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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Professores da UFERSA iniciam greve e aulas são paralisadas

Fred Veras

Greve não tem previsão para o fim
Ramon Nobre/Da Redação
Os alunos das duas universidades públicas de Mossoró tem algo em comum: estão sem aula. Após os professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), paralisarem o calendário pela segunda vez em menos de dois anos, foi à vez da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), também entrar em greve.
Em Assembleia Geral realizada na última terça-feira, os docentes da universidade federal decidiram por unanimidade paralisarem as aulas a partir do dia de hoje. Os motivos que levaram os professores a aderir à greve foram vários. Entre eles, o principal é a estruturação dos cargos e o desenvolvimento da carreira acadêmica.

O professor de computação da Ufersa, Paulo Gabriel Gadelha, foi claro e objetivo ao dizer porque a greve não tem previsão para o fim. “Sem tempo definido. Depende do governo respeitar a gente, o que é difícil”, limitou-se.
Os técnicos-administrativos da Ufersa estão com o indicativo de greve marcado para o próximo dia 30 deste mês, e também podem aderir ao movimento. A aluna do curso de Biotecnologia, da Ufersa, Sara Costa, afirmou que compreende o motivo da greve.
“Um escrivão da polícia que tem nível médio ganha mais que um professor que tem doutorado”, comentou. Adolpho Lucas, estudante de Direito, da Ufersa, também é a favor da greve. “As reinvindicações da classe docente é super válida, tanto na questão da melhoria de trabalho, quanto na questão salarial. O reajuste proposto pelo governo federal é muito insuficiente. A educação merece maior investimento”, disparou.
Naciona - O Sindicado Nacional dos Doscente das Instituições de Ensino Superior (ANDES), informa que a categoria pede carreira única e incorporação de gratificações em 13 níveis renumeratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário do Diesse (R$ 2.329,35).
A decisãopela greve foi tomada sábado passado, em Brasília, em reunião que contou com representação de 60 pessoas de 43 instituições federais, entre estas a UFERSA.

UERN continua em greve
Nenhuma novidade na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, que completou no dia de ontem duas semanas de greve. Em assembleia realizada na manhã de hoje na Associação dos Docentes da UERN (ADUERN), ficou decidido que pelo fato de o governo não ter enviado nenhuma proposta onde inclui o reajuste de 10,65% para o mês de maio, a greve continua por tempo indeterminado. O presidente da Aduern, Flaubert Torquato, afirmou que espera uma resposta do governo nos últimos dias.
“A categoria avalia que a greve tem se intensificado com as mobilizações que estamos fazendo, além de estarmos agregando mais pessoas. Já que o Governo do Estado não enviou uma resposta para os professores, a greve foi mantida. Agora esperamos que o governo se manifeste para podermos definir os rumos do movimento”, explicou. Será realizado um protesto na noite de hoje, às 19h, um protesto silencioso na Colação de Grau no Campus Central da Uern. Os professores participarão da solenidade com uma tarja vermelha anunciando a greve na Universidade. Essa mesma mobilização já foi realizada na última terça-feira, 15, em Assu.
Jornal de Fato

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