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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

FESTA DA PADROEIRA DO MUNICÍPIO DE IPANGUAÇU TERÁ ENCERRAMENTO HOJE

Iniciou se na manhã do dia 31 janeiro a programação sócioreligiosa de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira do município de Ipanguaçu, a festa terá o encerramento hoje 11 fevereiro, a festa teve como o tema: "Maria, exemplo de santidade para uma igreja missionária".

Todo o cronograma festivo foi elaborado pelo coordenador da Área Pastoral batizada com o nome da santa. Uma procissão motorizada abriu às festividades da festa católica que foi conduzida a imagem da década de 20 e totalmente restaurada, que saiu da comunidade de Pedrinhas com destino à igreja matriz, no centro da cidade.

O novenário religioso transcorreu com a participação de diversos padres do 6º Zonal da Arquidiocese de Natal e proximidades. Os fieis ipanguaçuenses fizeram presentes durante as festividades que se encera na noite de hoje com a Santa Missa e procissão de encerramento da festa
com o presidente da celebração: Pe. Alcimário Pereira (Natal) e pároco Pe. José Moreira ás 17h30min.

De acordo com o sacerdote no dia 13 de fevereiro, um sábado, a cidade receberá a visita do vigário geral da arquidiocese, padre Aerton Sales da Cunha. Segundo as informações do padre José Moreira, a visita tem o objetivo de participar das celebrações, promovendo uma completa avaliação da atuação da Área Pastoral e, em seguida, definir formalmente a data em que acontecerá a cerimônia de criação da paróquia de Nossa Senhora de Lourdes.

A festa teve como principal parceiro da programação sociorreligiosa a prefeitura municipal de Ipanguaçu, através do prefeito Leonardo Oliveira (PT), que o mesmo deu total apoio a festa religiosa que este ano será marcado a data que a área pastoral virará paróquia. 
 
História

Em 11 de fevereiro de 1858, na vila francesa de Lourdes, às margens do rio Gave, Nossa Mãe, Santa Maria manifestou de maneira direta e próxima seu profundo amor para conosco, aparecendo-se a uma menina de 14 anos, chamada Bernadete (Bernardita) Soubirous.

A história da aparição começa quando Bernadete, que nasceu em 7 de janeiro de 1844, saiu, junto com duas amigas, em busca de lenha na Pedra de Masabielle. Para isso, tinha que atravessar um pequeno rio, mas como Bernadete sofria de asma, não podia entrar na água fria, e as águas daquele riacho estavam muitas geladas. Por isso ela ficou de um lado do rio, enquanto as duas companheiras iam buscar a lenha.

Foi nesse momento, que Bernadete experimenta o encontro com Nossa Mãe, experiência que marcaria sua vida, “senti um forte vento que me obrigou a levantar a cabeça. Voltei a olhar e vi que os ramos de espinhos que rodeavam a gruta da pedra de Masabielle estavam se mexendo. Nesse momento apareceu na gruta uma belíssima Senhora, tão formosa, que ao vê-la uma vez, dá vontade de morrer, tal o desejo de voltar a vê-la”.

“Ela vinha toda vestida de branco, com um cinto azul, um rosário entre seus dedos e uma rosa dourada em cada pé. Saudou-me inclinando a cabeça. Eu, achando que estava sonhando, esfreguei os olhos; mas levantando a vista vi novamente a bela Senhora que me sorria e me pedia que me aproximasse. Ms eu não me atrevia. Não que tivesse medo, porque quando alguém tem medo foge, e eu teria ficado alí olhando-a toda a vida. Então tive a idéia de rezar e tirei o rosário. Ajoelhei-me. Vi que a Senhora se persignava ao mesmo tempo em que eu. Enquanto ia passando as contas ela escutava as Ave-marias sem dizer nada, mas passando também por suas mãos as contas do rosário. E quando eu dizia o Glória ao Pai, Ela o dizia também, inclinando um pouco a cabeça. Terminando o rosário, sorriu para mim outra vez e retrocedendo para as sombras da grupa, desapareceu”.

Em poucos dias, a Virgem volta a aparecer a Bernadete na mesma gruta. Entretanto, quando sua mãe soube disso não gostou, porque pensava que sua filha estava inventando histórias –embora a verdade é que Bernadete não dizia mentiras–, ao mesmo tempo alguns pensavam que se tratava de uma alma do purgatório, e Bernadete ficou proibida de voltar à gruta Masabielle.

Apesar da proibição, muitos amigos de Bernadete pediam que voltasse à gruta; com isso, sua mãe disse que se consultasse com seu pai. O senhor Soubiruos, depois de pensar e duvidar, permitiu que ela voltassem em 18 de fevereiro.

Desta vez, Bernadete foi acompanha por várias pessoas, que com terços e água benta esperavam esclarecer e confirmar o narrado. Ao chegar todos os presentes começaram a rezar o rosário; é neste momento que Nossa Mãe aparece pela terceira vez. Bernadete narra assim a aparição: “Quando estávamos rezando o terceiro mistério, a mesma Senhora vestida de branco fez-se presente como na vez anterior. Eu exclamei: ‘Aí está’. Mas os demais não a via. Então uma vizinha me deu água benta e eu lancei algumas gotas na visão. A Senhora sorriu e fez o sinal da cruz. Disse-lhe: ‘Se vieres da parte de Deus, aproxima-te’. Ela deu um passo adiante”.

Em seguida, a Virgem disse a Bernadete: “Venha aqui durante quinze dias seguidos”. A menina prometeu que sim e a Senhora expressou-lhe “Eu te prometo que serás muito feliz, não neste mundo, mas no outro”.

Depois deste intenso momento que cobriu a todos os presentes, a notícia das aparições correu por todo o povoado, e muitos iam à gruta crendo no ocorrido embora outros zombassem disso.

Entre os dias 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858 houve 18 aparições. Estas se caracterizaram pela sobriedade das palavras da Virgem, e pela aparição de uma fonte de água que brotou inesperadamente junto ao lugar das aparições e que deste então é um lugar de referência de inúmeros milagres constatados por homens de ciência.



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IPANGUAÇU É O ÚNICO MUNICÍPIO A SAIR NA FRENTE COM A CONFERÊNCIA DE DEFESA CIVIL

Em tempos de estiagem ou de cheias os municípios correm atrás de recursos financeiros dos governos estadual e federal para atender à demanda da população atingida por catástrofes. Entretanto, quando se prepara uma série de conferências para a apresentação de propostas para melhorar as respostas aos desastres e à assistência humanitária, apenas 40 prefeituras estão se habilitando a realizar as conferências municipais, cujo prazo termina no dia 24 de fevereiro.

Keyson Cunha
Conferência realizada na câmara de vereadores de Ipanguaçu, o município é o primeiro a sair na frente.




A coordenadora estadual da Defesa Civil, Marta Geisa da Silva, disse que até se surpreendeu com o número de municípios que atendeu ao primeiro chamado da Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania (Sejuc), a qual está vinculada à Codec: “A gente nunca consegue 100%”, disse ela, a respeito do fato de que têm dificuldades de localizar prefeitos.

Marta Geisa da Silva diz que sempre existiu essa complicação em contatar com os prefeitos: “A realidade é essa mesmo, a gente está acostumada”.

Segundo ela, desde dezembro do ano passado a Sejuc já vinha fazendo essa orientação sobre a necessidade de se fazer as conferências municipais de Defesa Civil. “Alguns Estados já estão bem adiantados”, prosseguiu.

Marta Silva disse que até agora  o único município a sair na frente com a realização de sua conferência foi Ipanguaçu, que apresentou relatório à Codec já na manhã de terça-feira, dia 9, quando os prefeitos e representantes de 40 municípios receberam orientação quanto aos procedimentos para convocação e realização dos trabalhos das conferências municipais.

No ano passado, Ipanguaçu foi um dos municípios mais atingidos pelas cheias, que deixaram 820 pessoas desabrigadas e 995 desalojadas ou deslocadas, enquanto 305 residências foram destruídas ou danificadas.

O prefeito Leonardo da Silva Oliveira (PT) disse que se antecipou à convocação da Sejuc “porque já tinha lido em algum lugar” que haveria essas conferências municipais de Defesa Civil. “Como já temos problemas com inverno, resolvemos nos adiantar, pois não tinha sentido ir a uma reunião sem antes ter feito nossa conferência municipal”, disse o prefeito, que continuou: “Sempre estamos tratando antecipar algumas providências”.

Para Oliveira, a conferência municipal de Defesa Civil também foi uma forma de inserir a população na gestão municipal. “O pessoal não é acostumado a uma gestão participativa, mas tenho essa linha de pensamento, chamar as pessoas para decidirem sobre o crescimento do município”.

Oliveira também informou que está antecipando ações contra o inverno, como a limpeza da mata ciliar ao redor do rio Pataxó, responsável pelas cheias que invadem a cidade de Ipanguaçu. Outra obra, segundo ele, foi a construção de uma parede de contenção por trás da base física da Emparn, a fim de minimizar as cheias através de um percurso natural aberto pelas águas no ano passado.

Ele confirmou que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) já tem em mãos um projeto para a macrodrenagem do rio Pataxó, para acabar com a histórica cheia que invade a cidade: “A única solução é essa”.

“O que o governo federal quer é puxar os municípios para a ativa”, disse Marta Silva, que se satisfez, ainda assim, com o número de municípios participantes da reunião do meio da semana no  auditório da Emater.

Ela também informou que em virtude dessa acomodação dos municípios, fica difícil obter informações sobre as áreas de riscos em casos de inundações, como ocorreu nos dois últimos anos. “A maioria não tem esse mapeamento, a gente sabe que não tem”, continuou a coordenadora estadual da Defesa Civil, ressalvando que “por menos que não sofra desastre natural”, cada município precisa ter sua comissão local de Defesa Civil.

Afora isso, Marta Geisa confirmou que não houve, ainda, nenhuma reunião para debater a elaboração de um plano para eventualidade de ocorrerem enxurradas na temporada invernosa deste ano, apesar da última previsão dos meteorologistas apontarem que as chuvas vão cair “abaixo da média”.

O assessor técnico da Codec, Carlos Alberto Abdon de Miranda reforça que, “quando existe evento de grandes proporções se convoca diversos órgãos para discutir as assistências emergenciais” nas três esferas de governo.

Carlos Abdon de Miranda explica que cada município tem o seu plano de contingência, por isso não existe um plano pré-definido. Para isso, segundo ele, teria que se tabular  esses planos, que varia de acordo com a característica dos municípios, “que têm áreas de risco diferentes”.

No caso das conferências, ele explica que será feita uma avaliação do sistema de defesa civil, criando-se diretrizes para a sua reorganização e também mobilizar e envolver mais a sociedade no planejamento dessas ações”.

FONTE: Tribuna do Norte