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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Integração Nacional garante recursos para obras de macrodrenagem do Rio Pataxó, que recorrentemente inunda o município de Ipanguaçu

Anúncio foi feito após audiência em Brasília, da qual participaram a deputada federal Fátima Bezerra, a governadora do RN, Rosalba Ciarlini, e a bancada federal do RN

ministro da Integração Nacional, Fernando Coelho, assegurou a liberação de R$ 7,3 milhões para as obras de macrodrenagem do Rio Pataxó. Foto: Assessoria da Deputada Fátima Bezerra. 


Em audiência realizada no início da tarde de hoje (04), o ministro da Integração Nacional, Fernando Coelho, assegurou a liberação de R$ 7,3 milhões para as obras de macrodrenagem do Rio Pataxó, cujas águas inundam o município de Ipanguaçu desde o último dia 25. Participaram da audiência a deputada federal Fátima Bezerra e a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, além de senadores e deputados potiguares.

“Podemos dizer que esses recursos resolvem 99% dos problemas de enchentes em Ipanguaçu”, afirmou o prefeito do município, Leonardo Oliveira. O projeto de macrodrenagem do Pataxó foi elaborado anos atrás, com recursos garantidos por emenda da deputada Fátima Bezerra, mas, desde então, estava engavetado pelo governo.

A reunião foi marcada pela governadora Rosalba Ciarlini e contou com a participação dos deputados Fátima Bezerra, Fábio Faria, Henrique Alves e Sandra Rosado, dos senadores José Agripino e Paulo Davim, além do ministro Garibaldi Alves Filho, da Previdência Social.
A obra vai consistir na supressão da vegetação do leito do Rio Pataxó e em sua dragagem. Durante a reunião também foi tratada a construção de diques na bacia, como forma de conter as águas. Falou-se também sobre a construção da barragem Oiticica, no Seridó. “Vamos lutar pela liberação dos recursos para essas outras etapas, mas o principal é realmente a macrodrenagem do Pataxó”, avaliou o prefeito Leonardo Oliveira.

Ao final do encontro, Fátima Bezerra solicitou ao ministro uma audiência para o prefeito de Ipanguaçu. A reunião já está marcada para a próxima quarta-feira (11).

O transbordamento do Açude Pataxó aumentou o nível do assoreado Rio Pataxó, levando suas águas a invadirem diversos pontos do município de Ipanguaçu desde o último dia 25 de abril. O problema é recorrente há décadas e, além dos transtornos causados às famílias que precisam deixar suas casas, algumas vezes perdendo móveis e demais pertences, abala seriamente a economia local, que se baseia principalmente na agricultura e na pecuária.

Em 2009, uma multinacional exportadora de banana teve que desativar algumas de suas fazendas em Ipanguaçu por conta da grande enchente daquele ano. Na ocasião, foram demitidos mais de 1500 funcionários, o que equivale a mais de 10% da população local, estimada em quase 14 mil habitantes.

Familias na zona rural utilizam canoa para chegar em casa. 

De acordo com dados atualizados no final da tarde de hoje (04), 155 famílias estão sob assistência da prefeitura e da Defesa Civil, o que representa aproximadamente 553 pessoas.
As águas atingiram cinco bairros até o momento: Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifácio, Frei Damião e Pinheirão. Na zona rural, treze comunidades estão isoladas, só sendo possível o acesso através de canoas: Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá). A comunidade de Base Física também já apresenta alguns pontos inundados.

A macrodrenagem do Rio Pataxó, obra de custo demasiadamente elevado para os limitados recursos do poder municipal, extingue o medo de que novas cheias do Rio Pataxó ocorram nos próximos períodos chuvosos.

Vice-governador é aguardado nesta quinta em Ipanguaçu e a deputada Fátima Bezerra na sexta-feira

Para averiguar in loco a situação do município, Robinson Faria, vice-governador e também secretário estadual Meio Ambiente e Recurso Hídricos, vai até Ipanguaçu nesta quinta-feira (05).

Já na sexta-feira (06), a deputada Fátima Bezerra verá de perto a situação no município, bem como prestar contas do seu mandato acerca das ações tomadas em relação às inundações e prestar solidariedade à população sofrida do município.


* Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ipanguaçu

Cidade no RN decreta situação de emergência após cheias de rios


Ipanguaçu tem 150 famílias desabrigadas pelas enchentes.
Treze comunidades estão isoladas no município.


Do G1, em São Paulo
As chuvas fortes que atingem o Rio Grande do Norte nesta quarta-feira (4) deixam 150 famílias desabrigadas em Ipanguaçu, cidade com 13,8 mil habitantes a 215 km de Natal. Ao todo, 13 comunidades estão isoladas.
De acordo com o coronel Acioli, coordenador-geral da Defesa Civil Estadual, a cidade está em situação de emergência em razão da inundação dos rios Açu e Pataxó, que deixou quatro bairros totalmente debaixo d’água.
Ao menos 500 pessoas foram afetadas pelas enchentes. No domingo (1°), a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, visitou o local onde acompanhou o trabalho de remoção das famílias em áreas de risco para abrigos.
As inundações tiveram início na segunda-feira (25). As comunidades isoladas estão todas na zona rural (Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá).
A prefeitura da cidade iniciou o desassoreamento do Rio Pataxó e enviou equipes médicas às comunidades isoladas. Segundo a Defesa Civil, a cidade sofre com o transbordamento do rio desde 2009.

Fonte: G1

Cresce número de desabrigados em Ipanguaçu

Já chegam a 150 as famílias que deixaram suas casas no município
Apesar do nível do rio Pataxó estar estável, o número de famílias desabrigadas por conta das inundações no município de Ipanguaçu subiu de 128 para 150, de ontem para hoje. A Defesa Civil do município permanece de plantão 24 horas, monitorando a situação dos moradores que estão em áreas de risco, e o Corpo de Bombeiros também está na cidade para auxiliar a população. De acordo com a assessoria de imprensa de Ipanguaçu, até a tarde de ontem o governo do estado não havia enviado nenhuma material de apoio às vítimas, como cestas básicas, colchonetes e ítens de higiene pessoal.


Cheia do rio Pataxó e falta de drenagem: principais causas das inundações Foto:Eduardo Maia/DN/D.A Press
Para tentar agilizar o envio desse material, o prefeito de Ipanguaçu veio a Natal entregar em mãos um ofício solicitando ajuda da administração estadual. Por enquanto, tudo o que foi doado para os desabrigados foi comprado pela prefeitura. O secretário estadual de Justiça e Cidadania, Thiago Cortez, informou que é preciso receber um ofício com a avaliação dos danos e a requisição dos materiais que o município precisa para que o envio seja providenciado. 

Na tarde de ontem, a lâmina d'água do rio Pataxó era de 18cm, mas ainda chovia forte na cidade, o que poderia elevar o nível da água. Em entrevista ao Diario de Natal, o prefeito Leonardo da Silva afirmou que o problema do transbordamento do rio Pataxó, bem como do rio Piranhas/Assu, só será resolvido com a realização da obra de macro drenagem dos dois. "Existe um projeto de R$ 27 milhões para a macro drenagem do Rio Pataxó e do Rio Piranhas/Assu, e enquanto ele não for executado não haverá solução para esse problema", disse o prefeito. Ele acusa os governos federal e estadual de omissão em relação ao moradores do município. "A ajuda do Estado só vem depois do estrago consumado, com o objetivo de reparar os prejuízos. Nós queremos garantira segurança da população, e para isso é preciso que seja realizado o desassoreamento do rio". 

Por Fernanda Zauli do Diário de Natal 

Entrevista do Prefeito de Ipanguaçu da Inter-Tv Cabugi



terça-feira, 3 de maio de 2011

Bom Dia RN entrevista amanhã o prefeito de Ipanguaçu, ao vivo

O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, é o entrevistado de amanhã do programa Bom Dia RN, da InterTV Cabugi, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Norte.

Leonardo Oliveira vai falar sobre os transtornos causados pelas enchentes em seu município e as ações que tem realizado para combater o problema.

O tenente-coronel Acioli, coordenador estadual da Defesa Civil, também participará da entrevista.

O Bom Dia RN é transmitido à partir das 06:30 da manhã, com apresentação da jornalista Michelle Rincon.
 
Assessoria de Comunicação 

Audiência em Brasília é esperança de solução definitiva para enchentes em Ipanguaçu


Limpeza do Pataxó já apresenta resultados, mas o número de famílias desabrigadas continua aumentando.Prefeitura envia equipes médicas a comunidades isoladas.

Familias utilizam, canoa como transporte para chegar em casa. 
Mesmo sob chuvas constantes, a limpeza do Rio Pataxó, no trecho emergencialmente liberado pelo Idema na semana passada, já apresenta resultados. Após mais de uma semana de avanço contínuo sobre o município de Ipanguaçu, motivado pelo transbordamento do açude homônimo, as águas do rio estagnaram entre a noite de ontem (02) e a manhã de hoje, porém, não recuaram. O trabalho é contínuo. Desde a última sexta-feira (28) três máquinas atuam na remoção da densa vegetação presente no leito do rioem uma área de preservação ambiental.

De acordo com o prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, percebe-se nitidamente a melhoria no fluxo das águas do Rio Pataxó. “Esse resultado já era esperado,pois a água corre normalmente nos pontos em que a prefeitura limpou o rio em 2009. Passamos dois anos tentando obter licença do governo para realizar essa ação. As máquinas só saem daqui quando este trabalho estiver totalmente concluído”, garantiu Leonardo.

Segundo dados da Defesa Civil do município, até o início da tarde de hoje (03) as águas do Pataxó já haviam atingido quatro bairros da cidade (Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifacio e Frei Damião) e isolado 13 comunidades rurais(Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá). Foram transferidas quase 135 famílias para abrigos municipais, onde recebem da prefeitura benefícios que vão desde o fornecimento de cestas básicas à assistência médica.

Além dos atendimentos nos abrigos, médicos e enfermeiras estão realizando visitasàs comunidades isoladas, examinando a população e aplicando as vacinas da campanha contra a gripe em crianças, gestantes e idosos. “As equipes de saúde visitarão todas as comunidades isoladas, nas quais só se chega atualmente de canoa. Quatro (Picada, Lagoa de Pedra, Itu e Porto) já foram atendidas. A ordem das visitas é definida de acordo com prioridades estabelecidas por critérios técnicos” disse a secretária municipal de Saúde, Sumaira Fonseca.
Médicos e enfermeiros chegam a áreas isoladas pelas águas do Açude Pataxó

Buscando uma solução definitiva para as enchentes que atingem o município há décadas, abalando duramente sua economia e população, o prefeito de Ipanguaçu viaja à Brasília na próxima semana. Na capital federal, Leonardo Oliveira pretende agilizar o trâmite do projeto de macrodrenagem do Rio Pataxó, que já existe e custou aos cofres públicos mais de R$ 400 mil. “Esta é uma obra complexa, estimada em mais de R$ 27 milhões, e que foi projetada para resolver definitivamente esse problema. Precisamos de todo o apoio possível para que ela seja realizada, de modo a trazer paz para a nossa população”, afirmou.

Deputada solicita audiência com Ministro da Integração Nacional
Ontem (02) em Brasília, a deputada federal Fátima Bezerra registrou em Plenário sua solidariedade à população de Ipanguaçu, e afirmou já ter solicitado audiência com o ministro Fernando Coelho, da Integração Nacional, para tratar sobre as obras para a macrodrenagem do Rio Pataxó. “O projeto executivofoifeito com recursos da União, através de Emenda nossa. Esperamos contar com a presença da governadora e da bancada federal do RN nessa audiência. A parceria entre os governos e a prefeituraserá decisiva para resolver de vez esse problema”, afirmou a deputada.

Chuvas deixam Vale do Açu com 128 famílias desalojadas; fotos


De Fernanda Zauli para a Redação do DIARIODENATAL.COM.BR


Eduardo Maia/DN/D.A Press

Medo. Esse é o sentimento que toma conta dos moradores de Ipanguaçu desde que o rio Pataxó começou a subir e inundou parte da cidade, no dia 24 de abril. Hoje, são quatro bairros alagados, 128 famílias desabrigadas e 13 comunidades isoladas, nas quais só é possível chegar com o auxílio de canoas. No último fim de semana choveu 71,5 mm no município. A média anual de 600 mm já foi ultrapassada e até o domingo passado a cidade já havia recebeido 700 mm de chuvas. Na sexta-feira foi decretada situação de emergência em Ipanguaçu.

Em visita às áreas atingidas pelas cheias, a governadora Rosalba Ciarlini anunciou ontem que o Governo do Estado vai reconhecer o estado de emergência do Vale do Açu. "Já estava acompanhando a situação, mas preferi ver in loco para autorizar a continuidade das ações e adotar novas medidas de apoio às famílias", afirmou a governadora. O decreto do estado de emergência é usado para dar evitar procedimentos burocráticos que o serviço público exige, dando assim celeridade às providências e obras necessárias.

O prefeito Leonardo da Silva Oliveira afirma que após as enchentes de 2009 o Governo Federal liberou uma verba de R$ 1 milhão para ser destinada ao problema do transbordamento do rio, mas o dinheiro foi utilizado apenas para elaborar um projeto de macro drenagem do Pataxó. "Existe um projeto de R$ 27 milhões para a macro drenagem do Rio Pataxó, e enquanto ele não for executado não haverá solução para esse problema", disse.
Segundo Leonardo, em 2009 os prefeitos do Vale do Açu se reuniram e criaram o Consórcio Intergestores do Vale Unido (G12), representado pelos prefeitos de Assu, Ipanguaçu, Itajá, Alto do Rodrigues, Afonso Bezerra, Pendências, Macau, Guamaré, Serra do Mel, São Rafael, Carnaubais, e Porto do Mague, para tentar viabilizar as obras de macro drenagem do rio Pataxó e do rio Piranhas/Assu junto ao Governo Estadual e Federal. "A ajuda do estado só vem depois do estrago consumado, com o objetivo de reparar os prejuízos. Nós queremos garantira segurança da população, e para isso é preciso que seja realizado o desassoreamento do rio. Isso tem que ser prioridade, porque qualquer outra medida será paliativa e emergencial", disse o prefeito.
Ipanguaçu debaixo d'água
Nas comunidades Pau de Jucá, Lagoa de Pedra, Itu, Picada, Porto, Cuó, Luzeiro, São Miguel, Barra, Salinas, Deus Nos Guie, Santa Quitéria e Passagem, todas localizadas na zona rural de Ipanguaçu, só é possível chegar com o auxílio de canoas e cerca de 650 famílias estão ilhadas. De acordo com a assessoria de imprensa do município, 60% da população do município está na zona rural. As famílias que tiveram as casas atingidas pelas águas foram alojadas em abrigos públicos instalados em escolas municipais e estaduais, ou para casas de parentes e amigos. Na cidade, os bairros mais atingidos foram Maria Romana, Ubarana, Manoel Bonifácio e Pinheirão.

Moradores da comunidade rural Luzeiro, o agricultor Valdemiro Alves Martins, 40, e a dona de casa Maria do Socorro da Rocha, 38, enfrentaram a água no joelho para chegar à secretaria municipal de Assistência Social para pedir ajuda. "A comunidade está isolada, é água por todos os lados. Nossa casa só foi atingida pela água no domingo, mas nós montamos uma barraca de lona em uma parte mais alta do sítio e estamos dormindo lá. Nós não podemos sair de lá porque temos galinhas, pato, até uma vaca, e se sairmos o povo pode roubar. Estamos aqui para pedir ao menos uma cesta básica pra gente", disse o agricultor.

A família da dona de casa Maria Cirino da Silva Lima, 63, não teve como permanecer em sua casa, no bairro Maria Romana, e foi levada para a Escola Municipal Professora Maria Rizomar de Figueiredo Barbosa, que hoje serve de abrigo para 12 famílias. Em um local que antes funcionava uma sala de aula, ela organizou os poucos móveis que conseguiu salvar. "Somos oito pessoas aqui, vivendo de improviso, sem ter idéia de quando poderemos voltar pra casa", disse, angustiada. Essa não é a primeira vez que dona Maria é levada com a família para um abrigo. Em 2009, ela permaneceu três meses em um local improvisado pela prefeitura, por causa das inundações. "Todo ano é assim, todo mundo sabe que isso vai acontecer e ninguém faz nada. Os prefeitos prometem daruma casa em outro lugar, tirar a gente de lá, e até hoje nada. Quando a água baixar eu sei que eu vou voltar é pra minha casa velha mesmo, que é a úni ca que eu tenho", disse.

Outras 127 famílias estão na mesma situação de dona Maria. Vivendo em abrigos, esperando a água baixar para voltar para suas casas. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Ipanguaçu, Luiz Alberto da Silva, todas as famílias que estavam em locais de risco foram levadas para abrigos e o órgão permanece de plantão para auxiliar novas vítimas, caso o nível da água do rio continue a subir.

As crianças de Ipanguaçu estão sem aulas desde o início das inundações porque a única escola municipal localizada na área urbana da cidade serve de abrigo para as famílias e os alunos das nove escolas da zona rural não têm como chegar aos colégios. A assessoria de imprensa do município informou que a secretaria municipal de educação está viabilizando palestras e atividades culturais nas escolas que servem de abrigo e que as aulas só serão retomadasquando as famílias retornarem para suas casas e as dependências dos colégios forem desocupadas.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Terrorismo não se esgota com a morte de Osama Bin Laden, alertam especialistas


O mundo não será um lugar mais seguro após a morte de Osama Bin Laden. A eliminação do líder da Al Qaeda “não traz paz ao mundo. Haverá retaliações”, prevê a historiadora Maria Aparecida de Aquino, da Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo).

Em sua opinião, a organização terrorista tem estrutura de rede e está  “mais estruturada do que há dez anos”, quando ocorreu o atentado às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York (Estados Unidos) e ao Pentágono, sede do Departamento de Defesa norte-americano.

Segundo a historiadora, a Al Qaeda “recebe recursos do mundo inteiro, funciona como uma máquina. Não é pouco inteligente, não se pode menosprezar”. Para ela, a organização continuará atuando, com a mesma rotina a qual já está habituada. “Nós vamos nos acostumar com outros nomes de terroristas”, prevê.

“Achar que [a rede terrorista] acabou porque Osama morreu é uma coisa tola. Os homens do Pentágono não vão cair nessa”, destacou Maria Aparaecida. Para ela, o maior impacto da morte de Bin Laden se dará na política interna norte-americana já que o presidente Barack Obama, segundo estima, atingirá uma “popularidade incomensurável”.

Avaliação semelhante tem a professora do Departamento de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Vânia Carvalho Pinto, cientista política especializada nos países do Oriente Médio.

Vânia pondera que a morte do terrorista tem apenas “importância simbólica” e que, com ela, Obama agora tem “um grande trunfo” junto a opinião pública americana. Ela, no entanto, não acredita que a eliminação do terrorista possa garantir a reeleição do presidente norte-americano no próximo ano. “A política vive do imprevisível”, disse.

Para o sociólogo Antônio Jorge Ramalho, também professor de Relações Internacionais da UnB, a morte de Bin Laden foi apenas uma batalha em uma “guerra vencida” pelos terroristas. O professor lembra que os norte-americanos já gastaram mais de US$ 1 trilhão com a perseguição ao terrorismo e deverão continuar gastando muito dinheiro, pois é uma ameaça fora de controle. “Não se sabe quando e nem onde poderá ocorrer outra ação do inimigo”, disse, ao apontar que os Estados Unidos e outros países do Ocidente irão redobrar cuidados contra atentados nos próximos meses.

Ramalho não crê que os americanos, agora, diminuam o efetivo de militares no Paquistão, onde Osama Bin Laden foi morto. “É um sistema político muito dinâmico. Não se sabe quem está no comando”. O sociólogo lembrou que o Paquistão tem armamento nuclear.

No mercado financeiro, a expectativa é de que não haja consequência, diferentemente do que ocorreu logo depois do atentado de 11 de setembro de 2001. “Lá atrás, houve uma ruptura, uma coisa nova que impactou a economia americana e criou incerteza”, rememora o economista Raphael Martello, analista internacional da empresa de consultoria Tendências.

Fonte: Agência Brasil
Retirado da Tribuna do Norte

domingo, 1 de maio de 2011

Governadora e ministro visitam Ipanguaçu e constatam in loco a situação do município inundado pelas águas do Rio Pataxó


Sob Estado de Emergência desde a tarde da última quinta-feira, o município de Ipanguaçu recebeu na manhã deste domingo (01) a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini. Ao lado do prefeito da cidade, Leonardo Oliveira, do ministro Garibaldi Alves Filho, da Previdência Social, e do secretário de Estado da Agricultura, Betinho Rosado, a governadora esteve em áreas atingidas pela inundação do Rio Pataxó e acompanhou os trabalhos de remoção e assistência às famílias desabrigadas.

A comitiva visitou dois dos bairros atingidos pelas águas do Rio Pataxó, Maria Romana e Ubarana. Rosalba garantiu ao prefeito que o município poderá continuar contando com o apoio do Estado. “Conversei com o prefeito Leonardo Oliveira e estaremos dando todo o apoio necessário às famílias. Já enviamos duas maquinas para auxiliar no serviço de limpeza do Rio pataxó e apoiaremos na assistência às famílias. É hora de nos juntarmos para resolver esse problema. Sabemos que o município não tem condições de fazer todo o trabalho, mas juntos trabalharemos pela população” disse a governadora.

Com viagem à Capital Federal agendada para esta semana, a governadora também se prontificou a unir forças com o prefeito para conseguir apoio também do governo Federal. “Em Brasília, junto com o ministro Garibaldi, buscaremos soluções para depois desassorear o rio e construir casas para a população, em áreas não alagadiças, através do programa Minha Casa Minha Vida”, afirmou.

Para o prefeito Leonardo Oliveira, o apoio dos governos Estadual e Federal é de vital importância para que se encontre uma solução definitiva para o problema, que atinge o município há décadas. “A prefeitura tem atuado da maneira que pode, dentro do que dá para fazer com os recursos financeiros limitados que temos. Uma solução definitiva só virá através de uma parceria com os governos da presidenta Dilma e com o do nosso Estado. Vamos trabalhar por isso. Nosso desejo é que a população de Ipanguaçu nunca mais precise passar por essa situação”disse o gestor municipal.

A população também comunga do mesmo sentimento. Com a triste experiência de quem afirma já ter vivido diversas inundações, o agricultor Edivan da Silva disse que “não aguenta mais viver essa situação”. “Tenho 61 anos e digo que o prefeito (Leonardo Oliveira) foi o único que conseguiu dar inicio na limpeza do Rio Pataxó e se ele não tivesse feito isso, e feito a parede da Base Física, a água já era para ter tomado mais parte do nosso bairro”, apontou.

Segundo dados atualizados da Defesa Civil de Ipanguaçu, já passa de 100 o número de famílias assistidas pela prefeitura municipal e pela Defesa Civil, o que representa mais de 360 pessoas.

As inundações se iniciaram na última segunda-feira (25) e atingiram três bairros até o momento: Maria Romana, Ubarana e Manoel Bonifácio. Na zona rural, treze comunidades estão isoladas (Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá).

Assessoria de Comunição "Governando Nossa Terra"
Fotos: Keyson Cunha/Assecom

Mais de um milhão de pessoas assistem à beatificação de João Paulo II


Superando as previsões, mais de um milhão de peregrinos e fiéis vindos de várias partes do mundo lotaram neste domingo a cidade de Roma para assistir à cerimônia de beatificação do papa João Paulo II na Praça de São Pedro, de acordo com o porta-voz do Vaticano, citando fontes da Secretaria de Segurança de Roma.



Devido à pressão dos peregrinos, a polícia italiana foi obrigada a abrir as cancelas que dão acesso à Praça de São Pedro quatro horas antes do previsto. Milhares de pessoas não puderam chegar ao local e tiveram que se dirigir para outras áreas da cidade de Roma, onde foram instalados telões, para acompanhar a cerimônia.

Em sua homília, o papa Bento 16 explicou que o motivo pelo qual decidiu acelerar o processo de beatificação – último estágio antes da santidade – de seu predecessor foi a grande veneração popular por João Paulo 2°. “Passaram-se seis anos desde o dia em que nos encontrávamos nesta praça para celebrar o funeral do papa João Paulo II. Já naquele dia sentíamos pairar o perfume de sua santidade, tendo o povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele”.

Além dos peregrinos e fiéis vindos de diversos países, 87 delegações oficiais presenciaram a cerimônia. O Brasil foi representado pelo vice-presidente Michel Temer. Uma caravana de caicoenses representou a nossa Diocese, dentre eles a senhora Helena Dantas, viúva de Moacir Maurício Dantas (técnico da Emissora de Educação Rural de Caicó), e seu filho padre Fabiano Dantas – pároco da cidade de São José.

 
Logo no início da cerimônia, após a leitura de uma breve biografia de João Paulo 2°, o cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini, pediu formalmente ao papa para inscrever o nome de seu predecessor no elenco dos beatos. O papa leu a fórmula da beatificação: “Concedemos que o venerável servo de Deus, João Paulo II, papa, de agora em diante, seja chamado de beato e seja celebrado no dia 22 de outubro”.

 
Do Último Segundo

“Cordel Dissimulado”: Para tudo que eu preciso ouvir de novo!

O ex-candidato em 2008 disse que são vários os fatores para apoiar “Dona Ternurinha”, mais não consegui entender até agora quais são eles, ser primo? Conta outra, mas vai entender!

Ele disse ainda que é grato ao ex-prefeito, Patácio Peixoto, gente o homem deu uma patada nas vésperas das eleições em 2008, essa é sua gratidão?

Quando Dona Ternurinha chegou próximo ao microfone, tremeu na base, para uma mulher pública que tanto se comunicou com os municípis deveria estar mais segura, são 24 anos, não 24horas. Argumentos faltaram, isso é fato! Ela que si diz estar tão preparada, se tremeu no lançamento da sua pré-candidatura que pode ser temporária, pelo menos é o que diz as fontes.

Argumento? Onde estão... Faltaram palavras para a ex-primeira dama deste município de 13.855 habitantes.

Sim! Ela ainda disse que na gestão passada era liberal, não tinha cabresto. Paraaaaaaaaaaaa, Ternurinha não minta que isso é o cumulo.

TODOS sabem que se não atendesse, recebia do chicote. Foram 24 anos de dificuldades que o povo que precisava de emprego tinha que se humilhar para dar de comer aos filhos. Teve gente que deixou o emprego por tanta pressão.

Para concluir, imagina quem encerrou o primeiro capitulo da novela “Cordel Dissimulado”?

Ele mesmo Patácio Peixoto, com o show que o povo bolou de rir, com lagrimas que se quer caíram ou foram verdadeiras, ele se diz esta arrependido, isso porque ele não conseguiu comandar o gestor atual, como fez com o seu genro.

Gente entendam uma coisa: segundo o dicionário: Política quer dizer arte do diálogo e da persuasão que objetiva o estabelecimento de uma relação mutuamente consentida e respeitosa; arte do convívio com o mínimo de conflito; busca permanente da harmonia e do equilíbrio na vida em sociedade. E Politicagem é mesquinha que serve a interesses individuais.

Reflitam... enquanto mais de 100 famílias passam por situação delicadas sendo vitimas das cheias, uma novela era encenada por artistas que querem voltar para a Politicagem.

Voltaremos nos próximos capítulos, com “Cordel Dissimulado”, a nova novela da vida real. 

sábado, 30 de abril de 2011

Prefeitura continua com ações para atender as famílias

O coordenador estadual de Defesa Civil, tenente coronel Josenildo Acioli, esteve na manhã deste sábado (30), na Secretaria Municipal de Assistência Social, sede da Defesa Civil local para uma conversa sobre as ações prioritárias que devem ser realizadas no município de Ipanguaçu.

O coronel Acioli frisa que a população deve seguir as orientações da Defesa Civil para que ocorra tudo nos parâmetros exigidos para a segurança dos moradores das áreas inundadas, ou que possam ser afetadas. “É importante que ocorra o respeito e a comunicação entre a população e a defesa civil” disse o coronel.

Ele informa que membros do Corpo de Bombeiros Militares estarão durante esse final de semana, e uma equipe poderá vim ainda esta semana para o auxilio no atendimento as vítimas que tiveram suas casas alagadas pelas chuvas.

Segundo a defesa civil do município já a mais de 100 famílias alojadas em prédios públicos ou em casa de amigos e parentes. “As famílias estão recebendo assistência da prefeitura e da Defesa Civil, benefícios que vão de cestas básicas à assistência de saúde. Estamos preparados para servir à população da melhor forma possível”, disse o prefeito Leonardo.

Bairro Maria Romana.
As águas do Açude Pataxó, que chegam a algumas localidades da cidade e invadem um número crescente de casas desde a última segunda-feira (25). Os bairros atingidos até esta manhã são três: Maria Romana, Ubarana e Manoel Bonifácio e isolando treze comunidades (Santa Quitéria, Barra, São Miguel, Luzeiro, Cuó, Lagoa de Pedra, Itú, Picada, Porto, Salinas, Deus nos Guie, Sacramentinho e Pau de Jucá). São muitos os danos humanos, materiais e ambientais, além dos prejuízos à economia local, ainda não contabilizados.

A maioria das famílias que precisaram deixar suas casas optou por abrigar-se em casas de parentes, em áreas não alagadiças ou em municípios vizinhos. “A prefeitura e a Defesa Civil realizou o transporte de várias famílias nestas ultimas horas para os abrigos municipais ou para as casas de seus parentes, bem como retiramos de suas casas os seus móveis e demais pertences, todos devidamente armazenados até que esta situação se resolva”, informou Joildo Lobato, vice-presidente da Defesa Civil local.

Limpeza ainda continua 

 
A Prefeitura do município iniciou na manhã de ontem (29) a limpeza do leito do Rio Pataxó, no trecho localizado na propriedade da empresa Finobrasa Agroindustrial SA. Duas máquinas (PC 320) estão no local removendo a vegetação. Desde 2009 que o prefeito Leonardo Oliveira tentava obter junto ao governo do Estado a permissão necessária para realizar esta operação, já que a área é de preservação ambiental. No entanto, apenas na tarde de quinta-feira (28), o Idema enviou ofício com a autorização, em caráter emergencial.

O constante agravamento da situação fez com que o prefeito Leonardo Oliveira acatasse recomendação da Defesa Civil do município e decretasse Estado de Emergência em Ipanguaçu. Dessa forma, a prefeitura pode pedir recursos ao governo federal para ajudar no reparo aos estragos. “Nossos recursos são limitados. Com recursos próprios nós estamos dando assistência a varias famílias, dando suporte às comunidades isoladas e pagando o aluguel dessas duas máquinas que estão trabalhando no Rio Pataxó. Para podermos fazer mais, é necessário contarmos com a ajuda dos governos Estadual e Federal”, disse Leonardo.


Na manhã de hoje, dia 30, tratores e retro escavadeiras reforçaram a estrutura de uma parede no leito do rio pataxó que foi construída com recursos próprios e que desvia mais de 90% das águas do Pataxó que tentam invadir o município. “Sem essa parede a água já teria invadido o bairro Frei Damião que fica na entrada da cidade, removendo um numero ainda maior de famílias” afirma Leonardo. 


Jornais do RN destacam situação do municipio de Ipanguaçu

Edição de sábado, 30 de abril de 2011 
Diário de Natal:
Sangria do Pataxó desabriga 60 famílias
Chuvas também já fizeram a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves exceder sua capacidade máxima

As chuvas já começaram a causar estragos no Vale do Açu. No município de Ipanguaçu, 60 famílias estão desabrigadas e 13 comunidades estão isoladas devido à "sangria" do açude Pataxó. Ontem, o reservatório estava com uma sangria de 17 centímetros de lâmina d'água, o que preocupa a população ribeirinha. O acumulado de chuvas do ano no município de Ipanguaçu chegou nesta semana a 637,8 milímetros, segundo a Emater. As precipitações também já fizeram a maior barragem do Estado, Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, exceder sua capacidade máxima.

As famílias desalojadas foram transferidas para abrigos temporários da prefeitura e para a residência de parentes e amigos. De acordo com tenente-coronel Acioli, coordenador estadual da Defesa Civil, se as chuvas persistirem e o nível do açude continuar a subir, o número de famílias desabrigadas pode chegar a 320. "Amanhã estarei em Ipanguaçu para verificar a situação in loco. Mas já solicitamos ao Comando do Corpo de Bombeiros o envio de militares para auxiliar a população", disse. Segundo ele, a Defesa Civil também está levando para o município embarcações para auxiliar as famílias que estão nas comunidades que foram isoladas pelas chuvas.

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Jornal de Fato
Barragem Armando Ribeiro sangra e preocupa municípios do Vale

A previsão se confirmou e a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, localizada no município de Itajá, sangrou na manhã dessa sexta-feira, 29.

Entre a tarde de quinta-feira, 28, e às 11h30 de ontem, momento da sangria, o volume de água da barragem subiu os 16 centímetros que ainda restavam para o sangramento. Na tarde de ontem, a lâmina de água já era de 4 centímetros. A previsão era que a barragem amanhecesse esse sábado com uma sangria de 10 a 15 centímetros.

"A sangria foi apressada por uma forte chuva que caiu na noite de quinta-feira no município de Santana do Matos, fazendo com que muita água chegasse até a barragem", informou o técnico do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), responsável pelo monitoramente da Armando Ribeiro Gonçalves, Geraldo Magela.

Desde que foi inaugurada, em 1983, essa é a 13ª vez que a barragem sangra. A primeira sangria, em 1985, foi a maior já registrada, chegando a 4,5 metros. Em 2008, o sangramento chegou bem perto do recorde: 4,32 metros.

Muita gente foi até a barragem para ver o momento em que a água suplantou as barreiras de concretos. A expectativa é que a partir de agora centenas e até milhares de pessoas viagem até Itajá para conferir o que é chamado de espetáculo.
Por enquanto, o acesso de veículos até a Armando Ribeiro Gonçalves está liberado, mas será proibido caso a sangria alcance dois metros.

A Armando Ribeiro Gonçalves é a maior barragem do Rio Grande do Norte, com capacidade para armazenar 2,4 bilhões de metros cúbicos de água.

Uma riqueza que promove desenvolvimento, mas também causa bastante preocupação.
A partir da sangria da barragem, vários municípios da região do Vale do Açu entraram em alerta.

Porém, com exceção de Ipanguaçu, os demais municípios ainda demonstraram tranquilidade.
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Famílias desabrigadas já somam 80

A cada hora e a cada dia que passa mais famílias sofrem com a enchente no município de Ipanguaçu. Na tarde dessa sexta-feira, 29, o número de famílias desabrigadas ou desalojadas já passava de 80, quase o dobro do registrado no dia anterior.

A Prefeitura de Ipanguaçu interrompeu as aulas na Escola Municipal Presidente Lula, no bairro Presidente Lula, para abrigar as famílias que foram expulsas de casa pela água e que não têm para onde ir.

Durante toda sexta-feira, 29, a Prefeitura concentrou forças no trabalho de limpeza do rio Pataxó num trecho de preservação localizado dentro da empresa Finobrasa.
A limpeza foi autoriza pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (IDEMA), mas as máquinas não conseguiram fazer muita coisa por conta do grande volume de água.

O prefeito de Ipanguaçu, Leonardo Oliveira, pediu ajuda à governadora Rosalba Ciarlini, solicitando mais duas máquinas para ajudar na limpeza do rio.

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Tribuna do Norte



60 famílias estão desabrigadas em Ipanguaçu

Valdir Julião - repórter

Uma tragédia anunciada: mal começou o inverno deste ano, a população de Ipanguaçu, a 215 quilômetros de Natal, já está em polvorosa com a possibilidade das cheias do rio Pataxó. O município passou quatro inundações nos últimos sete anos: em 2004, 2008 e 2009. As chuvas que vêm na região do Vale do Açu já preocupam a população local, principalmente no município de Ipanguaçu, onde 60 famílias já estão desabrigadas e, atualmente, estão alojadas em três abrigos públicos, em casas de parentes, amigos ou cedidas
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Junior SantosO maior reservatório do Rio Grande do Norte, a Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Golçalves, começouu a sangrar. Apesar da beleza do espetáculo, a cheia preocupa cidades ajustanteO maior reservatório do Rio Grande do Norte, a Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Golçalves, começouu a sangrar. Apesar da beleza do espetáculo, a cheia preocupa cidades ajustante
Segundo informações da Secretaria de Ação Social do município, 13 comunidade já estão ilhadas: Pau de Jucá, Lagoa de Pedra, Itu, Picada, Porto, Cuó, Luzeiro, São Miguel, Barra, Salinas, Deus Nos Guie, Santa Quitéria e Passagem. Pelo menos 2.200 pessoas já estão afetadas pelas inundações das águas pluviais vinda do rio Pataxó.

Na zona urbana, três bairros já estão tomados pelas águas - Maria Romana, Ubarana e Manoel Bonifácio. Segundo o prefeito Leonardo Oliveira, a situação pode se tornar ainda pior, porque ontem à noite a lâmina de água na sangria do açude Pataxó, a 25 quilômetros da cidade, já tinha 45 centimetros de espessura. “Nós estamos em sinal de alerta”.

A prefeitura contratou duas retroescavadeiras para fazer a limpeza do leito do rio Pataxó, onde existem matas nativas, que contribuem para impedir o fluxo das águas. “A gente conseguiu uma autorização do Idema para entrar fazenda, que é uma empresa privada e a gente não podia entrar”, disse o prefeito.

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Açude Pataxó está perto da sangria e já assusta moradores da região

Comparável à barragem Armando Ribeiro Gonçalves, que armazena 2,4 bilhões de metros cúbicos de água, o açude Pataxó, localizado no distrito homônimo 'é um petisco d'àgua". Mesmo assim, com seus 15 milhões de metros cúbicos, o reservatório é considerado o terror para a população ribeirinha de Ipanguaçu. "Com 35 centímetros de lâmina d'água de sangria, a cidade já pede socorro", diz o agricultor João Batista Barbosa, nascido em São Rafael, mas desde os três anos de idade reside no Pataxó.

Junior SantosAçude PataxóAçude Pataxó
João Barbosa conta que na noite de sexta-feira, dia 29, a sangria do açude Pataxó chegou a quase  50 centímetros de lamina de água. às 9 hboras de ontem, a sangria havia baixado para 40 centímetros. Ele disse que a sangria do açude sangra desde o dia 7 de abril, mas só ontem alcançou a maior lãmina devido a sangria de açudes situados nos municípios de Angicos e Fernando Pedroza, que são tributários do rio  Pataxó.

Outro morador do Vale do Açu, João Batista do Nascimento Filho, disse que nasceu e se criou no sitio Baldum, em Ipanguaçu, mas depois de 'não aguentar mais com tantas cheias" ao longo de sua vida, resolveu morar na cidade do Assu: "Cresci a água entrando por uma porta e saindo por outra".

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O mossoroense

Ipanguaçu inicia limpeza do leito do rio Pataxó

A Prefeitura de Ipanguaçu iniciou na manhã de ontem a limpeza do leito do rio Pataxó, no trecho localizado na propriedade da empresa Finobrasa Agroindustrial SA. 

Duas máquinas (PC 320) estão no local removendo a vegetação. Desde 2009 que o prefeito Leonardo Oliveira tentava obter junto ao Governo do Estado a permissão necessária para realizar essa operação, já que a área é de preservação ambiental. No entanto, apenas na tarde do dia 28, o Idema enviou ofício com a autorização, em caráter emergencial.

O trabalho é de difícil execução, já que a área está alagada e a vegetação é bastante densa. Uma das máquinas, inclusive, atolou no final da tarde, sendo o trabalho realizado desde então com apenas uma. Além disso, o aluguel das máquinas, por hora, tem valor elevado. "Já se nota uma sensível melhora no escoamento da água nos pontos onde a vegetação está sendo removida. O trabalho é difícil, lento, mas será feito, dia e noite. Independentemente do tempo que demore para ser concluído, nós vamos até o fim", afirmou o prefeito, em entrevista concedida no local.

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