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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Artesãos de comunidade quilombola de Ipanguaçu ministram oficina durante encontro com escoteiros




Desde 2011 quando os moradores da comunidade quilombola de Picada, localizada no município de Ipanguaçu, foram qualificados no curso para a produção de artesanato com a fibra da bananeira, os integrantes vêm gerando renda e melhorado a vida de suas famílias.

Está semana, por exemplo, eles que também integram a Associação Renascer dos Artesãos, fundada logo após os cursos, foram convidados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para ministrarem o oficinas durante o VI Jamboree Nacional Escoteiro, que reúne além de escoteiros de todo o Brasil também grupos de outros país. O encontro acontece até este sábado (17) no acampamento montado no Parque Aristófanes Fernandes, na cidade de Parnamirim/RN.

Emerson Emanuel, 26, é presidente da associação e fala que o trabalho que esta sendo levado a outras cidades do estado além de outras partes do Brasil, prova o inicio do reconhecimento do trabalho produzido pela comunidade. “É o começo do resultado do trabalho que começou lá em 2011, quando a Secretaria de Assistência Social levou o curso para nós moradores. Hoje estamos expondo nosso trabalho em outros estados, como da última vez que estivemos em Campina Grande, além, claro, de expandir a comercialização para diversos estados”, fala Emanuel. 

Antes mesmo de a comunidade ser reconhecida como remanescente quilombola, o governo municipal vem investindo na qualificação em busca de melhorar a qualidade de vida e consequentemente a renda familiar dos moradores da localidade. 

Instruídos e qualificados na área do artesanato, os moradores usam a fibra da bananeira encontrada em abundância na cidade, para confecção e produção artesanal de bolsas, pastas, abajures, entre outros produtos decorativos com a matéria-prima da bananeira. 

Ele ainda fala que a renda das famílias tem melhorado a cada dia, hoje a renda familiar dos artesões tiveram um acrescimento extra de 30% a mais. “Se existe gestores preocupados como tem em Ipanguaçu, muita coisa mudaria, porque há uma preocupação em ensinar a pescar e não dá o peixe. Porque isso é um investimento na vida de muitos, que acreditam em um futuro melhor para as nossas famílias”, reitera o artesão. 

Com ajuda de interpretes, os artesões ensinaram durante as oficinas além dos escoteiros brasileiros, aos mexicanos, americanos, chilenos e portugueses. 

Para a Secretária municipal do Trabalho, Habitação e Assistência Social, Cristina Oliveira, fala que a participação dos artesões da comunidade de Picada nas feiras de artesanatos pelo Brasil e hoje compartilhando os conhecimentos com outras culturas e pessoas provam o caminho certo do trabalho desenvolvido no município, “temos acreditado na emancipação de nosso povo, e fortalecido com ações diretas. Com ações articuladas com as secretarias de educação e a cultura, na qual temos conquistado cada vez mais resultados que nos alegra quando vemos um projeto como este caminhando pelo país a fora”, frisa à secretária.  

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