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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Brasil sai de cena em 2013 com mais uma vitória: 2 a 1 sobre o Chile

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Na despedida de 2013, a Seleção Brasileira saiu de cena com mais uma vitória. Dessa vez, mesmo não jogando o tempo todo de maneira brilhante – o gramado ruim atrapalhou  -  mostrou autoridade suficiente para derrotar o Chile por 2 a 1, com gols de Hulk e Robinho.
Mais importante que o resultado, no entanto, foi a certeza de que a Seleção Brasileira que conquistou de maneira brilhante a Copa das Confederações encerra o ano rumo à Copa do Mundo com um time muito bem treinado e preparado dentro e fora de campo para buscar o objetivo maior que é o hexacampeonato mundial. 
Ademais, a seleção que o Brasil teve pela frente no bonito Rodgers Centre Toronto não era um adversário qualquer: o Chile vinha de empate contra Espanha e vitória sobre Inglaterra, além de estar jogando bem e classificado para a Copa do Mundo de 2014.
Ainda assim, em sinal de respeito ao Brasil, o técnico Jorge Sampaoli armou seu time com preocupação mais defensiva, Não deu certo.
O Brasil começou o jogo em ritmo acelerado, buscando o ataque a todo custo - com um minuto, Neymar já tinha experimentado um chute perigoso  - e envolvendo o adversário com toques rápidos e precisos, sempre em busca do caminho do gol.
Que não custou a aparecer. Muito graças ao zagueiro Gonzáles, ao errar o passe na saída de bola, entregando-a para Oscar. Daí para Hulk. livre na área - os zagueiros chilenos tinham se adiantado - e o chute potente e indefensável: Brasil 1 a 0.
Parecia que o jogo se encaminharia naturalmente a favor do Brasil. Percebendo que sua equipe estava inteiramente dominada, o técnico do Chile trocou um zagueiro por Valdivia e o time ganhou em técnica no meio-campo.
O jogo passou então a ficar equilibrado. A Seleção Brasileira já não encontrava os caminhos para fazer a bola chegar ao ataque com a mesma facilidade, errando também alguns passes, o que encorajou o Chile a tentar fazer sua parte e a incomodar um pouco a defesa brasileira.  
Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Felipão trocou logo no início do segundo tempo Jô por Robinho. Não por isso, o time caiu de rendimento, passando 15 minutos sem se encontrar, errando as jogadas mais simples , o que levou Felipão a fazer mais duas substituições: entraram Wiliam e Ramires, saíram Oscar e Hulk.
O que Felipão não esperava era o gol de empate do Chile. Em jogada que começou com um chutão do goleiro Claudio Bravo, a bola em uma dividida pelo alto sobrou para Vargas - o atacante pegou Julio Cesar sem chance de defesa com um chute muito bem colocado.
O Chile não sabia o que o esperava a partir do ensaio da reação. A Seleção Brasileira se entregou de vez ao jogo, passou a atuar com mais rapidez e objetividade e voltou a tomar conta da partida. Neymar quase faz um gol de craque, depois de dar dois lençóis seguidos no goleiro, Robinho fez o dele, anulado por impedimento, mas a vitória passou a ser aí uma questão de tempo.
Que veio através do jogador que se transformou no algoz dos chilenos. Robinho, que já marcara oito vezes no adversário, escorou de cabeça um belo cruzamento de Maicon e botou o Brasil de novo em vantagem: 2 a 1. Foi então o nono gol de Robinho sobre o Chile, uma marca expressiva, superando nada mais nada menos que Pelé, o brasileiro que mais marcara contra o time andino - oito vezes.
O segundo gol animou de vez a Seleção Brasileira. O time continuou pressionando, agora exibindo toda a sua técnica, esteve perto de marcar o terceiro, mas terminou o jogo com a vitória merecida e assegurada - Robinho ainda quase fez mais um gol em belo lance. Que venham agora 2014 e a Copa do Mundo.  
A Seleção Brasileira jogou com Julio Cesar, Maicon, Thiago Silva (Dante), David Luiz e Maxwell; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes), Oscar (William); Hulk (Ramires), Jô (Robinho) e Neymar (Lucas Leiva).

Seleção Brasileira termina ano com saldo positivo na preparação para Copa do Mundo

Foto: Rafael Ribeiro/CBF
A Seleção Brasileira se despediu de 2013 com um salto altamente positivo. Campeã inquestionável da Copa das Confederações, resultado de uma campanha e atuações brilhantes, o time de Felipão deixa no torcedor brasileiro a certeza de que está muito bem preparado para a Copa do Mundo de 2014.
Nos 19 jogos disputados em 2013, a Seleção Brasileira venceu 13, empatou quatro e perdeu dois. O time marcou 49 gols e sofreu 15. Mais relevantes do que os números expressivos de aproveitamento foi mesmo a impressão deixada de que há um time e um grupo formados.  
A Seleção Brasileira passou a ser um time em que o torcedor confia, com uma escalação que se repete a cada jogo na sua maioria e que tem na preferência pelo sistema ofensivo a sua maior virtude. Isso aliado à técnica e ao talento dos jogadores traça um panorama animador.  
Os jogos do Brasil em 2013
Brasil 1 x 2 Inglaterra
Brasil 2 x 2 Itália
Brasil 1 x 1 Rússia
Brasil 4 x 0 Bolívia
Brasil 2 x 2 Chile
Brasil 2 x 2 Inglaterra
Brasil 3 x 0 França
Brasil 3 x 0 Japão
Brasil 2 x 0 México
Brasil 4 x 2 Itália
Brasil 2 x 1 Uruguai
Brasil 3 x 0 Espanha
Brasil 0 x 1 Suíça
Brasil 6 x 0 Austrália
Brasil 3 x 1 Portugal
Brasil 2 x 0 Coreia do Sul
Brasil 2 x 0 Zâmbia
Brasil 5 x 0 Honduras
Brasil 2 x 1 Chile
Da Assessoria da CBF

Mais de 300 anos após a morte de Zumbi, negro ainda sofre com discriminação

Comemorado hoje (20), data da morte de Zumbi dos Palmares, o Dia da Consciência Negra deve servir para que os brasileiros reflitam sobre a desigualdade, a intolerância e o preconceito ainda existentes na sociedade. É o que revela nota técnica do Instittuto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ao mostrar, por exemplo, que, em Alagoas, os homicídios reduziram a expectativa de vida de homens negros em quatro anos.

A nota Vidas Perdidas e Racismo no Brasil aponta que, além de Alagoas, estados como o Espírito Santo e a Paraíba concentram o maior número de negros vítimas de homicídio. ""Enquanto a simples contagem da taxa de mortos por ações violentas não leva em conta o momento em que se deu a vitimização, a perda de expectativa de vida é tanto maior quanto mais jovem for a vítima", revela o estudo.
Os autores Daniel Cerqueira e Rodrigo Leandro de Moura, ambos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), analisaram até que ponto as diferenças nos índices de mortes violentas de negros e não negros estão relacionadas com questões como as diferenças econômicas, ao racismo e de ordem demográfica. "O componente de racismo não pode ser rejeitado para explicar o diferencial de vitimização por homicídios entre homens negros e não negros no país", concluiram os pesquisadores da FGV.
Considerando o universo dos indivíduos vítimas de morte violenta no país entre 1996 e 2010, o estudo mostra que, para além das características socioeconômicas – escolaridade, gênero, idade e estado civil –, a cor da pele da vítima, quando preta ou parda, aumenta a probabilidade do mesmo ter sofrido homicídio em cerca de oito pontos percentuais.
"O negro é duplamente discriminado no Brasil, por sua situação socioeconômica e por sua cor de pele", dizem os técnicos. No estudo, eles concluem que essas discriminações combinadas podem explicar a maior prevalência de homicídios de negros quando comparada aos índices do restante da população.
Coincidentemente, Alagoas, líder de mortes violentas, especialmente o homicídio, contra negros e pardos também simboliza a luta dos africanos escravizados trazidos da África, no século 19, para trabalhar nos canais. A personificação desta luta que, pelos índices apresentados no estudo do Ipea, ainda perdura é Zumbi dos Palmares. Alagoano de nascença e natural de União dos Palmares, Zumbi – duende na língua do povo Banto, de Angola – liderou o maior quilombo do país.
Aos 7 anos, em 1670, ele foi capturado por soldados e entregue ao padre Antônio Melo, responsável por sua formação. Com o passar do tempo, Zumbi, batizado na igreja Católica com o nome de Francisco, fugiu para o Quilombo dos Palmares onde impressiona os demais escravos fugidos de fazendas de engenho pela sua habilidade em lutas. Aos 20 anos, ele já tinha se tornado o maior estrategista militar e guerreiro, responsável pela derrota imposta pelos quilombolas na luta contra soldados fiéis ao império português.

Agência Brasil

Notificações de casos de Dengue aumentam no RN

As notificações de dengue no Rio Grande do Norte tiveram um salto significativo. Pularam de 6.302 em 2010 para 16.035 este ano, em 42 semanas. Apesar disso, os casos graves caíram de 238 para 102. Foram oito mortes este ano ante sete em 2010, segundo balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, que identificou 12 municípios em situação de risco.

O Nordeste é a região que apresenta maior número de cidades em situação de risco para a dengue neste verão. Das 539 localidades analisadas, 125 têm um alto índice de infestação do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.

 
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