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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Prefeitura de Ipanguaçu certifica novas cabeleireiras para o mercado de trabalho






Oferecer qualificação profissional e oportunidade de emprego aos participantes é um dos objetivos do curso de cabeleireiro que teve a certificação entregue hoje (18) a 22 beneficiárias do programa Bolsa Família, que participaram do curso oferecido pela Prefeitura de Ipanguaçu, através da Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social (SEMTHAS). 

A coordenadora do Programa na cidade, Katia Alves, fala que o programa junto à prefeitura tem mantido diversos cursos gratuitos e abertos à população do município, por meio da SEMTHAS, que possibilita que centenas de pessoas ingressem no mercado de trabalho, gerando sua própria renda e contribuindo com as despesas familiares. “Nosso objetivo é levar a possibilidade de qualificação profissional para cada vez mais pessoas, o curso de cabeleireiro, por exemplo, permite que a aluna use os conhecimentos para se cuidar e economizar ou mesmo para iniciar um negócio que depende primordialmente do seu esforço pessoal” fala a coordenadora do programa Bolsa Família. 

O curso teve a duração de dois meses, com 140h/aula e incluiu técnicas de como utilizar os instrumentos para corte de cabelos, técnicas de alisamento capilar, coloração e banho de brilho, hidratação e cauterização, além de palestra sobre ética profissional atende às vinte e duas participantes.

Entre as aulas teóricas e práticas, a dona de casa de 26 anos Priscila Lopes de Melo, conta que a oportunidade oferecida pela Prefeitura irá lhe proporcionar a oportunidade de seguir no ramo. “O curso é um motivo a mais a dar inicio ao próprio negocio, e ainda com o certificado para comprovar que estou em condições de trabalhar. Aqui eu sei que é o primeiro passo, dos muitos que terei que dar, mas acredito que é possível”, disse.

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Prefeitura de Ipanguaçu realiza campanha ao Dia de Saúde do Homem estimulando à procura do serviço de saúde




Em busca de melhora as condições de saúde da população masculina da cidade de Ipanguaçu, contribuindo de modo efetivo para a facilitação ao acesso ás ações e aos serviços de assistência integral à saúde, a Prefeitura de Ipanguaçu através da Secretaria Municipal de Saúde promoveram hoje (18) o “Dia Internacional do Homem” com o tema: “Não importa o tipo de homem que você é, seja do tipo que cuida da saúde”, comemorado no dia 15 de julho. 

Sumaira Fonseca, secretária de saúde do município explica que a ação faz parte do Programa Saúde do Homem, executado pela Prefeitura e que tem, entre as suas finalidades, estimular o homem a buscar o atendimento, de modo a criar hábitos que ajudam a prevenir doenças, assegurando uma vida mais saudável. 

A ação aconteceu das 7h às 12h, na Praça da Independência, no centro da cidade, e incluiu a oferta de serviços como dosagem de glicemia, palestra, show de mamulengos, corte de cabelo, entrega de informes e preservativos. 

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Fátima rebate críticas de Agripino contra Dilma


A deputada federal Fátima Bezerra (PT) rebateu, ontem(17), em discurso na tribuna da Câmara, as críticas do senador José Agripino (DEM), feitas ontem contra a presidenta Dilma Rousseff.
“Quando o senador propõe que a presidenta Dilma desista da reeleição, além de revelar o seu lado autoritário e imperial da Casa Grande, mostra que ele não conhece a fibra da nossa presidenta. Quem não fugiu à luta e enfrentou a força de uma ditadura, ao contrário do senador originário da ARENA, agremiação que apoiou o golpe militar, não vai se abater e deixar de encarar os desafios, por mais complexos que sejam”, disse Fátima na Câmara.
Por fim, declarou: a presidenta Dilma está sabendo combinar sua competência e firmeza de gestora e sua capacidade de dialogar com as reivindicações vindas das ruas, tanto que ao longo desse período dialogou com os mais diversos movimentos da sociedade e tomou um conjunto de medidas como respostas aos anseios da população. A presidenta será reeleita pelo povo brasileiro, que quer mais avanços sim, mas não aceita retrocesso.

Crimes: 95% não são desvendados no RN

Ricardo Araújo - repórter

O barulho do tiro ecoa. Mais um corpo agoniza até que o último suspiro confirme o óbito. O bandido escapa, sem ser visto. O enredo que compõe a abertura desta reportagem foi protagonizado, somente nos primeiros quatro meses deste ano, por 471 pessoas assassinadas no Rio Grande do Norte. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 50% na média diária de homicídios no Rio Grande do Norte. Além da vertiginosa escalada da violência, o primeiro Diagnóstico da Perícia Criminal no Brasil, elaborado ao longo de 2012 e publicado em fevereiro deste ano pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), posiciona o instituto técnico de perícia potiguar entre os de pior estrutura humana e material dentre todos os avaliados em todo o país. 

Júnior Santos
Perícia Técnica foi posicionada entre as mais deficitárias do país


Além disso, a recorrente descaracterização das cenas de crime, principalmente de homicídio no Estado, são um passe livre para a impunidade. De acordo com órgãos fiscalizadores da Segurança Pública estadual, em torno de 95% dos homicídios não são desvendados, por falta de provas técnicas. Um levantamento recente feito pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos comprovou que dos 444 homicídios ocorridos em Natal ao longo de 2012, somente 22 deles foram elucidados, um percentual de 4,95% do total. 

No texto da apresentação do Diagnóstico, assinado pela titular da Senasp, Regina Miki, a perícia é apotnada como um “fator fundamental para realização de investigações inteligentes e profissionais, que resultem na identificação do criminoso e na produção de provas que possibilitem sua condenação”. Para isto, porém, Regina Miki defende o “reconhecimento da importância do investimento” na perícia. No Estado potiguar, porém, os dados refletem uma realidade divergente.

Aqui, a média é de 1,51 peritos por habitante, segundo dados do relatório da Senasp. Com duas Unidades de Criminalística, sendo uma em Natal e outra em Mossoró, os 48 peritos criminais que atuam no Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep/RN), se dividem entre as respectivas cidades e outros inúmeros municípios distantes até 250 quilômetros das cidades de origem. 

Além disso, por falta de efetivo, as escalas são compostas por dois peritos criminais que, na maioria das vezes, não conseguem se dirigir a todos os locais de crime para a realização das perícias. Resta aos delegados, ouvir testemunhas. Outro agravante é o fato do Itep/RN não dispor de um sistema integrado de informática que contemple o compartilhamento de informações, via rede, entre as Polícias Militar, Civil e o próprio órgão pericial. 

No que tange à gestão da informação das Unidades de Criminalística e Medicina Legal, o RN está entre os seis estados brasileiros que não dispõem de sistema informatizado. Além disso, em torno de 3,4 milhões de documentos – relacionados ao registro da população – ainda não foram digitalizados pelo Itep/RN. Somente o software de que possibilita a comparação de informações a partir das impressões digitais, está em fase de instalação. 

Baixos Índices

O Diagnóstico chama atenção para o baixo índice de realização de exames de confronto balístico. De acordo com o documento, “esse dado é especialmente importante uma vez que este exame pode ser determinante da autoria de um crime, já que determina qual a arma responsável pelo disparo”. O documento credita a baixa produtividade dos exames de confronto balístico em 2011 ao número insuficiente de equipamentos necessários à realização do procedimento.

Entretanto, o Rio Grande do Norte dispõe de três comparadores balísticos e cinco peritos criminais especialistas em Balística e Caracterização Física de Materiais. O passivo de armas de fogo no Itep/RN em 2011, que era de 179, reflete a quantidade de exames de Eficiência e/ou Confronto Balístico que deixaram de ser realizados ou não tiveram os laudos concluídos. O Instituto não informou ao Senasp quantas requisições de Exame de Eficiência Balística e Confronto Balístico foram recebidos e quantos laudos foram expedidos de casos de homicídios de 2011, segundo dados do relatório.