o município de Ipanguaçu tem buscado retornar à normalidade. Os principais desafios, no momento, são reparar os danos sofridos e conseguir que as obras de prevenção, que serão empreendidas com recursos prometidos pelo Governo Federal, sejam realizadas o mais rapidamente possível.


“Estamos trabalhando, envidando o melhor dos nossos esforços, para que Ipanguaçu volte a viver o seu cotidiano normal. Contamos com o importante apoio do Governo Federal nesse sentido e estamos trabalhando para que as obras de prevenção sejam iniciadas logo, para que a população de Ipanguaçu não seja mais refém das condições climáticas”, afirmou o prefeito Leonardo Oliveira.

Das 163 famílias que foram obrigadas pelas águas a deixarem suas casas, 67 ainda não retornaram. Desse total, 26 estão em abrigos municipais e 41 em casas de parentes, amigos ou cedidas. “Dois bairros ainda tem pontos alagados, o Maria Romana e o Ubarana. Lá há casas ainda sem condições de moradia, seja por estarem ainda alagadas ou por terem tido suas estruturas comprometidas”, afirmou o presidente da Defesa Civil Municipal, Luiz Alberto Rocha.

Das dez escolas da Rede Municipal de Ensino, seis tiveram suas aulas interrompidas para que parte dessas famílias pudessem ter um teto provisório. Na semana passada uma voltou a receber alunos. Na última quinta-feira (26), mais duas foram reativadas. A expectativa da Secretaria de Educação de Ipanguaçu é que pelo mais uma tenha seu funcionamento normalizado já na próxima semana.

“Duas das nossas escolas, nas comunidades rurais de Tabuleiro Alto e Língua de Vaca, só poderão voltar a funcionar quando as estradas danificadas pelas chuvas forem recuperadas. Como ainda estamos no período chuvoso, não há como definir um prazo exato, mas queremos reativá-las logo”, disse a secretária de Educação Jeane Dantas.

O problema das estradas atinge diretamente as mais de 2 mil famílias que residem nas 13 comunidades rurais que chegaram a ficar ilhadas durante o ápice das enchentes de Ipanguaçu. O acesso à essas áreas só era possível através do uso de canoas, disponibilizadas com canoeiros pela prefeitura. Hoje, com o recuo das águas, vêem-se os estragos: as estradas estão precárias, prejudicando os deslocamentos da população.
Bairro Ubarana

Esses e outros danos estão todos listados em um detalhado relatório elaborado pela Defesa Civil do Município, Corpo de Bombeiros e por engenheiros do Ministério da Integração Nacional, que passaram a última semana no município, avaliando os problemas causados pelas águas.

O relatório, encaminhado na última quinta-feira (26) à Brasília, prevê obras de recuperação de casas e construção de novas unidades habitacionais em áreas livres de riscos; a recuperação das vias e estradas do município; entre outras providências. O total de recursos solicitados pela equipe técnica ao Governo Federal para o restabelecimento da normalidade em Ipanguaçu é de pouco mais de R$ 2 milhões.

Governo Federal prevê o investimento de R$ 7,3 milhões para obras de prevenção em Ipanguaçu


Prioridade máxima. Assim foi definida a importância da obra de dragagem do assoreado Rio Pataxó, que inundou diversos pontos do município de Ipanguaçu, a 205 quilômetros de Natal. “A obra de dragagem do Rio Pataxó é prioridade máxima para o Ministério da Integração Nacional e assim que a proposta for registrada no SICONV (portal de convênios do Governo Federal) vamos fazer o empenho e conveniar a obra”, afirmou no dia 11 de maio o diretor do Departamento de Reabilitação e Reconstrução da Secretaria de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional, coronel Ivan Fredovino Ramos Júnior, em reunião com o prefeito Leonardo Oliveira e a deputada federal Fátima Bezerra.

A primeira etapa das obras está orçada em R$ 7,3 milhões e o convênio deve ser assinado entre o governo do Estado e o ministério da Integração. Para o prefeito Leonardo Oliveira as obras devem ser iniciadas o mais rapidamente possível, de forma a evitar que a população e a economia de Ipanguaçu voltem a ser abalados pelas águas no próximo ano.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Açude de Pataxó aumenta sangria e Defesa Civil se reúne para discutir novas ações




Em meio ao clima de apreensão que volta a tomar conta de Ipanguaçu com as últimas chuvas na região do Vale do Açu, o prefeito Leonardo Oliveira se reuniu no final da manhã de hoje (18), nas dependências da secretaria municipal de Assistência Social, com membros da Defesa Civil e militares do Corpo de Bombeiros com o objetivo de discutir um Plano de Trabalho para conter perdas e danos ocasionados pelas enchentes que atingem o município deste o último dia 25 de abril. Na reunião também foram analisadas ações que podem ser postas em prática ainda hoje, já que o volume de água do Rio Pataxó está aumentando desde ontem, após um breve período de recuo.

Na noite da última terça-feira (17) o açude público de Pataxó, que alimenta o rio de mesmo nome, transbordou com uma lâmina de cerca de 50 cm, quantidade d’ água suficiente para afetar novamente as residências em áreas já alagadas. No início da tarde de hoje o açude apresentava uma “sangria” de 35 cm.

A possibilidade de novas enchentes ocorre justamente quando algumas famílias retornavam às suas casas e a prefeitura tentava retomar a volta às aulas nas escolas do município, cujas salas de aula e demais dependências tem servido de abrigo às famílias. “Nossa intenção é retomar as aulas o mais rapidamente possível. Estamos vendo o que pode ser feito nesse sentido. Estamos preocupados e atentos ao que pode acontecer, para que nossa resposta continue sendo rápida”, disse o prefeito Leonardo Oliveira.

“Continuaremos em estado de alerta junto com o corpo de bombeiro para qualquer eventualidade ou agravamento que possa vir a atingir a cidade. Estamos orientando as famílias para que nos comuniquem caso isso ocorra, e as subcomissões já estão dando apoio nas áreas de riscos” disse Luiz Alberto Rocha, presidente da Defesa Civil de Ipanguaçu.

Desde que as águas do Rio Pataxó começaram a invadir Ipanguaçu, há mais de 20 dias, a prefeitura tem dado assistência (alimentar e médica) às mais de 578 pessoas (163 famílias) que tiveram de deixar as suas casas, passando a viver em abrigos municipais ou em casas de parentes. A mesma assistência tem sido prestada às mais de 2340 pessoas que ficaram isoladas em 13 comunidades rurais.

Na última segunda-feira (16) foram distribuídas 24,3 toneladas de alimentos à essas famílias, enviadas pela Defesa Civil Nacional.

A Situação de Emergência vivida em Ipanguaçu foi decretada pelo prefeito Leonardo Oliveira no último dia 28 de abril e reconhecida pelo Governo Federal na semana passada, dia 13 de maio, através de publicação no Diário Oficial da União.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Açude Pataxó aumenta volume da sangria

Atualizado as 18:00hs 
Açude do Pataxó no final da tarde de hoje. Foto: Genilo Rodrigues
Foi registrando no inicio da tarde de hoje, ás 15h28min a sangria de 36 cm de lamina d’água no Açude de Pataxó.


O aumento do volume de água se da pela forte chuva que caiu sobre toda a região, principalmente pelas cidades de Angicos e Fernando Pedroza, e na própria cabeceira do açude do Pataxó.

Ontem (16) no final da tarde o açude “lavava” somente a parede, na manhã de hoje alcançou 10 cm, chegando agora no final da tarde a 40 cm.

CONSTRUÇÃO
O Açude Pataxó, projetada e construída pelo DNOCS, foi iniciada em 1951 e concluída em 1953.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Prefeitura de Ipanguaçu realiza entrega de cestas básicas às famílias atingidas pelas enchentes no município

Iniciou-se na manhã desta segunda-feira (16) e se estendeu pela tarde a distribuição de cestas básicas às famílias atingidas pelas enchentes em Ipanguaçu, município mais prejudicado pelas chuvas que tem caído este ano no Rio Grande do Norte. A ação beneficiou a quase 580 pessoas. Participaram pessoalmente das entregas o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, e o coordenador da Defesa Civil do Estado, tenente-coronel Acioli, que na ocasião representou a governadora Rosalba Ciarlini.

A distribuição está sendo feita em etapas. Hoje receberam as famílias cadastradas pela prefeitura nos abrigos municipais, o que inclui tanto as que ainda se encontram sob assistência direta da prefeitura, quanto as que já voltaram para as suas casas. Também receberam as que estão abrigadas em casas de amigos ou parentes. Na sequência, a partir desta terça, receberão as que se encontram nas comunidades rurais isoladas.

“Esse benefício é um direito de todas as famílias que foram cadastradas pela prefeitura no momento em que tiveram que deixar suas casas. No início das enchentes, todas elas receberam uma cesta básica da prefeitura e agora recebem mais essas, enviadas através da Defesa Civil Nacional. Esperamos dessa forma dar mais conforto à essas pessoas, que passam por esta situação tão difícil”, afirmou o prefeito Leonardo Oliveira.

Cada cesta contém cerca de 24,3 quilos de alimentos variados, o suficiente para manter uma família por cerca de 15 dias, segundo o tenente-coronel Acioli. “A cesta dada pela prefeitura há 17 dias acabou hoje de manhã. Fiquei feliz quando soube que chegaria mais uma, pois ajuda a alimentar minha família. Estou aqui na escola com minha mãe, minha filha e mais um bebê de quatro meses. O dinheiro que seria gasto com alimentação a gente economiza para ajudar a recuperar o que foi perdido na enxurrada”, disse a dona de casa Maria de Lourdes Soares, de 47 anos, que pretende voltar à sua casa ainda esta semana. “A água já saiu da minha casa. Preciso agora limpar e talvez consertar alguma coisa para a gente voltar com segurança”, afirmou.

A Defesa Civil de Ipanguaçu ainda não tem o número exato de famílias que já retornaram às suas casas. A preocupação do prefeito é garantir que as escolas da rede municipal de ensino possam ser desocupadas o mais brevemente possível. “Estamos fazendo o levantamento de quantas famílias já retornaram para as suas casas e quantas já podem retornar. Acredito que poucas ainda não têm condição de deixar os abrigos. Estas deverão ser remanejadas, de forma que as escolas municipais possam voltar a receber os milhares de alunos que atualmente estão impossibilitados de ter aula”, falou Leonardo Oliveira.

Mais fotos no link abaixo:

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Chegam à Ipanguaçu 24,3 toneladas de alimentos para cestas básicas de famílias atingidas pelas enchentes

Cestas começam a ser distribuídas na segunda-feira, com prioridade para as famílias que estão vivendo em abrigos municipais


Chegou na manhã desta sexta-feira (13) à Ipanguaçu um carregamento com aproximadamente 24,3 toneladas de alimentos, enviado pela Defesa Civil Nacional. Os mantimentos serão distribuídos em cestas básicas pela prefeitura municipal às famílias atingidas pelas enchentes do Rio Pataxó. A chegada dos alimentos coincide com a data de publicação no Diário Oficial da União do reconhecimento do Governo Federal da Situação de Emergência no município.

Serão beneficiadas, no total, mais de 2500 pessoas, o que representa quase 18% da população de Ipanguaçu.

Estocados no ginásio poliesportivo José Araújo Filho, os mantimentos serão divididos em sacolas apropriadas, com o selo da Defesa Civil Nacional, por uma equipe de funcionários da secretaria de Assistência Social de Ipanguaçu. A montagem das cestas deve se estender por todo o final de semana, sendo a distribuição às famílias iniciada na próxima segunda-feira (16).

De acordo com cronograma, receberão primeiro os alimentos as famílias que estão em abrigos municipais, na sequência as que estão em comunidades isoladas.

Estima-se que uma cesta seja suficiente para prover a alimentação de uma família por aproximadamente 15 dias. Cada cesta será composta por: 10 quilos de arroz, 03 quilos de feijão, 02 quilos de leite em pó, 02 quilos de farinha de mandioca, 02 quilos de açúcar, 02 quilos de macarrão, 04 latas de sardinha, 02 garrafas de óleo de cozinha e 800 gramas de biscoito.

O tenente-coronel Acioli, coordenador da Defesa Civil Estadual, supervisionou o transporte dos alimentos e solicitou ao 10º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Assú, que envie policiais para garantir a segurança no local do estoque dos alimentos, de forma a evitar quaisquer eventuais transtornos.

Bombeiros deixam Ipanguaçu nesta sexta-feira
A guarnição de bombeiros que apoia na ação humanitária de assistência às famílias atingidas pelas águas do Rio Pataxó em Ipanguaçu retorna nesta sexta-feira (13) à Mossoró, informa o tenente-coronel Acioli. No entanto, ainda segundo o oficial, em caso de agravamento do quadro vivido no município, a equipe retornará de imediato. “As águas estão baixando e a situação tende a voltar à normalidade. Como há a previsão ainda de possíveis chuvas, caso seja necessário, o retorno se dará imediatamente”, afirmou.

Governo Federal reconhece situação de emergência em Ipanguaçu

Com a publicação da portaria no Diário Oficial da União, município pode pedir recursos federais para reparar danos sofridos com as enchentes

O Governo Federal reconheceu a Situação de Emergência em Ipanguaçu, decretada pelo prefeito Leonardo Oliveira no último dia 28 de abril. A portaria número 225 foi assinada ontem pelo Secretário de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional, Humberto Viana, e publicada na edição de hoje (13) do Diário Oficial da União.

A publicação ocorre dois dias após reunião entre o prefeito Leonardo Oliveira, a deputada federal Fátima Bezerra e o diretor do Departamento de Reabilitação e Reconstrução do Ministério da Integração Nacional, coronel Ivan Fredovino Ramos Júnior, em Brasília.

“Esse reconhecimento é o primeiro passo para que possamos pleitear junto ao Governo Federal as obras de que o município necessita por conta dos danos causados pelas enchentes, tais como recuperação de estradas, pavimentações, pontilhões, passagens molhadas, bueiros... Além disso, é nossa intenção realocar pelo menos 130 famílias, que hoje moram em locais alagadiços, para áreas seguras”, afirmou o Leonardo Oliveira. Para o prefeito, a rápida resposta do Governo Federal é esperança de que esses recursos serão liberados em breve, de forma a “devolver Ipanguaçu à normalidade”.

Desde que as águas do Rio Pataxó começaram a invadir o município de Ipanguaçu, há duas semanas, a prefeitura tem arcado sozinha com a assistência (alimentar e médica) às mais de 578 pessoas (163 famílias) que estão em abrigos municipais ou em casas de parentes, e às mais de 2340 pessoas que se encontram isoladas em 13 comunidades rurais.

Espera-se para este final de semana a chegada de mil cestas básicas ao município, via Defesa Civil Nacional.

Além da reunião no Ministério da Integração Nacional, Leonardo Oliveira participou ainda em Brasília da 14ª Marcha dos Prefeitos, mobilização organizada pela Confederação Nacional dos Municípios. O prefeito de Ipanguaçu defendeu que os royalties do petróleo produzido no Brasil sejam partilhados entre todos os municípios do país, e se colocou a favor da votação da emenda 29, que disciplina o financiamento da saúde pública pelos governos federal, estaduais e municipais.

Sobre a reunião dos prefeitos do RN com a bancada federal potiguar, o prefeito teceu suas considerações. “Tivemos uma reunião com a bancada federal do RN, na qual a maioria dos senadores e deputados se mostrou a favor da emenda constitucional 29. Já com a redistribuição dos royalties, nem todos apresentaram essa firmeza”, falou o prefeito.

“Continuamos na insistência de que é preciso discutir as receitas públicas e criar uma nova reforma tributária, para que os municípios não fiquem somente com os problemas e a União e os Estados com o montante dos recursos. É no município que amanhecemos o dia recebendo populares em casa, na rua, na prefeitura, no banco, em qualquer lugar, com todos os problemas que ocorrem no cotidiano. Por esses e outros motivos devemos distribuir melhor não só as receitas, mas também as responsabilidades”, considerou.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Desabrigados receberão 23 toneladas de alimentos

Doações foram feitas pela Defesa Civil Nacional e vão para pelo menos 163 famílias de Ipanguaçu


A Defesa Civil Estadual vai entregar até sexta-feira 23 toneladas de alimentos para as 163 famílias desabrigadas pelas enchentes no município de Ipanguaçu. O tenente-coronel Josenildo Acioli, coordenador do órgão, afirma que amanhã estará na cidade de Maracanaú (CE) para receber os alimentos na unidade local da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para em seguida realizar o transporte para o município potiguar. 


Cheias do rio Pataxó foram as responsáveis pelas inundações no município potiguar, onde ajuda deve chegar na 6ª Foto: Eduardo Maia/DN/D.A Press
A carga de alimentos foi enviada pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. Devem ser entregues 1 mil cestas básicas de 23kg cada às famílias desabrigadas. Josenildo Acioli ressalta que a Defesa Civil do Estado, aliada ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Militar, está realizando a arrecadação de 200 colchões para serem enviados às famílias de Ipanguaçu. "Todos os quartéis de batalhões da PM estão com postos de recolhimento, recebendo esse material para enviarmos ao município".

Verbas

O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, está em Brasília (DF) como objetivo de reunir-se hoje à tarde com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, para tratar de detalhes do projeto de macro drenagem no rio Pataxó, cuja cheia tem inundado o município desde o último dia 24. O número de famílias desalojadas chega a 163, algumas delas abrigadas em escolas e sindicatos rurais da cidade. As aulas foram suspensas, prejudicando cerca de 4 mil alunos. A Secretaria de Saúde local informa que há contaminação por bactérias nas lagoas formadas pelas enchentes em três bairros e teme surto de dengue. 

Prazos

Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira se reuniá às 14h de hoje com Fernando Bezerra Coelho para verificar os prazos para assinaturas de licitações para o início do projeto de macro drenagem do Pataxó, que custará R$ 27 milhões. Isso porque, a causa principal das enchentes que assolam o município é o assoreamento do rio. 

Por Paulo de Sousa da Redação do Diário de Natal

terça-feira, 10 de maio de 2011

Defesa Civil Estadual, Bombeiros e Polícia Militar iniciam campanha SOS Ipanguaçu



Desde a última sexta feira, dia 6, a Polícia Militar do RN deu início a Campanha SOS Ipanguaçu e está recebendo, em todas as suas unidades, donativos para os desabrigados e desalojados daquele município. Além da Polícia Militar, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros Militar do RN estão trabalhando integrados para auxiliar as vítimas de Ipanguaçu.

Atendendo a uma solicitação da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, a Secretaria Nacional de Defesa Civil está enviando mil cestas básicas para auxiliar as vítimas das chuvas no RN. A doação chega ao Estado, na próxima quarta feira, 11, e será recebida pelo Tenente Coronel Josenildo Acioli na cidade de Maracanaú/CONAB, onde será transportada para Ipanguaçu.

"O Gabinete Civil do Governo do Estado irá viabilizar uma carreta para transportar as mil cestas básicas até o município atingido pelas chuvas", disse o Tenente Coronel Josenildo Acioli.

A Defesa Civil Estadual também deu início a uma campanha de arrecadação de colchões para os desalojados e desabrigados do município. Segundo o prefeito de Ipanguaçu, as vítimas das chuvas do município necessitam de duzentos colchões que foram destruídos pelas águas.

O nível das águas nas áreas urbanas e nas margens do rio Pataxó continua afetando a população do município de Ipanguaçu, no interior do Rio Grande do Norte. Cerca de 160 famílias, totalizando 578 pessoas, estão desalojadas ou desabrigadas e 300 famílias ainda estão vivendo em áreas de risco e podem ser prejudicadas nos próximos dias se a situação continuar a evoluir.

Os alagamentos da região estão deixando vias inundadas e as comunidades isoladas, dificultando o acesso dos moradores que desejam se deslocar das áreas de risco para os abrigos cedidos pela Prefeitura Municipal. O Corpo de Bombeiros está auxiliando no transporte destes moradores através de embarcações do CBMRN.

Segundo a Central de Gerenciamento de Emergência e Defesa Civil (Ceged), do 2º Grupamento de Bombeiros, ainda há a necessidade da permanência das guarnições do CBMRN apoiando as ações de Defesa Civil junto a Coordenadoria Municipal da Defesa Civil (COMDEC).

De acordo com a Assessoria Técnica da Secretaria Municipal de Assistência Social, Glória Josefa, são mais de 4000(quatro mil) alunos sem aula. Toda rede de ensino (municipal e estadual) encontra-se sem funcionar em Ipanguaçu.

As localidades mais afetadas de Ipanguaçu são: Na área urbana (Bairro Maria Romana, Bairro Ubarana, Bairro Manoel Bonifácio e Bairro Frei Daminhão), nas áreas de ilhas (Picada, Itu, Porto, Cruzeiro, Lago de pedra, Cuó, Salinas, Deus nos guie, São Miguel, Barra, Pau do jucá (inundado), Japiaçu e Sacramentinha).

Outras áreas de risco são: Língua de vaca, Capivara, Nova Descoberta, Agrovila Tabuleiro alto e Agrovila Olho d´água.

Postado por: Pedro Carlos

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Águas das enchentes de Ipanguaçu apresentam riscos à saúde, revelam exames

Secretaria de Saúde do município alerta população sobre bactérias e teme surto de dengue

A Prefeitura de Ipanguaçu recebeu nesta segunda-feira (09) um laudo com o resultado de exames realizados em amostras de água colhidas em lagoas formadas pelas inundações do Rio Pataxó. Assina o documento a II Unidade Regional de Saúde Pública (II URSAP), que enviou uma equipe técnica ao município no último dia 03 de maio. O resultado é preocupante.

De acordo com os exames, há grande índice de contaminação nas amostras colhidas em três localidades: nos bairros Ubarana e Maria Romana e na comunidade Olho d’água.


Segundo a enfermeira da secretaria de Saúde Pública de Ipanguaçu, Aline Gomes, entre as principais doenças causadas pelo uso de água contaminada está a gastroenterite, uma inflamação causada pela bactéria Escherichia coli e que se caracteriza pela ocorrência de diarreia. A enfermeira explica que essa bactéria está presente quando existe na água a presença de fezes, humanas ou de animais. A contaminação da água pela urina do rato, que possui a bactéria causadora da Leptospirose, também é um risco à saúde. A contaminação das águas por fezes também pode ocasionar a presença de parasitas, provocando doenças como a cólera ou até mesmo virais, como a hepatite A.

A secretaria de Saúde de Ipanguaçu recomenda especialmente aos pais que fiquem atentos às crianças, para que elas não tenham contato com a água. É preciso prestar também muita atenção ao alimento que chega à mesa, evitando, por exemplo, o consumo de peixes contaminados. “Independente da idade, qualquer um pode ficar doente, por isso deve-se evitar qualquer contato com essas águas das enchentes”, afirma a enfermeira Aline Gomes.

Para a secretária municipal de Saúde, Sumaira Fonseca, não se pode descartar nem mesmo a ocorrência de doenças mais raras, como a febre tifoide. “Estamos realizando uma rigorosa monitoração, enviando, inclusive, equipes médicas às comunidades isoladas, de canoa. A população pode ficar tranquila, pois tomaremos as medidas que forem necessárias. Também iremos alertar aos ipanguaçuenses sobre os riscos que essas águas representam, com campanhas informativas e panfletos” disse.

E se as doenças raras preocupam, a dengue é que não passa despercebida. Com as dificuldades causadas pelas inundações ao controle dos focos de proliferação do mosquito, já que há grandes lagoas de água parada em vários pontos da cidade, a secretária Sumaira teme que possa ocorrer em Ipanguaçu um grande surto de dengue. A recomendação, neste caso, é que moradores e voluntários se previnam, fazendo um esforço extra na vigilância contra o mosquito e, se possível, utilizando repelentes que contenham DEET em concentração superior a 35%.

domingo, 8 de maio de 2011

Duas décadas de sofrimento

O município de Ipanguaçu sempre teve no rio Pataxó uma de suas principais riquezas. Até pouco tempo atrás, a população convivia de forma harmoniosa com o rio e retirava dele até mesmo o seu sustento, através da pesca e do cultivo de pequenas lavouras.

Porém, nas últimas duas décadas, o rio Pataxó e os habitantes de Ipanguaçu deixaram de se entender. Culpa do próprio homem, que passou a agredir o rio, que respondeu com muita força, ou melhor, muita água.

Quem mora em Ipanguaçu há muito tempo, conta com detalhes como foi a transformação do rio Pataxó, que deixou de ser aliado e passou a ser inimigo de milhares de pessoas nessa pequena cidade da região do Vale do Açu.

O casal de aposentados Francisco Joaquim da Costa e Anália Bento da Silva viveu e envelheceu em Ipanguaçu. Há nove anos, eles moram no bairro de Ubarana, de onde já foram expulsos várias vezes nesse curto período de moradia.

Seu Francisco conta que antes o rio era calmo, e morar em seus arredores não representava perigo algum. "Mesmo quando o inverno era forte, o rio se comportava e não tinha esse problema de alagamento", relembra.

Com muita experiência, o ex-agricultor denuncia que o rio Pataxó foi bastante castigado pelo homem. "Tanto que não é possível entendê-lo (o rio) hoje em dia", frisou seu Francisco, explicando que antes se sabia para onde a água do rio corria, mas hoje em dia a água toma percursos diferentes a cada ano, o que acaba pegando os moradores de surpresa.
Dona Anália, companheira de história do agricultor, diz que não aguenta mais sair de casa por conta dos alagamentos. Ela lembra que foi expulsa pela água cinco, seis vezes em apenas nove anos. "Já levantamos os móveis e estamos nos preparando para deixar nossa casa mais uma vez", declara a aposentada, do quintal, observando a água que se aproximava. No dia seguinte à visita da reportagem do DE FATO, o casal de aposentados foi levado para um abrigo, pois a água já havia invadido a residência deles.

O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, conta que os problemas de inundações na cidade começaram há cerca de 20 anos. Tudo por conta do assoreamento do rio Pataxó, que foi se intensificando a cada ano que passava.

Leonardo reconhece que todo esse problema foi criado pelo próprio homem, que interferiu no percurso natural do rio. "Muita coisa foi feita nesses vinte anos ao longo do rio, como passagens molhadas e diques, obstruindo e interferindo no percurso natural da água", reconhece.

A indústria também contribuiu para a "revolta" do rio.
A produção de frutas pelo sistema de irrigação, por exemplo, exigiu alterações no Pataxó, sendo construídas diversas paredes de contenção de água e também passagens molhadas para o escoamento da produção. 

Com tantas agressões ao Pataxó, os alagamentos em Ipanguaçu parecem ser mais uma resposta da natureza, já vista em tantos outros lugares. Cabe ao homem se adaptar à natureza, e não o contrário.


Agricultores viram canoeiros ‘profissionais’
Os alagamentos no município de Ipanguaçu estão causando transformações até mesmo no mercado de trabalho. Alguns agricultores, por exemplo, deram uma trégua no campo e agora se transformaram em canoeiros. 

Com muitas localidades rurais ilhadas, a Prefeitura local decidiu contratar agricultores para prestarem o serviço de canoeiro e transportarem os habitantes que não conseguem sair de casa com um transporte que não seja a canoa.

Francisco Eldes Barbalho é um dos canoeiros. Diariamente, ele está transportando dezenas de moradores da localidade de Luzeiro.

A rotina de Francisco não é mole. Ele acorda cedo e às 5h da manhã começa a transportar os trabalhadores que precisam chegar ao outro lado da localidade, onde está localizada a empresa na qual eles atuam.

O "expediente" do canoeiro é encerrado por volta das 17h30, quando os trabalhadores retornam do dia de trabalho e precisam ser levados de volta para casa.

Nesse ínterim, Francisco passa o dia todo transportando outros moradores do Luzeiro. Gente que precisa fazer compras, ir ao médico ou realizar outro tipo de atividade qualquer. Afinal, a vida não para por conta dos alagamentos.

O agricultor José Inaldo de Brito é um dos usuários dos serviços do canoeiro.
A reportagem do DE FATO encontrou o agricultor no momento em que ele retornava para casa com a família, após fazer compras na "cidade". "A gente pega essa canoa aqui e outra mais na frente para poder chegar a nossa casa", relatou José.
Os serviços dos canoeiros contratados pela Prefeitura se tornaram indispensáveis em outras 12 localidades ilhadas de Ipanguaçu.


Dragagem do Pataxó é a solução prometida
A solução para os problemas de alagamentos em Ipanguaçu é um projeto de macrodrenagem no rio Pataxó. Na semana passada, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, anunciou que R$ 7,3 milhões seriam liberados para fazer a principal parte do projeto, que consiste na dragagem do Pataxó.

A promessa foi feita em Brasília, quando Fernando Bezerra Coelho participou de audiência com a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, e a bancada federal do Rio Grande do Norte, deputados federais e senadores.

O projeto, feito através de uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão da deputada federal Fátima Bezerra (PT), prever toda a limpeza do Pataxó, que atualmente se encontra muito assoreado.

Leonardo Oliveira informa que a areia acumulada no rio será retirada, aumentando a sua profundidade. "Com esse sérvio, a água pode seguir seu percurso natural e desaguar no rio Piranhas Açu", explica o prefeito.

Hoje, tem ponto do rio Pataxó que não chega a seis metros de largura por conta do assoreamento.

Com a dragagem, o rio ficará com no mínimo 15 metros de largura e uma profundidade a partir de 6 metros. "Essa obra vai resolver as inundações e devolver ao povo de Ipanguaçu o direito de viver bem", ressalta Leonardo.
Não existe ainda previsão para que o serviço seja iniciado.

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MAGNOS ALVES Da Redação do Jornal de Fato 

sábado, 7 de maio de 2011

‘Gordo’ admite que parte da produção agrícola esteja comprometida por conta de inundação


Titular da pasta municipal de Agricultura e Meio Ambiente da Prefeitura de Ipanguaçu, o vereador licenciado Jaíres Azevedo dos Santos, ‘Gordo’, do PSB, reconhece que uma expressiva parcela dos pequenos produtores rurais já foi penalizada por conta do alagamento provocado pela elevação do nível das águas principalmente do rio Pataxó. O secretário chegou a arriscar que os prejuízos são bastante significativos. ‘Gordo’ falou a respeito de tal questão, inicialmente dizendo qual a atuação da Secretaria por ele dirigida em suporte às pessoas que mais diretamente estão sofrendo as consequências por conta do período invernoso. Em seguida, o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Ipanguaçu se expressou sobre o trabalho realizado pelo órgão, seguindo orientação do prefeito Leonardo da Silva Oliveira, do PT, com o intuito de reduzir ou eliminar a presença de animais soltos em via pública. Ainda com referência ao município de Ipanguaçu, entrevistamos a secretária municipal de Saúde, Sumaira Fonseca, que deu detalhes sobre a continuidade da campanha de vacinação contra a gripe, revelando que já foi atingida a marca de 65 por cento de cobertura. Sumaira Fonseca declarou que, apesar das dificuldades que se acentuaram por conta dos alagamentos em diversos pontos do município, o processo de vacinação vai sendo seqüenciado. Concluindo, Sumaira Fonseca falou sobre como estão sendo executados outros serviços de saúde, enfatizando que o município ainda enfrenta problemas por conta da carência de profissionais médicos.

Fonte: Rádio Princesa do Vale

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Em visita à Ipanguaçu, deputada Fátima Bezerra diz que cobrará do Estado maior apoio em ao município em ações emergenciais

Fátima acompanhará o prefeito Leonardo Oliveira em audiência com ministro da Integração na próxima semana para tratar detalhes sobre as obras de drenagem do Rio Pataxó

A deputada federal Fátima Bezerra esteve na manhã de hoje (06), no município de Ipanguaçu, parcialmente tomado pelas águas do Rio Pataxó desde o último dia 25 de abril. A parlamentar é autora da emenda que destinou recursos para a elaboração do projeto de macrodrenagem deste rio, solução tida como definitiva para resolver as recorrentes inundações.

Acompanhada do prefeito Leonardo Oliveira, Fátima Bezerra se reuniu na sede da secretaria municipal de Assistência Social com representantes da população ipanguaçuense, assessores da prefeitura, militares do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil para ouvir detalhados relatos sobre a real situação da cidade.

O prefeito fez um apelo à deputada, para que continue cobrando junto ao governo que a obra, já prometida em 2009 pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, saia, de fato, do papel. “Deputada, queremos mais uma vez o seu apoio para resolvermos de vez esse problema. E agradeço pelo seu olhar de futuro, pois, sem o projeto de macrodrenagem que a senhora garantiu emenda para que fosse feito, não teríamos condições para seguir” disse Leonardo, com a convicção de que o projeto “diminui as chances de que o município volte a ser afetado pelas águas do Rio Pataxó, deixando os pequenos agricultores e as grandes empresas mais tranquilos, sem o medo dos habituais grandes prejuízos que assolam a cidade com frequência cada vez maior na última década”.


Fátima reiterou seu apoio e concordou que, sem o projeto de macrodrenagem, o ministro não teria como assegurar a obra, avaliada nesta primeira etapa, em R$ 7,3 milhões. “O ministro Fernando Bezerra Coelho assegurou à governadora e à bancada federal do RN esses recursos que serão investidos na obra de dragagem e supressão da vegetação no leito do rio Pataxó. Sem o nosso projeto levaríamos mais dois anos para a criação de um projeto que ajudasse o município” afirma a deputada.

Ao final da reunião, Fátima Bezerra conheceu de perto a situação vivida em Ipanguaçu, visitando os bairros Ubarana e Maria Romana. “Não sou a governadora nem presidente, mas farei o que estiver ao meu alcance. Têm que ser traçadas ações emergenciais rápidas para garantir a sobrevivência dessas famílias que se encontram nas comunidades isoladas e nos abrigos. Vou ligar para governadora, pois sei que a prefeitura não tem condições de custear tudo isso. Precisamos de ações rápidas” disse ela.

Ministro receberá prefeito de Ipanguaçu nesta quarta-feira

Em audiência solicitada pela deputada Fátima Bezerra, o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, será recebido na próxima quarta-feira em Brasília pelo ministro Fernando Coelho, da Integração Nacional. “Junto com a deputada Fátima Bezerra, entre outras coisas, saberemos do governo federal como se dará a liberação dos recursos e qual é o prazo para que essa tão importante obra possa ter início”, explicou o prefeito.

Números atualizados na tarde de hoje (06) dão conta de que 578 pessoas (163 famílias) estão sob assistência da prefeitura, vivendo em abrigos municipais ou em casas de parentes. Até o momento, cinco bairros foram atingidos pelas águas, que apresentaram um sensível recuo nesta semana. São eles: Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifacio, Frei Damião e Pinheirão.

Na zona rural, cerca de 2340 pessoas se encontram isoladas em 13 comunidades, nas quais só se chega através de canoas: Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá. A comunidade de Olho D' Água também já apresenta alguns pontos inundados.

Mais fotos no link abaixo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Vice-governador se reúne em Ipanguaçu com prefeitos do Vale do Açu para discutir soluções para as enchentes que repetidamente atingem a região


O vice-governador do Rio Grande do Norte e secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), Robinson Faria, se reuniu esta manhã (05) na Câmara dos Vereadores de Ipanguaçu com o prefeito do município, Leonardo Oliveira, e com os prefeitos de Assú, Itajá, Carnaubais e Alto do Rodrigues com o objetivo de planejar soluções definitivas para as enchentes não só de Ipanguaçu, mas de diversos municípios da região do Vale do Açu. A audiência foi aberta ao público e atraiu dezenas de moradores.

“Não vim aqui hoje fazer discurso, vim para trabalhar, para discutir com os prefeitos e vereadores o que podemos fazer a partir de hoje para resolver de vez esse problema das enchentes nessa região tão rica. O povo não quer paliativos, mas uma solução definitiva, que ainda não está pronta. Vamos ouvir vocês (prefeitos e vereadores) e trabalhar numa solução”, afirmou Robinson Faria.

Integraram a comitiva do governo do Estado, além do vice-governador, membros da equipe do IDEMA e da SEMARH, que fizeram explanações sobre o projeto de macrodrenagem do Rio Pataxó, que é dividido em duas etapas: a primeira prevê a limpeza e dragagem desse rio, pe a segunda a construção de diques não só no Pataxó, mas também no Rio Assú/Piranhas. De acordo com os técnicos, os R$ 7,3 milhões prometidos ontem pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Coelho, contemplam a primeira etapa. Aliás, o vice-governador disse que não pode precisar quando serão liberados esses recursos federais. “O prazo depende exclusivamente da União”, esclareceu.

Para o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, a hora é de assumir compromissos. “Estamos aqui na ambição de solucionar o problema. O que queremos é um compromisso contínuo e empenho, para que possamos partir rapidamente para as realizações que contribuam para o bem estar da população. Hoje os agricultores de Ipanguaçu ao invés de comemorar um bom período chuvoso, ficam com medo e essa situação não pode continuar assim”, disse o prefeito.

Na visão do prefeito do Assú, Ivan Lopes Júnior, as enchentes são um problema que vão além dos transtornos sociais que causa. “Acreditamos que dessa vez o governo do Estado vai tomar as medidas para resolver esse problema, que ameaça a nossa economia, o crescimento econômico e a segurança social da nossa região. Não queremos que vire um costume nos reunirmos em todas as épocas de chuvas para que sejam tomadas ações paliativas”, avaliou.

Ao final da reunião, Robinson Faria conheceu in loco a situação vivida em Ipanguaçu, indo à algumas comunidades e às margens do Rio Pataxó com os prefeitos, vereadores e as equipes da SEMARH e do IDEMA.

Números atualizados no final da tarde de hoje (05) dão conta de que 578 pessoas (163 famílias) estão fora de suas casas, vivendo em abrigos sob assistência da prefeitura de Ipanguaçu ou em casas de parentes. Cinco bairros foram atingidos pelas águas, Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifacio, Frei Damião e Pinheirão. Além disso, na zona rural, cerca de 2340 pessoas estão nas 13 comunidades isoladas, onde só se chega através de canoas. São elas: Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá. A comunidade de Olho D' água também já apresenta alguns pontos inundados.

O vice-governador foi ainda ao Alto do Rodrigues, à convite do prefeito Eider Medeiros.


Fotos:





 

* Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ipanguaçu 

 
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