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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Ipanguaçu conquista o Prêmio Construindo a Nação pelo quarto ano consecutivo e é destaque na luta em defesa da leitura no RN




Ipanguaçu, cidade localizada a 214 km da capital potiguar, vem se destacando na educação pública brasileira como um município premiado e cujo reconhecimento advém muito especialmente das políticas públicas em defesa do livro, da leitura, da literatura e da escrita como direitos inalienáveis das crianças e adolescentes ipanguaçuenses. Este cenário promissor é justificado pelos resultados que têm sido alcançados pelas escolas da rede municipal no combate ao analfabetismo e na militância em favor da formação de leitores. Desde 2009, a gestão pública tem reconhecido o papel emancipador da educação e investido nos profissionais, nas crianças e na leitura.

Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, Selo Escola Solidária e reconhecimento nacional, através do Portal do Professor do Ministério da Educação; e internacional, pela ocasião da visita de membros da Associação Internacional de Pedagogos de Cuba, figuram como grandes conquistas da educação básica ipanguaçuense no campo das linguagens. A cidade ainda vive momentos ímpares no seu processo de constituição como modelo de município leitor: a presença de Ilderlânia Siqueira (12) e Carlos Camilo (15), bem como das professoras Adrilene Souza e Diana Lopes, respectivamente, como semifinalistas nas categorias poema e crônica na Edição 2014 da Olimpíada de Língua Portuguesa “Escrevendo o Futuro”, organizada bianualmente pelo Ministério da Educação, CENPEC e parceiros.

O aluno Carlos Camilo e sua professora, Diana Lopes, participaram da semifinal em Porto Alegre (RS) e a cidade mais uma vez sagrou-se como singular ao lidar com a palavra como matéria de transformação: Camilo e Diana representarão a cidade e o RN na final do gênero crônica, em Brasília (DF) no mês de dezembro.

O Prêmio Construindo a Nação, iniciativa do Instituto da Cidadania Brasil junto com a CNI-SESI , Fundação Volkswagen e apoio nacional do CIEE- Centro de Integração Empresa-Escola e pelo CONSED - Conselho de Secretários de Educação, entre outros apoiadores regionais, aparece nos autos da história do município como selo da competência da educação ao lidar com a formação de leitores. Desde 2010, Ipanguaçu é agraciada com a premiação e instaura-se, portanto, como a única cidade potiguar premiada por quatro anos consecutivos, sendo dois deles com o primeiro lugar.

Em 2010, o projeto escolar “Literatura de Terror: uma visita à elegante essência do medo” foi destaque social dentre os inscritos. Já em 2011, defendendo a literatura popular e regional, a cidade alcançou o primeiro lugar na categoria ensino fundamental com o projeto “Identidade e Voz do povo nordestino na literatura regionalista”. Em 2012, a vez foi da Literatura Brasileira com o 3º lugar na categoria ensino fundamental com o projeto “De Caminha a Lobato: a evolução da literatura brasileira”. Os três projetos premiados partiram da comunidade escolar da EM Adalberto Nobre de Siqueira, no assentamento Tabuleiro Alto. Em 2013, toda a rede foi premiada com as atividades do projeto institucional “Ipanguaçu, Cidade que Lê”, política pública implantada em 2009 com o objetivo de erradicar o analfabetismo funcional e formar leitores competentes e sensíveis.

A premiação foi realizada na tarde do último dia 13 de novembro de 2014, no Auditório Nilson de Sá, SENAI, Mossoró. Estiveram presentes todas as escolas e instituições vencedoras da edição 2013 do prêmio. A caravana ipanguaçuense contou com 75 pessoas, entre crianças, adolescentes e professoras das escolas municipais, contando também com a presença do prefeito da cidade, Leonardo Oliveira, e da secretária de educação, Profª. Jeane Dantas. A cidade foi premiada com o 1º lugar na categoria Políticas Públicas e Privadas, selecionada entre mais de 150 projetos inscritos.

Para o prefeito Leonardo Oliveira, “as últimas conquistas do município só deflagram nosso comprometimento com a educação pública e a formação de leitores. É um compromisso da gestão: investir na transformação, que só ocorre pela educação”. Nas palavras da secretária Jeane Dantas, o Ipanguaçu, Cidade que Lê é a mais importante política pública municipal em defesa do direito à aprendizagem da leitura e da escrita. “Nosso foco é a formação de professoras mediadoras de leitura, que por sua vez atuarão na formação de crianças e jovens leitores De literatura, principalmente”, destaca. 

A professora da EM Adalberto Nobre de Siqueira, Jaiza Lopes Dutra Serafim, destaca que “o importante é que as crianças entendam que a maior justificativa para a premiação é o ato de ler, é valioso que elas percebam que foi o envolvimento delas com o texto literário que as levou à conquista. Premiação, sim. Mas leitura, antes de mais nada”.

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