Edição de sábado, 30 de abril de 2011
Diário de Natal:
Sangria do Pataxó desabriga 60 famílias
Chuvas também já fizeram a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves exceder sua capacidade máxima
As chuvas já começaram a causar estragos no Vale do Açu. No município de Ipanguaçu, 60 famílias estão desabrigadas e 13 comunidades estão isoladas devido à "sangria" do açude Pataxó. Ontem, o reservatório estava com uma sangria de 17 centímetros de lâmina d'água, o que preocupa a população ribeirinha. O acumulado de chuvas do ano no município de Ipanguaçu chegou nesta semana a 637,8 milímetros, segundo a Emater. As precipitações também já fizeram a maior barragem do Estado, Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, exceder sua capacidade máxima.
As famílias desalojadas foram transferidas para abrigos temporários da prefeitura e para a residência de parentes e amigos. De acordo com tenente-coronel Acioli, coordenador estadual da Defesa Civil, se as chuvas persistirem e o nível do açude continuar a subir, o número de famílias desabrigadas pode chegar a 320. "Amanhã estarei em Ipanguaçu para verificar a situação in loco. Mas já solicitamos ao Comando do Corpo de Bombeiros o envio de militares para auxiliar a população", disse. Segundo ele, a Defesa Civil também está levando para o município embarcações para auxiliar as famílias que estão nas comunidades que foram isoladas pelas chuvas.
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Jornal de Fato
Barragem Armando Ribeiro sangra e preocupa municípios do Vale
A previsão se confirmou e a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, localizada no município de Itajá, sangrou na manhã dessa sexta-feira, 29.
A previsão se confirmou e a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, localizada no município de Itajá, sangrou na manhã dessa sexta-feira, 29.
Entre a tarde de quinta-feira, 28, e às 11h30 de ontem, momento da sangria, o volume de água da barragem subiu os 16 centímetros que ainda restavam para o sangramento. Na tarde de ontem, a lâmina de água já era de 4 centímetros. A previsão era que a barragem amanhecesse esse sábado com uma sangria de 10 a 15 centímetros.
"A sangria foi apressada por uma forte chuva que caiu na noite de quinta-feira no município de Santana do Matos, fazendo com que muita água chegasse até a barragem", informou o técnico do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), responsável pelo monitoramente da Armando Ribeiro Gonçalves, Geraldo Magela.
Desde que foi inaugurada, em 1983, essa é a 13ª vez que a barragem sangra. A primeira sangria, em 1985, foi a maior já registrada, chegando a 4,5 metros. Em 2008, o sangramento chegou bem perto do recorde: 4,32 metros.
Muita gente foi até a barragem para ver o momento em que a água suplantou as barreiras de concretos. A expectativa é que a partir de agora centenas e até milhares de pessoas viagem até Itajá para conferir o que é chamado de espetáculo.
Por enquanto, o acesso de veículos até a Armando Ribeiro Gonçalves está liberado, mas será proibido caso a sangria alcance dois metros.
A Armando Ribeiro Gonçalves é a maior barragem do Rio Grande do Norte, com capacidade para armazenar 2,4 bilhões de metros cúbicos de água.
Uma riqueza que promove desenvolvimento, mas também causa bastante preocupação.
A partir da sangria da barragem, vários municípios da região do Vale do Açu entraram em alerta.
Porém, com exceção de Ipanguaçu, os demais municípios ainda demonstraram tranquilidade.
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A cada hora e a cada dia que passa mais famílias sofrem com a enchente no município de Ipanguaçu. Na tarde dessa sexta-feira, 29, o número de famílias desabrigadas ou desalojadas já passava de 80, quase o dobro do registrado no dia anterior.
A Prefeitura de Ipanguaçu interrompeu as aulas na Escola Municipal Presidente Lula, no bairro Presidente Lula, para abrigar as famílias que foram expulsas de casa pela água e que não têm para onde ir.
Durante toda sexta-feira, 29, a Prefeitura concentrou forças no trabalho de limpeza do rio Pataxó num trecho de preservação localizado dentro da empresa Finobrasa.
A limpeza foi autoriza pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (IDEMA), mas as máquinas não conseguiram fazer muita coisa por conta do grande volume de água.
O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, pediu ajuda à governadora Rosalba Ciarlini, solicitando mais duas máquinas para ajudar na limpeza do rio.
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Tribuna do Norte
60 famílias estão desabrigadas em Ipanguaçu
Valdir Julião - repórter
Uma tragédia anunciada: mal começou o inverno deste ano, a população de Ipanguaçu, a 215 quilômetros de Natal, já está em polvorosa com a possibilidade das cheias do rio Pataxó. O município passou quatro inundações nos últimos sete anos: em 2004, 2008 e 2009. As chuvas que vêm na região do Vale do Açu já preocupam a população local, principalmente no município de Ipanguaçu, onde 60 famílias já estão desabrigadas e, atualmente, estão alojadas em três abrigos públicos, em casas de parentes, amigos ou cedidas.
Junior Santos
O maior reservatório do Rio Grande do Norte, a Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Golçalves, começouu a sangrar. Apesar da beleza do espetáculo, a cheia preocupa cidades ajustante
Segundo informações da Secretaria de Ação Social do município, 13 comunidade já estão ilhadas: Pau de Jucá, Lagoa de Pedra, Itu, Picada, Porto, Cuó, Luzeiro, São Miguel, Barra, Salinas, Deus Nos Guie, Santa Quitéria e Passagem. Pelo menos 2.200 pessoas já estão afetadas pelas inundações das águas pluviais vinda do rio Pataxó.
Na zona urbana, três bairros já estão tomados pelas águas - Maria Romana, Ubarana e Manoel Bonifácio. Segundo o prefeito Leonardo Oliveira, a situação pode se tornar ainda pior, porque ontem à noite a lâmina de água na sangria do açude Pataxó, a 25 quilômetros da cidade, já tinha 45 centimetros de espessura. “Nós estamos em sinal de alerta”.
A prefeitura contratou duas retroescavadeiras para fazer a limpeza do leito do rio Pataxó, onde existem matas nativas, que contribuem para impedir o fluxo das águas. “A gente conseguiu uma autorização do Idema para entrar fazenda, que é uma empresa privada e a gente não podia entrar”, disse o prefeito.
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Açude Pataxó está perto da sangria e já assusta moradores da região
Comparável à barragem Armando Ribeiro Gonçalves, que armazena 2,4 bilhões de metros cúbicos de água, o açude Pataxó, localizado no distrito homônimo 'é um petisco d'àgua". Mesmo assim, com seus 15 milhões de metros cúbicos, o reservatório é considerado o terror para a população ribeirinha de Ipanguaçu. "Com 35 centímetros de lâmina d'água de sangria, a cidade já pede socorro", diz o agricultor João Batista Barbosa, nascido em São Rafael, mas desde os três anos de idade reside no Pataxó.
Junior Santos
Açude Pataxó
João Barbosa conta que na noite de sexta-feira, dia 29, a sangria do açude Pataxó chegou a quase 50 centímetros de lamina de água. às 9 hboras de ontem, a sangria havia baixado para 40 centímetros. Ele disse que a sangria do açude sangra desde o dia 7 de abril, mas só ontem alcançou a maior lãmina devido a sangria de açudes situados nos municípios de Angicos e Fernando Pedroza, que são tributários do rio Pataxó.
Outro morador do Vale do Açu, João Batista do Nascimento Filho, disse que nasceu e se criou no sitio Baldum, em Ipanguaçu, mas depois de 'não aguentar mais com tantas cheias" ao longo de sua vida, resolveu morar na cidade do Assu: "Cresci a água entrando por uma porta e saindo por outra".
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O mossoroense
Ipanguaçu inicia limpeza do leito do rio Pataxó
A Prefeitura de Ipanguaçu iniciou na manhã de ontem a limpeza do leito do rio Pataxó, no trecho localizado na propriedade da empresa Finobrasa Agroindustrial SA.
Duas máquinas (PC 320) estão no local removendo a vegetação. Desde 2009 que o prefeito Leonardo Oliveira tentava obter junto ao Governo do Estado a permissão necessária para realizar essa operação, já que a área é de preservação ambiental. No entanto, apenas na tarde do dia 28, o Idema enviou ofício com a autorização, em caráter emergencial.
O trabalho é de difícil execução, já que a área está alagada e a vegetação é bastante densa. Uma das máquinas, inclusive, atolou no final da tarde, sendo o trabalho realizado desde então com apenas uma. Além disso, o aluguel das máquinas, por hora, tem valor elevado. "Já se nota uma sensível melhora no escoamento da água nos pontos onde a vegetação está sendo removida. O trabalho é difícil, lento, mas será feito, dia e noite. Independentemente do tempo que demore para ser concluído, nós vamos até o fim", afirmou o prefeito, em entrevista concedida no local.
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