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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Segundo Maurílio Pinto // Detento teria intermediado negociações entre mandante e executor do crime

Aposentado há cerca de duas semanas, o delegado Maurílio Pinto revela que obteve informações que um presidiário, cujo nome não foi dito, teria intermediado as negociações entre o mandante e o executor do assassinato do advogado e empresário Anderson Miguel, ocorrido em 1º de junho. No entanto, o delegado Marcos Vinícius, da Delegacia de Homicídios (Dehom), afirma desconhecer o fato e diz que pedirá novo prazo para concluir as investigações sobre o caso, que completou dois meses sem solução ou prisão de suspeitos.

Maurílio Pinto afirma que recebeu essa informação no início das investigações. Segundo ele, trata-se de um detento do Presídio de Alcaçuz. Essa pessoa, de acordo com o delegado, intermediou o acordo feito entre o suposto mandante do crime e o pistoleiro que executou Anderson Miguel. "Ficou claro que se tratava de um crime de pistolagem". Maurílio ressalta ainda que "o assassino foi muito bem orientado, de forma a não cometer qualquer erro e não ter dificuldades para executar o plano".

Conforme o "Xerife", agora aposentado, todas essas informações foram repassadas para a equipe da Dehom e, inclusive, tal presidiário teria prestado depoimento à Polícia. Maurílio Pinto acredita ainda que a Polícia já tem identificados tanto o mandante quanto o assassino. O delegado também garante que o crime está relacionado à Operação Higia, na qual Anderson Miguel estava sendo investigado por um suposto esquema de desvio de verbas públicas e fraudes em licitações de contratos de higienização hospitalar no governo Wilma de Faria.

O delegado Marcos Vinícius, que investiga o caso pela Polícia Civil, nega ter recebido tais informações ditas por Maurílio. Ele afirma que vai pedir mais tempo à Justiça para concluir o inquérito sobre o crime, cujo prazo se encerrava ontem. O delegado diz não poder adiantar as informações obtidas no caso, pois tudo está correndo em sigilo.

Anderson Miguel foi morto em seu próprio escritório, em Lagoa Nova, no final da tarde de 1º de junho deste ano. De acordo com a Polícia, um homem entrou no estabelecimento e pediu para ser atendido pelo advogado, afirmando ter uma questão de pensão alimentícia. O suspeito foi recebido pela vítima e, assim que entrou na sala, atirou contra o empresário, fugindo logo em seguida. (Paulo de Sousa).

Fonte: Diário de Natal

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