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domingo, 8 de maio de 2011

Duas décadas de sofrimento

O município de Ipanguaçu sempre teve no rio Pataxó uma de suas principais riquezas. Até pouco tempo atrás, a população convivia de forma harmoniosa com o rio e retirava dele até mesmo o seu sustento, através da pesca e do cultivo de pequenas lavouras.

Porém, nas últimas duas décadas, o rio Pataxó e os habitantes de Ipanguaçu deixaram de se entender. Culpa do próprio homem, que passou a agredir o rio, que respondeu com muita força, ou melhor, muita água.

Quem mora em Ipanguaçu há muito tempo, conta com detalhes como foi a transformação do rio Pataxó, que deixou de ser aliado e passou a ser inimigo de milhares de pessoas nessa pequena cidade da região do Vale do Açu.

O casal de aposentados Francisco Joaquim da Costa e Anália Bento da Silva viveu e envelheceu em Ipanguaçu. Há nove anos, eles moram no bairro de Ubarana, de onde já foram expulsos várias vezes nesse curto período de moradia.

Seu Francisco conta que antes o rio era calmo, e morar em seus arredores não representava perigo algum. "Mesmo quando o inverno era forte, o rio se comportava e não tinha esse problema de alagamento", relembra.

Com muita experiência, o ex-agricultor denuncia que o rio Pataxó foi bastante castigado pelo homem. "Tanto que não é possível entendê-lo (o rio) hoje em dia", frisou seu Francisco, explicando que antes se sabia para onde a água do rio corria, mas hoje em dia a água toma percursos diferentes a cada ano, o que acaba pegando os moradores de surpresa.
Dona Anália, companheira de história do agricultor, diz que não aguenta mais sair de casa por conta dos alagamentos. Ela lembra que foi expulsa pela água cinco, seis vezes em apenas nove anos. "Já levantamos os móveis e estamos nos preparando para deixar nossa casa mais uma vez", declara a aposentada, do quintal, observando a água que se aproximava. No dia seguinte à visita da reportagem do DE FATO, o casal de aposentados foi levado para um abrigo, pois a água já havia invadido a residência deles.

O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, conta que os problemas de inundações na cidade começaram há cerca de 20 anos. Tudo por conta do assoreamento do rio Pataxó, que foi se intensificando a cada ano que passava.

Leonardo reconhece que todo esse problema foi criado pelo próprio homem, que interferiu no percurso natural do rio. "Muita coisa foi feita nesses vinte anos ao longo do rio, como passagens molhadas e diques, obstruindo e interferindo no percurso natural da água", reconhece.

A indústria também contribuiu para a "revolta" do rio.
A produção de frutas pelo sistema de irrigação, por exemplo, exigiu alterações no Pataxó, sendo construídas diversas paredes de contenção de água e também passagens molhadas para o escoamento da produção. 

Com tantas agressões ao Pataxó, os alagamentos em Ipanguaçu parecem ser mais uma resposta da natureza, já vista em tantos outros lugares. Cabe ao homem se adaptar à natureza, e não o contrário.


Agricultores viram canoeiros ‘profissionais’
Os alagamentos no município de Ipanguaçu estão causando transformações até mesmo no mercado de trabalho. Alguns agricultores, por exemplo, deram uma trégua no campo e agora se transformaram em canoeiros. 

Com muitas localidades rurais ilhadas, a Prefeitura local decidiu contratar agricultores para prestarem o serviço de canoeiro e transportarem os habitantes que não conseguem sair de casa com um transporte que não seja a canoa.

Francisco Eldes Barbalho é um dos canoeiros. Diariamente, ele está transportando dezenas de moradores da localidade de Luzeiro.

A rotina de Francisco não é mole. Ele acorda cedo e às 5h da manhã começa a transportar os trabalhadores que precisam chegar ao outro lado da localidade, onde está localizada a empresa na qual eles atuam.

O "expediente" do canoeiro é encerrado por volta das 17h30, quando os trabalhadores retornam do dia de trabalho e precisam ser levados de volta para casa.

Nesse ínterim, Francisco passa o dia todo transportando outros moradores do Luzeiro. Gente que precisa fazer compras, ir ao médico ou realizar outro tipo de atividade qualquer. Afinal, a vida não para por conta dos alagamentos.

O agricultor José Inaldo de Brito é um dos usuários dos serviços do canoeiro.
A reportagem do DE FATO encontrou o agricultor no momento em que ele retornava para casa com a família, após fazer compras na "cidade". "A gente pega essa canoa aqui e outra mais na frente para poder chegar a nossa casa", relatou José.
Os serviços dos canoeiros contratados pela Prefeitura se tornaram indispensáveis em outras 12 localidades ilhadas de Ipanguaçu.


Dragagem do Pataxó é a solução prometida
A solução para os problemas de alagamentos em Ipanguaçu é um projeto de macrodrenagem no rio Pataxó. Na semana passada, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, anunciou que R$ 7,3 milhões seriam liberados para fazer a principal parte do projeto, que consiste na dragagem do Pataxó.

A promessa foi feita em Brasília, quando Fernando Bezerra Coelho participou de audiência com a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, e a bancada federal do Rio Grande do Norte, deputados federais e senadores.

O projeto, feito através de uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão da deputada federal Fátima Bezerra (PT), prever toda a limpeza do Pataxó, que atualmente se encontra muito assoreado.

Leonardo Oliveira informa que a areia acumulada no rio será retirada, aumentando a sua profundidade. "Com esse sérvio, a água pode seguir seu percurso natural e desaguar no rio Piranhas Açu", explica o prefeito.

Hoje, tem ponto do rio Pataxó que não chega a seis metros de largura por conta do assoreamento.

Com a dragagem, o rio ficará com no mínimo 15 metros de largura e uma profundidade a partir de 6 metros. "Essa obra vai resolver as inundações e devolver ao povo de Ipanguaçu o direito de viver bem", ressalta Leonardo.
Não existe ainda previsão para que o serviço seja iniciado.

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MAGNOS ALVES Da Redação do Jornal de Fato 

Queridas Mães, especialmente às mães de Ipanguaçu,



Hoje, dia de todas as mães, é um excelente dia para refletirmos sobre o papel da mulher da nova sociedade, que, através dos tempos, não somente desenvolveu muito bem a função materna, mas acumulou a importante missão de conceber a vida , educar os filhos e muitas vezes sustentar os árduos dias de luta, ao lado do esposo ou sozinha, na dupla missão de pai e mãe.

Hoje é um dia para reconhecermos a importância daquela que ao longo da sua existência dedica toda a sua vida à família com a mais legítima expressão de amor, de cuidado , de atenção e de beleza. Por isso as mães são comparadas às rosas porque inspiram admiração e zelo nos corações humanos.

Neste dia, gostaria de homenagear todas as mães, especialmente às mães de Ipanguaçu, reconhecendo em cada gesto materno o grande esforço, o amor incondicional e a vontade para caminhar e conquistar novos dias, com a certeza de que o trabalho que desenvolvemos na administração de Leonardo Oliveira tem sido e continuará sendo, em favor da mãe e de todas as famílias que integram o nosso município.

Aproveito o momento para saudar às mães que se encontram desabrigadas, vítimas das enchentes, e dizer a cada uma que estaremos sempre prontos, enquanto Instituição pública, como mãe e como mulher que tem trabalhado, incansavelmente, para ver o nosso povo mais feliz.
Parabéns a todas as mães de Ipanguaçu. Que Deus possa nos guiar sempre e que Nossa Senhora de Lourdes abençoe todos os nossos corações maternos.

ESTA É A MENSAGEM DA 1ª. DAMA E SECRETÁRIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CRISTINA MARIA DE MELO OLIVEIRA A TODAS AS MÃES DE IPANGUAÇU.

sábado, 7 de maio de 2011

Programação do São João do Assú

Prefeitura do Assú divulgou na tarde de hoje(07) as atrações para o São João 2011. O Anúncio foi feio pelo prefeito Ivan Júnio em coletiva com a imprensa. 


Divulgação

Leilão do aeroporto tem data marcada

Edital de concessão será publicado na segunda-feira. Leilão está previsto para o dia 11 de julho, na Bovespa


O edital de concessão do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante será publicado na próxima segunda-feira (9) no Diário Oficial da União (DOU). A informação foi confirmada ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O diretor-presidente interino da agência Carlos Eduardo Pellegrino assinou a aprovação dos documentos pertinentes ao processo de licitação ainda na última quinta-feira. O edital prevê que o leilão ocorra 60 dias após sua publicação. A data prevista para o evento é 11 de julho. O leilão será realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). 



Mínimo para vencer a concessão do aeroporto de São Gonçalo é de R$ 51,7 mi, mas vencedor terá que investir até R$ 650 mi Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
O valor mínimo para participação do leilão é de R$ 51,7 milhões. A previsão da Anac é de que a licitação custe até R$ 60 milhões, dependendo da concorrência. O consórcio vencedor terá três anos para construir terminais e outros 25 anos para exploração. A estimativa é de que o consórcio vencedor tenha que investir R$ 650 milhões na construção dos terminais. Os investimentos do governo chegarãoa R$ 250 milhões para a construção de pistas e outras obras de infraestrutura, o que está sendo realizado pelo Batalhão de Engenharia do Exército. Esse será o primeiro aeroporto privado mediante concessão do Brasil.


Segundo a Anac, 80% das obras já estão concluídas. A estimativa é de que o consórcio demore entre 20 e 24 meses para construir os terminais dos aeroportos, apesar do prazo máximo ser de três anos. O contrato, segundo a Anac, será reajustado pelo IPCA e por uma fórmula que medirá a qualidade dos serviços prestados pelo consórcio. Não há garantia contratual para uma taxa de retorno mínima, como acontece nos contratos de concessão de algumas rodovias. Entretanto, o estudo de viabilidade técnica da para elaboração do edital previu uma taxa de retorno de 6,3%.

O teto de tarifas aeroportuárias no momento inicial será o mesmo estipulado pela Anac para a Infraero. Uma das exigências que constam do edital é de que 95% dos embarques e desembarques de passageiros de voos internacionais sejam feitos em fingers. A previsão de movimento no aeroporto é de que alcance 3 milhões, em 2014; 4,7 milhões, em 2020; e 7,9 milhões, em 2030.


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Fonte: Diário de Natal/Allan Darlyson

‘Gordo’ admite que parte da produção agrícola esteja comprometida por conta de inundação


Titular da pasta municipal de Agricultura e Meio Ambiente da Prefeitura de Ipanguaçu, o vereador licenciado Jaíres Azevedo dos Santos, ‘Gordo’, do PSB, reconhece que uma expressiva parcela dos pequenos produtores rurais já foi penalizada por conta do alagamento provocado pela elevação do nível das águas principalmente do rio Pataxó. O secretário chegou a arriscar que os prejuízos são bastante significativos. ‘Gordo’ falou a respeito de tal questão, inicialmente dizendo qual a atuação da Secretaria por ele dirigida em suporte às pessoas que mais diretamente estão sofrendo as consequências por conta do período invernoso. Em seguida, o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Ipanguaçu se expressou sobre o trabalho realizado pelo órgão, seguindo orientação do prefeito Leonardo da Silva Oliveira, do PT, com o intuito de reduzir ou eliminar a presença de animais soltos em via pública. Ainda com referência ao município de Ipanguaçu, entrevistamos a secretária municipal de Saúde, Sumaira Fonseca, que deu detalhes sobre a continuidade da campanha de vacinação contra a gripe, revelando que já foi atingida a marca de 65 por cento de cobertura. Sumaira Fonseca declarou que, apesar das dificuldades que se acentuaram por conta dos alagamentos em diversos pontos do município, o processo de vacinação vai sendo seqüenciado. Concluindo, Sumaira Fonseca falou sobre como estão sendo executados outros serviços de saúde, enfatizando que o município ainda enfrenta problemas por conta da carência de profissionais médicos.

Fonte: Rádio Princesa do Vale

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Em visita à Ipanguaçu, deputada Fátima Bezerra diz que cobrará do Estado maior apoio em ao município em ações emergenciais

Fátima acompanhará o prefeito Leonardo Oliveira em audiência com ministro da Integração na próxima semana para tratar detalhes sobre as obras de drenagem do Rio Pataxó

A deputada federal Fátima Bezerra esteve na manhã de hoje (06), no município de Ipanguaçu, parcialmente tomado pelas águas do Rio Pataxó desde o último dia 25 de abril. A parlamentar é autora da emenda que destinou recursos para a elaboração do projeto de macrodrenagem deste rio, solução tida como definitiva para resolver as recorrentes inundações.

Acompanhada do prefeito Leonardo Oliveira, Fátima Bezerra se reuniu na sede da secretaria municipal de Assistência Social com representantes da população ipanguaçuense, assessores da prefeitura, militares do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil para ouvir detalhados relatos sobre a real situação da cidade.

O prefeito fez um apelo à deputada, para que continue cobrando junto ao governo que a obra, já prometida em 2009 pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, saia, de fato, do papel. “Deputada, queremos mais uma vez o seu apoio para resolvermos de vez esse problema. E agradeço pelo seu olhar de futuro, pois, sem o projeto de macrodrenagem que a senhora garantiu emenda para que fosse feito, não teríamos condições para seguir” disse Leonardo, com a convicção de que o projeto “diminui as chances de que o município volte a ser afetado pelas águas do Rio Pataxó, deixando os pequenos agricultores e as grandes empresas mais tranquilos, sem o medo dos habituais grandes prejuízos que assolam a cidade com frequência cada vez maior na última década”.


Fátima reiterou seu apoio e concordou que, sem o projeto de macrodrenagem, o ministro não teria como assegurar a obra, avaliada nesta primeira etapa, em R$ 7,3 milhões. “O ministro Fernando Bezerra Coelho assegurou à governadora e à bancada federal do RN esses recursos que serão investidos na obra de dragagem e supressão da vegetação no leito do rio Pataxó. Sem o nosso projeto levaríamos mais dois anos para a criação de um projeto que ajudasse o município” afirma a deputada.

Ao final da reunião, Fátima Bezerra conheceu de perto a situação vivida em Ipanguaçu, visitando os bairros Ubarana e Maria Romana. “Não sou a governadora nem presidente, mas farei o que estiver ao meu alcance. Têm que ser traçadas ações emergenciais rápidas para garantir a sobrevivência dessas famílias que se encontram nas comunidades isoladas e nos abrigos. Vou ligar para governadora, pois sei que a prefeitura não tem condições de custear tudo isso. Precisamos de ações rápidas” disse ela.

Ministro receberá prefeito de Ipanguaçu nesta quarta-feira

Em audiência solicitada pela deputada Fátima Bezerra, o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, será recebido na próxima quarta-feira em Brasília pelo ministro Fernando Coelho, da Integração Nacional. “Junto com a deputada Fátima Bezerra, entre outras coisas, saberemos do governo federal como se dará a liberação dos recursos e qual é o prazo para que essa tão importante obra possa ter início”, explicou o prefeito.

Números atualizados na tarde de hoje (06) dão conta de que 578 pessoas (163 famílias) estão sob assistência da prefeitura, vivendo em abrigos municipais ou em casas de parentes. Até o momento, cinco bairros foram atingidos pelas águas, que apresentaram um sensível recuo nesta semana. São eles: Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifacio, Frei Damião e Pinheirão.

Na zona rural, cerca de 2340 pessoas se encontram isoladas em 13 comunidades, nas quais só se chega através de canoas: Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá. A comunidade de Olho D' Água também já apresenta alguns pontos inundados.

Mais fotos no link abaixo.

Concorrendo com instituições públicas e privadas, escola municipal da zona rural de Ipanguaçu é destaque em premiação estadual

A escola Adalberto Nobre de Siqueira, da rede municipal de ensino de Ipanguaçu, recebeu nesta sexta-feira (06) o Prêmio Construindo a Nação, na categoria “Destaque Social – Ensino Fundamental”. Concorriam com a escola ipanguaçuense 136 escolas particulares e públicas de 67 municípios do Rio Grande do Norte. A cerimônia foi em Natal, no Sesi Clube, às 09 horas da manhã.

Localizada na comunidade de Tabuleiro Alto, uma das mais distantes da zona urbana de Ipanguaçu, a escola municipal Adalberto Nobre de Siqueira estimula a criatividade de seus alunos através de diversas atividades culturais. “Livros, músicas, filmes, vídeos, fotografias - são inúmeras as maneiras de analisar aspectos de disciplinas como a Língua Portuguesa, bem como quaisquer outra em sala de aula” disse o professor de português e literatura André Magrim que coordenou o projeto vencedor: “Uma visita à elegante essência do medo”.

A elaboração do projeto envolveu o esforço de mais de 50 alunos do 6° e do 9° anos letivos. Para a secretaria de Educação, Jeane Dantas Bezerra, a premiação do projeto é também um prêmio aos esforços envidados pela prefeitura do município na melhoria constante do ensino público que oferece à população. “Ficamos muito orgulhosos. Uma das nossas escolas mais distantes da zona urbana vencer o premio é gratificante, isso mostra o bom trabalho dos nossos educadores que se reflete no grande aprendizado dos nossos alunos” frisou a secretária.

Criado no ano de 2002 pelo Instituto da Cidadania Brasil (ICB), o Prêmio Construindo a Nação teve seu início no estado de São Paulo, sendo posteriormente se expandindo para outros Estados, graças à parceria realizada com a Confederação Nacional das Indústrias e o Serviço Social da Indústria (CNI/SESI), no ano de 2006. Hoje o prêmio conta com o apoio da iniciativa privada e de instituições de ensino Em nove edições a premiação já mobilizou mais de dois milhões de alunos em todo o Brasil, com o objetivo de destacar, valorizar e mostrar como exemplo as ações que as escolas públicas e privadas realizam com a presença ativa de seus alunos no diagnóstico e ações práticas de solução para problemas das comunidades onde estão situadas.

O quesito básico para participação das escolas foi a apresentação de projetos vinculados ao tema cidadania, abordando situações internas ou externas às escolas, e que envolvessem a participação dos estudantes em todas as suas etapas.

A realização desta edição do prêmio é uma ação conjunta do Instituto da Cidadania Brasil, Confederação Nacional da Indústria – Conselho Temático Permanente de Responsabilidade Social, SESI, Fundação Volkswagen e parceiros nacionais – Anhanguera de Educação e Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED).

Fora o estado do Rio Grande do Norte, os estados que participaram do Prêmio Construindo a Nação são: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Roraima.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Vice-governador se reúne em Ipanguaçu com prefeitos do Vale do Açu para discutir soluções para as enchentes que repetidamente atingem a região


O vice-governador do Rio Grande do Norte e secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), Robinson Faria, se reuniu esta manhã (05) na Câmara dos Vereadores de Ipanguaçu com o prefeito do município, Leonardo Oliveira, e com os prefeitos de Assú, Itajá, Carnaubais e Alto do Rodrigues com o objetivo de planejar soluções definitivas para as enchentes não só de Ipanguaçu, mas de diversos municípios da região do Vale do Açu. A audiência foi aberta ao público e atraiu dezenas de moradores.

“Não vim aqui hoje fazer discurso, vim para trabalhar, para discutir com os prefeitos e vereadores o que podemos fazer a partir de hoje para resolver de vez esse problema das enchentes nessa região tão rica. O povo não quer paliativos, mas uma solução definitiva, que ainda não está pronta. Vamos ouvir vocês (prefeitos e vereadores) e trabalhar numa solução”, afirmou Robinson Faria.

Integraram a comitiva do governo do Estado, além do vice-governador, membros da equipe do IDEMA e da SEMARH, que fizeram explanações sobre o projeto de macrodrenagem do Rio Pataxó, que é dividido em duas etapas: a primeira prevê a limpeza e dragagem desse rio, pe a segunda a construção de diques não só no Pataxó, mas também no Rio Assú/Piranhas. De acordo com os técnicos, os R$ 7,3 milhões prometidos ontem pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Coelho, contemplam a primeira etapa. Aliás, o vice-governador disse que não pode precisar quando serão liberados esses recursos federais. “O prazo depende exclusivamente da União”, esclareceu.

Para o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, a hora é de assumir compromissos. “Estamos aqui na ambição de solucionar o problema. O que queremos é um compromisso contínuo e empenho, para que possamos partir rapidamente para as realizações que contribuam para o bem estar da população. Hoje os agricultores de Ipanguaçu ao invés de comemorar um bom período chuvoso, ficam com medo e essa situação não pode continuar assim”, disse o prefeito.

Na visão do prefeito do Assú, Ivan Lopes Júnior, as enchentes são um problema que vão além dos transtornos sociais que causa. “Acreditamos que dessa vez o governo do Estado vai tomar as medidas para resolver esse problema, que ameaça a nossa economia, o crescimento econômico e a segurança social da nossa região. Não queremos que vire um costume nos reunirmos em todas as épocas de chuvas para que sejam tomadas ações paliativas”, avaliou.

Ao final da reunião, Robinson Faria conheceu in loco a situação vivida em Ipanguaçu, indo à algumas comunidades e às margens do Rio Pataxó com os prefeitos, vereadores e as equipes da SEMARH e do IDEMA.

Números atualizados no final da tarde de hoje (05) dão conta de que 578 pessoas (163 famílias) estão fora de suas casas, vivendo em abrigos sob assistência da prefeitura de Ipanguaçu ou em casas de parentes. Cinco bairros foram atingidos pelas águas, Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifacio, Frei Damião e Pinheirão. Além disso, na zona rural, cerca de 2340 pessoas estão nas 13 comunidades isoladas, onde só se chega através de canoas. São elas: Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá. A comunidade de Olho D' água também já apresenta alguns pontos inundados.

O vice-governador foi ainda ao Alto do Rodrigues, à convite do prefeito Eider Medeiros.


Fotos:





 

* Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ipanguaçu 

Dragagem do rio Pataxó terá R$ 7,3 mi


A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, anunciou nessa quarta-feira, 4, que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, garantiu a liberação de recursos para realizar as obras de dragagem do rio Pataxó para contenção das cheias no Vale do Açu. Segundo a assessoria de comunicação do Governo do Estado, a promessa foi feita durante reunião realizada no início da tarde de quarta-feira (4), no Ministério da Integração Nacional, em Brasília, e que contou com a presença de toda bancada do Rio Grande do Norte e do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho.

A assessoria de comunicação do Governo do Estado não soube informar o montante dos recursos a serem liberados. O mesmo ocorreu com a assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional, que não acompanhou a reunião entre o ministro e a governadora.

O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, comemorou a notícia e agradeceu a sensibilidade da governadora.

Ele informou que o projeto da obra está pronto desde 2009 no Governo do Estado e foi feito através de uma emenda, de R$ 1 milhão, da deputada federal Fátima Bezerra. "O projeto já existia, mas estava engavetado. Por esse motivo, quero agradecer à governadora Rosalba que mostrou ao ministro a importância dessa obra para Ipanguaçu e toda região do Vale do Açu", ressaltou o prefeito.

A dragagem do rio Pataxó é a parte principal de um projeto que tem o objetivo de acabar com as inundações no Vale do Açu, especialmente no município de Ipanguaçu.

Leonardo informou que o ministro assegurou R$ 7,3 milhões e acrescentou que acredita que a obra será feita em caráter emergencial, assim que a água do rio baixar. "Espero que a obra seja feita ainda em 2011 para devolver a paz à população. Para devolver a essas famílias o direito de se morar bem", salientou o prefeito.

Pataxó reduz e Armando estabiliza
Depois de muito corre-corre, a quarta-feira, 4, foi relativamente tranquila em Ipanguaçu. A sangria do Açude Pataxó, localizado em Ipanguaçu, reduziu ainda mais, chegando a 12 centímetros na tarde de ontem, enquanto que o sangramento da barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, localizada em Itajá, estava estabilizado na tarde de quarta-feira, com 59 centímetros desde o período da manhã.

Porém, a previsão é que as sangrias voltem a crescer hoje, já que choveu bastante em toda a região que contempla o açude e a barragem.

A estimativa do Dnocs é que a barragem amanheça essa quinta-feira com uma sangria em torno de 74 centímetros.

Seis novas famílias foram desabrigadas, somando agora 156, sendo mais de 500 pessoas fora de suas casas.

MAGNOS ALVES Da Redação do Jornal de Fato

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Integração Nacional garante recursos para obras de macrodrenagem do Rio Pataxó, que recorrentemente inunda o município de Ipanguaçu

Anúncio foi feito após audiência em Brasília, da qual participaram a deputada federal Fátima Bezerra, a governadora do RN, Rosalba Ciarlini, e a bancada federal do RN

ministro da Integração Nacional, Fernando Coelho, assegurou a liberação de R$ 7,3 milhões para as obras de macrodrenagem do Rio Pataxó. Foto: Assessoria da Deputada Fátima Bezerra. 


Em audiência realizada no início da tarde de hoje (04), o ministro da Integração Nacional, Fernando Coelho, assegurou a liberação de R$ 7,3 milhões para as obras de macrodrenagem do Rio Pataxó, cujas águas inundam o município de Ipanguaçu desde o último dia 25. Participaram da audiência a deputada federal Fátima Bezerra e a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, além de senadores e deputados potiguares.

“Podemos dizer que esses recursos resolvem 99% dos problemas de enchentes em Ipanguaçu”, afirmou o prefeito do município, Leonardo Oliveira. O projeto de macrodrenagem do Pataxó foi elaborado anos atrás, com recursos garantidos por emenda da deputada Fátima Bezerra, mas, desde então, estava engavetado pelo governo.

A reunião foi marcada pela governadora Rosalba Ciarlini e contou com a participação dos deputados Fátima Bezerra, Fábio Faria, Henrique Alves e Sandra Rosado, dos senadores José Agripino e Paulo Davim, além do ministro Garibaldi Alves Filho, da Previdência Social.
A obra vai consistir na supressão da vegetação do leito do Rio Pataxó e em sua dragagem. Durante a reunião também foi tratada a construção de diques na bacia, como forma de conter as águas. Falou-se também sobre a construção da barragem Oiticica, no Seridó. “Vamos lutar pela liberação dos recursos para essas outras etapas, mas o principal é realmente a macrodrenagem do Pataxó”, avaliou o prefeito Leonardo Oliveira.

Ao final do encontro, Fátima Bezerra solicitou ao ministro uma audiência para o prefeito de Ipanguaçu. A reunião já está marcada para a próxima quarta-feira (11).

O transbordamento do Açude Pataxó aumentou o nível do assoreado Rio Pataxó, levando suas águas a invadirem diversos pontos do município de Ipanguaçu desde o último dia 25 de abril. O problema é recorrente há décadas e, além dos transtornos causados às famílias que precisam deixar suas casas, algumas vezes perdendo móveis e demais pertences, abala seriamente a economia local, que se baseia principalmente na agricultura e na pecuária.

Em 2009, uma multinacional exportadora de banana teve que desativar algumas de suas fazendas em Ipanguaçu por conta da grande enchente daquele ano. Na ocasião, foram demitidos mais de 1500 funcionários, o que equivale a mais de 10% da população local, estimada em quase 14 mil habitantes.

Familias na zona rural utilizam canoa para chegar em casa. 

De acordo com dados atualizados no final da tarde de hoje (04), 155 famílias estão sob assistência da prefeitura e da Defesa Civil, o que representa aproximadamente 553 pessoas.
As águas atingiram cinco bairros até o momento: Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifácio, Frei Damião e Pinheirão. Na zona rural, treze comunidades estão isoladas, só sendo possível o acesso através de canoas: Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá). A comunidade de Base Física também já apresenta alguns pontos inundados.

A macrodrenagem do Rio Pataxó, obra de custo demasiadamente elevado para os limitados recursos do poder municipal, extingue o medo de que novas cheias do Rio Pataxó ocorram nos próximos períodos chuvosos.

Vice-governador é aguardado nesta quinta em Ipanguaçu e a deputada Fátima Bezerra na sexta-feira

Para averiguar in loco a situação do município, Robinson Faria, vice-governador e também secretário estadual Meio Ambiente e Recurso Hídricos, vai até Ipanguaçu nesta quinta-feira (05).

Já na sexta-feira (06), a deputada Fátima Bezerra verá de perto a situação no município, bem como prestar contas do seu mandato acerca das ações tomadas em relação às inundações e prestar solidariedade à população sofrida do município.


* Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ipanguaçu

Cidade no RN decreta situação de emergência após cheias de rios


Ipanguaçu tem 150 famílias desabrigadas pelas enchentes.
Treze comunidades estão isoladas no município.


Do G1, em São Paulo
As chuvas fortes que atingem o Rio Grande do Norte nesta quarta-feira (4) deixam 150 famílias desabrigadas em Ipanguaçu, cidade com 13,8 mil habitantes a 215 km de Natal. Ao todo, 13 comunidades estão isoladas.
De acordo com o coronel Acioli, coordenador-geral da Defesa Civil Estadual, a cidade está em situação de emergência em razão da inundação dos rios Açu e Pataxó, que deixou quatro bairros totalmente debaixo d’água.
Ao menos 500 pessoas foram afetadas pelas enchentes. No domingo (1°), a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, visitou o local onde acompanhou o trabalho de remoção das famílias em áreas de risco para abrigos.
As inundações tiveram início na segunda-feira (25). As comunidades isoladas estão todas na zona rural (Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá).
A prefeitura da cidade iniciou o desassoreamento do Rio Pataxó e enviou equipes médicas às comunidades isoladas. Segundo a Defesa Civil, a cidade sofre com o transbordamento do rio desde 2009.

Fonte: G1

Cresce número de desabrigados em Ipanguaçu

Já chegam a 150 as famílias que deixaram suas casas no município
Apesar do nível do rio Pataxó estar estável, o número de famílias desabrigadas por conta das inundações no município de Ipanguaçu subiu de 128 para 150, de ontem para hoje. A Defesa Civil do município permanece de plantão 24 horas, monitorando a situação dos moradores que estão em áreas de risco, e o Corpo de Bombeiros também está na cidade para auxiliar a população. De acordo com a assessoria de imprensa de Ipanguaçu, até a tarde de ontem o governo do estado não havia enviado nenhuma material de apoio às vítimas, como cestas básicas, colchonetes e ítens de higiene pessoal.


Cheia do rio Pataxó e falta de drenagem: principais causas das inundações Foto:Eduardo Maia/DN/D.A Press
Para tentar agilizar o envio desse material, o prefeito de Ipanguaçu veio a Natal entregar em mãos um ofício solicitando ajuda da administração estadual. Por enquanto, tudo o que foi doado para os desabrigados foi comprado pela prefeitura. O secretário estadual de Justiça e Cidadania, Thiago Cortez, informou que é preciso receber um ofício com a avaliação dos danos e a requisição dos materiais que o município precisa para que o envio seja providenciado. 

Na tarde de ontem, a lâmina d'água do rio Pataxó era de 18cm, mas ainda chovia forte na cidade, o que poderia elevar o nível da água. Em entrevista ao Diario de Natal, o prefeito Leonardo da Silva afirmou que o problema do transbordamento do rio Pataxó, bem como do rio Piranhas/Assu, só será resolvido com a realização da obra de macro drenagem dos dois. "Existe um projeto de R$ 27 milhões para a macro drenagem do Rio Pataxó e do Rio Piranhas/Assu, e enquanto ele não for executado não haverá solução para esse problema", disse o prefeito. Ele acusa os governos federal e estadual de omissão em relação ao moradores do município. "A ajuda do Estado só vem depois do estrago consumado, com o objetivo de reparar os prejuízos. Nós queremos garantira segurança da população, e para isso é preciso que seja realizado o desassoreamento do rio". 

Por Fernanda Zauli do Diário de Natal 

Entrevista do Prefeito de Ipanguaçu da Inter-Tv Cabugi



 
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