
De acordo com o boletim divulgado na tarde de ontem pelo Gabinete de Emergência, do Governo do Estado, 5.171 pessoas estão desalojadas ou deslocadas e 2.884 continuam desabrigadas.
Em Ipanguaçu, cidade mais afetada pelas enchentes dos rios Açu e Pataxó, muitos moradores estão residindo nas escolas e habitações emergenciais organizadas pela prefeitura. De acordo com o comerciante Abdon Júnior, a situação na qual se encontra o município atingiu os diversos setores da sociedade. Ele explica que as grandes empresas que atuam na localidade já somam prejuízos e isso implica em demissão de muitos trabalhadores da região. “Com isso também as vendas acabam diminuindo em todo o comércio local. Primeiro porque as pessoas, sem trabalho, preferem esperar a ajuda vinda do Governo e, segundo, que a falta de recursos acaba prejudicando também”, afirmou.
Ele explicou que o centro da cidade não foi atingido fortemente pelas chuvas, ao contrário da periferia onde a água chega a bater na altura da cintura das pessoas. “Só houve um dia que em virtude do ‘dique’ que as empresas fazem no rio estourou e a água acabou perto do mercado, no centro. Foi uma situação bem difícil”, explicou.
Em Pureza, pelo menos 178 residências estão danificadas e a principal ponte que dá acesso à cidade continua interditada. O secretário de turismo da cidade, Francisco Cândido, o Nininho, afirmou que os prejuízos estão sendo avaliados, mas até agora não chegou ajuda dos Governos estadual e federal. “A prefeita foi ontem (quarta-feira) para Brasília na expectativa de viabilizar recursos para ajudar o prejuízos que temos aqui”, enfatizou.
A considerada já precária pavimentação de Pureza está agora completamente destruída. “A maior parte dos acessos para adentrar na cidade ainda não é asfaltada, mas a maioria das ruas já dispunha de calçamento. Com as fortes chuvas há uma concentração muito grande de areia no centro, o que está destruindo toda a pavimentação”, assinalou a prefeita Soraya Santana.
FONTE: Tribuna do Norte -15/05/2009
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