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terça-feira, 10 de março de 2009

Professores da rede estadual e municipal decidem manter greve

Os professores das redes estadual e municipal de educação decidiram manter a greve, deflagrada desde a semana passada, por tempo indeterminado. Apesar das propostas apresentadas, a categoria optou pela manutençãoo do movimento por julgar que a proposta não beneficiar toda a categoria. De acordo com a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte), Fátima Cardoso, a paralisação já chega a 95% das escolas municipais e 85% da rede estadual. ``Queremos 100% das escolas paralisadas'', conclamou a coordenadora durante a assembléia deliberativa. A manutenção da greve dos professores foi decidida na tarde de hoje em assembléia realizada no Colégio Estadual Winston Churchill.

Para o secretário estadual de Educação, Ruy Pereira, a manutenção do movimento é uma demonstração de insensibilidade da categoria. ``Lamento a decisão. Afinal, quem é que estuda em escola pública? Os filhos do povo, que não tem para onde ir'', criticou. O secretário desafiou os professores a apresentarem lgum colega que lecione em rede privada que tenha ganhos mensais superiores ao apresentado na mais recente proposta do governo. ``Desafio que me mostrem um professor de escola privada que ganhe isso que apresentamos. Que tem um patrão que recolhe todos os direitos em dia como o Governo do Estado faz. Ou que chegue atrasado e saia mais cedo como se faz nas escolas p£blicas'', disparou.

A proposta apresentada pelo governo do estado prevê a implantação da publicação e pagamento da promoção vertical e horizontal com efeito financeiro a partir de abril desse ano, adiantamento de uma letra (classe) para todos os servidores e implantação do piso proporcional a carga horária. Essa proposta, enfatiza o secretário estadual, provoca um impacto superior a R$ 63 milhões.

Os profissionais cobram a adoção do piso salarial nacional para professores, de R$ 950, com progressões de acordo com o estabelecido pelo plano de carreira da categoria, criado de 2006. Esse plano divide os professores em níveis de qualificações e garante aumento de 40%, em relação ao salário-base, para os docentes do segundo nível, 70% aos do terceiro nível e 130% para os do quarto. Os professores também querem o pagamento de valores atrasados relativos às promoções salariais, a incorporação de gratificações, a realização de concurso público, o incentivo à formação docente e a implantação de um plano de carreira dos funcionários.



FONTE: DN ONLINE

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