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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Zilda Arns não foi soterrada no Haiti, diz sobrinho



Segundo Flávio Arns, ela foi atingida na cabeça por escombros de igreja.
Ele disse que corpo de Zilda não sofreu mais ferimentos.




Zilda Arns Neumann, coordenadora internacional da Pastoral da Criança, não foi soterrada pelos escombros do terremoto registrado no Haiti, nesta terça-feira (12). Ela tinha encerrado uma palestra em uma igreja em Porto Príncipe quando o tremor começou. A médica sanitarista morreu após ser atingida na cabeça, mas não há ferimentos no restante do corpo, segundo nota divulgada pelo senador Flávio José Arns (PSDB-PR), sobrinho dela.


O corpo de Zilda está na base do Exército Brasileiro no Haiti e a liberação e transferência do corpo para o Brasil está dependendo apenas de um documento, que está sendo providenciado pelo sobrinho. O velório será feito na sede da Pastoral da Criança, em Curitiba, em data ainda a ser definida. O sepultamento também não tem data determinada pela família.

“A doutora Zilda estava em uma igreja, onde proferiu uma palestra para cerca de 150 pessoas. Ela já tinha acabado seu discurso e estava conversando com um sacerdote, que queria mais informações sobre o trabalho da Pastoral da Criança. De repente, começou o tremor", disse Flávio Arns, em nota.

Ainda segundo o documento, divulgado pela Pastoral da Crainça, o sobrinho de Zilda disse que ela ainda tentou se proteger. "O padre que estava conversando com ela, deu um passo para o lado. Zilda recuou um passo e foi atingida diretamente na cabeça, quando o teto desabou. Ela morreu na hora e não ficou soterrada. O resto do corpo não sofreu ferimentos, somente a cabeça foi atingida. O sacerdote que conversava com ela sobreviveu. Já outros quinze sacerdotes que estavam próximos a ela faleceram”.



Fonte: G1

VISITAS

 
A missionária esteve em Mossoró por três vezes, onde, mais que admiradores, cultivou amigos. Dom José Freire, então bispo da Diocese de Mossoró quando a Pastoral da Criança foi fundada (1989), ficou consternado com a morte de sua amiga. Ele a recebeu na primeira vez que esteve em Mossoró, no início da década de 90, quando veio conhecer os primeiros trabalhos da Pastoral. De acordo com a pediatra Gilvanda Peixoto, ex-coordenadora da PC, dona Zilda retornou a Mossoró em 1992 e 1995. Por aqui, ela conheceu diversas comunidades carentes.
"Ela é um exemplo de ser humano que permanecerá vivo em cada uma das crianças ajudadas com sua obra", destaca a médica.

informações: Jornal de Fato