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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Prefeitura oferece exame de mamogradia gratuitamente

A Prefeitura do Ipanguaçu em parceria com a Unidade Móvel de Mamografia Digital (Amigos do Peito) deu inicio ontem, 16, a oferta de exames gratuitos para prevenção do câncer de mama. A unidade móvel oferecerá 240 momografias o atendimento é agendado e pode ser marcado na Secretaria Municipal de Saúde, o atendimento acontece até a quinta-feira, dia 19. 

Para fazer o exame é necessário apenas a apresentação do cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), documento de identidade, CPF, comprovante de residência (com CEP) e o nome da mãe. É importante destacar que no mamógrafo móvel, a demanda é espontânea para as mulheres que fazem parte do grupo de necessidade – com idade entre 50 e 69 anos.

Semana do bebê acontece durante essa semana em Ipanguaçu


O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e a comissão Pró-Selo UNICEF promovem em parceria com a Prefeitura e outras entidades, mais uma “Semana do Bebê”. Com a programação aberta na noite dessa segunda-feira, 16, a semana prevê atividades até a sexta-feira direcionada a gestantes, mães e crianças.

Na noite desta segunda-feira, 16, a programação foi aberta na Câmara de Vereadores, com a mesa redonda: “Cuidar da Primeira Infância – Papéis diversos, amor de todos!”, a programação anual da Semana do Bebê vai promover atividades em toda a cidade.

Segundo o articulador do selo no município, Luiz Antônio Tavares, a semana do bebê se constitui como uma estratégia de articular a sociedade como um todo em torno da primeira infância.

“Esperamos reunir o maior número de pessoas envolvidas em trabalhos que valorizem e ajudem através das as ações dos mais variados setores, desde os que fazem a gestão aos que representam a sociedade civil organizada como igrejas e associações, na construção de um município melhor para as gestantes e nossos meninos e meninas na faixa etária de 0 a 6 anos”, disse o articulador, que acredita que será uma semana de mobilização e de prestação de serviços, com muita informação e acima de tudo, muitas demonstrações de carinho e amor pelas criancinhas ipanguacuenses.

Na quinta-feira, 19, a cidade realiza o Iº Seminário "Um município para as crianças" que vai reunir cerca de 100 convidados, entre profissionais de todas as áreas e representantes da sociedade ipanguacuense, além de autoridades. Nele, a enfermeira Delma Pontes que é coordenadora da atenção básica no município, discorrerá sobre os cuidados com o bebê, sob um olhar da área da saúde com base na experiência de quem já trabalhou em maternidade, porém apontando para a necessidade de cuidar do Bebê em todos aspectos. Além desse momento, os presentes, inclusive adolescentes e crianças da educação infantil, vão propor ações para a construção do Plano Municipal Pela Primeira Infância - PMPI de Ipanguaçu.
“Um dos principais objetivos da semana do bebê é a mobilização, critério de avaliação do Selo. Fazer com que toda Ipanguaçu conheça, participe e interaja”, reitera o articulador.

A programação completa da Semana do bebê está disponível no site: www.Ipanguacu.rn.gov.br.

Em Ipanguaçu, 3º Seminário Ler faz Crescer discute literatura, diversidade e direitos humanos



Enquanto muitos municípios potiguares discutem a inclusão dos termos gênero e diversidade sexual no Plano Municipal de Educação (PME), o município de Ipanguaçu, já com seu plano aprovado, mobiliza a comunidade escolar e a sociedade civil na luta pelo diálogo e respeito no ambiente escolar e fora dele. Na última semana, de 11 a 13 de novembro, a cidade foi sede da 3ª edição do Seminário Ler Faz crescer, que trouxe como tema: “A terceira margem do rio: leituras do diverso, imagem do outro”.
Ocorrido no câmpus do IFRN-Ipanguaçu, educadores, especialistas e a comunidade acadêmica local, estadual e de outras unidades federativas como RS, CE e PB, fizeram parte de uma sequência de círculos de conversas sobre leitura, literatura, diversidade e direitos humanos.

O seminário recebeu 31 convidadas e convidados vindos de vários lugares do RN: Itajá, Assú, Mossoró e Natal, além de outros estados brasileiros, como Ceará, Paraíba e Rio Grande do Sul. A participação dos convidados foi fundamental no enriquecimento do seminário. “Foram compartilhados conosco os dias de luta, militância, dedicação, diálogo e até de embates em defesa da formação cidadã, da formação de leitores, da formação de um país melhor para nós, brasileiras e brasileiros. E tudo isso, evidentemente, passa pelo chão da escola”, afirma o prof. André Magri, coordenador do seminário. 

A secretária de Educação do município, a professora Jeane Dantas, destaca que o seminário realizado promove uma importante discussão que deve ter início no ambiente escolar, e que essa discussão age com grande relevância no empoderamento da sociedade enquanto as amarras sociais ainda muito presente no contexto atual. “Nossos educadores tem papel fundamental na formação de nossos alunos. Não existe doutrinação, existe formação de uma sociedade consciente, de seus direitos e deveres, e para isso é necessário a formação enquanto leitores. Os muros das escolas estão rompidos há muito tempo, e a escola tem representatividade social, mas para isso é preciso saber como utilizá-la”, disse.

Durante os três dias, entraram nos ciclos de conversas a luta em defesa da formação de leitores, trazendo ao debate o valor da luta negra, a importância da educação na desconstrução de preconceitos e discriminações em relação às religiosidades e não-religiosidades que fogem ao cristianismo, como também a luta do empoderamento das mulheres e da população LGBTT. 

A professora Marina Ridel, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, avalia o seminário como uma “forte política pública em defesa dos direitos humanos na sociedade”. O educador em língua materna, professor Alan Dantas, afirma que “este seminário em Ipanguaçu é vanguarda, é sinal de tempos de esperança e luta na construção de uma cidade de leitores potencialmente mais humanos”. A Elinadja Fonseca, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, destacou o “caráter multicultural e abrangente do seminário, o que contribui com o fortalecimento da formação docente dos participantes”, ao passo que a estudante Carolina Porto, da Universidade Federal da Paraíba, encara a ação como “espaço indispensável e empoderador das populações marginalizadas socialmente no país”.