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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ta explicado o motivo das aeronaves por Ipanguaçu

Caças cortam os céus do RN em confronto militar simulado
Maior exercício de guerra aérea da América Latina envolve forças de 12 países

Ontem, o céu do Nordeste brasileiro novamente foi palco do maior exercício de combate aéreo combinado da América do Sul, a Operação Cruzeiro do Sul V (Cruzex V). Jornalistas de diversos países e vários estados brasileiros participaram do "Media day", ou dia da imprensa, fazendo a cobertura da operação a bordo do C-130 Hércules para captar imagens dos caças brasileiros e estrangeiros em pleno combate. A Cruzex V, que prossegue até o dia 19 de novembro, tem a participação das forças aéreas do Brasil, Estados Unidos, França, Argentina, Chile e Uruguai, trazendo para o Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco 92 aeronaves. São os caças A-1, A-29 e F-5EM, do Brasil, IA-58 do Uruguai, F-16 do Chile e dos Estados Unidos, Rafale e F-2000 da França. Mas as atenções estavam especialmente voltadas para as aeronaves F-16 (EUA) e Rafale (França) que estão sendo pretendidas pelo governo brasileiro. 
Aviões da Europa e das Américas  são utilizados na operação,
que segue até o dia 19  Foto:Fábio Cortez/DN/D.A Press
A guerra aérea simulada acontece a partir de um conflito fictício envolvendo a invasão do país Amarelo pelas tropas do país Vermelho e a posterior intervenção de uma coalizão liderada pelo país Azul. No mapa real, Natal, Recife e Campina Grande concentram a maior parte das aeronaves envolvidas, enquanto, a partir da Base Aérea de Fortaleza, vão operar as forças hostis. Somente na capital potiguar serão 66 aeronaves envolvidas no Exercício, sendo 31 estrangeiras. No total, participam 2,5 mil militares brasileiros e estrangeiros, incluindo observadores da Bolívia, Equador, Canadá, Reino Unido, Colômbia e Paraguai.

Segundo o brigadeiro Burnier, diretor de Exercício da Operação coordenada pela Força Aérea Brasileira, a Cruzex V tem o objetivo principal de treinar as forças aéreas envolvidas no planejamento de operações combinadas com países aliados, nos mesmos moldes utilizados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em conflitos internacionais. "Os militares brasileiros e estrangeiros poderão treinar no contexto de uma moderna estrutura de comando e controle unificadodo poder aéreo, além de possibilitar a troca de experiências e conhecimento". 

Oponentes x aliados

No maior exercício de guerra aérea realizado na América Latina, os céus do Nordeste foram ornamentados com Rafales, F-16, Mirages, F-5, além de outros caças que formaram uma Força de coalizão poderosa, mas que para ter sucesso na operação precisaram estar afinados como numa orquestra. Sobre as missões da Força Aérea do País Vermelho, a nação fictícia criada para se opor à Força de Coalizão da Cruzex V, elas partiram da Base Aérea de Fortaleza (BAFZ). De lá foi feito todo planejamento da operação militar, sendo montada uma forte estrutura de Telecomunicações e Tecnologia da Informação necessárias para o controle do espaço. Para a comunicação por satélites, foram instaladas 17 antenas distribuídas em Fortaleza, Natal, Recife, Campina Grande (PB), Mossoró (RN), Sousa (PB), Caicó (RN), Iguatu (CE) e Morada Nova (CE). 

Como num jogo virtual, a operação cria situações diferentes a cada exercício, recebendo animaçõesdas forças oponentes que a todo instante tentam dificultar o trabalho da força aliada. "São eventos planejados para gerar dificuldades com a finalidade de treinar o lado azul", explica o diretor Burnier, reforçando que toda essa operação resulta em ensinamentos para todas as organizações envolvidas"

Fonte: Diário de Natal

Tiririca 'leu e escreveu' em audiência, diz presidente do TRE-SP


Deputado federal eleito participou de audiência na Justiça eleitoral.


Processo apura escolaridade e veracidade da declaração de alfabetização.

Tiririca acena ao chegar ao prédio do TRETiririca acena ao retornar ao prédio do TRE-SP após o almoço (Foto: Roney Domingos/ G1)













O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, desembargador Walter de Almeida Guilherme, disse na tarde desta quinta-feira (11) que o deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, "leu e escreveu" durante audiência realizada para apurar a veracidade de sua declaração de escolaridade.
A sessão foi retomada à tarde para que sejam ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa. Tiririca não quis se submeter à coleta de material para perícia, mas o desembargador entende que a realização do teste acabou superando a necessidade de nova análise de sua grafia. "Este teste acabou dando o resultado que daria a própria perícia", disse o desembargador.
O presidente do TRE não quis comentar o desempenho de Tiririca, deputado federal mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos.
"Não conheço o processo e seria leviano dizer. É o juiz (responsável pelo caso) que vai dizer isso", afirmou o desembargador. "Foi ditado e ele escreveu. Se escreveu mal ou bem, não vou dizer, não sei. Na hora de ler, ele leu. Se bem ou mal, é o juiz que vai avaliar", afirmou.
Durante o teste, Tiririca teve de ler o título e o subtítulo de duas páginas de um jornal paulistano. Os textos são da edição desta quinta: uma reportagem sobre o filme que homenageia Ayrton Senna e outra sobre a ação do Procon sobre estabelecimento que vendia produto vencido.
Ele também foi submetido a um ditado, extraído do livro “Justiça Eleitoral – Uma Retrospectiva”. O deputado eleito teve de reproduzir o seguinte trecho: “A promulgação do Código Eleitoral, em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral”.
"Ele veio de manhã para fazer eventualmente uma perícia. Ele se recusou a fazer a perícia como permite a lei no sentido fazer dado de auto-incriminação. Mas o juiz na sua prerrogativa pediu a ele que se submetesse a um teste. Então o juiz fez um ditado, aleatoriamente, que caiu na página 51. Ele escreveu aquilo que foi dito. Depois o juiz perguntou se ele se submeteria a um teste de leitura e ele leu, título e subtítulo", afirmou Guilherme.
Tiririca chegou por volta das 9h à sede do TRE, na Bela Vista, região central de São Paulo. Ele estava acompanhado por seguranças, que estavam em outro veículo. Antes de entrar no elevador, fez um breve aceno aos repórteres que o aguardavam em frente ao edifício.
Segundo o presidente do TRE, é possível que a Justiça Eleitoral decida ainda nesta quinta a ação penal. “É possível que ele [o juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloisio Sérgio Rezende Silveira] decida hoje”, disse o desembargador ao chegar ao tribunal.
Ação penal
Segundo o TRE, a resolução nº 23.221 dispõe que "a ausência do comprovante de escolaridade poderá ser suprida por declaração de próprio punho, podendo a exigência de alfabetização do candidato ser aferida por outros meios, desde que individual e reservadamente".

A denúncia, oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), foi recebida em 4 de outubro com base no artigo 350 do Código Eleitoral, que prevê pena de até cinco anos de reclusão e o pagamento de multa por declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita para fins eleitorais em documento público.
Fonte: G1