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sábado, 1 de setembro de 2012

Presidente da Câmara Municipal de Assu é suspeito de encomendar morte de deputado

Joana Lima


Polícia Civil e Ministério Público concederam coletiva na manhã desta sexta
Marksuel Figueredo/Jornal De Fato - Da Redação Natal

Um Deputado Estadual, que tem sua identidade mantida em sigilo pela Polícia Civil, estava no alvo do bando do presidente da Câmara Municipal de Assu, vereador Odelmo de Moura Rodrigues, preso na tarde de ontem (30), no município, por suspeita de envolvimento em vários homicídios que aconteceram na região do Vale nos últimos 20 anos.

De acordo com o delegado Odilon Teodósio, diretor da Divisão de Polícia do Oeste (Divipoe), com sede em Mossoró, Odelmo era o mentor intelectual do grupo que aterrorizava a região. Odilon é quem conduz a investigação que recebe o nome de Malassombro.

O vereador teria contratado dois pistoleiros identificados como Paulo Douglas e Valdemar Ulisses para matar o Deputado, mas como o serviço não foi feito, os dois acabaram sendo executados, possivelmente a mando do próprio Odelmo.

O presidente da Câmara Municipal de Assu já tinha sido preso em junho desde ano durante a deflagração da operação "Mal Assombro". Ainda segundo o delegado, contra o bando pesam mais de 20 homicídios por diversos motivos.

"Não vou dizer que o motivo era apenas político. Poderia ser político, poderia? Mas o grupo chegava a matar até por motivos fúteis e por queima de arquivo também", disse Odilon Teodósio.

Aliás, a queima de arquivo teria sido o motivo da morte de Joaquim Gomes, executado com quatro tiros em 29 de fevereiro do ano 2000, às 22h, na Avenida Prudente de Morais, no bairro de Petrópolis, Zona Sul de Natal, por quatro homens que chegaram em um palio de cor verde, quatro portas.

Joaquim Gomes tinha morado em Assu e suspostamente era pistoleiro do bando, expulso da cidade por desavenças. "Temos informações, que na época, deram 24h para o Joaquim sair da cidade, mas depois vieram em Natal e o mataram", disse o delegado.

Um motorista identificado como Cândido Henrique de Medeiros é testemunha do caso e também teria sido vítima com um tiro deferido contra ele. Cândido estava no local, quando o crime aconteceu.

Segundo as investigações, o irmão de Odelmo, Aureliano Rodrigues da Silva, também fazia parte do bando. De acordo com a polícia, Aureliano era pistoleiro e foi preso em março deste ano no Rio de Janeiro, porque tinha contra ele três mandados de prisão em aberto.

Aureliano foi transferido para Natal e chegou a ser reconhecido por Cândido, em agosto, como o autor dos disparos que acabou executando Joaquim Gomes 12 anos atrás, além do tiro que veio em sua direção.

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