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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Meteorologistas do Nordeste se reúnem em Natal para análise e previsão climática na região

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) promove nos próximos dias 16 e 17 de fevereiro, a IV Reunião de Análise Climática para a região Nordeste do Brasil. O evento acontecerá no auditório da Secretaria Estadual de Administração e Recursos Humanos (SEARH). Os meteorologistas farão uma análise dos parâmetros oceânicos e atmosféricos globais para prever o período chuvoso para os meses de março, abril e maio no semiárido do norte-nordeste brasileiro.

Estarão presentes os representantes dos nove núcleos estaduais de climatologia do Nordeste, Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) de Cachoeira Paulista/SP e representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) do Ministério da Agricultura. Além desses, professores e pesquisadores de universidades do Nordeste como a UFERSA e o Programa de Pós-Graduação em Ciência Climática da UFRN.

A abertura acontecerá às 8h30 do dia 16 e o encerramento, às 10h da sexta (17) com a divulgação dos resultados da reunião. Na ocasião, ainda será realizada um solenidade em comemoração aos 20 anos de criação do Centro de Meteorologia da EMPARN.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Meteorologistas preveem chuvas fortes e irregulares no trimestre

rio_mossoro_no_centroA Emparn divulgou, na última semana, em sua sede na capital, a previsão da quantidade global de chuvas para o período de fevereiro a abril nas microrregiões do Estado.

De acordo com os estudos climatológicos da empresa estatal, as análises das condições oceânicas e atmosféricas, e os resultados dos modelos numéricos e estatísticos de previsão climática indicam maior probabilidade para as categorias em torno da média histórica de chuvas este ano.

Segundo projeções oficiais anunciadas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), sediada na capital do Estado, durante o período compreendido entre os meses de fevereiro e abril de 2012, o Rio Grande do Norte manterá um acúmulo de precipitações variando entre 309,2mm e 569,6mm.
A análise da Emparn é reforçada por um estudo apresentado nessa semana pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) que destaca um detalhe importante.
Segundo o Inmet, a grande irregularidade na distribuição espacial e temporal das precipitações resultará na ocorrência de chuva forte num curto espaço de tempo no decorrer deste trimestre.

A Emparn destaca que a região do Vale do Açu poderá absorver um volume global de 419,6mm de chuvas no decorrer do trimestre.

Os dados correspondentes à previsão de precipitações pluviométricas para o Vale do Açu fazem parte do levantamento que abrange todas as regiões do Estado.

Além dos 419,6mm prognosticados para o Vale do Açu, o levantamento anunciado pela Emparn traz idêntica projeção para outras partes do Rio Grande do Norte.

O gráfico elaborado pela Emparn ficou assim distribuído:
Macaíba, 569,6mm;
Umarizal, 561,9mm;
Litoral Nordeste, 552,8mm;
Pau dos Ferros, 550,7mm;
Natal, 522,7mm;
Serra de São Miguel, 515,5mm;
Médio Oeste, 486mm;
Mossoró, 479,6mm;
Litoral Sul, 444,5mm;
Chapada do Apodi, 441,7mm;
Seridó Ocidental, 428mm;
Serra de Santana, 415,3mm;
Seridó Oriental, 396,3mm;
Macau, 373,4mm;
Angicos, 339,4mm;
Agreste Potiguar, 331,9mm;
Baixa Verde, 317,8mm;
Borborema Potiguar, 309,2mm.

Fonte:O mossoroense

sexta-feira, 25 de março de 2011

Idema e IFRN fazem monitoramento dos açudes do Estado


Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR

O Programa de Balneabilidade “Água Azul”, executado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA) em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN), está fazendo o monitoramento dos principais açudes do Rio Grande do Norte. O trabalho será realizado durante cinco semanas consecutivas, contemplando os açudes: Prof. Cortez Pereira, em Alexandria; Barragem de Pau dos Ferros; Barragem Santa Cruz do Apodi; Açude de Lucrécia; Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, em Itajá; Barragem Boqueirão de Parelhas; Barragem Passagem das Traíras, no Jardim do Seridó; Açude Itans, em Caicó; Açude Gargalheira, no Acari.

A iniciativa tem por objetivo avaliar as condições de balneabilidade, levantando informações sobre a qualidade atual e evolução da qualidade da água nos reservatórios estudados, visando otimizar a gestão dos recursos hídricos do Estado.

O programa tem como metodologia a coleta semanal de amostras de água nos pontos de maior freqüência de banhistas de cada reservatório hídrico contemplado, além da observação visual da condição água nesses pontos. As coletas são realizadas aos domingos, por uma equipe da IFRN, e após a avaliação dos resultados, um relatório é emitido aos técnicos do IDEMA para auxiliar o órgão ambiental quanto à gestão destes mananciais.

Programa Água Azul

O Programa Água Azul consiste na medição e verificação periódica de parâmetros de qualidade de água, usada para o acompanhamento da condição atual, sua evolução e controle da qualidade do corpo de água, além de possibilitar a projeção de situações futuras. 

O Programa tem por objetivos realizar o monitoramento sistemático da qualidade das águas dos principais corpos d’água interiores norte-riograndenses, bem como das águas subterrâneas, verificar as condições de balneabilidade de praias do Estado, além de promover uma investigação passivo ambiental, decorrente da contaminação, por derivados de petróleo, do aqüífero na Cidade de Natal.

Entre outras ações realizadas pelo Programa, está a avaliação da qualidade de efluentes líquidos industriais ou sanitários que são lançados em corpos hídricos, coleta e avaliação de amostras de águas superficiais ou subterrâneas para atendimento a emergências, denúncias, perícias e solicitação de promotorias, divulgação de relatórios técnicos trimestrais contendo informações a respeito das condições de qualidade das águas dos corpos d’água monitorados, além de possibilitar a utilização dos laboratórios envolvidos para atendimento a situações emergenciais.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Barragem Armando Ribeiro já acumula mais de 2 bilhões de metros cúbicos

Da manhã da sexta-feira, dia 4, até esta quinta-feira o nível da cota da barragem Armando Ribeiro Gonçalves aumentou em mais de meio metro.


Na sexta-feira (4) a cota era 52,27m. Nesta quinta-feira (10) a cota passou para 52,90m. Uma elevação de 63 centímetros. Faltam 2,10 metros para a sangria do reservatório.

O volume d’água acumulado já é de 2,031 bilhões de metros cúbicos. A barragem está com oitenta e cinco por cento de sua capacidade máxima de armazenamento hídrico, que é de 2,4 bilhões de metros cúbicos.

A vazão da comporta da barragem foi elevada para 20,84 metros cúbicos d’água por segundo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Plano de contingência contra enxurradas é concluído pelo município de Ipanguaçu

A Comissão Municipal de Defesa Civil – COMDEC do município de Ipanguaçu e membros da Prefeitura se reuniram na manhã desta quinta-feira (03), nas dependências da Secretaria de Assistência Social para a apresentação e aprovação do plano de contingência do município.
O Plano elaborado pelo governo municipal e a comissão de defesa civil local, tem a finalidade de estabelecer procedimentos padrões reguladores de conduta dos órgãos setoriais na hipótese da ocorrência de enxurradas ou inundações bruscas.

Conforme o presidente do COMDEC, Luiz Alberto da Silva, uma das medidas dentro do plano de contingência e a criação da Composição dos Nudecs – Núcleos de Defesa Civil, onde três moradores de cada área de risco na zona rural e urbana estarão alerta para qualquer eventualidade que possa vim acontecer. ”Esse moradores serão o porta voz oficial para informar em tempo real os acontecimentos que estejam acontecendo na área, eles serão o elo de comunicação com a defesa civil, mais de 35 moradores estão envolvidos nesse primeiro trabalho” frisa Luiz Alberto.

Todas as comunidades, bairros estarão sendo acompanhados diariamente caso possa vim acontecer às enxurradas. A prefeitura de Ipanguaçu está com o plano completo, com abrigos e voluntários previamente cadastrados para auxiliar as famílias.

Segundo o chefe de gabinete da Prefeitura do município, Joildo Lobato, o objetivo é mobilizar e integrar o sistema de defesa civil por meio dos diversos órgãos setoriais na esfera municipal e em parceria com a Defesa Civil do Estado, para as ações de resposta ao desastre tipificado, minimizando danos e prejuízos da população afetada.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Chuvas no interior deixam nove açudes com capacidade acima de 50%


Dos 33 reservatórios monitorados pelo Dnocs, dois sangraram nesta semana. Previsão é de novas sangrias nos próximos meses.



A possibilidade de um inverno rigoroso em 2011, a contar das últimas chuvas caídas em todo o Rio Grande do Norte nos meses de dezembro de janeiro, começa a chamar a atenção dos produtores rurais e moradores do interior do estado. O volume de água em determinadas cidades como Jucurutu e Santa Cruz, para ficar em dois exemplos, demonstra que são grandes as chances de acontecer novas inundações como a registrada em 2008 no Vale do Açu, região onde se cultiva a fruticultura.

Dos 33 açudes monitorados no RN pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), nove apresentam capacidade acima de 50%, inclusive com duas “sangrias” confirmadas nos reservatório de Santa Cruz e Tangará. O volume médio de todas as represas do estado é de 63%. Entre os que apresentam os maiores volumes estão o Inharé, em Santa Cruz, com 72%, e o de Poço Branco e Cruzeta, com 62% e 65%, respectivamente. Os dados foram levantados entre 9 de novembro de 2010 e 28 de janeiro deste ano.

Entretanto, no Itans, em Caicó (50%), Mendubim (Santa Cruz), com 56% da capacidade e Pau dos Ferros, 44%, a situação ainda é estável. Mas no maior reservatório do RN, o Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, em Assu, com capacidade para 2,4 bilhões de metros cúbicos, a capacidade é de 68%, segundo levantamento publicado no dia 28 de janeiro deste ano pelo Dnocs.

Além do RN, o Departamento contra as Secas, analisa o volume armazenado nos açudes por estado coloca o Rio Grande do Norte abaixo do Maranhão, que tem uma média de volume dos reservatórios de 79%. O Piauí aparece em segundo com 62%, seguido por Ceará com 58% e Pernambuco com 47%. Não há registros até o momento da situação na Paraíba, Alagoas e Sergipe.

Contudo, dos mesmos 33 reservatórios acompanhados pelo Dnocs no RN, apenas 25 são monitorados com uma frequência maior. De acordo com João Guilherme de Souza Neto, supervisor técnico da autarquia, a explicação para o fato é que as áreas próximas de alguns açudes estão inacessíveis em virtude do grande volume de água.

Em outros reservatórios, como no Marechal Dutra, popularmente conhecido como Gargalheiras, em Acarí, o nivelamento é feito por batimetria, um estudo topográfico realizado de forma subaquática. No mais recente levantamento, foi registrado 21,4 milhões de metros cúbicos, equivalente a 53% da capacidade total.

Já na Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), além dos 33 reservatório do Dnocs, estão compilados dados mais recentes da situação dos principais reservatórios do estado, alguns administrados por prefeituras 

Situação futura dos reservatórios do RN
O portal Nominuto.com tentou contato com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), por meio do meteorologista Gilmar Bistrot, que não forneceu dados referentes ao volume de chuvas esperado para os próximos meses, em especial da quadra chuvosa no estado.

Fonte: Nominuto.com

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Prefeito de Jucurutu cobra providências e DNOCS anuncia os reparos necessários


Reunião em Jucurutu - Foto: Demis Roussos
O prefeito de Jucurutu, Júnior Queiroz, na abertura da reunião hoje pela manhã com os desabrigados pelas chuvas, agradeceu a presença da governadora Rosalba Ciarlini e dos secretários Thiago Cortez e Kátia Pinto.

Júnior Queiroz reforçou a falta de atenção do DNOCS. Ele desabafou, dizendo que o “inverno ainda não começou, isso foi apenas um alerta. Espero que as providências sejam tomadas antes que o pior aconteça".

O engenheiro do DNOCS, Guilherme de Souza Neto, que esteve presente à reunião, comunicou que ainda nesta quarta-feira uma equipe irá até o local para fazer os reparos necessários. "Vamos trocar as bombas e consertar as comportas para que novas inundações não aconteçam", explicou.

Fonte: Samuel Júnior

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sob o eterno temor das enchentes

Wagner Lopes - Repórter

Toda vez que a dona-de-casa Maria das Neves Bezerra, de 74 anos, deixa sua residência, na entrada da zona urbana de Ipanguaçu, costuma dar uma olhada para os céus. Não se trata de oração, mas não deixa de ser um ato de fé. A fé de que as nuvens não se transformem em chuvas como as que caíram em 2008 e 2009, na região do Vale do Açu, e que resultaram em inundações dos rios Pataxó e Piranhas-Açu, alagando parte do município, expulsando moradores e destruindo plantações.

fotos:rodrigo senaMaria das Neves Bezerra ficou desabrigada em 2008 e desde então, todos os dias, reza para que a cidade não presencie um novo temporal como o que ocorreu há dois anos
Maria das Neves Bezerra ficou desabrigada em 2008 e desde então, todos os dias, reza para que a cidade não presencie um novo temporal como o que ocorreu há dois anos
O temor é grande e tem fundamento. A Emparn já alertou que o próximo período chuvoso deve ficar acima da média histórica, com possibilidade de enchentes semelhantes às registradas há dois anos. E as obras preventivas de maior porte, que poderiam reduzir os riscos de uma nova tragédia, não saíram do papel, limitando-se a pequenas intervenções de proprietários e da Prefeitura em trechos do Pataxó.

Maria das Neves morou 11 meses na casa de uma filha, até o início de 2009, porque sua residência virou um verdadeiro leito de rio nas chuvas de abril de 2008. As águas atingiram “dois palmos de altura” dentro do imóvel e o piso chegou a ceder aproximadamente 10 centímetros. Paredes racharam e foi preciso uma reforma completa para a família retornar à moradia.

O medo que os problemas se repitam é algo permanente e aumenta com as imagens das tragédias provocadas recentemente pelas chuvas no Sudeste. “Já estou olhando para o tempo. Estou de olho porque a previsão pra esse ano é de chuva e quando a gente fica assistindo o que está acontecendo no Rio de Janeiro, aí é que fico preocupada mesmo.”

Ela afirma que convive com cheias em Ipanguaçu desde 1964, mas nunca tinha vivido uma situação igual às de 2008 e 2009. “O pouco que consegui fazer de melhoria na casa foi com a ajuda da igreja. Dos governos, só recebemos duas cestas básicas na época”, recorda. Em relação às obras preventivas, a situação é a mesma. “Fizeram nada. O principal, que era a limpeza do rio, não foi feita”, resume.

O agricultor Francisco de Assis Lopes, da comunidade de Base Física, também em Ipanguaçu, revela que já há serviços sendo executados, mas nada que impeça novas inundações. “Uns três proprietários fizeram uma limpeza no leito do rio e aí a prefeitura viu que ficou bom e decidiu fazer também em outros trechos, mas se a barragem de Pataxó sangrar com 50 centímetros, acho que já alaga tudo de novo”, teme.

Uma casa, de quatro quartos, teve de ser derrubada em sua propriedade, após as inundações de 2008 e 2009. Desde então, ele aguarda uma ajuda financeira que nunca chegou. “A água alcançou bem um metro de altura e a casa já estava oca por baixo, tivemos de derrubar o resto”, revela. No seu entender, é necessária um amplo serviço no rio Pataxó para evitar novas enchentes.

“De Assis”, como é conhecido, lembra que há algumas décadas a barragem do Pataxó sangrava com uma lâmina de até 2,5 metros sem que as águas ultrapassassem o leito do rio, porém, com o assoreamento e a falta de limpeza, o rio foi tomado por mato e árvores e uma sangria de pouco mais de um metro foi suficiente para causar os estragos registrados em 2009. “É torcer para esse ano isso não se repetir”, afirma.

Comunidade teme novas inundações

Dois anos depois da última grande enchente, muita tinta, algumas reformas e a ação do tempo apagaram das paredes das casas da comunidade de Frei Damião, em Ipanguaçu, a marca das inundações. No entanto, qualquer nuvem negra no céu é suficiente para que as marcas deixadas na lembrança da população voltem à tona. 

A agricultora Josicleide Felipe da Silva, de 34 anos, foi uma das centenas de pessoas do conjunto que tiveram de procurar abrigo em um colégio. “No começo tivemos ajuda, com alimentos, colchões, mas depois nada. E agora estamos com medo. Disseram que iam limpar o rio e até aqui nada. Pode voltar a acontecer”, lamenta.

Em sua residência, a água atingiu mais de um metro de altura e os móveis só não foram perdidos porque os moradores de Frei Damião ficaram atentos à subida do nível do rio e retiraram o que puderam antes de a área ser alagada. O cuidado se tornou um hábito na vida de pessoas como a dona-de-casa Luiza Pedro Batista da Silva, de 64 anos, cuja casa também foi invadida.

“Agora quando começa a chover eu já arrumo as coisas, pra tirar tudo rapidamente, se for preciso”, revela. Segundo “dona Luiza”, a canoa era a única forma de acesso às residências, no momento crítico das enchentes de 2008 e 2009. “Foram os piores anos de inundações que já vi, desde que moro aqui, foi água pra acabar com tudo mesmo”, recorda.

Diante da falta de ação do poder público e das promessas de inverno chuvoso em 2011, Luiza e Josicleide entendem que só há uma coisa a se fazer por parte dos moradores da comunidade que leva o nome de um religioso: pedir a Deus para que a tragédia não se repita.

bate-papo - » Joildo Lobato  Defesa Civil de Ipanguaçu

O que é necessário para evitar  novas inundações na cidade?

O que queremos inicialmente é que seja desenvolvido o projeto que foi apresentado e que, se realmente for executado, resolve o problema e tranquiliza o nosso município.

O que se vê hoje em relação à situação do rio Pataxó é praticamente a mesma de dois anos atrás, quando ocorreram as últimas inundações?

É, realmente, se chover acima da média com certeza vamos ter a mesma situação que passamos.

E qual pedido vai ser levado à nova gestão do governo do estado?

Queremos que o novo governo, de imediato, dê uma atenção mais especial ao município de Ipanguaçu, que foi o mais atingido pelas cheias na região do Vale do Açu, já que nossa cidade é cercada por dois rios. Temos uma produtividade muito grande, em fruticultura, então temos sido prejudicados economicamente desde 2004. Em 2004 houve enchente, em 2008 de novo e em 2009 também. Então empresas que investiram em Ipanguaçu reduziram investimentos e isso gerou ainda desemprego pra nossa população.

Pataxó passa por limpeza parcial

O proprietário rural Edilson Cipriano de Lima, de 56 anos, começou a ficar um pouco mais otimista em relação ao período chuvoso deste ano, devido a um trabalho de limpeza realizado no leito do rio Pataxó, por proprietários de terra e pela Prefeitura de Ipanguaçu. O serviço, embora pontual, pode reduzir os riscos de enchente na região de Pau de Jucá, zona rural de Ipanguaçu, onde fica sua propriedade de 28 hectares.

“Se tivessem feito essa limpeza em todo o rio não tinha havido enchentes do jeito que houve nesses anos atrás, de jeito nenhum”, acredita. Nas chuvas de 2008 e 2009, ele diz ter perdido toda plantação de manga, mamão e banana, avaliada em aproximadamente R$ 300 mil, no entanto nunca recebeu um centavo sequer de ajuda por conta dos prejuízos. “Perdi foi tudo. Prometeram ajuda e nada.”

O trabalho de limpeza executado em trechos do Pataxó teria começado pela iniciativa de alguns produtores e foi encampado pela Prefeitura. Uma espécie de retroescavadeira retira árvores, mato e parte da areia que obstrui o fluxo da água, ampliando o leito e facilitando o escoamento. “Antigamente as águas passavam por dentro do leito, mas com o tempo foi assoreando, enchendo de pé de pau, e aí nem tinha mais como seguir e se espalhava toda, alagando tudo, pois praticamente não havia mais rio”, revela.

Com as limpezas, Edilson Cipriano torce para que o período chuvoso de 2011 não repita os prejuízos de 2008 e 2009. Ainda assim ele admite que a realidade da maior parte do rio Pataxó é a mesma de dois anos atrás. “Tem muito canto que é cheio de pé de pau no meio da água e aí não tem nem como a água passar direito”, critica. 

O assessor do gabinete da Prefeitura de Ipanguaçu, Joildo Lobato, também destaca que o problema das inundações em Ipanguaçu só será resolvido, de fato, com a execução de um projeto de macrodrenagem do Pataxó. O projeto já existe, mas ainda não saiu do papel. “Nesses últimos anos o governo (do estado) fez uma limpeza no rio, mas foi algo muito superficial”, revela.   

Ele diz que a Comissão de Defesa Civil do Município já se reuniu, na última sexta-feira, para discutir as medidas preventivas e uma das ações apontadas como fundamental é uma “revisão” na parede da barragem do açude Pataxó. “Solicitamos isso à secretaria de Recursos Hídricos, eles estiveram lá no ano passado, mas não foram tomadas as providências necessárias”, enfatiza.

Segundo Joildo Lobato, o objetivo do prefeito Leonardo Oliveira é levar a preocupação da Prefeitura e dos moradores de Ipanguaçu à governadora Rosalba Ciarlini, nos próximos dias, no intuito de solicitar a realização de ações preventivas. “Fomos a cidade mais atingida pelas enchentes e mais de 500 pessoas ficaram desabrigadas”, relembra. 

previsão

O meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, concedeu entrevista publicada domingo na TRIBUNA DO NORTE na qual revela que a previsão é de um volume de chuvas acima da média para o semiárido potiguar em 2011. Em sua opinião, autoridades, produtores e população das regiões dos vales do Açu e do Apodi devem adotar atitudes preventivas para evitar maiores prejuízos, pois “tudo indica que as chuvas serão semelhantes às de 2008 e 2009” e algumas podem atingir mais de 100 milímetros, aumentando rapidamente o volume de reservatórios como Santa Cruz, em Apodi, e a Armando Ribeiro, em Assu.  O alerta vale também para os proprietários de pequenos açudes, pois se permanecerem essas condições, não será uma situação controlável, pois haverá muita água. É preocupante. Exceto se houver uma mudança drástica, o que não acredito”, resume.



Fonte: Tribuna do Norte 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Prefeito de Ipanguaçu Leonardo Oliveira recebe visita de equipe do corpo de bombeiros e toma primeiras medidas de prevenção

O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, esteve reunido na manhã de ontem (14) na Secretaria de Assistência Social com a equipe do Tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte, Coronel Josenildo Acioli e a Comissão Municipal de Defesa Civil (COMDEC).

Na reunião o prefeito Leonardo, apresentou à equipe dos bombeiros a situação dos leitos dos rios Piranhas Açu e Pataxó que se encontra em estado de assoreamento. “O assoreamento dos rios é um dos nossos principais problemas, o rio pataxó é o mais preocupante, com menos de 50 cm a água já chega a bairros da cidade, deixando comunidades ilhadas” explica o chefe do executivo, que já se preocupa com as previsões.


Segundo o Tenente, Acioli, a visita da equipe ao município servirá para a criação de um relatório do estado das áreas de risco e pontos de alagamento na cidade e da região do Vale do Açu. “Como a previsão da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) esta prevendo chuvas na media ou acima do normal nos municípios desta região. Estamos aqui para ajudar os municípios a criarem formas de prevenção, não para causar pânico” destaca o bombeiro, que recebeu da defesa civil do município relatórios das ações de emergências dos alagamentos que aconteceram no município nos anos 2008 e 2009 que deixaram várias famílias desabrigadas e desalojadas.

Umas das primeiras ações acerem tomadas pelo prefeito, Leonardo Oliveira, junto a COMDEC será a solicitação a empresa Del Monte Fresh para o fechamento imediato dos drenos que ajudam a água chegar à cidade com mais rapidez, e também a Emparn com a previsão de precipitação pluviométrica no município, criação do plano de contingência e implantação de Núcleos de Defesa Civil (NUDEC) em todas as comunidades.

À tarde os bombeiros foram até a comunidade de Pataxó acompanhado do prefeito, Leonardo Oliveira, o presidente da câmara Tunefis Morais; o Secretario de Agricultura e Meio Ambiente, Jaires Azevedo; presidente da COMDEC, Luiz Alberto; secretário adjunto de obras, Gênilo Rodrigues.

A visita foi feito a parede do açude de Pataxó onde os bombeiros tiraram fotos para anexar ao relatório que será construído junto ao comandante geral do Corpo de Bombeiros, Elizeu Lisboa Dantas, e provavelmente apresentado a governadora do estado, Rosalba Ciarlini.

domingo, 21 de novembro de 2010

Emparn prevê bom inverno para 2011

Os agricultores potiguares têm uma boa notícia para 2011. O monitoramento climático da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) aponta sinais concretos de um bom período chuvoso para o próximo ano, principalmente por conta do resfriamento do Oceano Pacífico. Como se sabe, em termos de clima, os modelos não são exatos e algo pode mudar. Mas esse é o cenário que emerge dos mapas e imagens de satélite da Emparn, segundo o meteorologista Gilmar Bristot.
Gilmar conversou com a reportagem da Tribuna do Norte e alertou para o extremo oposto da situação de 2010: ao invés de seca, enchentes. A ocorrência de chuvas normais ou acima do normal pode ocasionar enchentes em regiões como o Vale do Açu e o Vale do Apodi. "É uma informação importante para os gestores tentarem diminuírem os efeitos negativos nessas duas áreas críticas", aponta.

COMO está o monitoramento para o período chuvoso do próximo ano?
UMA das variáveis mais importantes para detectar e estudar o clima é a temperatura dos oceanos. O que se pôde ver até outubro de 2010 é um cenário favorável no que diz respeito ao Oceano Pacífico. O Pacífico é o maior oceano do planeta e tem mais influência do que o Atlântico, que é mais relevante para o Nordeste e o litoral brasileiro. O que temos visto até então é um resfriamento da superfície do Oceano Pacífico e, caso esse cenário se mantenha, podemos dizer que há grande probabilidade de um inverno normal em 2011. Sempre lembrando que o primeiro diagnóstico oficial desse processo será possível somente em dezembro desse ano.

QUE outras variáveis são importantes?

HÁ o Oceano Atlântico, que é muito mais dinâmico. Não há como dizer muito a esse respeito nessa época do ano, mas caso a situação no Atlântico fique mais favorável, com resfriamento de algumas regiões específicas, haverá um inverno entre normal e acima do normal. Observações da última semana mostram essa tendência. Se isso for concretizado, teremos plenas condições para um período chuvoso entre normal e acima do normal.

QUAIS as conseqüências diretas disso?
CONDIÇÕES favoráveis para a agricultura, para o armazenamento de água nos grandes reservatórios e a ocorrência de problemas de enchentes em algumas regiões. No Rio Grande do Norte, são principalmente duas: o Vale do Assu e do Apodi. Nesses dois locais, com chuvas entre normal e acima do normal poderá haver problemas de inundações, como já foi verificado. Isso acontece principalmente por problemas ambientais, como a ocupação do solo, remoção de matas ciliares e assoreamento de rios, como também pela característica desses dois vales. São duas bacias com embasamento cristalino, o que propicia o escoamento da água e não a infiltração. Por isso, essas são áreas críticas, com potencial de alagamento. Numa situação de enchente, haveria prejuízos para a agroindústria, para a carcinicultura, entre outras atividades. São informações que precisam ser levadas em consideração pelos gestores para evitar prejuízos ainda maiores.

NESSE ano, a Emparn fez orientação no que diz respeito à seca?

SIM, fizemos um trabalho com a Secretaria de Agricultura para orientar os agricultores. É importante dizer que a Emparn, neste ano como em outros, acertou 100% nos seus prognósticos. Dissemos que não se deveria investir em culturas que necessitam de chuvas mais bem distribuídas e por mais de 60 dias. Orientamos a distribuir sementes de feijão, em detrimento de outras culturas como girassol e milho. O resultado é que quem plantou girassol, por exemplo, perdeu tudo, porque o período chuvoso não foi favorável.

EM 2010, tivemos o fenômeno "El Niño", responsável pela diminuição das chuvas. E neste ano? Existe uma periodicidade para o El Niño?
NÃO há ainda como estabelecer um padrão. Somente com o monitoramento é possível afirmar algo com um certo grau de certeza. O que há de certo é o resfriamento e o esfriamento dos oceanos. No caso do Pacífico, ora ele esfria ora ele esquenta. Quando esquenta, temos o El Niño, com probabilidade de menos chuva, e quando ele esfria temos o fenômeno "La niña". O mais provável é que haja "La niña" em 2011 por conta do resfriamento do Oceano Pacífico. Somente com o monitoramento é possível afirmar com certeza, principalmente com o aquecimento global.

HÁ algum projeto específico da Emparn sobre esse assunto?
SIM, estamos finalizando um estudo sobre a relação entre o aumento da temperatura e a agricultura no Estado. Justamente para saber qual o panorama para daqui a 20 anos, por exemplo, como as mudanças climáticas vão influenciar nas principais culturas atualmente. O algodão, por exemplo, não tem como ser cultivado como era há alguns anos no semi-árido. Um aumento de um grau significa muita coisa, haverá menos água disponível no solo porque a água irá evaporar mais rápido com a temperatura mais alta.

VOLTANDO à questão do 'inverno', o que dizer em relação às chuvas de dezembro e janeiro?

CASO a atual situação persista, é normal que haja chuvas no litoral e no interior no mês de dezembro, embora essas sejam chuvas um tanto quanto imprevisíveis. Um dado interessante é que tivemos o mês de outubro mais chuvoso desde que a Emparn começou a fazer essa medição em algumas regiões do Estado. Tivemos locais com acumulado de chuva de mais de 100 milímetros. Fizemos um levantamento aqui na Emparn e nos cinco anos onde o mês de outubro teve chuva acima da média, o ano subseqüente também foi agraciado com um bom inverno. Esse tipo de estatística não é considerado seguro, mas em conjunto com os outros fatores, é uma boa notícia.

A MEDIÇÃO que a Emparn faz pelo Estado é segura?
O ESTADO não tem custo algum para conseguir essa medição. Os pluviômetros estão distribuídos em mais de 200 pontos pelo Rio Grande do Norte e voluntários fazem essa medição. Todos os dias, no início da manhã, policiais, funcionários da Emater e outros voluntários vão até o medidor e passam os dados para a Emparn. O sistema tem falhas? Claro que tem. Poderia ser mais profissional? Com certeza. Mas é o que temos para oferecer nesse momento. A Emparn adquiriu 10 medidores automáticos, que enviam esses dados diretamente para os nossos computadores. Esses medidores serão instalados em breve, mas por enquanto usaremos o atual sistema.

Fonte:  Jornal de Fato/ Isaac Lira, Repórter.

sábado, 26 de junho de 2010

Moradores fazem fila para receber donativos em cidade alagoana

Exército, Defesa Civil e voluntários fazem triagem e cadastro de vítimas.
Governador Teotônio Vilela Filho visitou Branquinha neste sábado (26).



Moradores que ficaram desabrigados por causa da enchente que destruiu a cidade de Branquinha (AL) enfrentam dificuldades para receber donativos, neste sábado (26). Muitos são organizados em filas na porta da igreja católica que serve de central improvisada de doações, na parte baixa da cidade. Outro ponto de arrecadação foi montado em uma igreja evangélica na parte alta do município.
Branquinha fila doações 02Moradores de Branquinha enfrentam fila para receber donativos. (Foto: Glauco Araújo/G1)
Enquanto aguardam mantimentos, outro problema enfrentado pelas pessoas é o forte cheiro de carniça. O odor é provocado pelas mortes de animais, que devem estar sob a lama que ainda cobre algumas áreas de Branquinha, segundo a Defesa Civil.
Em Alagoas, de acordo com a Defesa Civil, 15 cidades decretaram estado de calamidade pública, entre elas a cidade de Branquinha. Mais de 180 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas no estado. Até este sábado, 76 pessoas estão desaparecidas e 34 mortes foram confirmadas.
Branquinha fila doaçõesIgreja católica virou central improvisada de doações, na parte baixa da cidade de Branquinha (Foto: Glauco Araújo/G1)
O governador Teotônio Vilela Filho visitou a cidade para conversar com os moradores e integrantes das corporações que estão mobilizadas para ajudar as vítimas da enchente. Ele voltou a dizer que a cidade terá de ser reerguida em outro ponto mais alto e afastado do leito da cidade. Militares do Exército, agentes de Defesa Civil e voluntários fazem a triagem e o cadastro das vítimas.
"Já localizamos um terreno de um hectare de área para estudarmos a possível contrução de casas", disse a prefeita da cidade, Ana Renata Lopes Freitas, ao governador durante o encontro.
Josefa Adriana da Silva, 32 anos, está na fila para receber donativos desde as 13h30. "Perdi parte da minha casa. O jeito é enfrentar essa fila para podermos passar alguns dias mais tranquilos. Mas o que está incomodando mesmo agora, além da falta de moradia, é esse cheiro muito forte de carniça. Isso está insuportável."
Marilei Oliveira Santos, 47 anos, também perdeu parte da casa com a enxurrada e foi para a fila pegar uma cesta básica para os parentes. "Meus irmãos e filhos ficaram sem a casa, que foi destruída por completo na enchente. Agora, esse cheiro está muito forte mesmo. Acho que deve ter muito animal morto nessa água e sob a lama."
Moradores esperam em fila e reclamam do mau cheiroMoradoras esperam em fila e reclamam do mau cheiro (Foto: Glauco Araújo/G1)
Anália Agripina da Silva, 66 anos, também está enfrentando o sol forte que incide sobre a região neste sábado para pegar água e alimentos. "É o suficiente para passar poucos dias, mas é um alento, já que perdi tudinho e estou ficando em casa de amigos."
Segundo o Major Aurivano Chiocheta, da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, coordenador do trabalho de levantamento de Avaliação de Danos (Avadan), é preciso otimizar o recebimento e a distribuição de doações na cidade. "Uma catástrofe com um registro de enxurrada brusca como essa que atingiu essas cidades de Alagoas nunca foi registrada no país. Alagoas foi brindada negativamente com esse efeito da natureza." Ele circulou por todas as cidades mais atingidas, e considera que a situação é mais grave em Branquinha, Rio Largo, União dos Palmares, Murici, Santana do Mundaú e São José da Laje.
A prefeita Ana Renata disse que recebeu em sua casa muitas doações nos primeiros dias após a enchente e que agora distribui lençol, colchão e roupas em uma igreja evangélica. Água e comida estão na igreja católica.
Fonte: G1

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Chega a 15 o número de mortes causadas pela chuva em Pernambuco


Dois corpos foram encontrados em Água Preta e um, em Barreiros.
Em Alagoas, cães farejadores participam de resgate.
Subiu para 15 o número de mortes causadas pela chuva em Pernambuco, desde a semana passada. Segundo balanço divulgado pela Codecipe, a coordenadoria de Defesa Civil estadual, foram encontrados dois corpos em Água Preta e um, em Barreiros.
Em Alagoas, outro estado do Nordeste atingido por enxurradas, foram confirmadas, até a manhã desta quarta (23), 29 mortes. Com isso, chega a 44 o número de óbitos provocados pelo mau tempo.
A Codecipe informa que 54 municípios pernambucanos foram atingidos pela chuva. Trinta decretaram situação de emergência e nove, de calamidade pública. Mais de 41 mil pessoas tiveram de deixar suas casas.
Já foram distribuídas mais de 266 toneladas de donativos nas cidades prejudicadas. Por dia, saem cerca de 15 caminhões carregados para as regiões que sofreram com enxurradas. Além de alimento e água, também foram levados produtos como colchões, cobertores, toalhas, lençóis, roupas e remédios.
Alagoas
Em Alagoas, pelo menos 15 municípios decretaram calamidade pública. No total, 177 mil pessoas foram afetadas.
Cerca de 600 estão desaparecidas. As buscas a essas vítimas devem começar nesta quarta. Quatro cães farejadores vão participar do trabalho de resgate em 15 cidades mais afetadas pelas chuvas em Alagoas desde a semana passada. Uma delas, a labradora Brasa, de 3 anos, saiu de Sergipe e já participou do resgate de vítimas no Morro do Baú, na região de Ilhota, em Santa Catarina, em 2008.
O secretário de Comunicação de Alagoas, Nelson Ferreira, contou que a enxurrada destruiu a ferrovia Transnordestina. O trecho mais danificado foi o de União dos Palmares. A mesma estrada de ferro já tinha sido destruída durante as cheias em 2000. “A ferrovia passou dez anos em obras e estava prestes a ser reinaugurada. Essa enchente levou tudo embora de novo”, disse.
Fonte: G1

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Chuvas no Agreste e Litoral podem ser acima da média

As chuvas no Agreste e Litoral potiguar serão normais ou acima da média. Essa foi a conclusão de meteorologistas que se encontraram ontem em Maceió em mais uma Reunião de Análise Climática. A previsão se estende para outros estados do Nordeste, na mesma região (Leste). Os resultados da Reunião dizem respeito aos meses de maio, junho e julho de 2010. Aquilo que se previu para o Semiárido nordestino continua a ter validade, com a ocorrência de chuvas em nível normal ou abaixo da média.
Rodrigo SenaBarragem Armando Ribeiro, em Assu, está com 79,88%. E a última medição foi feita no dia 15/04Barragem Armando Ribeiro, em Assu, está com 79,88%. E a última medição foi feita no dia 15/04
O consenso entre meteorologistas de todo o Nordeste é que a precipitação deve seguir essas faixas de probabilidade: 35% acima, 40% normal e 25% abaixo. Esse panorama tem a contribuição do enfraquecimento do El Niño e a permanência de temperaturas acima do normal no Oceano. Os meteorologistas ainda alertam para a possibilidade de chuvas intensas na região. Até o presente momento a estação chuvosa no Estado tem tido a característica de chuvas frequentes e pouco intensas, além da ocorrência de ventos fortes e descargas elétricas. As chuvas mais fortes ficam entre 40 mm e 60 mm.

Durante o mês de março, as chuvas na região Norte do Nordeste, o Rio Grande do Norte incluso, ficaram abaixo da média. Segundo informações da Emparn, “observaram-se novamente chuvas isoladas e veranicos prolongados durante março”. A contatação diz respeito aos estados da Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Piauí, além do RN. Na Bahia, o nível de chuva foi positivo, enquanto que em Alagoas e Sergipe, ocorreu um meio termo.

Para se ter uma ideia, em Natal a média de precipitação nos três meses investigados pelos meteorologistas vai de 209 mm, em julho, até 261 mm, em junho, passando por 239 mm em maio. Quando mais se adentra o interior do Estado, menor a média, oscilando entre 100 mm e 150 mm no Agreste. Para os próximos dias, a previsão é de céu parcialmente nublado com chuvas em praticamente todo o Estado. Na capital, a temperatura máxima fica em torno de 31ºC e a mínima entre 24,8ºC e 25ºC. As chuvas têm se concentrado nos últimos dias na região do Alto Oeste.

FONTE: Tribuna do Norte


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sexta-feira, 16 de abril de 2010

CHUVAS JÁ ELEVAM NÍVEL DE AÇUDES NO RIO GRANDE DO NORTE


As chuvas no Rio Grande do Norte, que tanto causaram transtornos na capital, já elevaram o nível dos açudes no interior do estado. No Oeste Potiguar, o reservatório do Roteador, no município de Umarizal, já está com 89% de sua capacidade preenchida. A preocupação com o Oeste é condizente com a previsão da Emparn de chuvas mais intensas para a região durante o mês de abril. De acordo com Adalberto Pessoa, presidente do Conselho Regional de Arquitetura (CREA), contudo, nenhum problema foi notificado até então. O CREA realizou vistoria das barragens e açudes potiguares em janeiro deste ano, constatando alguns problemas de manutenção, mas que não apresentavam comprometimento em curto prazo. Ainda segundo Pessoa, o maior índice pluviométrico registrado em área com barragens foi de 69 mm³. A assessoria da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) confirmou que como a previsão do setor meteorológico da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn) é de um inverno com chuvas abaixo da média, a possibilidade de problemas é pequena. É preciso considerar, no entanto, a frente fria advinda do Rio de Janeiro que avançou sobre o Nordeste, causando transtornos principalmente na Bahia e em Sergipe. De acordo com a Semarh, medidas devem ser estudadas para evitar complicações nas áreas de bacias hidrográficas no RN. A média do nível dos açudes no estado gira em torno dos 60% da capacidade ocupados. A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, a maior do RN, está 79% preenchida. Em Santana dos Matos, a Rio de Pedra já alcançou os 80%. A situação mais crítica está na Bacia do Trairi, no açude Santa Cruz, que já está com 91% de seu espaço ocupado. No total, o Rio Grande do Norte conta com 46 reservatórios distribuídos entre seis bacias hidrográficas. A preocupação, sobretudo com o início das chuvas, é de que eles transbordem e terminem por gerar problemas à população ou ao cultivo das culturas de áreas próximas.

Fonte: Rádio Princesa do Vale

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