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sábado, 30 de abril de 2011

Prefeitura continua com ações para atender as famílias

O coordenador estadual de Defesa Civil, tenente coronel Josenildo Acioli, esteve na manhã deste sábado (30), na Secretaria Municipal de Assistência Social, sede da Defesa Civil local para uma conversa sobre as ações prioritárias que devem ser realizadas no município de Ipanguaçu.

O coronel Acioli frisa que a população deve seguir as orientações da Defesa Civil para que ocorra tudo nos parâmetros exigidos para a segurança dos moradores das áreas inundadas, ou que possam ser afetadas. “É importante que ocorra o respeito e a comunicação entre a população e a defesa civil” disse o coronel.

Ele informa que membros do Corpo de Bombeiros Militares estarão durante esse final de semana, e uma equipe poderá vim ainda esta semana para o auxilio no atendimento as vítimas que tiveram suas casas alagadas pelas chuvas.

Segundo a defesa civil do município já a mais de 100 famílias alojadas em prédios públicos ou em casa de amigos e parentes. “As famílias estão recebendo assistência da prefeitura e da Defesa Civil, benefícios que vão de cestas básicas à assistência de saúde. Estamos preparados para servir à população da melhor forma possível”, disse o prefeito Leonardo.

Bairro Maria Romana.
As águas do Açude Pataxó, que chegam a algumas localidades da cidade e invadem um número crescente de casas desde a última segunda-feira (25). Os bairros atingidos até esta manhã são três: Maria Romana, Ubarana e Manoel Bonifácio e isolando treze comunidades (Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá). São muitos os danos humanos, materiais e ambientais, além dos prejuízos à economia local, ainda não contabilizados.

A maioria das famílias que precisaram deixar suas casas optou por abrigar-se em casas de parentes, em áreas não alagadiças ou em municípios vizinhos. “A prefeitura e a Defesa Civil realizou o transporte de várias famílias nestas ultimas horas para os abrigos municipais ou para as casas de seus parentes, bem como retiramos de suas casas os seus móveis e demais pertences, todos devidamente armazenados até que esta situação se resolva”, informou Joildo Lobato, vice-presidente da Defesa Civil local.

Limpeza ainda continua 

 
A Prefeitura do município iniciou na manhã de ontem (29) a limpeza do leito do Rio Pataxó, no trecho localizado na propriedade da empresa Finobrasa Agroindustrial SA. Duas máquinas (PC 320) estão no local removendo a vegetação. Desde 2009 que o prefeito Leonardo Oliveira tentava obter junto ao governo do Estado a permissão necessária para realizar esta operação, já que a área é de preservação ambiental. No entanto, apenas na tarde de quinta-feira (28), o Idema enviou ofício com a autorização, em caráter emergencial.

O constante agravamento da situação fez com que o prefeito Leonardo Oliveira acatasse recomendação da Defesa Civil do município e decretasse Estado de Emergência em Ipanguaçu. Dessa forma, a prefeitura pode pedir recursos ao governo federal para ajudar no reparo aos estragos. “Nossos recursos são limitados. Com recursos próprios nós estamos dando assistência a varias famílias, dando suporte às comunidades isoladas e pagando o aluguel dessas duas máquinas que estão trabalhando no Rio Pataxó. Para podermos fazer mais, é necessário contarmos com a ajuda dos governos Estadual e Federal”, disse Leonardo.


Na manhã de hoje, dia 30, tratores e retro escavadeiras reforçaram a estrutura de uma parede no leito do rio pataxó que foi construída com recursos próprios e que desvia mais de 90% das águas do Pataxó que tentam invadir o município. “Sem essa parede a água já teria invadido o bairro Frei Damião que fica na entrada da cidade, removendo um numero ainda maior de famílias” afirma Leonardo. 


Jornais do RN destacam situação do municipio de Ipanguaçu

Edição de sábado, 30 de abril de 2011 
Diário de Natal:
Sangria do Pataxó desabriga 60 famílias
Chuvas também já fizeram a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves exceder sua capacidade máxima

As chuvas já começaram a causar estragos no Vale do Açu. No município de Ipanguaçu, 60 famílias estão desabrigadas e 13 comunidades estão isoladas devido à "sangria" do açude Pataxó. Ontem, o reservatório estava com uma sangria de 17 centímetros de lâmina d'água, o que preocupa a população ribeirinha. O acumulado de chuvas do ano no município de Ipanguaçu chegou nesta semana a 637,8 milímetros, segundo a Emater. As precipitações também já fizeram a maior barragem do Estado, Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, exceder sua capacidade máxima.

As famílias desalojadas foram transferidas para abrigos temporários da prefeitura e para a residência de parentes e amigos. De acordo com tenente-coronel Acioli, coordenador estadual da Defesa Civil, se as chuvas persistirem e o nível do açude continuar a subir, o número de famílias desabrigadas pode chegar a 320. "Amanhã estarei em Ipanguaçu para verificar a situação in loco. Mas já solicitamos ao Comando do Corpo de Bombeiros o envio de militares para auxiliar a população", disse. Segundo ele, a Defesa Civil também está levando para o município embarcações para auxiliar as famílias que estão nas comunidades que foram isoladas pelas chuvas.

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Jornal de Fato
Barragem Armando Ribeiro sangra e preocupa municípios do Vale

A previsão se confirmou e a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, localizada no município de Itajá, sangrou na manhã dessa sexta-feira, 29.

Entre a tarde de quinta-feira, 28, e às 11h30 de ontem, momento da sangria, o volume de água da barragem subiu os 16 centímetros que ainda restavam para o sangramento. Na tarde de ontem, a lâmina de água já era de 4 centímetros. A previsão era que a barragem amanhecesse esse sábado com uma sangria de 10 a 15 centímetros.

"A sangria foi apressada por uma forte chuva que caiu na noite de quinta-feira no município de Santana do Matos, fazendo com que muita água chegasse até a barragem", informou o técnico do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), responsável pelo monitoramente da Armando Ribeiro Gonçalves, Geraldo Magela.

Desde que foi inaugurada, em 1983, essa é a 13ª vez que a barragem sangra. A primeira sangria, em 1985, foi a maior já registrada, chegando a 4,5 metros. Em 2008, o sangramento chegou bem perto do recorde: 4,32 metros.

Muita gente foi até a barragem para ver o momento em que a água suplantou as barreiras de concretos. A expectativa é que a partir de agora centenas e até milhares de pessoas viagem até Itajá para conferir o que é chamado de espetáculo.
Por enquanto, o acesso de veículos até a Armando Ribeiro Gonçalves está liberado, mas será proibido caso a sangria alcance dois metros.

A Armando Ribeiro Gonçalves é a maior barragem do Rio Grande do Norte, com capacidade para armazenar 2,4 bilhões de metros cúbicos de água.

Uma riqueza que promove desenvolvimento, mas também causa bastante preocupação.
A partir da sangria da barragem, vários municípios da região do Vale do Açu entraram em alerta.

Porém, com exceção de Ipanguaçu, os demais municípios ainda demonstraram tranquilidade.
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Famílias desabrigadas já somam 80

A cada hora e a cada dia que passa mais famílias sofrem com a enchente no município de Ipanguaçu. Na tarde dessa sexta-feira, 29, o número de famílias desabrigadas ou desalojadas já passava de 80, quase o dobro do registrado no dia anterior.

A Prefeitura de Ipanguaçu interrompeu as aulas na Escola Municipal Presidente Lula, no bairro Presidente Lula, para abrigar as famílias que foram expulsas de casa pela água e que não têm para onde ir.

Durante toda sexta-feira, 29, a Prefeitura concentrou forças no trabalho de limpeza do rio Pataxó num trecho de preservação localizado dentro da empresa Finobrasa.
A limpeza foi autoriza pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (IDEMA), mas as máquinas não conseguiram fazer muita coisa por conta do grande volume de água.

O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, pediu ajuda à governadora Rosalba Ciarlini, solicitando mais duas máquinas para ajudar na limpeza do rio.

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Tribuna do Norte



60 famílias estão desabrigadas em Ipanguaçu

Valdir Julião - repórter

Uma tragédia anunciada: mal começou o inverno deste ano, a população de Ipanguaçu, a 215 quilômetros de Natal, já está em polvorosa com a possibilidade das cheias do rio Pataxó. O município passou quatro inundações nos últimos sete anos: em 2004, 2008 e 2009. As chuvas que vêm na região do Vale do Açu já preocupam a população local, principalmente no município de Ipanguaçu, onde 60 famílias já estão desabrigadas e, atualmente, estão alojadas em três abrigos públicos, em casas de parentes, amigos ou cedidas
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Junior SantosO maior reservatório do Rio Grande do Norte, a Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Golçalves, começouu a sangrar. Apesar da beleza do espetáculo, a cheia preocupa cidades ajustanteO maior reservatório do Rio Grande do Norte, a Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Golçalves, começouu a sangrar. Apesar da beleza do espetáculo, a cheia preocupa cidades ajustante
Segundo informações da Secretaria de Ação Social do município, 13 comunidade já estão ilhadas: Pau de Jucá, Lagoa de Pedra, Itu, Picada, Porto, Cuó, Luzeiro, São Miguel, Barra, Salinas, Deus Nos Guie, Santa Quitéria e Passagem. Pelo menos 2.200 pessoas já estão afetadas pelas inundações das águas pluviais vinda do rio Pataxó.

Na zona urbana, três bairros já estão tomados pelas águas - Maria Romana, Ubarana e Manoel Bonifácio. Segundo o prefeito Leonardo Oliveira, a situação pode se tornar ainda pior, porque ontem à noite a lâmina de água na sangria do açude Pataxó, a 25 quilômetros da cidade, já tinha 45 centimetros de espessura. “Nós estamos em sinal de alerta”.

A prefeitura contratou duas retroescavadeiras para fazer a limpeza do leito do rio Pataxó, onde existem matas nativas, que contribuem para impedir o fluxo das águas. “A gente conseguiu uma autorização do Idema para entrar fazenda, que é uma empresa privada e a gente não podia entrar”, disse o prefeito.

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Açude Pataxó está perto da sangria e já assusta moradores da região

Comparável à barragem Armando Ribeiro Gonçalves, que armazena 2,4 bilhões de metros cúbicos de água, o açude Pataxó, localizado no distrito homônimo 'é um petisco d'àgua". Mesmo assim, com seus 15 milhões de metros cúbicos, o reservatório é considerado o terror para a população ribeirinha de Ipanguaçu. "Com 35 centímetros de lâmina d'água de sangria, a cidade já pede socorro", diz o agricultor João Batista Barbosa, nascido em São Rafael, mas desde os três anos de idade reside no Pataxó.

Junior SantosAçude PataxóAçude Pataxó
João Barbosa conta que na noite de sexta-feira, dia 29, a sangria do açude Pataxó chegou a quase  50 centímetros de lamina de água. às 9 hboras de ontem, a sangria havia baixado para 40 centímetros. Ele disse que a sangria do açude sangra desde o dia 7 de abril, mas só ontem alcançou a maior lãmina devido a sangria de açudes situados nos municípios de Angicos e Fernando Pedroza, que são tributários do rio  Pataxó.

Outro morador do Vale do Açu, João Batista do Nascimento Filho, disse que nasceu e se criou no sitio Baldum, em Ipanguaçu, mas depois de 'não aguentar mais com tantas cheias" ao longo de sua vida, resolveu morar na cidade do Assu: "Cresci a água entrando por uma porta e saindo por outra".

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O mossoroense

Ipanguaçu inicia limpeza do leito do rio Pataxó

A Prefeitura de Ipanguaçu iniciou na manhã de ontem a limpeza do leito do rio Pataxó, no trecho localizado na propriedade da empresa Finobrasa Agroindustrial SA. 

Duas máquinas (PC 320) estão no local removendo a vegetação. Desde 2009 que o prefeito Leonardo Oliveira tentava obter junto ao Governo do Estado a permissão necessária para realizar essa operação, já que a área é de preservação ambiental. No entanto, apenas na tarde do dia 28, o Idema enviou ofício com a autorização, em caráter emergencial.

O trabalho é de difícil execução, já que a área está alagada e a vegetação é bastante densa. Uma das máquinas, inclusive, atolou no final da tarde, sendo o trabalho realizado desde então com apenas uma. Além disso, o aluguel das máquinas, por hora, tem valor elevado. "Já se nota uma sensível melhora no escoamento da água nos pontos onde a vegetação está sendo removida. O trabalho é difícil, lento, mas será feito, dia e noite. Independentemente do tempo que demore para ser concluído, nós vamos até o fim", afirmou o prefeito, em entrevista concedida no local.

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