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sábado, 31 de agosto de 2013

PMDB rompe com Rosalba, mas libera aliança com o DEM nos municípios

Henrique oficializa rompimentoHenrique oficializa rompimento
Após cerca de duas horas de discussão interna, o PMDB potiguar anunciou afastamento do governo Rosalba Ciarlini (DEM).

A decisão foi comunicada em entrevista coletiva concedida pelo presidente estadual da sigla, Henrique Alves, que também preside a Câmara dos Deputados. 

De acordo com Henrique Alves, a decisão será explicada a prefeitos, vice-prefeitos e vereadores na próxima semana. Ele garantiu de antemão que a medida não afetará alianças do PMDB com o DEM em nível municipal e isso inclui Mossoró. "A decisão é em nível estadual. Não afeta os municípios. Os diretórios têm autonomia para se aliar a DEM, PT ou qualquer outra legenda. Isso não afeta as alianças municipais. Isso não afeta a autonomia do partido nos municípios", acrescentou.


Na coletiva, o termo rompimento foi tratado como um tabu. Henrique preferiu usar termos como "afastamento do projeto político e pessoal da governadora" ou "adotar uma posição de independência".

Em seguida, Henrique deu o tom do que justificaria tamanha cautela em relação ao governo. "Ela sempre teve um tratamento respeitoso e carinhoso com todos nós, mas a maneira como ela trata a política não foi possível realizar esse projeto com essa aliança", explicou tentando indicar que questões de ordem pessoal não influenciaram na decisão.
Sobre a possibilidade de outros partidos seguirem o PMDB, Henrique declarou não ser da alçada dele abordar essa questão. "Não cobraremos nada de nenhum dos partidos aliados. Esse é um caminho do PMDB", acrescentou. Espera-se que PR, PMN e PSDB também deixem a aliança com o DEM.

Sobre as eleições, Henrique disse que o PMDB está aberto ao diálogo com as legendas de oposição e até mesmo o DEM via o senador José Agripino. "Vamos dialogar com todos os partidos", garantiu.

Ele acrescentou que isso também vale para a chapa proporcional. "Tenho tido conversas informais com vários partidos sobre a proporcional, mas nada é definitivo", disse.
O presidente do PMDB estadual também indicou que o rompimento de ontem não terá efeitos em questões administrativas. "O que o Estado precisar contará 100% com o meu esforço e o do ministro Garibaldi", concluiu.

Confira a matéria completa no O Mossoroense (aqui).

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