
Em compensação, os demais itens da pauta, responsáveis no ano passado por uma faturamento de US$ 150 milhões, como mamão, banana, castanha de caju, manga, pescados e melancia, registraram uma severa redução na comparação com o mesmo período de 2008.
Ontem, o recém-empossado secretário de Desenvolvimento Econômico, Francisco de Paula Segundo, levou 10 produtores para um encontro com a governadora Wilma de Faria. Na pauta, examinaram-se possibilidades para atenuar os efeitos da crise econômica sobre o desempenho do agronegócio do Estado.
O secretário Francisco de Paula minimizou a queda nos resultados das exportações de melão, que no primeiro trimestre de 2009 registaram uma diminuição de 35,5% em relação ao mesmo período de 2008. “Estamos no fim de safra e esses desempenho tem mais a ver com o regime climático do que propriamente com os negócios de exportação”, afirmou.
Já a queda registrada nas exportações da banana (-49,6%) podem ser debitadas às chuvas que provocaram grandes perdas nas áreas dos projetos da Del Monte, em Ipanguaçu – reconheceu o secretário.
Com o camarão a situação continua grave. A queda nas exportações do primeiro trimestre (- 32,8%) é resultado em boa parte das chuvas que castigaram regiões produtoras, como Pendências e Potiporã, onde estão instaladas as principais empresas exportadoras do Estado.
Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha que a queda nas exportações registradas no trimestre é resultado de um conjunto de fatores que vai do clima, falta de apoio oficial aos criadores e preços pouco competitivo praticado no mercado europeu em relação ao interno. Mesmo assim, afirmou Itamar Rocha, os produtores não têm qualquer interesse em abandonar o mercado externo.
Wilma reúne produtores para viabilizar crédito
Depois de viabilizar junto ao BNDES linha de crédito especial, com juros diferenciados, para os fruticultores da região Oeste, a governadora Wilma de Faria intermediou em reunião realizada na Governadoria, a concessão de financiamento pelo Banco do Nordeste para os fruticultores de Mossoró e do Vale do Assu, que enfrentam dificuldades na comercialização e produção, em particular, do melão, em razão da crise financeira mundial.
Representantes de 10 empresas exportadoras compareceram à reunião, na qual a governadora, mais uma vez, manifestou preocupação com o setor, que vem diminuindo a exportação da fruta para a Europa, principal mercado consumidor do melão produzido no Rio Grande do Norte. Neste novo encontro, a governadora Wilma de Faria convocou o superintendente do Banco do Nordeste, José Maria Vilar, para discutir com os empresários a liberação de recursos para financiamento de custeio e investimento. O setor sofreu uma redução de 20% do mercado, motivado pela crise financeira internacional.
Outras providências também ficaram de ser adotadas para socorrer os fruticultores neste momento de dificuldade, como o estudo de benefícios fiscais sobre as embalagens, que representam 32% do custo das empresas exportadoras. A governadora ainda assegurou fazer gestão junto ao governo federal para agilizar os repasses provenientes da Lei Kandir.
FONTE: Tribuna do Norte
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